Denúncia de Precários Atendimentos Médicos em Sorocaba

DENÚNCIA DE PRECÁRIOS ATENDIMENTOS MÉDICOS

Envolvido em situações que afetam minha saúde, pela segunda vez fortemente desconcertado e revoltado com os ineficazes serviços oferecidos aos cidadãos por irresponsáveis médicos da saúde pública, optei por, mais uma vez, denunciar deficientes atendimentos no sistema constitucionalmente devido aos cidadãos, relatando detalhadamente os fatos, por meio do texto a seguir reproduzido na íntegra, que, no dia 26.07.2021, foi transmitido ao Prefeito Municipal de Sorocaba, e, por diferentes meios, repetido em 04.08.2021, incluindo cópias para o Secretário de Saúde de Sorocaba e também para outras autoridades municipais que, por obrigação legal de suas funções, deveriam estar acompanhando os temas abordados, mas que, infelizmente, ATÉ ESTE MOMENTO, 11.08.2021, PERMANECEM SEM EMITIR QUALQUER MANIFESTAÇÃO E/OU PROVIDÊNCIA EVIDENCIADA!

Segue a reprodução do texto original.

PÉSSIMOS ATENDIMENTOS MÉDICOS
EM UPH DE SOROCABA/SP

Constatando horrível desempenho profissional de duas médicas em Unidade Pré-Hospitalar de Sorocaba (UPH Zona Leste, Rua Cel. Nogueira Padilha, 2585), e, revoltado, esperando oferecer aos gestores públicos a oportunidade de melhor fiscalizar, orientar e corrigir – repetindo iniciativa que antes já tive, há cinco/seis anos -, não pretendo renunciar à obrigação de cidadão em oferecer denúncia proativa! Considerando as ocorrências graves e inaceitáveis, relato a seguir os fatos com detalhes.

A partir da tarde do dia 15.07.2021, quinta-feira, observei alguns sintomas a mim estranhos no desempenho de algumas atividades rotineiras. Nos dias seguintes, final se semana, percebi ampliações nessas intensidades. Mesmo já tendo recebido as duas doses da vacina e, também, contra a gripe, prudentemente decidi fazer o teste contra o COVID-19, o realizando na manhã da segunda-feira, dia 19, optando pelo RT-PCR, tido como o mais confiável.

Na manhã do dia seguinte, 20, terça-feira, fui surpreendido por resultado positivo! Imediatamente em seguida, na esperança de receber seguras e confiáveis orientações médicas e início dos cuidados e tratamentos necessários, me dirigi à UPH citada, lá chegando aproximadamente às 10:15 horas.

Foram atenciosos e eficientes os atendimentos recebidos na recepção e no balcão administrativo, realizando o cadastramento e me orientando a aguardar o atendimento, entre razoável quantidade de pessoas presentes, aparentemente em situação similar.

Algum tempo depois, juntamente com mais duas pessoas, fui convocado a adentrar à parte reservada interior, sendo encaminhado à corredor interno onde deveria me sentar e aguardar nova chamada nominal, frente à quatro pequenas salas, identificadas como; “Triagem”, “Consultório 1”, “Consultório 2”, e “Consultório 3”.

Rapidamente iniciaram as chamadas para a sala de “Triagem”. Fui o terceiro a ser convocado, novamente com atencioso e eficiente atendimento, agora por provável enfermeiro ou técnico, inclusive conseguindo, por minha solicitação, simpática e boa orientação sobre o uso eficiente de um “oxímetro”. Encerrado esse atendimento fui orientado a retornar à sala de espera principal.

Algum tempo depois um dos atendentes convocou um grupo de várias pessoas, provavelmente seis, levadas para a área interna, para atendimento em consulta médica, imaginei! Pouco tempo depois, sequencialmente, as mesmas pessoas saiam do espaço reservado. Tinham extraídas dos seus pulsos as fitas de identificações, e se retiravam do local! Certamente dispensadas, pensei!

Novamente após intervalo de tempo, juntamente com outra pessoa, fomos os dois convocados a retornar ao mesmo corredor interno, frente às salas citadas, orientados a sentar e aguardar novas chamadas, para as consultas médicas. Sentei-me em frente ao “Consultório 1”, que mantinha aberta a sua porta. O “Consultório 2” tinha a sua porta fechada! No “Consultório 3”, também com porta aberta, aparentemente existia serviço administrativo, pois era seguidamente frequentado por atendentes diversos, de onde se ouviam diálogos variados. Portanto, deduzi, no recinto tínhamos dois médicos/as.

Com papéis nas mãos o atendente que nos convocou abriu a porta do “Consultório 2”, entrou e saiu logo em seguida, novamente fechando a porta, então adentrando à porta aberta do “Consultório 1”, deixando lá os papeis restantes e se retirando, mantendo aberta a porta.

Na sala “1”, com a porta aberta, sentada junto à mesa eu observava uma pessoa, médica, pensei, atentamente curvada sobre um celular sendo intensamente teclado com ambas as mãos. Imaginei que, usando os papéis que recebeu, ela iniciaria em seguida as convocações para os atendimentos das consultas.

ENGANO! Ela não interrompeu o uso do seu celular! Depois de longo tempo, aproximadamente uns 20 minutos, largou o celular na lateral da sua mesa! “Finalmente iniciará as convocações”, imaginei! ENGANO! Levantou-se e saiu da sala. Ao retornar, em alguns minutos, me animei; “Agora iniciará as convocações”! ENGANO! Agarrou novamente o celular e reiniciou as suas ávidas digitações! Mais uns dez minutos e, finalmente, convocou a pessoa que havia entrado comigo. Percebi que ele foi convidado a sentar, e que havia diálogo entre ambos, mas não compreendia o conteúdo das falas! Em poucos minutos, aproximadamente uns cinco, ele se levantou e se retirou da sala!

“Finalmente chegou minha vez!”, pensei! ENGANO! Novamente ela agarrou o famigerado celular e reiniciou suas digitações! Passados mais uns cinco ou mais minutos finalmente ouvi meu nome sendo convocado! Entrei na mesma sala “1” e, finalmente deixando de se concentrar no celular, surpresa a médica alertou; “o senhor foi chamado na sala ao lado”! Me desculpei, agradeci e me dirigi à sala “2”, abrindo a porta que havia sido mantida fechada o tempo todo, e onde, até aquele momento, ninguém havia entrado ou saído após o atendente já citado!

A médica me orientou a sentar! Imediatamente respondi à três rápidas indagações dela, enquanto digitava no teclado de seu computador;

– O senhor tem diabetes? Não, respondi!
– Tem pressão alta? Não!
– Tem glicemia? Não!

Nada mais indagando, em seguida ela recolheu um impresso comandado, o assinou e entregou a mim, orientando “a seguir o tratamento indicado” e para “me isolar completamente de outras pessoas durante dez dias”, silenciando!

Indaguei se havia mais orientações e ouvi que; “é para seguir o tratamento indicado e retornar aqui se perceber alguma piora!”.

Na pretensa “consulta”, de não mais que cinco minutos, eu já estava sendo literalmente dispensado, sem nenhum outro questionamento, que, conforme será relatado em seguida, considerei gravíssima irresponsabilidade!

Fotografada em sua parte principal, a receita continha as indicações exibidas;

Os detalhes até aqui relatados exibem total desprezo das médicas pelos pacientes, inadequado, horrível e irresponsável desperdício de tempo, pois, em aproximadamente 40/45 minutos as duas médicas atenderam somente há duas pessoas, eu e o outro paciente citado, destinando à cada um não mais que uns cinco minutos!

Seguem relatos agravados!

Se a médica que me atendeu tivesse oferecido mais atenção ao seu paciente, questionando um pouco mais o assunto, teria “DESCOBERTO” fatos que IGNOROU TOTALMENTE, e que, provavelmente, orientassem tratamento e cuidados diferentes, em decorrência dos fatos que seguem, que, EM RAZÃO DA PRESSA EM ME DISPENSAR, ELA IGNOROU COMPLETAMENTE. Esclareço.

  • Em março de 2004, acometido de Câncer de Próstata, passei por cirurgia com Prostatectomia Radical, seguida por longo e agressivo tratamento pós-operatório.
  • Depois, em novembro de 2015, tive diagnóstico do acometimento de “novo” Câncer, agora EM AMBOS OS PULMÕES, me obrigando a iniciar intenso e forte tratamento, por meio de trimestrais injeções subcutâneas de produto químico que origina intensos efeitos colaterais agravantes, em tratamento que vem sendo mantido até a atualidade.
  • E, que eu já estou vacinado com as duas doses contra o COVID e, também, contra gripe, esta anual.

Em razão da pressa em me dispensar, a médica que me atendeu ignorou completamente esses fatos, QUE AFETAM PRINCIPALMENTE MEUS PULMÕES, e, agora, também, COM O AGRAVAMENTO DA INDICAÇÃO POSITIVA DE CONTAMINAÇÃO PELO COVID-19!

E, AGRAVANDO AINDA MAIS; pesquisando sobre os medicamentos receitados, eu “descobri” que;

  1. A LORATADINA é indicada para tratamento com sintomas relacionados à rinite alérgica, coriza, espirros, ardor e coceira nos olhos, sintomas de urticária e outras alergias da pele.
  2. O BUSCOPAM COMPOSTO é indicado para tratamento de cólicas intestinais, estomacais, urinárias, das vias biliares, dos órgãos sexuais femininos e menstruais.

E, o mais preocupante, para mim assustador!

  1. O PREDSIM receitado (Prednisolona) é um CORTICÓIDE também utilizado para tratamentos de infecções por COVID-19, MAS, PARA CASOS GRAVES E SOB ASSISTÊNCIA MÉDICA, cujo uso pode apresentar muitos, inúmeros, efeitos colaterais severos e graves, tendo também muitas, inúmeras, contraindicações, entre outras a que provoca severa redução na capacidade imunológica do paciente. Tal medicamento aplicado em meu caso, passando por tratamento contra câncer pulmonar e não contando com acompanhamento e com assistência específica, PODERIA AGRAVAR MINHA SITUAÇÃO!

Em razão das ocorrências citadas, não há como deduzir de outra maneira; as médicas atendentes naquele momento, na UPH da Zona Leste, foram irresponsáveis em relação ao exercício de suas obrigações profissionais, perdendo grande e importante tempo no exercício de atos supérfluos, estranhos e contrários à suas obrigações, deixando de atender grande número de pacientes, os obrigando à desnecessárias e incompatíveis esperas, ampliando os riscos de contaminações no ambiente de espera, e, quando os atendendo, o fazendo de modo irresponsável, com desatenta e irrisória atenção, se preocupando mais em “se livrar rapidamente do paciente”, que com a saúde dos atendidos.

Aquela que me atendeu talvez oferecesse outro tratamento, se tivesse oferecido mais atenção às suas indagações para identificar seu diagnóstico! Não posso deixar de pensar que, receitando o Corticoide sem mais avaliações, e sem acompanhamento médico, ela me colocou em gravíssima situação, com possibilidade de agravamento do meu caso de ocorrência de Câncer Pulmonar, agora associado à infecção pelo COVID-19.

Com tal desabafo e denúncia, proativamente espero que as autoridades gestoras da saúde pública se motivem a dedicar maior atenção à fiscalização e orientação dos serviços prestados pelos maus profissionais médicos que atendem à saúde da população, ampliando gravemente os riscos aos pacientes, e, também, denegrindo o trabalho dos seus colegas bons profissionais e mais responsáveis!

E, não é a primeira vez que faço tais denúncias! Já aconteceram comigo antes, em 2016, similares e gravíssimas, quando, com comprovantes, foram levadas ao conhecimento das autoridades gestoras da saúde pública de Sorocaba, do Estado e da União, INFELIZMENTE SEM QUALQUER EFEITO OU RESULTADO ESPERADO!

Paulo Dirceu Dias
Nascimento = Sorocaba/SP – 25/01/1945
(15) 9.8118.4144
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
23.07.2021

DENÚNCIA ANTERIOR – Caso queira conhecer a minha denúncia original, tornada pública em janeiro de 2016, que foi transmitida para as autoridades citadas, use o link: http://snookerclube.com.br/o-hospital-de-cancer-de-barretos/

Outras informações e detalhes, principalmente a respeito do excelente, eficiente, confiável e exemplar Hospital de Câncer de Barretos, que hoje coerentemente trocou seu nome para Hospital de Amor, e atende pelo SUS, estão disponíveis sob o link http://snookerclube.com.br/categoria/saude/

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
11 de agosto de 2021