Conflito Armado Entre Judeus e Palestinos

CONFLITO ARMADO ENTRE JUDEUS E PALESTINOS.

COMO AVALIAR?

Quais povos estão certos, quais errados? Quais tem maiores direitos, e/ou menores?

O tema é profundamente polêmico! Difícil avaliar! É dificílimo chegar à consenso!

A este leigo, considerando algumas ocorrências tradicionalmente declaradas como verdadeiras por historiadores, parece ser sensato defender e conseguir que as partes dialoguem e atinjam solução que julgo ser a menos conflitante, a mais segura e mais justa, para as duas partes; a criação e existência de dois Estados independentes; Israel e Palestina.

Historiadores contam que, aproximadamente por volta de 1.450 a.C., o povo Hebreu, semita, foi expulso do Egito, de onde teve que partir. Com interrupções nos trajetos, teriam viajado por quase 40 anos, para Leste, cruzando o norte do Mar Vermelho e chegando à região do Oriente Médio, litorânea ao Mar Mediterrâneo, que naquela época estaria ocupada pelos Filisteus, povo indo-europeu que teria sido a origem dos Palestinos.

Relatam ainda que no século XII a.C., os chamados “povos do mar”, entre eles os Filisteus, haviam ocupado as planícies litorâneas. Mas, as constantes lutas entre os Filisteus e Hebreus, motivadas pela posse de terras, terminaram com a vitória dos Hebreus e a ocupação das terras. A região, que alcançou o seu apogeu ao longo dos reinados de David e Salomão, foi mais tarde dividida em dois reinos: ao norte Israel, ao sul Judá.

Segundo historiadores, de início os Hebreus teriam se fixado nas regiões localizadas a oeste do Mar Morto, e, aos poucos, ocuparam as margens do Mediterrâneo e as terras do norte. Contam também que, vivendo por volta de 1050 a.C., Davi ou David, filho de Jessé, da tribo de Judá, sucedeu a Saul, da tribo de Benjamim. Era reconhecido como o segundo rei de Israel, tendo se destacado na luta dos Israelitas contra os Filisteus, conquistando Jerusalém e a transformando em capital do Reino de Israel.

Em 721 a.C. Sargão II teria conquistado a região, transformando Israel em território da Assíria e deportando a maior parte de seus habitantes. Na região sul o reino de Judá teria conservado precária independência, até 587 a.C., quando Nabucodonosor a arrasou e deportou sua população para a Babilônia. Em 539 a.C. o imperador persa Ciro, “O Grande”, teria se apoderado da Babilônia, forçando muitos hebreus a regressarem à Palestina. Depois da conquista do Império Persa pelo macedônio Alexandre, a Palestina ficou submetida à influência Helenística.

Como se constata, a história decreta que toda aquela região milenar foi mantida sob conquistas e posses múltiplas, “trocando de mãos” em épocas nas quais as guerras e invasões determinavam que a posse das terras era direito dos vencedores!

Tais fatos históricos mostram que os atuais beligerantes são, ambos, igualmente merecedores de final feliz, por meio do mútuo e internacional reconhecimento de duas nações independentes e autônomas; uma Israel e outra a Palestina.

É o entendimento deste leigo!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br

Sorocaba – SP
Maio de 2021