OVNIS e Extraterrestres

OVNIS E EXTRATERRESTRES

MINHAS CONSIDERAÇÕES

São fatos ou criativas invencionices? Reconheço; é assunto controverso, polêmico e envolvente!

Confesso; nos últimos recentes períodos me senti induzido a alterar minha forma de pensar a respeito desse tema!

Durante longo tempo acompanhei e aceitei as respostas oferecidas por experientes e sérios astrofísicos, às perguntas;

OVNIS existem?

Periodicamente extraterrestres tem visitado nosso planeta?

Com mínimas variações, os esclarecimentos predominantes sempre foram;

“É provável que alguma forma de vida extraterrestre exista em distantes astros cósmicos!”

“É improvável, praticamente impossível, que alienígenas nos visitem em seus OVNIS!”

 Assim eu também pensava!

Entretanto, nos últimos tempos várias ocorrências me fizeram alterar essa forma de conjecturar, passando a considerar que são bastante fortes as evidências e as possibilidades de que algo mais sério e mais consistente deve estar acontecendo!

Esclareço!

Em tempos recentes os inúmeros militares consultados, principalmente das Forças Aéreas, vêm reduzindo e relativizando suas antigas e frequentes negativas a respeito das “aparições de OVNIS” e fenômenos interligados, além de também passarem à simplesmente declarar ignorância sobre os fatos “mais evidentes”! Igualmente, os astrofísicos integrantes da NASA também passaram a “ignorar” tais relatos e seus questionamentos, curiosamente se recusando a comentar as declarações pertinentes, quando antes as desmentiam.

Mas, os “estranhos fenômenos” continuavam sendo “observados” e relatados, periódica e intermitentemente, geralmente com significativos intervalos de tempo, ou, eventualmente, sendo “exibidos” de forma mais intensa, “mais numerosa”!

Um LIVRO com fortíssimas evidências.

Em maio de 2021, mês do seu lançamento, li exemplar do livro brasileiro “A noite oficial dos UFOs no Brasil”, 2021, de Jackson Luiz Camargo, 214 páginas, Editora A. J. Gevaerd Ufologia.

Relatando ocorrências antes “secretas”, recentemente reveladas e confirmadas pela Aeronáutica, o livro aborda importantes acontecimentos que reportam grande número de “avistamentos” e “perseguições” de caças militares à “discos voadores”, focando principalmente em certo curto período de dias e noites, com maiores e mais significativos acontecimentos relatados na noite de 19 de maio de 1986, geralmente citada como “a noite oficial dos óvnis”.

Naquele período, e principalmente naquela noite, muitos registros e testemunhos ocorreram e foram documentados, principalmente nos estados de Goiás, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, um deles particularmente especial e mais significativo para mim, em razão do descrito a seguir, ocorrido no espaço aéreo da cidade de São José dos Campos, SP, sede da EMBRAER, no Vale do Paraíba.

O livro surpreende pelo grande número de relatos, todos acompanhados de farta documentação oficial reproduzidas em suas páginas, com detalhes inequívocos que oferecem nomes dos envolvidos, a maioria militares, com suas patentes, datas, momentos, ricos detalhes ratificados em reuniões “oficiosas”, mas documentadas, muitos dos casos observados simultaneamente por mais de uma pessoa. Inúmeros “códigos QR” estão exibidos nas páginas do livro, podendo ser lidos por qualquer aparelho celular, remetendo a documentos ufológicos, gravações aeronáuticas entre os pilotos e controladores de voos, e operadores de torres de controle envolvidas, em fartura de arquivos que situam o leitor em espantosos episódios ufológicos.

Um dos relatos no livro me impressionou muito, por envolver diretamente importante e seríssimo personagem brasileiro, que não participaria de histórias duvidosas e/ou suspeitas, quando inequivocadamente observou por aproximadamente 30 minutos algumas das “aparições”, relatadas por ele e por seu colega militar, que com ele estava no comando de voo oficial, com muitas minúcias confirmadas oficialmente por ambos! Se trata do nosso competente e honradíssimo Ozires Silva.

Dele, Ozires Silva, sabemos que; é piloto militar e engenheiro aeronáutico brasileiro, foi ministro da Infraestrutura e ministro das Comunicações do Brasil, fundador e presidente da Embraer, presidente da Petrobras e da Varig, reitor da Unimonte, chanceler da Universidade São Judas e presidente do Conselho de Inovação da Ânima Educação. É destacado e homenageado como integrante da “Santíssima Trindade da Aeronáutica Brasileira”, juntamente com Santos Dumont e o brigadeiro Casimiro Montenegro Filho, criador do ITA”.

E, o que tem Ozires Silva com as histórias de OVNIS?

Afirmando que, consultados, ambos confirmaram as ocorrências que seguem, entre diversas outras menções o autor do livro, em relato iniciado na página 55, registra e detalha ocorrência testemunhada por Ozires Silva e seu colega militar Alcir Pereira da Silva, que estava no comando da aeronave Xingu, jato executivo da EMBRAER, prefixo PT-MBZ, na qual Ozires atuava na condição de copiloto, para esse voo.

Resumo dessa ocorrência, extraída do livro citado.

Convocado à Brasília pelo então presidente José Sarney, Ozires voou para lá no dia 19 de maio de 1986, onde foi convidado a deixar a presidência da EMBRAER e assumir a presidência da Petrobrás, missão que ele prontamente aceitou. Encerrada a audiência com o presidente, Ozires rapidamente iniciou seu voo de retorno à São José dos Campos, SP, de onde tinha partido na manhã do mesmo dia.

Durante o voo de retorno, por meio das comunicações rádio, os dois pilotos militares, Ozires e Alcir, acompanharam relatos radiofônicos de “aparições e perseguições de OVNIS”, detalhadas por outros pilotos e diversos controladores de voos.

Pouco antes das 21h00, já se aproximando de seu destino, eles se comunicaram com os controladores de voo e passaram a tentar visualizar os objetos citados, alternando várias proas, quando, minutos depois, avistaram UFOS, um à esquerda e, logo em seguida, outro na direita da aeronave.

Em certo momento testemunharam que um deles alterou a posição para o lado oposto, ultrapassando à frente da aeronave. Em seguida, sempre confirmado pelos radares, o outro objeto voou para a parte traseira do Xingu, ainda acompanhando a aeronave. Contatos com os controladores confirmavam as visualizações e as indicações radar, com diversas mudanças de proa, até às 21h30, quando finalmente pousaram em São José dos Campos.

Posteriormente, indagado sobre sua experiência, Ozires Silva declarou;

“Na altura de 600 metros, vimos pontos luminosos de cor laranja-avermelhado e com brilho muito intenso. As luzes apagavam e acendiam em lugares diferentes, entre 10 a 15 segundos. Observamos variações muito rápidas de velocidades. As luzes tinham presença reais, eram alvos primários de radar, alvos positivos, uma coisa concreta. Se não fossem detectados pelos radares, eu não teria falado nada. Está registrado pelo radar.”

As múltiplas ocorrências de visualização de UFOS nessa noite colocaram em alerta toda a defesa aérea brasileira, com acionamento de diversos caças à partir de várias bases militares da região. Foram inúmeros os contatos visuais confirmados, com ratificações por registros indicativos nos radares, em terra e nas aeronaves, que também se alternavam, muito, entre “aparecendo e desaparecendo” visualmente e nos plotes dos radares, além de se movimentarem em voo de forma impossível para as nossas aeronaves, alterando instantaneamente as velocidades e posições, passando de estacionárias para aceleradíssimas velocidades supersônicas, para diferentes direções, à frente, atrás, acima, abaixo, em linha reta, alternando em “ziguezagues”, ora com iluminação destacada, ora “desaparecendo” no escuro da noite.

Outro fato bastante curioso é detalhado; por volta das três horas da manhã da mesma noite, um Boeing 707 cargueiro, da VARIG, com quatro tripulantes a bordo, dois no comando, todos identificados, fazia a rota de Guarulhos, SP, ao Galeão, RJ. Ao atingirem 12 mil pés os controladores de voos questionaram os pilotos, indagando se eles “avistavam tráfego” à frente da aeronave, ligeiramente na esquerda (“posição 11 horas”). Informando que nada avistavam, os pilotos foram alertados que se tratava de “alvos não identificados”, vistos por outros pilotos naquela região, e detectados por radares.

Na sequência imediata, enquanto conversavam o piloto avistou objeto com forte luz, na posição indicada, “brilhando como um farol branco”, que em seguida desapareceu. Imediatamente em seguida, quando novamente indagados, enquanto respondiam que não mais o avistavam, o objeto literalmente piscou a sua iluminação, como querendo afirmar; “Estou aqui”!

Essa ocorrência e dezenas de outras exibições de manobras “organizadas”, todas detalhadas no livro, documentadas, confirmadas visualmente e registradas nos radares, permitiram considerar que os condutores dos UFOS  “estavam ouvindo e entendendo” as transmissões radiofônicas!

Outra das várias ocorrências “organizadas” relatadas pelos controladores dos radares de terra, registradas por gravações dos plotes nos radares, confirmou que, 13 objetos voadores iluminados seguiram por alguns minutos um dos caças militares em voo, em formato triangular, ou delta, como voam as aves migratórias, com exatos 6 de um lado e 7 do outro, em perfeita formação organizada! Na época, essa ocorrência e diversas outras similares, que demonstraram organização “inteligente”, levaram à dedução de que os condutores dos objetos voadores “queriam” ser notados e observados, como em confirmação de suas presenças.

Muito mais que os casos citados, grande número de relatos documentados são detalhados no livro citado.

Antes, em 1982, o intrigante voo 169 da VASP.

Ocorrido poucos anos antes das ocorrências citadas no livro, outro fato relevante precisa ser relatado, em razão da importante visualização de UFO ter sido testemunhada e registrada por diversos tripulantes e grande número de passageiros de voo comercial.

Na noite de 8 de fevereiro de 1982 um Boeing 727 decolou de Fortaleza, CE, com destino ao Rio de Janeiro, no voo 169 da VASP, sob o comando do piloto Maciel de Britto. Algum tempo depois, às 03h12 da madrugada, os pilotos observaram objeto estranho, com luz muito forte, “acompanhando” o voo à esquerda da aeronave. Não conseguindo o identificar, o comandante optou por alertar sua tripulação e os passageiros sobre o fato. Emocionada, uma das comissárias alertou os passageiros ainda sonolentos de que “(…) um disco voador estava lá fora, na esquerda da aeronave.”!

Todos avançaram para as janelas do lado esquerdo, e, lá estava, de fato, o objeto luminoso! “Parecia umas oito estrelas juntas, com um clarão azulado”, contou na época a passageira Lígia Rodrigues, estudante e fotógrafa paulista. 
“Era como uma bola de futebol incandescente.”, disse Elaine Belache. “(…) às vezes voava mais rápido que o avião, outras vezes mais lentamente”, lembrou Walter Macedo, funcionário do Jockey Club de São Paulo.
   Entre os 151 passageiros que testemunhavam curiosos, observando e fotografando pelas janelas, um preferiu se manter alheio à generalizada confusão; era o ilustre Dom Aloísio Lorscheider, na época cardeal-arcebispo de Fortaleza. Mais tarde, indagado sobre a experiência, declarou “(…) ser indiferente aos mistérios do céu, preferindo deixar o disco voador para lá“!
    “Às vezes se mantinha próximo, em outras mais distante, chegando a ficar há uns 15 quilômetros da aeronave, constantemente mudando de cor, entre o vermelho, laranja, azul e branco”, relatou depois o comandante Britto, com a concordância de vários passageiros. Com câmeras na bagagem de mão, alguns dos passageiros fotografaram o acontecimento.
   Voando na mesma rota, outros dois pilotos, um da Transbrasil e outro da Aerolineas Argentinas, também declararam ter visto a luminosidade.
   Solicitando atenção dos controladores de voo da região, o comandante Maciel de Britto obteve como resposta; “(…) VASP 169, estamos detectando um objeto a 8 milhas de sua nave.”.
   O objeto não identificado continuou sendo avistado por aproximadamente 90 minutos, até as proximidades do aeroporto do Galeão, quando saiu da lateral e posicionou-se à frente do avião, depois desaparecendo!

Então!

É possível afirmar não serem fatos relevantes? Ou deles duvidar?

E, mais recente, no final de dezembro de 2021, foi noticiado fato no mínimo “curioso”, mas também e principalmente empolgante!

Se preocupando com o tema “alienígenas”, cientistas da NASA, especialistas em astrofísica, convocaram e realizaram “debates” com importantes e lúcidos religiosos diversos, sobre “vida extraterrestre”! Mesmo isoladamente, tal ocorrência permite considerarmos seriamente que os integrantes da NASA devem ser detentores de conhecimentos consistentes desse assunto, e/ou de fortes evidências, que levam a crer na grande possibilidade de que tais “revelações” e/ou “encontros” possam acontecer brevemente!

Agora, mais uma evidência intensa é o recente lançamento, em 25/12/2021, do “Super Telescópio Espacial James Webb”, já no espaço, neste momento navegando com sucesso em direção ao seu destino, o “Ponto de Lagrange L2”, em órbita solar escolhida, onde proximamente, ainda em 2022, entre muitas outras observações, iniciará diversas apuradíssimas e importantes investigações de espaços cósmicos hoje pouco conhecidos, e outros ainda desconhecidos, atualmente considerados como “intrigantes”, por exibirem a possibilidade da existência de planetas e exoplanetas que os atuais conhecimentos indicam possuírem condições que poderiam suportar ou conter algum tipo de vida!

Querendo conhecer mais detalhes sobre o “Super Telescópio James Webb” e seu lançamento, no site da NASA, use o link; http://snookerclube.com.br/lancado-telescopio-espacial-james-webb/.

Com tantos acontecimentos, os aqui relembrados e muitos outros indicados em matérias e livros diversos, principalmente o aqui citado, que exibe grande volume de documentos comprobatórios e testemunhos confiáveis, creio ser praticamente impossível rejeitar a consideração de que algo de sólido, sério e consistente está para ser revelado e/ou promovido!

Então, com tudo isso, consegue responder;

OVNIS e Extraterrestres são criativas invencionices, ou fatos?

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

04 de Janeiro de 2022

Lançado Telescópio Espacial James Webb

JAMES WEBB O NOVO SUPER TELESCÓPIO ESPACIAL
FOI LANÇADO AO ESPAÇO
ÀS 09h20 (UTC-3) DE HOJE, 25/12/2021

MINHAS ENTUSIASMADAS
CONSIDERAÇÕES SOBRE
O TELESCÓPIO JAMES WEBB

Com execução iniciada em 1996, primeiramente programado para ser lançado ao espaço em 2007, o “ousado” e poderoso Telescópio Espacial James Webb teve inúmeras prorrogações no lançamento, proporcionadas por questões políticas, financeiras (custou aproximadamente 10 bilhões de dólares, ou, 55 bilhões de reais) e, também e principalmente, para permitir a incorporação e/ou substituição de equipamentos antes embarcados, com novas e avançadas tecnologias, seguidamente aperfeiçoadas.

Hoje, às 09h20m do dia 25/12/2021, finalmente a NASA lançou ao espaço esse seu mais importante e moderníssimo equipamento espacial, o “super” Telescópio Espacial James Webb, com sensibilidade e capacidade 100 vezes superior ao Hubble, seu antecessor, que, avançado para a época de seu lançamento, revolucionou a astronomia quando iniciou suas operações em 1990, mantidas com sucesso durante os últimos 30 anos, em “longa vida” proporcionada por várias missões espaciais de reparos e atualizações.

Sucedido e não substituído pelo Webb, o Hubble permanece ativo até hoje e, embora já considerado tecnologicamente obsoleto, será utilizado em conjunto e fina sintonia com o novo Webb, conforme esperam os cientistas.

A lente principal do novo James Webb tem diâmetro de 6,5 metros, quase três vezes maior que a do Hubble, e será colocado em órbita solar há 1,5 milhão de quilômetros da Terra, muito mais “longe” que seu antecessor, que ainda permanece na órbita original, de “apenas” 570 km da Terra. Comparando, deve ser lembrado que a nossa Lua orbita o Planeta Terra no afastamento médio de 384.000 km.

O James Webb, novo, moderníssimo e avançado telescópio espacial, explorará todos os campos da física astronômica, incluindo os períodos da “história” do nosso universo, do “Big Bang” até a formação de galáxias e de sistemas estelares na nossa Via Láctea, e de muito além dela. E, ainda, segundo esperam os astrofísicos, permitirá a provável confirmação da existência de sistemas que possam abrigar condições que talvez suportem e/ou contenham alguma forma de vida, além de melhor estudar, desvendar e conhecer, entre outros, os gigantescos Buracos Negros Supermassivos que habitam o centro de quase todas as galáxias conhecidas, um inclusive no centro da nossa Via Láctea, que tem massa de aproximadamente quatro milhões de vezes maior que a massa do nosso Sol.

Outra realização esperada das observações proporcionadas pelo James Webb é o estudo da atmosfera de muitos planetas e exoplanetas, situados fora do nosso sistema solar e/ou da nossa galáxia, algo que era impensável há 10 anos, dizem os cientistas, que também esperam conseguir examinar estrelas “nascendo”, galáxias se formando, e capturar imagens diretas de diferentes planetas orbitando outras distantes estrelas, atualmente não “alcançadas” por nossas observações.

Os cientistas afirmam que o James Webb beneficiará todos os campos da astrofísica. O fato do hoje “modesto” telescópio Hubble ter proporcionado um “salto” imenso no estudo e conhecimento do cosmo, incluindo a confirmação da existência da matéria escura e da energia escura (antes do Hubble, 70% da energia do universo era desconhecida), permite prever e esperar que um enorme número de importantes e inéditas informações serão conseguidas, descobrindo novas ocorrências e novos fenômenos astronômicos que hoje pouco conhecemos, ou literalmente ainda desconhecemos!

Serão descobertas que acontecerão ao longo dos próximos 2, 5 e/ou 10 anos (tempo estimado para a “vida útil” do James Webb) ou, com bastante otimismo e muita esperança, talvez 15 anos, em períodos que farão valorizar muito ser um astrofísico!

Proporcionadas pelo uso do “ousado” e avançadíssimo Telescópio Espacial James Webb, os nossos cientistas astrofísicos serão contemplados com riquíssimas oportunidades de conhecer, examinar, estudar e compreender novas e deslumbrantes maravilhas do espaço cósmico, que enriquecerão os conhecimentos das ciências física e astronômica, além de auxiliar muito todas as outras áreas de estudos.

Minha grande dúvida; ainda “estarei aqui”, lúcido, para acompanhar as novas e intensas maravilhas que enriquecerão nossos conhecimentos?

MAIS DETALHES E CURIOSIDADES
DISPONÍVEIS NA INTERNET

Esse novo super Telescópio Espacial James Webb é 100 vezes mais sensível e mais poderoso que seu antecessor, o Telescópio Hubble. Seu projeto é o mais ambicioso, audacioso, avançado, ousado, complicado, caro e arriscado já desenvolvido pela Agência Espacial Americana, NASA, que contou com a colaboração das Agências Espaciais Europeia (ESA) e Canadense (CSA).

Agora está seguindo em direção ao seu posicionamento e estabilização na órbita solar escolhida, o Ponto de Lagrange “L2”, localizado na parte exterior da órbita terrestre, no alinhamento de reta que une o Sol e a Terra, onde ele só chegará depois de “navegar” pelo Cosmo por 29 dias após seu lançamento. Nesse mesmo tempo e percurso os comandos dos técnicos da NASA estarão “abrindo” a maioria dos seus painéis, escudos térmicos protetores contra as altas temperaturas do sol, instrumentos, antenas e o gigantesco espelho, os ajustando, testando, alinhando, direcionando e preparando para prosseguir com sucesso na sua trajetória, rumo ao destino.

Chegando ao seu destino, no ponto “L2” na órbita solar, serão necessários mais três a cinco meses para que os equipamentos e instrumentos estejam totalmente “abertos”, repetidamente testados, ajustados e calibrados, para ficarem em condições de iniciar com eficiência as operações ansiosamente aguardadas.

É esperado que o “Webb” será capaz de observar a “infância” do universo conhecido, a formação de galáxias, as atmosferas de planetas e exoplanetas distantes, e muitas outras “novidades”, e eventuais “surpresas”.

Sem dúvidas, as informações colhidas proporcionarão enormes revoluções na astrofísica.

SEGUEM MAIS DETALHES CURIOSOS

Comparando; o HUBBLE tem o tamanho “de um ônibus”, o Webb tem as dimensões “de um campo de tênis”, com volume vertical “de um pequeno prédio”. Embora ainda parcialmente montado, sem a base que lhe serve de “escudo” térmico, a antiga imagem seguinte permite a comparação proporcional com os técnicos próximos.

1. O WEBB OPERA A -233°C, PARA NÃO INTERFERIR NAS PRÓPRIAS OBSERVAÇÕES.

Os -233ºC são equivalentes a 50 graus na escala Kelvin, cujo “zero Kelvin” corresponde ao conceito de “zero absoluto”, equivalente a -273ºC. Na física, o “zero absoluto” é a temperatura na qual um sistema atinge a menor quantidade possível das energias térmica e cinética. Resumindo; ao submeter um gás ou massa à essa temperatura, suas moléculas perdem energia e interrompem seus “eternos” movimentos.

Por que o Webb é tão frio? A razão é que, tudo que está quente emite radiação infravermelha, e isso inclui o Sol, a Terra, a Lua e o próprio telescópio em operação! E, uma das necessidades do James Webb é justamente captar a radiação infravermelha emitida por corpos muito distantes, que nos chegam bastante “mais fracas” que as de objetos mais próximos de nós.

Então, para “permanecer frio”, evitando que também seu próprio calor interfira nas observações, o telescópio utiliza um painel protetor de cinco camadas, alternadas com o próprio vácuo, que bloqueia o calor do Sol. E, como verificará no próximo item, a posição no ponto orbital escolhido do espaço ajudará muito nisso.

2. ELE PERMANECERÁ EM ÓRBITA SOLAR, “ALÉM” DA TERRA, EM PONTO NO QUAL A GRAVIDADE DA ESTRELA, DA TERRA E DA LUA PRATICAMENTE “SE NEUTRALIZAM”.

Considere dois planetas com massas idênticas, e que você precisará navegar de um para o outro! Quando sua nave chegar ao “meio do caminho”, sairá da influência da gravidade de um e entrará na zona de atração gravitacional do outro. Neste ponto deixará de vencer a gravidade do planeta de origem e, em razão da gravidade do planeta de destino, sua nave passará a ser atraída para ele.

Entretanto, não havendo dois corpos celestes com massas idênticas, significa que esse ponto de equilíbrio nunca ficará exatamente no “meio do caminho”. Quando há um corpo menor que o outro, como acontece na relação entre a Terra e o Sol, esse ponto estará deslocado para mais próximo do corpo menor. É nessa condição que o James Webb permanecerá em órbita solar, em ponto identificado como “Lagrange Point 2”, ou simplesmente “L2”.

Essa escolha foi necessária porque, é naquele ponto que seus escudos conseguirão bloquear, ao mesmo tempo, as radiações do Sol, da Lua e da Terra, permitindo manter sua temperatura em nível ideal, sem assimilar os efeitos da atmosfera terrestre.

3. SERÁ IMPOSSÍVEL FAZER A MANUTENÇÃO DO TELESCÓPIO.

O “L2” do sistema atmosférico formado por Terra e Sol está a 1,5 milhões de quilômetros da Terra. Essa distância é muito mais que os “poucos” 570 quilômetros que separam a órbita do telescópio Hubble de nós, e aproximadamente 384.000 km que nos separam da órbita da nossa Lua. Por isso, ao contrário de seu antecessor, o telescópio James Webb não receberá missões de manutenção, como ocorreram muitas vezes para o Hubble. Hoje não existe veículo tripulado capaz de percorrer essa distância, e voltar em segurança. Por enquanto!

4. SEU ESPELHO É QUASE TRÊS VEZES MAIOR QUE O DO HUBBLE, PRECISANDO SER DOBRÁVEL PARA CABER NO FOGUETE QUE O TRANSPORTA NO ESPAÇO.

Como é possível levar um espelho de quase sete metros de diâmetro para o espaço? “Fazendo origami”! Seu espelho, que, vale lembrar, é composto por 18 painéis folheados a ouro, segue “dobrado” em uma espécie de cilindro, para caber tanto no foguete que o carrega no espaço, quanto como o foi para ser transportado em segurança pela superfície terrestre.

O foguete Ariane 5 ECA, da Agência Espacial Europeia – ESA, é especialista em colocar satélites na órbita da Terra, já tendo completado 73 missões em segurança, com somente dois acidentes.

5. USANDO O ARIANE 5, FOGUETE DE PROJETO EUROPEU, ELE FOI LANÇADO DA BASE DE KOUROU, NA GUIANA FRANCESA, NORTE DO BRASIL, ONDE CHEGOU EMBARCADO EM NAVIO, PELO CANAL DO PANAMÁ.

Mas, uma extensa viagem terrestre, aérea e de navio não foram os momentos mais difíceis nos transportes do “Webb” pelos domínios terráqueos, antes de seguir para o espaço. Em certo trecho bastante “complicado” ele também foi transportado por enorme caminhão, ao ser levado para o “porta-malas” do também gigantesco avião cargueiro C-5 Galaxy, da força aérea americana (USAF).

A base de lançamento utilizada, Kourou, na Guiana Francesa, norte do Brasil, é o ponto ideal para essa operação, por estar localizada praticamente na linha do Equador Terrestre, na baixíssima Latitude 05°09’35″N.

6. ELE É TÃO PRECISO QUE CONSEGUIRIA “VER” UMA ABELHA NA LUA.

Mas, será usado para enxergar coisas bem mais importantes e mais distantes. O “Webb” jamais seria eficiente operando na superfície da Terra ou em órbita próxima, pois nossa atmosfera filtra a maior parte da radiação infravermelha, que é valiosa para as observações esperadas. No espaço distante ele será capaz de algumas operações inéditas, como isolar, separar e identificar a radiação emitida por estrela anfitriã, da radiação mais fraca emitida por seus possíveis planetas e/ou exoplanetas. Ele também será capaz de estudar o universo longínquo, ainda sob os efeitos do “big bang”, quando tinha apenas 2% de sua idade atual, ultrapassando as barreiras do universo hoje conhecido, investigando além dos nossos atuais limites de conhecimentos.

7. QUEM É O HOMENAGEADO JAMES WEBB?

O nome escolhido para o sucessor do Hubble é homenagem ao segundo administrador da NASA. Nesse caso, “administrador” é o “chefão” da agência! James E. Webb comandou a NASA entre 1961 e 1968, ou seja, foi ele o responsável pelo programa Apollo, que culminou com a famosa declaração “(…) pequeno passo para um homem, mas um salto gigantesco para a humanidade”.

Repito minha grande dúvida; ainda “estarei aqui”, lúcido, para acompanhar as novas e intensas maravilhas que enriquecerão nossos conhecimentos?

Para conhecer as maravilhas que certamente serão desvendadas e informadas, espero que sim!

Querendo, acompanhe a “navegação” do James Webb em direção ao seu destino, e a sequência das operações e ajustes que estão sendo efetuados nessa trajetória, até este momento (última visualização em 12/01/2022) com grande sucesso, visualizando no site da NASA, usando o link: https://webb.nasa.gov/content/webbLaunch/whereIsWebb.html

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
25.12.2021

A Realidade Não é O Que Parece Carlo Rovelli

Embora possa assim ser considerado, penso que, nesta forma e finalidade, NÃO É TRANSGRESSÃO!

As reproduções de livros são proibidas, ainda que parciais! Mas, tenho a convicção de que, ao reproduzir a íntegra de um capítulo, 13° e último do livro “A realidade não é o que parece”, do físico Carlo Rovelli, estou divulgando a publicação e induzindo à sua leitura por interessados no tema, além de, por meio do importante conteúdo desse capítulo derradeiro, estar auxiliando na difusão das certezas e das importantes e expressivas dúvidas da ciência, por meio dos comentários do autor, que as descreve com cativante simplicidade, nas formas com que a ciência se comprova eficiente e confiável, como deve ser respeitada, observada, estudada, investigada, praticada, enfim, descrevendo as verdades que geralmente não percebemos em nosso cotidiano, repleto de paradigmas que sempre necessitam de reavaliações.

Eu poderia optar por escrever um resumo desse importante capítulo, mas, certamente não conseguiria reproduzir a profundidade do seu conteúdo, razão de o repassar na íntegra, conforme segue.

Capítulo 13° – “O mistério”

Página 254 do livro “A realidade não é o que parece” do físico Carlo Rovelli – Editora Objetiva, 2014, 290 páginas.

13. O mistério

A verdade está no profundo.
Demócrito.

   Descrevi como penso que é a natureza das coisas à luz do que aprendemos até aqui. Retomei rapidamente o avanço de algumas ideias-chave da física fundamental, ilustrei as grandes descobertas da física do século XX e descrevi a imagem do mundo que está aparecendo nas pesquisas orientadas pela gravidade quântica.

   Temos certeza de tudo isso? Não.

   Uma das primeiríssimas e mais belas páginas da história da ciência é a passagem do Fédon de Platão em que Sócrates explica o formato da Terra. Sócrates diz “considerar” que a Terra é uma esfera com grandes vales onde habitam os homens. Bastante correto, com um pouco de confusão. E acrescenta: “Não tenho certeza”. Esta página vale muito mais que as tolices sobre a imortalidade da alma que preenchem o restante do diálogo. Não apenas é o texto mais antigo que chegou até nós a falar explicitamente do fato de que a Terra poderia ser redonda, mas sobretudo brilha pela cristalina clareza com que Platão reconhece os limites do saber da sua época. “Não tenho certeza”, diz Sócrates.

   Essa aguda consciência da nossa ignorância é o cerne do pensamento científico. É graças a essa consciência dos limites do nosso saber que aprendemos tanto sobre o mundo. Hoje não temos certeza daquilo que suspeitamos, assim como Sócrates não tinha certeza da esfericidade da Terra, mas estamos explorando aquilo que se encontra nas fronteiras do nosso saber.

   A consciência dos limites do nosso conhecimento é também a consciência do fato de que aquilo que sabemos, ou acreditamos saber, pode depois se mostrar impreciso ou equivocado. Só tendo bem em mente que nossas crenças podem estar equivocadas é que podemos nos libertar delas e aprender mais. Para aprender algo a mais é preciso ter a coragem de aceitar que aquilo que pensamos saber, incluindo as nossas convicções mais arraigadas, pode ser equivocado, ingênuo demais ou um tanto tolo. Sombras projetadas na parede da caverna de Platão.

   A ciência nasce deste ato de humildade: não confiar cegamente nas próprias intuições. Não confiar naquilo que todos dizem. Não confiar no conhecimento acumulado pelos nossos pais e por nossos avós. Não aprendemos nada se pensamos que já sabemos o essencial, se pensamos que o essencial já está escrito em um livro ou guardado pelos anciãos da tribo. Os séculos em que os homens tiveram fé naquilo em que acreditavam são os séculos em que tudo ficou imóvel e ninguém aprendeu nada de novo. Se tivessem confiança cega no saber de seus pais, Einstein, Newton e Copérnico não teriam questionado tudo, não teriam promovido avanços no nosso saber. Se ninguém tivesse levantado dúvidas, ainda estaríamos ali adorando os faraós e pensando que a Terra está apoiada em uma grande tartaruga. Até o saber mais eficaz, como o construído por Newton, no final pode se revelar ingênuo, conforme mostrou Einstein.

   Algumas vezes a ciência é recriminada por pretender explicar tudo, saber a resposta para todas as perguntas. É curiosa essa recriminação para um cientista. A realidade é o contrário, como sabe qualquer pesquisador em qualquer laboratório do mundo: fazer ciência significa deparar-se cotidianamente com os próprios limites, com as inúmeras coisas que não se sabe e não se consegue fazer. Bem diferente da pretensão de explicar tudo! Não sabemos quais partículas veremos no próximo ano no CERN, o que observarão os nossos próximos telescópios, quais equações descrevem realmente o mundo; não sabemos resolver as equações que temos e algumas vezes nem sequer entender o que elas significam; não sabemos se a bela teoria na qual estamos trabalhando é correta, não sabemos o que existe além do big bang, não sabemos como funcionam um temporal, uma bactéria, um olho, as células do nosso corpo e o nosso próprio pensamento. Um cientista é alguém que vive na borda do saber, em estreito contato com os inumeráveis limites próprios e com os limites do conhecimento.

   Se não temos certeza de nada, como podemos confiar naquilo que a ciência nos conta? A resposta é simples: a ciência não é confiável porque nos dá respostas corretas. É confiável porque nos fornece as melhores respostas que temos no momento presente. As melhores respostas encontradas até agora. A ciência reflete o melhor que sabemos sobre os problemas que enfrenta. É precisamente a sua abertura para aprender, para colocar o saber em discussão, que nos garante que as respostas que oferece são as melhores disponíveis: se forem encontradas respostas melhores, essas novas respostas passam a ser a ciência. Quando Einstein, encontrando respostas melhores, mostrou que Newton estava errado, não questionou a capacidade da ciência de dar as melhores respostas possíveis: ao contrário, apenas confirmou essa capacidade.

   As respostas da ciência, portanto, não são confiáveis por serem definitivas. São confiáveis por serem as melhores disponíveis no momento. E são as melhores que temos precisamente por que não as consideramos definitivas, porque estamos sempre abertos para melhorá-las. É a consciência da nossa ignorância que dá à ciência sua extraordinária confiabilidade.

   E é de confiabilidade que precisamos, não de certezas. Porque não temos verdadeiras certezas e jamais as teremos, a não ser que aceitemos acreditar de olhos fechados em qualquer coisa. As respostas mais confiáveis são as respostas científicas, porque a ciência é a busca das respostas mais confiáveis, não das respostas certas.

   A aventura da ciência, apesar de ter suas raízes no saber precedente, tem sua alma na mudança. A história que contei é uma em que as raízes atravessam os milênios e que aproveitou cada pensamento sem nunca hesitar em se desfazer de alguma coisa quando outra que funcionava melhor era encontrada. A natureza do pensamento científico é crítica, rebelde, intolerante a toda concepção a priori, a toda reverência, a toda verdade intocável. A busca do conhecimento não se alimenta de certezas: alimenta-se de uma radical falta de certezas.

   Isso significa não dar crédito a quem se diz dono da verdade. Por isso ciência e religião estão geralmente em rota de colisão. Não porque a ciência pretenda ter as respostas definitivas, mas, exatamente ao contrário, porque o espírito científico sorri diante dos que afirmam ter respostas definitivas, ter acesso privilegiado à Verdade.

   Aceitar a incerteza substancial do nosso saber significa aceitar que vivemos imersos na ignorância, e, portanto, no mistério. Viver com perguntas para as quais não sabemos (talvez não saibamos ainda, ou talvez não saibamos nunca) dar resposta. Viver na incerteza é difícil. Alguns preferem uma certeza qualquer, mesmo que evidentemente infundada, à incerteza que vem de se dar conta dos próprios limites. Alguns preferem acreditar em uma história nem que seja apenas porque os anciãos da tribo acreditavam nela – não importa se é verdadeira ou falsa -, em vez de aceitar a coragem da sinceridade: aceitar que vivemos sem saber tudo o que gostaríamos.

   A ignorância pode dar medo. Por medo, podemos contar uns aos outros uma história que nos tranquilize, algo que acalme o nosso desassossego. Além das estrelas, há um jardim encantado, com um doce pai que nos acolherá entre seus braços. Não importa se é verdade; podemos resolver ter fé nessa história que nos tranquiliza, mas elimina nossa vontade de aprender.

   No mundo, há sempre alguém que tem a pretensão de nos dar as respostas definitivas. Aliás, o mundo está repleto de pessoas que afirmam conhecer a Verdade. Porque a aprenderam dos pais, porque a leram em um Grande Livro, porque a receberam diretamente de um deus. Porque a encontram no fundo de si mesmos. Há sempre alguém, ou alguma instituição, que se autodenomina depositário da Verdade e se apressa em oferecer a todos respostas consoladoras para as perguntas inquietantes. “Não tenham medo, lá no alto há alguém que ama vocês.” Há sempre alguém que tem a pretensão de ser depositário da Verdade, fechando os olhos para o fato de que o mundo está repleto de outros depositários da Verdade, cada qual com a sua própria, diferente da dos outros. Há sempre algum senhor vestido de branco que diz: “Ouçam o que eu digo, eu sou infalível”.

   Não critico quem prefere acreditar em fábulas: cada um de nós é livre para acreditar naquilo que quiser e de fazer o que quiser com a própria inteligência. Quem tem medo de fazer perguntas pode seguir Agostinho, que, um pouco por brincadeira, conta a resposta que ouviu à pergunta sobre o que Deus fazia antes de criar o mundo: “Alta… scrutantibus gehennas parabat”, “Preparava o inferno para aqueles que tentam perscrutar os mistérios profundos”. Aquele mesmo “profundo” em que Demócrito, na citação que abre este capítulo, nos diz para ir buscar a verdade.

   De minha parte, prefiro encarar nossa ignorância, aceitá-la e procurar olhar além dela, tentar compreender aquilo que conseguimos. Não apenas porque aceitar essa ignorância é o melhor caminho para não cair na armadilha das superstições e dos preconceitos, mas em primeiro lugar porque aceitar a nossa ignorância me parece o caminho mais verdadeiro, mais bonito e, sobretudo, mais honesto.

   Tentar olhar mais longe, ir mais longe, me parece uma daquelas coisas esplêndidas que dão sentido à vida. Como amar e como olhar o céu. A curiosidade de aprender, descobrir, querer olhar além da colina, querer experimentar a maçã é o que nos torna humanos. Como lembra a seus companheiros o Ulisses de Dante, não somos feitos “[…] para viver como brutos, mas para seguir virtude e conhecimento”.

   O mundo é mais extraordinário e profundo que qualquer fábula que os pais nos contam. Queremos sair para vê-lo. Aceitar a incerteza não nos tira o sentido do mistério, ao contrário. Estamos imersos no mistério e na beleza do mundo. O mundo revelado pela gravidade quântica é um mundo novo, estranho, ainda repleto de mistério, mas coerente na sua simples e límpida beleza.

   É um mundo que não existe no espaço e não se desenvolve no tempo. Um mundo feito apenas de campos quânticos em interação, cujo pulular de quanta gera, através de uma densa rede de interações recíprocas, espaço, tempo, partículas, ondas e luz (figura 13.1).

Figura 13.1 – Uma representação intuitiva da gravidade quântica.

E continua
continua a pulular morte e vida
terna e hostil, clara e incognoscível.

E, acrescenta o poeta,
Eis o que captam os olhos do alto desta torre de vigia.

   Um mundo sem infinitos, onde não existe o infinitamente pequeno porque há uma escala mínima para esse pulular, abaixo da qual não existe nada. Quanta de espaço se confundem na espuma do espaço-tempo, e a estrutura das coisas nasce da informação recíproca que tecem as correlações entre as regiões do mundo. Um mundo que sabemos descrever com um conjunto de equações. Que talvez precisem ser corrigidas.

   É um vasto mundo ainda todo a desvendar, a explorar. Meu sonho mais bonito é que alguém, entre os mais jovens leitores deste livro, possa sair para navegá-lo, iluminá-lo, descobri-lo. Além da colina, há outros mundos ainda mais
v a s t o s,  a i n d a  i n e x p l o r a d o s.

   Transcrição realizada por;
Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
03.11.2021

O Livro “A Realidade Não é o
Que Parece” – do físico Carlo Rovelli

Livro A Realidade Não é o Que Parece Carlo Rovelli

Livro A Realidade Não é o Que Parece

PARA AFICIONADOS EM FÍSICA QUÂNTICA
OU MECÂNICA QUÂNTICA

É ótimo o livro “A realidade não é o que parece”, do físico italiano Carlo Rovelli, Editora Objetiva, 2014, 290 páginas.

Uma curiosidade; se optar pela leitura, pense na possibilidade de iniciar lendo o último capítulo, 13°, “O Mistério”, que poderia muito bem ser o primeiro, de abertura. Assim eu o teria preferido, pois seu conteúdo é bastante esclarecedor a respeito da forma e conceitos abordados nos demais capítulos. Creio que aficionados gostarão bastante do livro!

CARLO ROVELLI nasceu na Itália. É físico teórico e membro do Instituto Universitário Francês e da Academia Internacional de Filosofia da Ciência. Especialista no estudo da gravidade, é professor afiliado do Departamento da História e Filosofia da Ciência na Universidade de Pittsburgh. Mora em Marselle, na França.

Querendo antecipar a leitura do capítulo final, use o link que segue;

Capítulo Final do livro “A Realidade Não é
O Que Parece”, do físico Carlo Rovelli

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
02.11.2021

Denúncia de Precários Atendimentos Médicos em Sorocaba

DENÚNCIA DE PRECÁRIOS ATENDIMENTOS MÉDICOS

Envolvido em situações que afetam minha saúde, pela segunda vez fortemente desconcertado e revoltado com os ineficazes serviços oferecidos aos cidadãos por irresponsáveis médicos da saúde pública em Sorocaba, optei por, mais uma vez, denunciar deficientes atendimentos no sistema constitucionalmente devido aos cidadãos, relatando detalhadamente os fatos, por meio do texto a seguir reproduzido na íntegra, que, no dia 26.07.2021, foi transmitido ao Prefeito Municipal de Sorocaba, e, por diferentes meios, repetido em 04.08.2021, incluindo cópias para o Secretário de Saúde de Sorocaba e também para outras autoridades municipais que, por obrigação legal de suas funções, deveriam estar acompanhando os temas abordados, mas que, infelizmente, ATÉ ESTE MOMENTO, 11.08.2021, PERMANECEM SEM EMITIR QUALQUER MANIFESTAÇÃO E/OU PROVIDÊNCIA EVIDENCIADA!

Segue a reprodução do texto original.

PÉSSIMOS ATENDIMENTOS MÉDICOS
EM UPH DE SOROCABA/SP

Constatando horrível desempenho profissional de duas médicas em Unidade Pré-Hospitalar de Sorocaba (UPH Zona Leste, Rua Cel. Nogueira Padilha, 2585), e, revoltado, esperando oferecer aos gestores públicos a oportunidade de melhor fiscalizar, orientar e corrigir – repetindo iniciativa que antes já tive, há cinco/seis anos -, não pretendo renunciar à obrigação de cidadão em oferecer denúncia proativa! Considerando as ocorrências graves e inaceitáveis, relato a seguir os fatos com detalhes.

A partir da tarde do dia 15.07.2021, quinta-feira, observei alguns sintomas a mim estranhos no desempenho de algumas atividades rotineiras. Nos dias seguintes, final se semana, percebi ampliações nessas intensidades. Mesmo já tendo recebido as duas doses da vacina e, também, contra a gripe, prudentemente decidi fazer o teste contra o COVID-19, o realizando na manhã da segunda-feira, dia 19, optando pelo RT-PCR, tido como o mais confiável.

Na manhã do dia seguinte, 20, terça-feira, fui surpreendido por resultado positivo! Imediatamente em seguida, na esperança de receber seguras e confiáveis orientações médicas e início dos cuidados e tratamentos necessários, me dirigi à UPH citada, lá chegando aproximadamente às 10:15 horas.

Foram atenciosos e eficientes os atendimentos recebidos na recepção e no balcão administrativo, realizando o cadastramento e me orientando a aguardar o atendimento, entre razoável quantidade de pessoas presentes, aparentemente em situação similar.

Algum tempo depois, juntamente com mais duas pessoas, fui convocado a adentrar à parte reservada interior, sendo encaminhado à corredor interno onde deveria me sentar e aguardar nova chamada nominal, frente à quatro pequenas salas, identificadas como; “Triagem”, “Consultório 1”, “Consultório 2”, e “Consultório 3”.

Rapidamente iniciaram as chamadas para a sala de “Triagem”. Fui o terceiro a ser convocado, novamente com atencioso e eficiente atendimento, agora por provável enfermeiro ou técnico, inclusive conseguindo, por minha solicitação, simpática e boa orientação sobre o uso eficiente de um “oxímetro”. Encerrado esse atendimento fui orientado a retornar à sala de espera principal.

Algum tempo depois um dos atendentes convocou um grupo de várias pessoas, provavelmente seis, levadas para a área interna, para atendimento em consulta médica, imaginei! Pouco tempo depois, sequencialmente, as mesmas pessoas saiam do espaço reservado. Tinham extraídas dos seus pulsos as fitas de identificações, e se retiravam do local! Certamente dispensadas, pensei!

Novamente após intervalo de tempo, juntamente com outra pessoa, fomos os dois convocados a retornar ao mesmo corredor interno, frente às salas citadas, orientados a sentar e aguardar novas chamadas, para as consultas médicas. Sentei-me em frente ao “Consultório 1”, que mantinha aberta a sua porta. O “Consultório 2” tinha a sua porta fechada! No “Consultório 3”, também com porta aberta, aparentemente existia serviço administrativo, pois era seguidamente frequentado por atendentes diversos, de onde se ouviam diálogos variados. Portanto, deduzi, no recinto tínhamos dois médicos/as.

Com papéis nas mãos o atendente que nos convocou abriu a porta do “Consultório 2”, entrou e saiu logo em seguida, novamente fechando a porta, então adentrando à porta aberta do “Consultório 1”, deixando lá os papeis restantes e se retirando, mantendo aberta a porta.

Na sala “1”, com a porta aberta, sentada junto à mesa eu observava uma pessoa, médica, pensei, atentamente curvada sobre um celular sendo intensamente teclado com ambas as mãos. Imaginei que, usando os papéis que recebeu, ela iniciaria em seguida as convocações para os atendimentos das consultas.

ENGANO! Ela não interrompeu o uso do seu celular! Depois de longo tempo, aproximadamente uns 20 minutos, largou o celular na lateral da sua mesa! “Finalmente iniciará as convocações”, imaginei! ENGANO! Levantou-se e saiu da sala. Ao retornar, em alguns minutos, me animei; “Agora iniciará as convocações”! ENGANO! Agarrou novamente o celular e reiniciou as suas ávidas digitações! Mais uns dez minutos e, finalmente, convocou a pessoa que havia entrado comigo. Percebi que ele foi convidado a sentar, e que havia diálogo entre ambos, mas não compreendia o conteúdo das falas! Em poucos minutos, aproximadamente uns cinco, ele se levantou e se retirou da sala!

“Finalmente chegou minha vez!”, pensei! ENGANO! Novamente ela agarrou o famigerado celular e reiniciou suas digitações! Passados mais uns cinco ou mais minutos finalmente ouvi meu nome sendo convocado! Entrei na mesma sala “1” e, finalmente deixando de se concentrar no celular, surpresa a médica alertou; “o senhor foi chamado na sala ao lado”! Me desculpei, agradeci e me dirigi à sala “2”, abrindo a porta que havia sido mantida fechada o tempo todo, e onde, até aquele momento, ninguém havia entrado ou saído após o atendente já citado!

A médica me orientou a sentar! Imediatamente respondi à três rápidas indagações dela, enquanto digitava no teclado de seu computador;

– O senhor tem diabetes? Não, respondi!
– Tem pressão alta? Não!
– Tem glicemia? Não!

Nada mais indagando, em seguida ela recolheu um impresso comandado, o assinou e entregou a mim, orientando “a seguir o tratamento indicado” e para “me isolar completamente de outras pessoas durante dez dias”, silenciando!

Indaguei se havia mais orientações e ouvi que; “é para seguir o tratamento indicado e retornar aqui se perceber alguma piora!”.

Na pretensa “consulta”, de não mais que cinco minutos, eu já estava sendo literalmente dispensado, sem nenhum outro questionamento, que, conforme será relatado em seguida, considerei gravíssima irresponsabilidade!

Fotografada em sua parte principal, a receita continha as indicações exibidas;

Os detalhes até aqui relatados exibem total desprezo das médicas pelos pacientes, inadequado, horrível e irresponsável desperdício de tempo, pois, em aproximadamente 40/45 minutos as duas médicas atenderam somente há duas pessoas, eu e o outro paciente citado, destinando à cada um não mais que uns cinco minutos!

Seguem relatos agravados!

Se a médica que me atendeu tivesse oferecido mais atenção ao seu paciente, questionando um pouco mais o assunto, teria “DESCOBERTO” fatos que IGNOROU TOTALMENTE, e que, provavelmente, orientassem tratamento e cuidados diferentes, em decorrência dos fatos que seguem, que, EM RAZÃO DA PRESSA EM ME DISPENSAR, ELA IGNOROU COMPLETAMENTE. Esclareço.

  • Em março de 2004, acometido de Câncer de Próstata, passei por cirurgia com Prostatectomia Radical, seguida por longo e agressivo tratamento pós-operatório.
  • Depois, em novembro de 2015, tive diagnóstico do acometimento de “novo” Câncer, agora EM AMBOS OS PULMÕES, me obrigando a iniciar intenso e forte tratamento, por meio de trimestrais injeções subcutâneas de produto químico que origina intensos efeitos colaterais agravantes, em tratamento que vem sendo mantido até a atualidade.
  • E, que eu já estou vacinado com as duas doses contra o COVID e, também, contra gripe, esta anual.

Em razão da pressa em me dispensar, a médica que me atendeu ignorou completamente esses fatos, QUE AFETAM PRINCIPALMENTE MEUS PULMÕES, e, agora, também, COM O AGRAVAMENTO DA INDICAÇÃO POSITIVA DE CONTAMINAÇÃO PELO COVID-19!

E, AGRAVANDO AINDA MAIS; pesquisando sobre os medicamentos receitados, eu “descobri” que;

  1. A LORATADINA é indicada para tratamento com sintomas relacionados à rinite alérgica, coriza, espirros, ardor e coceira nos olhos, sintomas de urticária e outras alergias da pele.
  2. O BUSCOPAM COMPOSTO é indicado para tratamento de cólicas intestinais, estomacais, urinárias, das vias biliares, dos órgãos sexuais femininos e menstruais.

E, o mais preocupante, para mim assustador!

  1. O PREDSIM receitado (Prednisolona) é um CORTICÓIDE também utilizado para tratamentos de infecções por COVID-19, MAS, PARA CASOS GRAVES E SOB ASSISTÊNCIA MÉDICA, cujo uso pode apresentar muitos, inúmeros, efeitos colaterais severos e graves, tendo também muitas, inúmeras, contraindicações, entre outras a que provoca severa redução na capacidade imunológica do paciente. Tal medicamento aplicado em meu caso, passando por tratamento contra câncer pulmonar e não contando com acompanhamento e com assistência específica, PODERIA AGRAVAR MINHA SITUAÇÃO!

Em razão das ocorrências citadas, não há como deduzir de outra maneira; as médicas atendentes naquele momento, na UPH da Zona Leste, foram irresponsáveis em relação ao exercício de suas obrigações profissionais, perdendo grande e importante tempo no exercício de atos supérfluos, estranhos e contrários à suas obrigações, deixando de atender grande número de pacientes, os obrigando à desnecessárias e incompatíveis esperas, ampliando os riscos de contaminações no ambiente de espera, e, quando os atendendo, o fazendo de modo irresponsável, com desatenta e irrisória atenção, se preocupando mais em “se livrar rapidamente do paciente”, que com a saúde dos atendidos.

Aquela que me atendeu talvez oferecesse outro tratamento, se tivesse oferecido mais atenção às suas indagações para identificar seu diagnóstico! Não posso deixar de pensar que, receitando o Corticoide sem mais avaliações, e sem acompanhamento médico, ela me colocou em gravíssima situação, com possibilidade de agravamento do meu caso de ocorrência de Câncer Pulmonar, agora associado à infecção pelo COVID-19.

Com tal desabafo e denúncia, proativamente espero que as autoridades gestoras da saúde pública se motivem a dedicar maior atenção à fiscalização e orientação dos serviços prestados pelos maus profissionais médicos que atendem à saúde da população, ampliando gravemente os riscos aos pacientes, e, também, denegrindo o trabalho dos seus colegas bons profissionais e mais responsáveis!

E, não é a primeira vez que faço tais denúncias! Já aconteceram comigo antes, em 2016, similares e gravíssimas, quando, com comprovantes, foram levadas ao conhecimento das autoridades gestoras da saúde pública de Sorocaba, do Estado e da União, INFELIZMENTE SEM QUALQUER EFEITO OU RESULTADO ESPERADO!

Paulo Dirceu Dias
Nascimento = Sorocaba/SP – 25/01/1945
(15) 9.8118.4144
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
23.07.2021

DENÚNCIA ANTERIOR – Caso queira conhecer a minha denúncia original, tornada pública em janeiro de 2016, que foi transmitida para as autoridades citadas, use o link: http://snookerclube.com.br/o-hospital-de-cancer-de-barretos/

Outras informações e detalhes, principalmente a respeito do excelente, eficiente, confiável e exemplar Hospital de Câncer de Barretos, que hoje coerentemente trocou seu nome para Hospital de Amor, e atende pelo SUS, estão disponíveis sob o link http://snookerclube.com.br/categoria/saude/

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
11 de agosto de 2021

Emanuel Swedenborg Gênio Que Viveu Há 300 Anos

Emanuel Swedenborg
(1.688 – 1.772)

Um gênio que VIVEU HÁ 300 ANOS e hoje é pouco lembrado!

Infelizmente, eu também não tinha conhecimento de sua história, que merece ser relembrada!

Polímata, o sueco Emanuel Swedenborg idealizou, criou e realizou importantíssimos projetos e conhecimentos revolucionários para sua época!

Formou-se em Engenharia de Minas e serviu à sua nação durante muitos anos, como Assessor Real para assuntos de mineração. Atuando na política foi membro do Parlamento Sueco por vários anos, tendo apresentado muitas propostas para o desenvolvimento industrial, financeiro e social da Suécia.

Foi catedrático de Matemática na Universidade de Upsália, Suécia, ao mesmo tempo em que pesquisava importantes áreas distintas, como; anatomia, geologia, astronomia, hidráulica e outras. Quando dominava o assunto, publicava obras sobre suas conclusões, obtendo o respeito de outros especialistas e autores das diversas áreas.

Entre suas muitas atividades produtivas fundou revista científica, publicou muitas obras em campos diversos, como geologia, biologia, astronomia, psicologia e outras. Seus livros foram traduzidos para mais de 20 idiomas.

Vários conceitos emitidos por ele são considerados pioneiros. Em razão de suas realizações, Swedenborg foi reconhecido como herói nacional na Suécia, razão de seu retrato estar no hall da Academia de Ciências daquele país, e um monumento em Estocolmo.

Dominava filosofia, teologia, política e outras áreas, sendo também poliglota, falando sueco, holandês, inglês, francês, alemão, hebraico, grego, latim e italiano.

Como organista praticou as artes da música e criou instrumentos musicais. Aprendeu a fazer encadernação de livros, técnicas de relojoaria, gravação em metal, marmoraria, polimento de lentes, jardinagem, etc.

Estudou e publicou várias obras que abrangiam áreas diversas como; química, óptica, matemática, magnetismo, hidráulica, acústica, metalurgia, anatomia, hidrostática, fisiologia, pneumática, geologia, mineração, cristalografia, cosmologia, cosmogonia, dinâmica, astronomia, álgebra, mecânica geral e outras.

Publicou diversos tratados de filosofia, formulando e desenvolvendo doutrinas filosóficas sobre o influxo, os graus, as formas, as séries e a ordem.

Além de obras científicas e teológicas, Swedenborg publicou a primeira álgebra na língua sueca, escreveu poemas e fábulas, editou um jornal científico intitulado Daedalus Hyperboreus, escreveu biografias e histórias.

Em sua carreira teorizou propostas revolucionários, estando entre as inusitadas; aproximadamente 200 anos antes dos voos de Santos Dumont, idealizou uma máquina voadora, definindo que sua superfície curva a sustentaria no ar, fato que se concretizou, pois são as áreas curvas superiores das asas dos aviões que proporcionam a sustentação, os mantendo em voo.

Igualmente em teoria inusitada; mais de 100 anos antes de Júlio Verne, idealizou navio capaz de submergir com a sua tripulação, para assim escapar da esquadra inimiga. Hoje temos o submarino!

Criou muitos utilitários e instrumentos importantes, entre eles; bomba hidráulica, guindaste, compressor a mercúrio, carreta mecânica com guindaste, máquina de parafusar, instrumento de sopro, metralhadora, máquina elevadora para extração de minério, alto-forno para a siderurgia de minério de ferro, dique para construção naval, e outros.

Suas teorias propuseram a hipótese nebular da criação do universo, 50 anos antes de Kant e Laplace.

Fez descobertas que deram origem à ciência da cristalografia. Desenvolveu teorias sobre a natureza da energia. Defendeu que o cérebro funciona em sincronia com os pulmões e o coração. Deduziu o uso do fluido cérebro-espinhal. Se dedicou no estudo do magnetismo. Apresentou teoria das galáxias serem constituídas por estrelas com sistemas planetários.

Além de tudo isso, historiadores declaram que, com igual intensidade, seriedade, destaque e sucesso, também se dedicou à organização fraterna secreta, igualmente se ocupando com estudos e experiências místicas, e crenças religiosas.

Como visto, Emanuel Swedenborg foi realmente um gênio na sua época. Merece ser lembrado com destaque.

FONTES – Livro “Experiências de Quase Morte – EQMs“, de Edson Amâncio – 2021 – Summus Editorial – Capítulo 9, páginas 168 à 170. E, principalmente, pesquisa na Internet.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
Junho de 2021

O Espaço Cósmico Sob os Novos Conhecimentos Científicos

INTRIGANTE “VIAGEM” PELO UNIVERSO CONHECIDO, COM VISÃO E INVESTIGAÇÃO DO ESPAÇO SIDERAL, REPORTANDO CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS ATUALIZADOS E COMPROVADOS, COM LEGENDAS EM PORTUGUÊS. SÃO IMAGENS BELAS E CATIVANTES!

Na condição de fervoroso e entusiástico admirador dos ensinamentos científicos, incluindo a Astronomia, não resisti ao ímpeto de, ilustrando com grande número de imagens, redigir textos com conceitos exibidos em excelente filme, que aborda observações realizadas por meio do Telescópio Espacial Hubble, associado à moderníssimos e avançados telescópios na superfície.

Isso resultou em arquivo “pdf” com 171 páginas, incluindo aproximadamente 530 imagens, atingindo 7,00 MB, aberto pelo link que segue. Dependendo do seu equipamento, o download pode exigir alguns minutos!

Clique para abrir o “pdf”: A Era do Hubble Sobre o Filme

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
Junho de 2021

O Básico nas Ciências Astronômica e Quântica

O BÁSICO NAS CIÊNCIAS
FÍSICAS ASTRONÔMICA E QUÂNTICA

Na condição de fervoroso e entusiástico admirador dos ensinamentos científicos da Física Astronômica e da Física – ou Mecânica – Quântica, não resisti ao ímpeto de, ilustrando com muitas imagens, redigir textos com alguns conceitos básicos absorvidos na leitura de diversos livros dessas áreas, e, também, em pesquisas na Internet.

Isso resultou em arquivo “pdf” com 64 páginas, a maioria com muitas imagens, atingindo 3,12 MB, aberto pelo link que segue. Dependendo do seu equipamento, o download pode exigir alguns minutos!

Clique para abrir o “pdf“: Ciências Físicas Básicas

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
Junho de 2021

Conflito Armado Entre Judeus e Palestinos

CONFLITO ARMADO ENTRE JUDEUS E PALESTINOS.

COMO AVALIAR?

Quais povos estão certos, quais errados? Quais tem maiores direitos, e/ou menores?

O tema é profundamente polêmico! Difícil avaliar! É dificílimo chegar à consenso!

A este leigo, considerando algumas ocorrências tradicionalmente declaradas como verdadeiras por historiadores, parece ser sensato defender e conseguir que as partes dialoguem e atinjam solução que julgo ser a menos conflitante, a mais segura e mais justa, para as duas partes; a criação e existência de dois Estados independentes; Israel e Palestina.

Historiadores contam que, aproximadamente por volta de 1.450 a.C., o povo Hebreu, semita, foi expulso do Egito, de onde teve que partir. Com interrupções nos trajetos, teriam viajado por quase 40 anos, para Leste, cruzando o norte do Mar Vermelho e chegando à região do Oriente Médio, litorânea ao Mar Mediterrâneo, que naquela época estaria ocupada pelos Filisteus, povo indo-europeu que teria sido a origem dos Palestinos.

Relatam ainda que no século XII a.C., os chamados “povos do mar”, entre eles os Filisteus, haviam ocupado as planícies litorâneas. Mas, as constantes lutas entre os Filisteus e Hebreus, motivadas pela posse de terras, terminaram com a vitória dos Hebreus e a ocupação das terras. A região, que alcançou o seu apogeu ao longo dos reinados de David e Salomão, foi mais tarde dividida em dois reinos: ao norte Israel, ao sul Judá.

Segundo historiadores, de início os Hebreus teriam se fixado nas regiões localizadas a oeste do Mar Morto, e, aos poucos, ocuparam as margens do Mediterrâneo e as terras do norte. Contam também que, vivendo por volta de 1050 a.C., Davi ou David, filho de Jessé, da tribo de Judá, sucedeu a Saul, da tribo de Benjamim. Era reconhecido como o segundo rei de Israel, tendo se destacado na luta dos Israelitas contra os Filisteus, conquistando Jerusalém e a transformando em capital do Reino de Israel.

Em 721 a.C. Sargão II teria conquistado a região, transformando Israel em território da Assíria e deportando a maior parte de seus habitantes. Na região sul o reino de Judá teria conservado precária independência, até 587 a.C., quando Nabucodonosor a arrasou e deportou sua população para a Babilônia. Em 539 a.C. o imperador persa Ciro, “O Grande”, teria se apoderado da Babilônia, forçando muitos hebreus a regressarem à Palestina. Depois da conquista do Império Persa pelo macedônio Alexandre, a Palestina ficou submetida à influência Helenística.

Como se constata, a história decreta que toda aquela região milenar foi mantida sob conquistas e posses múltiplas, “trocando de mãos” em épocas nas quais as guerras e invasões determinavam que a posse das terras era direito dos vencedores!

Tais fatos históricos mostram que os atuais beligerantes são, ambos, igualmente merecedores de final feliz, por meio do mútuo e internacional reconhecimento de duas nações independentes e autônomas; uma Israel e outra a Palestina.

É o entendimento deste leigo!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br

Sorocaba – SP
Maio de 2021

Eleições 2022 Resultado de Pesquisa de 21 05 2021

Pesquisa da “Vox Populi”, publicada hoje, 21/05/2021.

Foram 2 mil entrevistas, aplicadas em 119 municípios, com estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

Foi realizada de forma quantitativa, com entrevistas pessoais e domiciliares, com uso de tablets. Consultaram brasileiros com 16 anos ou mais, residente em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos.

CONFIRA OS RESULTADOS NOS GRÁFICOS QUE SEGUEM – Se as eleições fossem hoje: a) Em duas pesquisas, com votos estimulados e com votos espontâneos, Lula venceria Bolsonaro no 1º turno das eleições. b) Lula venceria folgadamente, acontecendo um segundo turno.

Amplie as imagens clicando sobre elas.

Publicação de 21.05.2021 na Web – O original da matéria está disponível sob o link: https://www.nsctotal.com.br/noticias/lula-vence-bolsonaro-no-1o-turno-das-eleicoes-2022-diz-pesquisa-vox-populi

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
21 de maio de 2021