Úlcera Diabética

Os comentários seguintes servem apenas como alerta e orientação generalizada.

A automedicação pode originar agravamentos. Nunca deixe de consultar seu médico.

A úlcera diabética é uma ferida crônica do pé, que ocorre em pessoas que, por razões diversas, apresentaram uma complicação do diabetes. Normalmente, nestes pacientes, a lesão começa com um calo, frieira, arranhão, corte ou corpo estranho, que coloca a pessoa em risco de desenvolver a úlcera. Entre o que, no meio científico, identificam como fatores de risco, aumentam a chance de ocorrer este tipo de lesão, destacam-se:

    • irrigação sanguínea insuficiente, que dificulta a capacidade de reparar o dano e debelar infecções. É chamado de micro angiopatia (micro: muito pequena; angio: vasos; patia: doença = doença dos vasos muito pequenos);
    • diminuição da capacidade de perceber a sensação dolorosa, favorecendo que um ferimento simples passe despercebido, por tempo suficiente para que, quando seja percebido, já tenha se tornado uma ferida crônica séria.

PARA PODER BEM AVALIAR ESTAS COMPLICAÇÕES, SE E QUANDO OCORREREM, ASSIM COMO O RISCO DE ELAS OCORREREM, É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO QUE OS PÉS DOS DIABÉTICOS SEJAM EXAMINADOS PELO PROFISSIONAL DE SAÚDE EM TODA CONSULTA, NOS ASPECTOS SEGUINTES:

Pulsos das artérias tibiais posteriores e pediosas dos dois pés: devem ser palpados (o pulso pode estar ausente em cerca de 10% das pessoas normais).

ulcera1PALPAÇÃO PULSO PEDIAL POSTERIOR.

 

 

 

 

ulcera2PALPAÇÃO PULSO PEDIOSO.

 

 

 

 

 

 

 

A medida da sensibilidade das extremidades: deve ser tomada através de um mono filamento de 10 gramas em 10 regiões…

ulcera3…do pé…

 

 

 

 

ulcera4…ou um diapasão d 128 Hz no hálux.

 

 

 

 

ulcera5Pontos dos pés para serem testados com o mono filamento.

 

 

 

ulcera6Aplicar o mono filamento perpendicular à superfície da pele.

 

 

 

 

ulcera7Aplicar apenas a força suficiente para encurvar o mono filamento.

 

 

 

 

Aspecto das unhas (encravadas e/ou deformadas): o profissional examina e orienta o paciente, inclusive a procurar um podólogo especializado em diabéticos, para aprender como cortar, lixar, limpar e cuidar das unhas dos pés.

    • Deformidades dos dedos e do arco plantar: o profissional pode examinar e orientar o paciente, sobre qual tipo de sapato é o mais adequado para o seu caso, e indicar casas e produtos especiais para os pés dos diabéticos.
    • Áreas de calosidades, rachaduras, fissuras e bolhas, úlceras e intertrigo micótico (micoses e frieiras): o profissional de saúde pode examinar e orientar o paciente a tratar adequadamente cada uma destas situações, evitando que infeccionem, perdurem ou compliquem.

A International Diabetes Federation (IDF), instituição internacional que abriga países membros a ela associados, diz que em 2000 existiam (Fonte: SBD):

    • 172 associações membros em 132 países;
    • 5.5 bilhões de pessoas no mundo, dos quais, 3.3 bilhões de adultos entre 20 e 79 anos.

Entre estes:

    • 151 milhões eram diabéticos (adultos), traduzindo uma prevalência estimada de diabetes em adultos de 4.6% à época.

Lembre-se: suspeitando de anormalidade, consulte seu médico ou profissional especializado.

Com pequenas adaptações, o texto usado é transcrição do site: “Biocure” da “Pele Nova”.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP