PET-SCAN – Tomografia por emissão de pósitrons

petscan01A tomografia por emissão de pósitrons, ou PET-SCAN, é um exame de imagem que utiliza uma substância radioativa (18-Fluordesoxiglicose) para rastrear células tumorais no organismo.

A técnica ou exame mais utilizado em oncologia é o chamado PET/CT, que consiste na fusão de imagens geradas pelo PET (Tomografia por Emissão de Pósitrons), com as imagens geradas pela Tomografia Computadorizada.

Diferentemente de uma radiografia ou tomografia que analisa uma estrutura ou órgão do corpo de uma forma estática, o PET é um exame funcional, ou seja, tem a capacidade de mostrar o funcionamento de um tecido a nível molecular. Em oncologia, o rádio fármaco mais utilizado atualmente é a glicose marcada radioativamente (18-Fluordesoxiglicose). As células tumorais e que têm um metabolismo acelerado necessitam de mais glicose, captando mais o rádio fármaco injetado, do que os tecidos não neoplásicos. Esse aumento da captação pode ser identificado pelo exame, mostrando pontos específicos de atividade tumoral no organismo.

É importante ressaltar que o exame tem suas indicações precisas e somente o médico especialista pode solicitar sua realização, após individualização de cada caso.

O texto anterior é do Dr. Alexandre Fonseca, disponível no site: Oncomed BH

Informações adicionais

As informações seguintes estão disponíveis no site da CETAC Diagnóstico por Imagem.

O que é PET-SCAN?

Tomografia por emissão de pósitrons ou simplesmente PET, é uma modalidade de diagnóstico por imagem que permite o mapeamento de diferentes substâncias químicas no organismo. Dentre elas, o 2-[F18]-fluoro-2-deoxi-glicose, chamado de FDG, é o traçador mais utilizado e o único disponível no Brasil, sendo o Flúor-18 o elemento radioativo e a glicose o composto químico. O FDG é uma substância similar à glicose que é um açúcar, uma das principais fontes de energia celular. Uma pequena quantidade deste açúcar radioativo é injetada no paciente e, após um período de captação, são realizadas as imagens. O PET SCAN capta os sinais de radiação emitidos pelo Flúor-18 transformando-os em imagens e determinando assim os locais onde há presença deste açúcar, demonstrando o metabolismo da glicose. O metabolismo da glicose é importante, pois a grande maioria das células tumorais apresenta utilização acentuada de glicose como fonte de energia, em comparação com as células normais. Equipamentos de última geração apresentam uma tomografia computadorizada (TC) acoplada ao PET SCAN, conjunto híbrido chamado PET-CT, unindo assim duas modalidades de imagens bem estabelecidas em um só exame, conseguindo definir o metabolismo celular através do PET SCAN e delimitar a anatomia com a TC. Como resultado, tem-se um método econômico e ágil que melhora o diagnóstico e proporciona a escolha adequada do tratamento.

Qual é a diferença entre o PET scan e as demais modalidades de diagnóstico por imagem, como a TC e a ressonância magnética (RM)?

A grande vantagem do PET SCAN é a capacidade de medir o metabolismo das lesões, demonstrando a presença de alterações funcionais antes mesmo que a anatomia seja afetada e seja detectada pela TAC e/ou pela RM, permitindo assim o diagnóstico precoce de doenças neoplásicas, o que é essencial para um tratamento mais eficaz e curativo.

Quais são as indicações do PET-CT?

A glicose radioativa (FDG) pode ser utilizada na neurologia e na oncologia.

Quais são as indicações na oncologia?

É na oncologia que o impacto do FDG PET é mais visível e significativo. Dentre as principais indicações, destacamos as seguintes:

– Detecção precoce: demonstrando de maneira eficaz e sensível a presença ou não de câncer, evitando assim procedimentos invasivos desnecessários.

– Estadiamento tumoral: o PET é um exame extremamente sensível na determinação da real extensão dos tumores. E por ser um exame que avalia o corpo inteiro, a procura de metástases é mais eficiente, mudando significativamente a conduta em grande parte dos pacientes e individualizando a escolha do tratamento.

– Monitoramento da terapia: por conseguir medir o metabolismo dos tumores, é possível, através de um exame comparativo, avaliar se o tratamento escolhido está sendo eficaz, permitindo assim a mudança precoce na modalidade de tratamento, evitando os efeitos colaterais da terapia e, o mais importante, evitando a perda de um tempo precioso.

– Avaliação de recorrência recidiva: o PET SCAN é o procedimento de imagem mais acurado na diferenciação entre recorrência e alterações pós-terapia.

Além destas indicações, o PET SCAN tem grande utilidade no planejamento da radioterapia, na escolha do melhor local para realizar uma biópsia, na graduação de lesões malignas, na determinação do prognóstico e sobrevida dos pacientes e em casos onde há dúvida sobre outros exames de imagem.

Quais são as indicações do FDG PET-CT na neurologia?

O FDG PET-CT fornece informações importantes no diagnóstico da Doença de Alzheimer, epilepsia e outras condições neurológicas.

A avaliação metabólica do FDG no cérebro permite o diagnóstico precoce da Doença de Alzheimer e sua diferenciação entre outras formas de demência, permitindo um melhor controle da doença.

Na epilepsia, o FDG é utilizado com grande acurácia na localização e determinação do foco de epilepsia, sendo fator fundamental quando a cirurgia é uma opção de tratamento.

Como é feito o exame de PET-CT?

Após serem coletados dados sobre a indicação do exame, é injetada uma pequena concentração de glicose radioativa (FDG) na veia do paciente. Após um período de espera de captação de aproximadamente 60 minutos, o paciente é posicionado confortavelmente no equipamento. Imagens do corpo inteiro serão adquiridas, em repouso, durante cerca de 25-35 minutos, dependendo do tipo de exame. Em seguida, o médico responsável irá analisar a qualidade das imagens, avaliando a necessidade ou não da realização de imagens extras. Após isso, o paciente está dispensado, podendo assumir suas tarefas diárias, sem restrições. O tempo total de permanência na clínica é de aproximadamente 2-4 horas, por isso reserve o período para a realização do exame.

Existe alguma contra indicação para o exame de FDG PET-CT?

O PET-CT é um exame simples, seguro e indolor. O FDG, a glicose radioativa, não causa nenhum tipo de efeito colateral, podendo ser utilizado inclusive em pacientes diabéticos.

Por utilizar uma pequena concentração de radiação para suas imagens, em caso de gravidez, a paciente deve discutir a relação risco-benefício com o seu médico para avaliar a real necessidade do exame. Em caso de amamentação, suspender as mamadas por pelo menos 6 horas, sendo ideal 24 horas, se possível.

É essencial a capacidade do paciente em permanecer imóvel durante a aquisição das imagens. Em casos especiais, o exame poderá ser realizado após sedação/anestesia.

O PET-CT é um equipamento aberto, sem transmitir a sensação de claustrofobia. Em caso de dúvida, faça uma visita ao serviço para conhecer o equipamento.

Sobre o resultado: o resultado será fornecido o mais rápido possível, para que você o encaminhe a seu médico.

Lembre-se que o PET-CT é um exame complementar, sendo necessário sua correlação com outros exames de imagem, exames de laboratório, história clínica e exame físico.

Atenção

Caso seja solicitada tomografia computadorizada com contraste iodado associada ao PET, o paciente deverá comunicar durante o agendamento seus antecedentes alérgicos, se apresenta insuficiência renal ou se utiliza medicação para diabetes.

Aviso importante: a produção e entrega do radiofármaco FDG utilizado no exame é realizada pelo IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), localizado em São Paulo, por isso a remarcação do exame poderá ser necessária em caso de falhas no fornecimento ou produção do FDG. Atrasos, eventualmente, poderão ocorrer.

A dose de FDG produzida é feita especialmente para o paciente, portanto o prazo máximo para o cancelamento do exame sem perda do valor da dose é de 48 horas antes da data marcada.

As informações anteriores estão disponíveis no site da CETAC Diagnóstico por Imagem.

É importante ressaltar que o exame tem suas indicações precisas e somente o médico especialista pode solicitar sua realização, após individualização de cada caso.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP