Osteoporose

Os comentários seguintes servem apenas como alerta e orientação generalizada.

A automedicação pode originar agravamentos. Nunca deixe de consultar seu médico.

A osteoporose é caracterizada pela perda progressiva de massa óssea, por alterações na sua arquitetura e afilamento das paredes dos ossos. Nesse caso o osso, que era uma estrutura rígida de sustentação do corpo, passa ser frágil e sujeito a uma fratura sob qualquer trauma, ainda que mínimo. Ossos de vários tamanhos e formas formam o esqueleto, portanto a osteoporose é um problema geral do organismo, atingindo mais alguns que o outros. Após os 50 anos é mais frequente nas mulheres que nos homens – atinge 6 mulheres para cada homem – acometendo mais o osso trabecular que o chamado cortical. Aos 70 anos acomete ambos os sexos, quase que igualmente, envolvendo tanto osso cortical quanto trabecular.

Recentemente descobriu-se que o osteoblato é a célula do osso que comanda esse processo de desequilibro na formação de osso novo e a reabsorção do osso antigo, que afinal resulta na osteoporose. O osteoblasto age através da substância citocina, que funciona como um sinalizador para que as células trabalhem mais ou menos intensamente. Isso explica a razão de uma pessoa que tem osteoporose no fêmur recuperar-se de uma fratura de osso do braço.

Uma indagação frequente é; “porque o organismo não usa a mesma força de reparar o osso do braço para reverter a osteoporose do fêmur?” Esse mecanismo de controle é mais sofisticado e complicado do que antes se imaginava! Sabe-se que;

  • 70% do tecido ósseo de cada indivíduo está relacionado à genética;
  • indivíduos da raça negra tem mais massa óssea do que os da raça branca;
  • mulheres com mãe, tios ou avós com osteoporose terão mais chance de ter a deficiência;
  • a massa óssea total completa a sua formação na infância e adolescência, atingindo seu máximo aos 35 anos;
  • os músculos têm ação importante sobre os ossos, através das forças mecânicas nas atividades físicas rotineiras, a ponto de um braço engessado, dependendo do tempo de imobilização, poder perder até 40% de sua massa óssea;
  • os halterofilistas apresentam mais massa muscular e óssea do que os maratonistas, que geralmente são mais magros e tem comparativamente menos massa óssea;
  • quando livres de reumatismo, a melhora das condições dos músculos e ligamentos, com aumento da massa muscular, oferece a possibilidade dos pacientes executarem maior desenvoltura e segurança nos movimentos e funções articulares, além de propiciar melhor qualidade de vida, contribuindo positivamente para o tratamento e prevenção das perdas de massa e resistência óssea.

R. Kuroyanagi – colaborador do Departamento de Reabilitação do Hospital Koseinenkin de Tóquio – e sua equipe investigaram 11 pacientes com lesão crônica da medula, que estavam com paralisia e atrofia dos músculos das pernas por 20 ou mais anos, com causa em acidentes automobilísticos. Examinaram a densidade mineral dos ossos dos membros inferiores e exames de sangue do metabolismo do osso, constatando que 75% do grupo tinha baixo nível de tônus muscular e que todos os pacientes tinham a densidade mineral óssea do colo do fêmur diminuída, correlacionada negativamente com o período do paralisia. Neste casos constataram que os bisfosfonatos podem ser eficazes para impedir fraturas nos pacientes com paralisia, além do cuidado particular à ser tomado na colocação da pessoa em cadeiras de rodas e na manipulação das pernas.

Este texto é apenas informativo. Procure o seu médico. Só ele poderá lhe oferecer orientações seguras.

Redação com base na fonte; Clin Calcium, março de 2004.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP