Gigantes Aéreos em Pousos com Fortes Ventos Cruzados

Os vídeos seguintes exibem decolagens e pousos atípicos, em procedimentos que exigem alta eficiência e perícia dos pilotos, em razão das severas condições nos momentos das operações.

Fortes ventos cruzados (“ventos través”) proporcionam grandes obstáculos para pousos e decolagens. No meio aeronáutico, os pilotos que operam com eficiência nessas condições são respeitosamente considerados como “bons de pé e mão” (tem segurança e eficiência na coordenação “de pé e mão” durante a operação da aeronave nessas condições adversas). Nessas condições é grande e importante a necessidade de acentuada perícia no comando da aeronave. Não são todos os privilegiados!

IMPORTANTE: em relação ao primeiro vídeo seguinte, alguém desconhecido, cuja identidade não foi declarada no filme, provavelmente de Sorocaba, ou de alguma forma ligado ao nosso Aeroclube, teve a feliz iniciativa de editar e unir alguns pousos de “gigantes aéreos”, efetuados sob fortes ventos cruzados, com agradável som e ótimos textos, reproduzindo de forma simpática e fiel uma importante realidade na aviação. Parabéns ao desconhecido! É grande a satisfação em aqui reproduzir esse trabalho anônimo.

Aos não familiarizados: observem nos vídeos que seguem, principalmente no primeiro, que o comandante conduz a aeronave com a linha de proa (“alinhamento do nariz”) em ângulo bastante diferente do eixo da pista, “contra” a direção do vento (no nosso cotidiano seria “caranguejando” em direção à pista), executando o necessário alinhamento com a pista instantes antes (milésimos de segundos) do toque do trem de pouso na mesma! Notem que, em diversos dos pousos nos filmes que seguem, a proa da aeronave está voltada diretamente para a direção de quem está filmando, enquanto a pista está alinhada na sua lateral.

De forma bastante simplificada, e sem escala, a imagem seguinte ilustra essa situação. pousoventotraves

Os vídeos seguintes, mais longos e com melhor qualidade, exibem maior número de pousos nessas condições, inclusive alguns em que os pilotos arremetem (“desistem do pouso” e retomam o voo normal), em razão da exagerada turbulência ultrapassar os limites de segurança, impedindo de conseguir as condições mínimas que permitam a aterrissagem. Mostram também decolagens em situações parecidas, nas quais, além de manter o “centro” da pista na rolagem (“corrida” na pista para a decolagem), já muito difícil nessas condições, o comandante tem que compensar rapidamente o alinhamento do voo, imediatamente ao decolar, já sofrendo a intensa influência do vento cruzado e, geralmente, muito turbulento! Em todas as operações dos vídeos seguintes podem ser observados os acentuados efeitos das intensas turbulências.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

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