Da Terra à Marte Com Tecnologia Precisa e Perfeita

Da Terra à Marte
Com Tecnologia Precisa e Perfeita

Para melhor avaliar, pelos textos e imagens que seguem lembre as velocidades dos dois planetas em torno do sol, os diferentes posicionamentos e movimentos nas suas órbitas, e os efeitos que dificultam aos engenheiros astrofísicos conseguirem atingir a perfeita precisão exigida, mas que conseguem realizar com grande sucesso.

Comparativos de diferentes velocidades

Para comparar os deslocamentos em altíssimas velocidades, vale lembrar que; a) a máxima velocidade atingida por um carro de “Fórmula 1” foi de 361,8 km/h; b) as grandes aeronaves comerciais a jato voam em cruzeiro com aproximadamente 900 km/h; e c) a velocidade do som, ao nível do mar e na atmosfera padrão terrestre, é de 1.226 km/h.

As diferentes órbitas e planos dos planetas

Os planetas do nosso sistema giram em torno do sol em órbitas elípticas (ovais), percorrendo o espaço interplanetário solar em diferentes e altíssimas velocidades, a seguir descritas, e em diferentes posições e planos de órbitas em relação ao “Equador” solar.

O Planeta Terra

Na Translação, em torno do sol, a Terra tem velocidade orbital média de 107.200 km/h (87,44 vezes maior que a velocidade do som).

Simultaneamente, em torno do seu próprio eixo, na Rotação, tem velocidade de 1.674 km/h (36,54% maior que a velocidade do som).

Em linha reta, quando os dois planetas estão mais próximos entre si, a menor distância entre a Terra e Marte,  considerando as mais favoráveis posições relativas, é de 57,6 milhões de quilômetros.

Entretanto, para chegar à atmosfera de Marte, decolando da Terra em momento que permitia a melhor performance no menor tempo, em razão das diferentes posições relativas e diferentes velocidades entre os dois planetas, a astronave teve que percorrer aproximadamente 480 milhões de quilômetros, navegando no espaço interplanetário durante quase 7 (sete) meses, em velocidade média aproximada de 60.800 km/h (49,59 vezes maior que a velocidade do som).

O Planeta Marte

Na Translação, em torno do sol, tem velocidade orbital média de 86.652 km/h (70,67 vezes maior que a velocidade do som).

Simultaneamente, em torno do seu próprio eixo, na Rotação, tem velocidade de 868,22 km/h (70,82% da velocidade do som).

O acontecimento – Fevereiro de 2021
Marco histórico

O mês de fevereiro de 2021 marcou o perfeito uso da tecnologia superior, inovadora e precisa, criada e continuadamente aperfeiçoada pela mente humana, com 3 (três) nações colocando suas espaçonaves não tripuladas na órbita de Marte. Uma da Arábia Saudita, que permanecerá em órbita, e duas outras, uma da China, que pousará proximamente, e outra dos Estados Unidos, que já pousou seu Rover na superfície de Marte, com grande sucesso.

Com projetos tecnológicos mais abrangentes, complexos, avançados e ousados, em 18.02.2021 chegou à superfície de Marte o Rover Perseverance, dos Estados Unidos, tendo a bordo o Helicóptero Ingenuity, consolidando um perfeito e maravilhoso show de precisão tecnológica.

A viagem

Inicialmente atingindo velocidade de cerca 39.600 km/h, em 30 de julho de 2020 decolou do Planeta Terra a espaçonave americana “Perseverance”, em direção à Marte.

Poucos minutos após o lançamento a nave separou do foguete, iniciando a longa etapa do voo de cruzeiro (de navegação) em direção à Marte, com velocidade média aproximada de 60.800 km/h (49,59 vezes maior que a velocidade do som).

Com as incríveis, altíssimas e diferentes velocidades de deslocamentos dos dois planetas, Terra e Marte, percorrendo diferentes planos e diversificados posicionamentos em diferentes órbitas, a astronave em viagem até Marte precisou de quase sete meses, para percorrer aproximadamente 480 milhões de quilômetros de espaço interplanetário.

A chegada e pouso

Por comandos originados na Terra, durante a navegação os engenheiros da NASA tiveram algumas oportunidades para conferir e ajustar os equipamentos de bordo e a trajetória da espaçonave. Mas, ao chegar ao destino, iniciando a entrada na atmosfera e na órbita de Marte, para iniciar a descida ao solo marciano, durante 7 minutos, identificados por eles como “7 minutos de terror”, OS ENGENHEIRO DA NASA NADA PUDERAM FAZER PARA CONSEGUIR QUALQUER ALTERAÇÃO OU CORREÇÃO, em razão de todos os comandos da NASA, na Terra, usarem 14 minutos para chegar à espaçonave, obrigando a que, durante esse tempo e percurso, da aproximação ao pouso, tenham sido completa e unicamente executados por meio dos comandos autônomos dos avançados instrumentos e equipamentos a bordo, sem interferência de comandos da Terra, até o pouso completo.

Aproximadamente há 130 km da superfície de Marte a nave iniciou a penetração na atmosfera marciana, ficando literalmente “sozinha” (sem os comandos da Terra), com operações e avaliações automáticas, fazendo isoladamente todas as correções necessárias para a entrada na atmosfera e órbita de Marte, e logo em seguida iniciando a descida para o pouso, em velocidade de até 20.000 km/h (16,31 vezes maior que a velocidade do som), suportando em seu escudo principal 1.300 °C de temperatura. Como comparativos; a) ao nível do mar, na nossa atmosfera padrão, a água ferve à 100 °C – b) os aços inoxidáveis são fundidos (liquefeitos) com média aproximada de 1.400 °C. 

Aos 11 km de altura a nave abriu grande paraquedas. Alguns momentos depois liberou os escudos protetores e reduziu a velocidade de descida para 20 km/h.

Segundos depois, exatamente dentro da área previamente escolhida para o pouso da missão, mas em ponto seguro, selecionado e escolhido pelos próprios equipamentos da astronave para evitar espaços acidentados, soltou o paraquedas e liberou um foguete especial, que fez o Rover pousar suavemente na superfície marciana, com perfeito sucesso.

Agora e nos próximos anos, por meios próprios e/ou por comandos da Terra, terão início as atividades de explorações, investigações, coletas, experiências, visualizações, fotos e filmagens importantes, com os resultados enviados à Terra, aqui chegando após 14 minutos da transmissão, em média.

É ou não a execução de exemplar perfeição tecnológica?

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Fevereiro de 2021