Opinião e sugestão para a educação

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Ousadia na opinião e sugestão para a educação: dez “pontos” que buscam novos caminhos!

Novamente nossos jovens obtiveram resultados medíocres nos exames mundiais do PISA – Programme for International Student Assessment, que avalia o conhecimento e habilidade em leitura, matemática e ciências, de estudantes com 15 anos de idade, com ênfase no entendimento de texto, versatilidade e criatividade. E, essa situação vem se repetindo a cada três anos, desde 2000.

Culpa deles? Não. Culpa nossa, por não oferecermos eficiência no ensino educacional!

Nessa continuidade de frequente confirmação das péssimas condições do nosso ensino, que, com raras exceções, se ressente pela falta de atualização e modernização, além de, principal e criminosamente, manter a “desvalorização” dos professores, consequentemente também dos alunos, com isso desperdiçando a capacidade dos nossos jovens, que existe em grande potencial, mas vem sendo pessimamente orientada e amplamente desperdiçada, não resisto ao permanente e crescente ímpeto de continuar abordando o tema.

Eu não me atreveria na sugestão de temas sobre “o que e como ensinar”, e outros que se aprofundem na didática educacional! Entretanto, não me acanho em mergulhar no “sistema de ensino”, que, continuo entendendo, está em franca decadência, “ladeira abaixo”.

Com base em diversas leituras a respeito, ouso “sonhar” com a adoção de sistemas que vem sendo utilizados com sucesso em outros países, e mostrando-se significativamente mais eficientes que os nossos, atualmente em uso!

Nesse sentido, me arrisco a sugerir o que segue.

  1. Alterar a legislação, de forma que permita oferecermos aos professores a remuneração digna, que eles merecem, de fato e de direito, em todos os níveis de ensino, a partir do infantil básico, até o universitário. Afinal, a formação de futuros técnicos, engenheiros, médicos, advogados, juízes, cientistas e todas as demais profissões, deles dependerão para conseguir o sucesso profissional e existencial!
  2. Para os atuais professores, diretores, gestores e outras atividades afins, já devida e justamente reconhecidos e remunerados, criar cursos de “reciclagens”, para atualizações e ensinamentos modernos, em conteúdo, didática e forma de comunicação e transmissão de conhecimentos. Simultaneamente também criar cursos especializados, de readequação, para quando os mestres e interligados venham futuramente se mostrar ainda deficientes, ensejando a necessidade de “reforços”, por ainda não conseguir transmitir aos seus alunos os programas determinados, em condições aferidas por meio de exames periódicos, a seguir abordados, nos itens 5 e 6.
  3. Na grade curricular a ser ministrada, proibir as exigências para que os estudantes “decorem” formulas, tabelas, gráficos e dados diversos, que nenhum profissional consciente futuramente usará “de memória”, quando deles precisarem, então consultando essas informações. Qual a utilidade de decorar fórmulas se, quando necessárias, poderão e serão facilmente encontradas para consultas? Para que servirá perder tempo decorando nomes de rios e afluentes, ou capitais de estados, se também estarão disponíveis quando necessários? Exibindo esses elementos nas aulas, e também nas provas, devemos ensinar os nossos estudantes a reconhecer cada item, saber localizar, identificar e como utilizar, aprendendo como desenvolver os cálculos, a raciocinar com os dados fornecidos e conseguidos. Devemos ensinar o desenvolvimento da criatividade, e não o uso da memória “fotográfica”, que pode muito bem ser desenvolvida e utilizada para fins mais nobres! Nessa linha de pensamento, as fórmulas, gráficos, tabelas, eventos históricos, datas e similares sempre serão informados e fornecidos por meios diversos e eficientes, durante os estudos e também nas futuras provas. Nas aulas os mesmos dados serão apresentados e “dissecados” na forma da aprendizagem do uso, e não da obrigação de os “decorar”! O mesmo deve acontecer com os fatos históricos, geográficos e similares, ensinados, desenvolvidos e “dramatizados”, sempre tornando disponíveis seus títulos e datas. Tudo aquilo que o futuro profissional consultará para seguramente utilizar, deve ser oferecido para consultas, durante o ensino, e nas provas! Aprender a consultar, desenvolver e bem utilizar é muito mais importante e útil que a obrigação de “decorar”!
  4. Os alunos devem receber aulas, instruções e conhecimentos por meios criativos, dinâmicos, diversificados e variáveis nas formas de aplicação, segundo as necessidades do grupo, sempre adequados e adaptados à classe, de forma que estejam e permaneçam motivados à participar, a contribuir com ideias e propostas de adequações e soluções, de maneira que tenham despertada a curiosidade pelos temas, participem com interesse dos assuntos ensinados, exibam criatividade no desenvolvimento das ideias e façam sugestões, debates e propostas! Enfim, que as aulas se tornem realmente interessantes, cativantes e motivadoras. Nesse particular entendo que, atualmente, salvo quando forem úteis às aulas, o uso de celulares e equipamentos equivalentes devem ser proibidos! A tecnologia moderna deve ser utilizada nas aulas, quando os professores puderem orientá-la de forma didática, dinâmica, participativa e criativa. Nessas condições será indispensável! Substituindo os eletrônicos, a leitura e o entendimento de texto devem ser estimulados, por meios criativos, que despertem o interesse pelos assuntos e temas dos conteúdos, preferivelmente provocando debates entre os alunos.
  5. Devemos “acabar” com os exames e as provas criadas e ministradas pelos professores e suas escolas! Preservadas as exigências dos respectivos níveis, as “cobranças” dos ensinamentos devem ser todas realizadas coletivamente, nacionalmente, padronizadas, na mesma forma hoje utilizada pelos exames seletivos, como o ENEM e, guardadas as proporções, pelos vestibulares. O conteúdo das matérias, ementas, que serão exigidas nas provas nacionais, devem ser antecipadamente informadas aos diretores e professores, sempre direcionadas à criatividade e ao raciocínio, para que as utilizem nos ensinamentos aos alunos, em forma similar às que hoje fazem nos “cursinhos” para vestibulares! Ao final de cada semestre, ano e/ou período, nacionalmente padronizadas, provas seletivas, tipo ENEM ou vestibular, serão realizadas para cada um dos níveis, adequadamente a eles dirigidas, “cobrando” o conhecimento desenvolvido, sempre privilegiando o raciocínio e a criatividade dos estudantes, na forma em que vem sendo feito nos periódicos testes internacionais do “PISA”.
  6. Os resultados obtidos pelos estudantes nas provas, além de a eles creditados, serão catalogados e analiticamente utilizados para avaliar o desempenho dos respectivos professores, diretores e gestores das escolas, que também os utilizarão como orientação para seus aperfeiçoamentos e progressos futuros, uma vez que, “livres” da elaboração de provas e exames, todos terão mais tempo para dedicar ao estudo próprio e à melhora dos seus métodos de ensino. Se, nos exames periódicos, os alunos vão bem, os professores são valorizados. Se vão mal, os seus mestres passam por reciclagens. Se o grupo de certa escola foi bem, seus diretores e gestores também são valorizados. Quando vão mal, os dirigentes devem se explicar e passar por reciclagens. Se as reciclagens não surtirem os efeitos desejados, os profissionais serão literalmente substituídos!
  7. Criar cargos para “Delegados”, “Inspetores”, “Examinadores” ou outros títulos, para “fiscais” independentes que aleatoriamente visitarão as escolas, em todos os níveis, para aferir a aplicação dos trabalhos, a produção dos professores e dos dirigentes, a frequência dos alunos, e outras atividades vinculadas e resultantes do trabalho em curso em cada uma delas. Seus relatórios orientarão os gestores sobre o que necessitará maior atenção de orientadores especializados, que “socorrerão” onde e em que necessário.
  8. Defendo também, fortemente, a proposta do ensino plenamente laico, em todas as escolas e níveis. Entendo que temos o dever, a obrigação, de conseguir atingir essa meta, que está sabiamente determinada em nossa Constituição! Entretanto, se for necessário apaziguar e atender os acentuados entendimentos contrários, neste caso – obrigatoriamente – deveremos determinar o ensino, o estudo e o debate da religiosidade, em suas origens, desenvolvimentos, diversificações e consequências, respeitosamente e sem influenciar e direcionar para crenças ou descrenças específicas.
  9. Considero ainda que seria plenamente salutar melhor orientar no currículo disciplinar aulas especialmente voltadas à conscientização e ao ensino a respeito dos recursos e cuidados com as condições, qualidade, manutenção e preservação do meio ambiente, da ecologia e da recuperação e manutenção dos recursos hídricos, pensando não apenas nos atos presentes e futuros dos próprios estudantes, mas principalmente nos ensinamentos e “cobranças” que eles certamente transferirão às suas famílias e pessoas próximas, ainda que em reduzidas idades.
  10. Devidamente adequadas à cada nível, vejo também como indispensável a orientação em direção às artes, estéticas, plásticas, naturais e comunicativas, por serem parceiras indispensáveis da educação e criatividade, em todos os sentidos e motivos que possam ser imaginados.

Certamente os nossos eternos “pessimistas” argumentarão que; “não temos verbas para tudo isso”! Talvez não tenhamos, mesmo, principalmente nos dias e condições atuais! Mas, se continuarmos nos mantendo nessa mortal “zona do conforto”, “do comodismo”, não gerando atitudes, não determinando planejamentos e metas, nunca teremos resultados!

Uma gestão eficiente nas verbas atualmente disponíveis, cerceando os “desvios”, “desperdícios” e má utilização, certamente resultará no seu melhor aproveitamento! Além disso, exceto no quesito da remuneração dos professores e profissionais da área, muitas das iniciativas necessárias não dependem de “verbas” adicionais, mas sim, de iniciativa, disposição, seriedade e boa vontade! Então, podemos sim iniciar por elas! Temos que começar! Temos que “disparar” metas e motivações, sérias e contundentes! Se assim não acontecer, nunca faremos algo sério! Continuaremos na bancarrota, “ladeira abaixo”, desprezando nossos professores, e perdendo-os continuadamente para outras áreas profissionais, prejudicando nossos jovens e toda geração futura, e, com eles, impedindo o progresso da nação!

Não podemos ignorar que os países que desenvolveram iniciativas como as citadas melhoraram, em tudo! Hoje seus jovens, e adultos, são mais ativos, criativos e desenvolvidos, mais participativos e produtivos, seus políticos são mais sérios e coerentes, seus dirigentes e gestores são mais competentes, e a nação cresce e progride sadiamente, em todos os sentidos, graças à “safra” dos novos formados.

Podemos sim! Devemos! Temos a obrigação de “disparar” atitudes que nos levem a produzir melhores resultados, ainda que a longo prazo! Iniciando já, um dia conseguiremos “chegar lá”!

A maioria das ideias para essas propostas não foram por mim “criadas” ou “inventadas”! São resultados da leitura de diversos livros, de autores que constataram a eficiência das mesmas.

Alguns desses livros estão exibidos em http://snookerclube.com.br/categoria/livros/. Entre eles destaco: “As crianças mais inteligentes do mundo e como elas chegaram lá” da jornalista norte-americana Amanda Ripley, e, quatro livros do Pierluigi Piazzi, o “Professor Pier”.

A respeito do mesmo assunto, outros textos por mim desenvolvidos e/ou replicados, estão disponíveis em: http://snookerclube.com.br/categoria/educacao-e-ciencia/.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
09.12.2016

EmDrive a nova revolução na ciência física.

emdrive01Um dos equipamentos
experimentais 
nos testes do EmDrive

Texto elaborado com base na matéria de Carlos Cardoso, publicada em 03.08.2014, no site http://meiobit.com/, e outras pesquisas diversas.

EmDrive: a nova revolução na ciência física.

Isaac Newton e Albert Einstein ficariam “desorientados”! Contrariando às leis da física de ambos, experiências vem acontecendo e realizando algo que faz lembrar do antigo e inatingível “sonho” do moto-perpétuo, embora nada tenha com ele!

Roger J. Shawyer, um engenheiro aeroespacial britânico, dando continuidade em teorias desenvolvidas nos anos 50 por outro engenheiro (de nome não declinado), conseguiu mostrar que, utilizando apenas energia elétrica é possível conseguir movimento propulsional a partir da projeção de feixes de microondas para dentro de uma cavidade ressonante, especialmente projetada (como a da imagem anterior), gerando pressão de radiação eletromagnética nas paredes, em quantidades diferentes, com isso fazendo com que ela seja “empurrada”, levando todo o resto do motor. Chamaram esse “motor” de EmDrive.

Em comparação simplória, seria como se você agarrasse os cordões do sapato, puxasse com força e voasse para o espaço. Não faz sentido! E inicialmente, durante muitos anos, a comunidade científica não deu atenção quando Shawyer publicou suas ideias, em 2000.

Agora, a dificuldade dos cientistas é que; sabem que funciona, mas ainda não entendem como!

A suposição dos cientistas é a de que o movimento da unidade é provocado pela radiação eletromagnética gerada nas paredes do EmDrive. Como exemplo dessa possibilidade, podemos tentar entender esse fenômeno da seguinte forma: se depositarmos uma lanterna sobre uma balança, apontada para baixo, a balança registrará pesos diferentes para quando a lanterna estiver ligada, e quando desligada. É claro que será uma diferença infinitesimal, mas os fótons emitidos têm momento angular linear, e a 3ª Lei de Newton é implacável; “para toda ação há uma reação igual em sentido oposto”. Então, os fótons emitidos fazem com que a lanterna seja empurrada para trás, alterando o “peso” indicado. Comprovando isso, devemos lembrar que; a pressão da radiação eletromagnética solar tem que ser levada em conta nos cálculos de órbitas e trajetórias para as viagens espaciais, vez que, se não incluírem na computação o efeito da mesma, uma sonda para Marte chegaria ao destino com mais de 15 mil km fora da posição esperada.

Nos últimos tempos os resultados conseguidos por Shawyer vem sendo repetido por outros importantes e sérios pesquisadores, entre eles cientistas chineses e da NASA, que vem conseguindo ampliar a potência para o deslocamento.

Em 2002 Shawyer conseguiu produzir um equipamento com potência de 850 W, que gerava 16 milinewtons (mN) de propulsão (Um newton equivale a força exercida por uma massa de 102 g, na gravidade terrestre). Por volta de 2003 outro protótipo foi construído, com resultados mais eficientes. Em 2007 já conseguiam uma eficiência de 310 mN/quilowatt. Em 2009 cientistas da Northwestern Polytechnical University, na China, construíram seu próprio EmDrive, e produziram propulsão de 720 mN. Em 2010 já havia um protótipo de motor para ser testado em satélites, com propulsão de 326 mN. Todas essas pesquisas vem sendo devidamente publicadas.

Informações mais recentes afirmam que a NASA provou que, no vácuo, o EmDrive produz uma força de 1,2 millinewtons/quilowatt. Não seria “grande coisa”, vez que o Hall Thruster, um foguete avançado de plasma, produz 60 mN. Mas, como todo o foguete, o Hall Thruster precisa de um propelente, ou seja, gases à serem expelidos. E esses gases precisam ser carregados até o espaço, tornando o foguete muito pesado, e exigindo ainda mais gases para sair da órbita terrestre, e para as operações seguintes. Esse é o maior custo e o maior empecilho para as atuais viagens espaciais, principalmente as de longa distância.

O EmDrive está ainda em seus primeiros passos, mas afirmam que está provado que existe, que é real! E, talvez ele tenha um potencial bem maior, que ainda não conhecemos.

Também não é impossível que estejam erradas as pesquisas de Shawyer, da China e da NASA, além de outros que replicaram o experimento! Afinal, poderiam ter usado equipamentos imperfeitos de medição para mensurar evaporação, atração eletrostática, e muitas outras possibilidades! Mas também é possível que essa tecnologia seja realmente real.

E se de fato for real?

Aí “o bicho vai pegar”! Do total da massa dos foguetes espaciais, 99% é do combustível embarcado. É necessário acelerar muito no início da propulsão, e depois seguir “na banguela” (sem aceleração) até o destino. Com propulsão igual ao Motor Shawyer não precisaríamos de combustível! Usaríamos a energia elétrica, por meio de painéis solares, ou mesmo utilizando um reator nuclear, para projetar feixes de microondas em câmaras ressonantes!

Para a segunda geração desse motor pretendem usar supercondutores, para que as microondas ricocheteiem dentro do ressonador de forma milhares de vezes mais eficiente. Mesmo aplicando as limitações teóricas, um motor desses produziria forças na ordem de 0,93 toneladas por quilowatt (kW). Comparando, um motor de veículo pequeno, como um Fiat Uno de 1,0 L, consegue apenas 33 kW de potência. O conseguido pelo EmDrive daria para levitar o carro, mover uma hélice, acionar o ar-condicionado e conseguir várias outras operações.

Numa viagem interplanetária haveria aceleração continuada até metade do caminho, então começaria a desacelerar. O tempo até Marte não consumiria os 6 meses, ou pouco mais, hoje necessários! Provavelmente não passaria de uma semana (Algumas publicações divulgam 70 dias)! Acelerando continuamente à 1 G, resolveríamos os problemas causados por longo tempo em gravidade zero, e alcançaríamos velocidades só limitadas “por Einstein” (na velocidade da luz), e por nossos escudos de micrometeoritos.

Na Terra, até seu colchão poderia flutuar! Carros economizariam combustível, utilizando repulsores para diminuir o peso, vez que, em lugar de uma tonelada, os pneus só teriam que suportar 300 kg. Aviões não teriam mais que depender da “Teoria de Bernoulli” para voar; suas turbinas gerariam energia elétrica e propulsão horizontal, enquanto repulsores no casco gerariam a sustentação. Seria o fim das pistas, pois todo avião teria decolagem vertical.

E isto tudo será viável? Cientistas são muito conservadores, e ainda tem receio de fazer afirmações! A maioria dos críticos do EmDrive diz que “não funciona“, por não fazer sentido ao contrariar Newton e Einstein! Se não fossem os nomes sérios replicando o experimento, e constatando resultados positivos e “esquisitos”, ninguém daria a menor atenção para as alegações de Shawyer.

Por enquanto o mundo científico ainda está “desconfiado”, e tanto as pesquisas da NASA como as dos chineses estão sendo alvo de muita análise crítica, o que é bom, pois a ciência funciona assim!

Certamente, em breve futuro, teremos grandes novidades na ciência física! Terão que reescrevê-la? Ou apenas divulgarão declarações de equívocos, erros e falhas nas interpretações das experiências?

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Raios ascendentes

raios ascendentes

Os “raios ascendentes”, “raios do contra” ou “raios artificiais”, acontecem, mas dependem da existência e localização de construções humanas!

Ocorrem quando uma nuvem de tempestade – Cumulonimbus – com base baixa se aproxima de local alto, uma montanha ou elevação significativa, que tenha algum tipo de estrutura metálica, como uma torre de transmissão de sinal de TV. Nessa condição a estrutura metálica funciona como canal para a carga elétrica, que então vai do solo para a nuvem, acontecendo o raio ascendente.

É acontecimento incomum, mas não tão raro. Apenas 1% – aproximadamente – dos raios sobem em vez de descer! No Brasil são mais comuns, em razão de nosso continente ser um dos “campeões mundiais” na ocorrência de descargas elétricas na forma de raios.

Em janeiro de 2016 eles foram registrados no Pico do Jaraguá, na cidade de São Paulo, em dia que aconteceram três deles em apenas seis minutos, número considerado bastante alto. Foram gravados por câmaras especiais ali instaladas exatamente para captar essas ocorrências. Aprecie o fenômeno no vídeo seguinte, exibido em câmara lenta.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
28.11.2016.

Mais dois hospitais de câncer com atendimentos pelo SUS em Cascavel e Umuarama

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Em 05m33s de vídeo, conheça importantes informações: em Cascavel e Umuarama, no Paraná, dois novos hospitais privados, da UOPECCAN – União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer, especializados no tratamento do câncer, realizam 90% (noventa por cento) de seus atendimentos pelo SUS.

São mais duas instituições de saúde que seguem os exemplos do ótimo e perfeito Hospital de Câncer de Barretos, SP. Conheça a seguir o vídeo exibido em 25.11.16, pela da GloboNews.

O que esperam os gestores da saúde pública de Sorocaba e região para visitarem Barretos, SP, e agora também Cascavel e Umuarama, PR, para aprender e apreender o que e como fazer, para melhorar o atendimento da saúde pública em nossa cidade e região?

Para saber mais sobre o excelente Hospital de Câncer de Barretos, conheça a descrição de acontecimentos constatados no uso do mesmo, pelo link: O Hospital de Câncer de Barretos, SP – Uma experiência inusitada.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
26.11.2016

Os trambiqueiros do Temer

trambiqueiros

Em poucos meses de governo o hoje Presidente da República, Michel Temer, foi obrigado a trocar 6 (seis) ministros, 5 (cinco) deles por envolvimentos em atos ilegais. A seguir, conheça todos.

Os “Tranqueiras”

Romero Jucá

Pasta: Planejamento

Por que caiu: se licenciou do governo após ser gravado falando em pacto para “estancar a sangria” e deter avanço da Operação Lava Jato.

Substituído por: Dyogo Oliveira (interino)

Data: 23.maio.2016

Fabiano Silveira

Pasta: Transparência, Fiscalização e Controle

Por que caiu: pediu demissão após ser gravado orientando o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) a atuar nos procedimentos em que é investigado na Lava Jato.

Substituído por: Torquato Jardim

Data: 30.maio.2016

Henrique Alves

Pasta: Turismo

Por que caiu: pediu demissão após ser citado em delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que disse ter repassado R$ 1,55 milhão em propina ao ex-ministro entre 2008 e 2014.

Substituído por: Marx Beltrão

Data: 16.junho.2016

Fábio Medina Osório

Pasta: Advocacia-Geral da União

Por que caiu: foi demitido após embate com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, em função de pedido de acesso a inquéritos da Lava Jato que o advogado fez ao STF – Supremo Tribunal Federal.

Substituído por: Grace Mendonça

Data: 9.setembro.2016

Geddel Vieira Lima

Pasta: Secretaria de Governo

Por que caiu: pediu demissão após se envolver em uma crise política, acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de tê-lo pressionado a liberar a construção de um prédio onde o ministro da Secretaria de Governo adquiriu apartamento.

Substituído por: (ainda não há substituto)

Data: 25.novembro.2016

O “Protagonista”

Marcelo Calero

Pasta: Cultura

Por que caiu: pediu demissão, afirmando que o motivo era a pressão exercida pelo colega de Esplanada, Geddel Vieira Lima, para que o IPHAN liberasse irregularmente a construção de um prédio, onde ele havia adquirido apartamento.

Substituído por: Roberto Freire

Data: 18.novembro.2016

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Microburst grave ocorrência meteorológica

microburst

Microburst – “Explosão de Vento” – Grave ocorrência meteorológica

Um fenômeno meteorológico incomum, mas não raro, atualmente identificado como Microburst, ou “Explosão de Vento”, é produzido por nuvens de tempestades, chamadas de Cumulonimbus, em razão da coincidência no acontecimento de complexas ocorrências que combinam alta umidade com significativa e rápida variação de temperatura, pressão e densidade, ocorre quando a base da nuvem está bastante baixa, e um grande volume de ar é repentinamente impelido em direção à superfície, “estourando” contra o solo e “esparramando-se” em área que pode atingir até aproximadamente 4 km no entorno.

Hoje, com as modernas tecnologias utilizadas pela meteorologia, aeronáutica principalmente, os pilotos são alertados quando existe a possibilidade de ocorrência como essa, permitindo que a área seja evitada preventivamente. Mas, até há pouco tempo era imprevisível, e trazia sérias consequências.

Para aviões que estão voando cruzeiro, em altos níveis de voo, ao deparar com tal ocorrência em altitude, esse fenômeno causa oscilações desconfortáveis aos passageiros e tripulantes, com intensidades variáveis de acordo com a gravidade do fenômeno, mas, geralmente não graves. Entretanto, quando envolve uma aeronave pousando ou decolando, portanto em baixa altura e com baixa velocidade, principalmente quando acontece de forma rápida e não prevista, essa ocorrência pode surpreender a tripulação e causar incidentes ou acidentes, leves ou graves.

A seguir assista uma ótima dramatização em vídeo, criada pela “Smithsonian Channel”, produtora de programas científicos que exploram ciência, natureza e cultura, neste exibindo simulações que reproduzem ocorrência verdadeira, acontecida com avião da Delta Airlines quando em aproximação para pouso.

No vídeo seguinte, assista também uma simulação urbana, em brevíssima ocorrência de pequena intensidade, desse fenômeno Microburst, ou “Explosão de Vento”.

Em seguida, com 01m26s, assista à vídeo de ocorrência verdadeira de Microburst, que foi editado para melhor exibir o fenômeno. Para noção das dimensões atingidas, observe as dimensões das casas e prédios mostrados no filme. A nuvem filmada é a de tempestade, classificada como Cumuloninbus, aqui mostrada apenas em sua “base” (porção inferior).

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

A farra continua

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A farra continua

Segue a reprodução integral de editorial do Jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba e região, em publicação do dia 13.11.2016 – Equipe Online: online@jcruzeiro.com.br – (São meus os destaque em negritos).

Em meio a uma das crises mais profundas da história recente do Brasil, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) já encaminha “remédios amargos” na tentativa de reverter a situação que castiga os brasileiros com desemprego, saúde e educação precárias, falta de horizontes, entre outras dificuldades gigantescas.

Nesse cenário, na contramão do sacrifício imposto à população, a leitura rotineira de jornais, revistas e sites de notícias nos últimos dias estampa informações sobre a classe política que despertam sentimentos de revolta, indignação, perplexidade. A mesma classe política que já costura em Brasília pacotes com medidas para limitar os gastos públicos, como se tal limitação não significasse o equivalente ao congelamento do caos, não dá o exemplo da austeridade usada como justificativa para apertar os cintos dos cidadãos.

Por exemplo, o Senado celebrou contrato de R$ 283 mil com a empresa JDC Engenharia para a execução de reforma no gabinete do senador Romero Jucá (PMDB-RR). O extrato do contrato está publicado no Diário Oficial da União da última segunda-feira. Jucá foi escolhido por Temer para substituir a senadora Rose de Freitas (PMDB-ES) na vaga de líder do governo no Congresso.

Também na mesma segunda-feira, no Palácio do Planalto, em meio à crise econômica e ao esforço para aprovar no Congresso um teto para limitar os gastos públicos, o governo Michel Temer desembolsou, sem licitação, mais de R$ 500 mil para promover um show para convidados em homenagem ao centenário do samba. Naquele dia, o Diário Oficial publicou duas dispensas de licitação para contratação de artistas que se apresentaram na cerimônia da Ordem do Mérito Cultural, na qual foram premiadas 36 personalidades do samba.

De quebra, na semana marcada pelo feriado de Finados, um grupo de seis deputados federais viajou para uma visita às instalações de esporte de alto rendimento na Nova Zelândia. O roteiro incluiu passagem por Sydney e Camberra, na Austrália, para contatos com organizações esportivas. Qual o sentido desses contatos após as Olimpíadas do Rio? Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), viajou ao Azerbaijão para reuniões com autoridades do setor petrolífero.

Aliás, a semana de Finados foi simbólica como retrato do Brasil. Com a data encravada numa quarta-feira, os deputados e senadores não tiveram dúvida: enforcaram as sessões ordinárias na semana que tradicionalmente eles fazem durar de terça a quinta-feira.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa lançou na semana passada licitação para eventual gasto de quase R$ 500 mil com brindes para o Comando da 8ª Brigada de Infantaria Motorizada. Entre vários itens, prevê-se dedicar R$ 39 mil só para kits de churrasco — cinco espetos e um garfão, tudo em aço inox, com cabo de osso caneta de avestruz, em estojo de lona verde-oliva, bordado com logo do Exército. O plano também é gastar R$ 10 mil na aquisição de kits de vinho canivete saca-rolhas, um anel salva gotas, uma tampa e um termômetro para vinho, acompanhado de maleta em madeira com berço em espuma.

Todas essas notícias deixam o cidadão atordoado. Ele se habituou a ser informado que a PEC 241 vai congelar o limite de gastos do setor público por 20 anos como medida para conter a crise. E vê todos os dias notícias sobre os planos de intervenções na Previdência Social como forma de evitar a quebra dessa instituição e garantir os direitos dos aposentados. Ao constatar, porém, que os políticos não dão o exemplo de contenção de despesas, o cidadão se sente enganado.

Infelizmente, o que fica claro é que a sociedade brasileira é composta de dois andares. No andar de cima, a farra continua, como se não existisse nenhuma crise, como se os que fazem parte desse nível social se sentissem no direito de se comportar como quem vive numa ilha de riqueza e prosperidade. E no andar de baixo, sentindo-se ultrajado, o cidadão é quem paga a conta do sacrifício na forma de vida mais difícil, sonhos cada vez mais distantes e esperança perdida.

No fim das contas, os ocupantes do andar de cima adotam comportamentos que ferem os princípios de democracia, os valores de justiça, as promessas de honrar os votos dos eleitores. Essa postura, comparada aos sofrimentos do andar de baixo, tem a dimensão de escândalo num país já devastado pela imoralidade.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Juiz faz corajosas declarações em defesa da justiça no Brasil

magistrado

Exemplar e corajosamente, o juiz gaúcho João Ricardo dos Santos Costa, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB, em publicação na Revista Veja nº 2503, do último final de semana – datada de 09.11.2016 -, se declara contra as tentativas de frear a Lava-Jato, bem como de outras, diversas, que tentam impor autoproteção à políticos, além de comentar atos e declarações do ministro Gilmar Mendes, do STF. Vale a pena ler. Com poucas palavras ele aborda de forma direta e objetiva assuntos como; O Brasil da Lava-Jato, Ameaça à Justiça, Corrupção, Anistia ao Caixa Dois, Mobilização, Juíz Sergio Moro, Operação Abafa, Renan Calheiros e Foro Privilegiado.

Esse magistrado precisa ser apoiado, para que leve em frente suas ideias e propostas.

A seguir a reprodução integral da matéria, do entrevistador Rodrigo Daniel, da Veja.

É preciso reagir!

Estado de alerta – João Ricardo dos Santos Costa: “Paralização nacional em defesa das investigações de corrupção”.

Magistrado diz que a justiça vai se levantar contra as tentativas de frear a Lava-Jato, e acusa o ministro Gilmar mendes de participar da “operação abafa”.

O BRASIL DA LAVA-JATO está perto de repetir a Itália da Mãos Limpas. Aqui, tal como lá, os políticos ensaiam uma reação para conter a investigação que está desnudando os laços mafiosos entre o poder e o dinheiro. Para o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o juiz gaúcho João Ricardo dos Santos Costa, a investida já ultrapassou o terreno da ameaça. A tentativa de sabotagem é real e cresce à medida que a investigação se aproxima do topo da cadeia de comando do petrolão. A AMB, a maior entidade de juízes do mundo, com 14000 associados, planeja um dia de paralisação nacional em defesa da Lava-Jato. Na entrevista a seguir. Santos Costa diz que considera impróprio que suspeitos permaneçam em cargos importantes da República e critica o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

AMEAÇA À JUSTIÇA

Nós já superamos a ideia de que estamos correndo riscos. Estamos vivendo isso. Os riscos são visíveis. Querem esvaziar as funções do sistema judicial. Incluindo o Judiciário e o Ministério Público. Isso não é mais um receio. Há atitudes e iniciativas concretas no Congresso que põem em sério risco nosso sistema de Justiça. E, não por coincidência, são os políticos sob investigação que estão defendendo medidas para barrar a ação do Judiciário. Um exemplo é a proposta para punir abuso de autoridade.

CORRUPÇÃO

O juiz italiano Gherardo Colombo, que atuou na Mãos Limpas, diz que lá os cidadãos demoraram a perceber o movimento urdido para enfraquecer a Justiça. No Brasil, os cidadãos têm de estar atentos. Estamos passando pelo mesmo problema. É preciso reagir. A Lava-Jato é mais que um processo de combate à corrupção. É um processo que repagina nosso sistema político e econômico e expõe o DNA do nosso subdesenvolvimento. Não era só propina. Era um modelo de apropriação do Estado por políticos e empresas. A investigação desnudou essa prática e agora já notamos. Além de iniciativas no Congresso, declarações públicas de políticos que confirmam algo que antes vinha sendo urdido nos bastidores.

ANISTIA AO CAIXA DOIS

A tentativa de anistia é mais um movimento para esvaziar a Lava-Jato, que está atingindo parlamentares de praticamente todos os partidos. É uma vergonha para o país uma anistia desse nível. Não há justificativa moral. Não temos de dar nenhuma anistia. Temos de punir mais. Defendemos não só a criminalização do caixa dois como também do enriquecimento ilícito. Estamos cheios de histórias de homens públicos que só viveram da política e são riquíssimos, e sabemos que, com os salários da política, isso não seria possível.

MOBILIZAÇÃO

Não será surpresa se a sociedade perceber o golpe que está em curso contra o sistema judiciário e voltar às ruas. Nós, juízes, estamos mobilizados, as entidades da magistratura estão mobilizadas. A reação tem de ser forte. Ainda não há data marcada, mas estamos planejando uma paralisação nacional de juízes e um ato forte em defesa da Lava-Jato. Outra ideia é fazermos uma espécie de operação-padrão, um esforço de juízes para dar prioridade a processos relacionados à corrupção. Nós, juízes, precisamos mostrar ao país as consequências positivas da operação e. sobretudo, a necessidade de mudarmos esse cenário.

JUIZ SERGIO MORO

A Lava-Jato trouxe visibilidade, mas há tempos o Judiciário vem atuando. Temos governador preso, ex-governador preso, prefeitos presos e com bens indisponíveis. O problema é o nosso sistema recursal, que faz com que os processos nunca terminem. A quantidade de recursos possíveis, junto com a quantidade de processos acumulados, gera a prescrição, a impunidade. Agora, em razão da Lava-Jato, o Supremo Tribunal Federal entendeu que as penas podem ser cumpridas já após a condenação em segundo grau. É um passo importante para o sistema ser mais efetivo. O instrumento da colaboração premiada também é fundamental para resolver casos que envolvem crime organizado, crimes que envolvem inteligência. São mecanismos modernos que vêm sendo muito bem usados pelo juiz Sergio Moro.

OPERAÇÃO ABAFA

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo, diz que algumas categorias têm se utilizado da Lava-Jato para manter ou reivindicar privilégios. Não sei a que categorias ele se refere, mas nós, da Associação dos Magistrados do Brasil, entendemos que o ministro Gilmar Mendes é um dos que estão trabalhando para abafar a Lava-Jato. Ele usa do argumento corporativo para desfocar o assunto mais importante de que estamos tratando: o país quer saber é do combate à corrupção. Desconheço por que ele tem agido assim. O ministro integra a Suprema Corte, mas fala como se fosse membro do Legislativo ou do Executivo. Isso gera um desconforto muito grande para nós, magistrados.

RENAN CALHEIROS

A política tem de ser habitada por pessoas que representem a sociedade, e não os próprios interesses. Políticos que estão sob investigação não podem ocupar postos estratégicos do Estado. Precisam ter credibilidade perante a sociedade. Um político sob suspeita tem de ter a consciência de se afastar do cargo para se defender – e todos têm direito à defesa -, mas o interesse do Estado precisa ser maior. Alguém que está sendo investigado simplesmente não pode presidir um poder. No Senado, temos Renan Calheiros. Há uma incompatibilidade completa nisso.

FORO PRIVILEGIADO

O Supremo foi estruturado para julgar recursos, não para analisar provas de um processo nem para receber denúncias. Mas essa demora incomoda toda a sociedade. Por isso, combatemos o foro privilegiado, uma excrescência do nosso sistema. Com o mensalão, o STF deu uma demonstração de que a lei é igual para todos. Agora, a Lava-Jato vem para reafirmar isso. O Supremo está exercendo um papel extremamente importante e precisa dar uma resposta à sociedade. É necessário apurar e punir com celeridade também os políticos.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Educação em poesia

Educação em poesia – Para reflexão

De Fabio Brazza, poeta, músico e improvisador, que já conta com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. É neto do poeta Ronaldo Azeredo.

Com 03m12s o vídeo que segue é oficial, de música de Fabio Brazza, com a participação do violinista Raphael Braga, que está na faixa 12 do álbum Tupi, or not Tupi, do Fabio Brazza. Foi publicado no Youtube em 17 de out de 2016 – Produtos Oficiais: www.lojadobrazza.com.br. Gravado no MonoMono Estúdio

A Letra

Imagina como seria
O nosso querido Brasil
Se na matéria estudantil
Se incluísse a poesia
Se nosso prato do dia
Fosse o verso dum poeta
Uma dieta seleta
Pra deixar a mente sadia
De Antônio Goncalves Dias
A Poesia Concreta

E que tivesse na merenda
Um poema por semana
Bastante Mario Quintana
Pra que a molecada aprenda
Com graça e curiosidade
O quanto aprender é bom
De Chico, Vinicius, Tom
A Carlos Drummond de Andrade
E que na hora do recreio
Entre vivas e salves
A criançada em anseio
Clamasse por Castro Alves

Imagina como seria se ao invés de celulares
Nossos jovens se distraíssem
Lendo livros aos milhares
Seriam suas mentes mais lúdicas
Imagina se as escolas públicas
Fossem iguais às particulares
Se Augusto de Campos e Sergio Vaz
Fossem nossos artistas populares

Hoje em dia as músicas são tão pobres
Não consigo ver nenhuma vantagem
Numa letra sem vida
Totalmente desprovida
De qualquer mensagem

Se a gente é o que a gente lê
Se a gente é o que a gente ouve
Agora dá pra entender
Com nossos jovens o que houve
Mas imagina se ao invés
De ostentação e pornografia
Eles recitassem cordéis
E ostentassem poesia
Imagina como seria
Se eles lessem Gabriel Garcia
Mario Vargas Llosa
Escutassem Mercedes Sosa e Paco de Lucia
Se soubessem quem foi Vicente Huidobro
Talvez aprenderiam o dobro
Do que aprendem hoje em dia

Mas é que sabotaram
A Educação Brasileira
É perda de tempo ouvir Hip Hop
Pois o que não dá ibope é besteira
A mídia nos entope
Com o lixo do POP
E não com Manuel Bandeira
A mídia nos Dopa
De novela e de Copa
E o povo feito tropa
Caminha alienado
Mas esse caminhar restrito
Não é o mesmo descrito
Por Antônio Machado

Aliais alguém sabe quem foi Antônio Machado?
Não te culpo se não sabia
Pois eu também não saberia se não tivessem me contado

Eu sei que este mundo que tenho imaginado
Não passa de uma utopia
Mas no meu ponto de vista
Acredito que ele exista
Pois tudo existe aonde existe a poesia
Por isso tento fazer minha parte
Pra disseminar sabedoria
Pra que ao menos nossa arte
Não se transforme em mera mercadoria
Cada verso é um resgate
Em nome da poesia
Pra que essa sociedade vazia
Pouco a pouco não lhe mate

FABIO BRAZZA, neto do poeta Ronaldo Azeredo, além de poeta é também músico e improvisador, que já conta com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Começou a ganhar visibilidade pela parceria com o “Desimpedidos”, maior canal dedicado a futebol do YouTube, onde ficou conhecido como criador das batalhas de rap entre times de futebol. Sua paixão pelo futebol, somada a sua habilidade em criar rimas, se transformaram em um convite para ser o repórter oficial da Florida Cup, onde teve oportunidade de fazer homenagens em forma de improviso para grandes nomes do esporte, como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho e Chicharito, em vídeos que acabaram sendo compartilhandos pelos próprios jogadores e foram parar em canais como a Televisa (MEX), NBC (USA) e Bundesliga (GER).

Fabio Brazza faz também hip-hop popular brasileiro, música brasileira e hip-hop, numa fusão perfeita com as melhores letras do rap nacional da atualidade, crítica social, alegria, ritmo e poesia enchendo os olhos e o coração. Mas seu talento, inteligência e dom de improvisar rimas já fizeram com que ele dividisse o microfone com grandes nomes do gênero, como Gabriel o Pensador, Edi Rock do Racionais MC’s e Chali 2 na do Jurassic 5. Em abril de 2014 lançou seu primeiro álbum, “Filho da Pátria”, e já foi parar na lista dos 10 artistas que estão reinventando a música brasileira, do site americano Wondering Sound.

Entre videoclipes, poesias e improvisos de rap, já conta com mais de 110 milhões de visualizações nos seus vídeos, e vem transformando a cabeça de uma geração de jovens que, depois de conhecerem seu trabalho, mudaram a relação com o conhecimento. Atualmente está lançando seu segundo álbum “Tupi, or not Tupi”, que conta com as participações de Arnaldo Antunes, Caju e Castanha e Paula Lima, e assinou contrato com uma editora para escrever um livro que conta sua história, mesclada com trechos de músicas e poesias próprias.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Vídeos eBianch sobre simuladores de voo

Importantes vídeos da eBianch sobre o uso e comando de simuladores de voo e atividades aeronáuticas diversas, todos promovidos pela Bianch Editora.

Se você é aluno ou adepto das atividades aeronáuticas, não pode deixar de apreciar os vídeos que seguem, todos do Denis Bianchini, comandante de Boeing 737Ng, autor de diversos livros de ensino para pilotos – todos excelentes e recomendáveis – e também fundador e dirigente da Bianch e da eBianch.

Em razão da alta eficiência eletrônica na moderna simulação de voos, os procedimentos exibidos são relevantes para a orientação e estudos de futuros aprendizados práticos, familiarizando as suas atividades. Assista com atenção e dedicação. Sua recompensa será significativa.

Livro: Aprendendo a Voar em Simuladores de Voo: o vídeo traz importantes orientações, que facilitarão bastante seu aprendizado.

VOR 01 – Aprendendo a Voar em Simuladores de Voo: voo de treinamento VOR 1, referente aos voos do livro Aprendendo a Voar no Flight Simulator.

VOR 02 – Aprendendo a Voar em Simuladores de Voo: voo de treinamento VOR 2, referente aos voos do livro Aprendendo a Voar em Simuladores de Voo.

Piloto por um dia – Simulador B737Ng. Indica a possibilidade de você pilotar um simulador de voo Boeing.

Takeoff Configuration Warning (Alerta de configuração de decolagem). Quais são os fatores que levam à ativação do alerta de Takeoff Configuration Warning, do B737Ng.

Treinamento IFR – ILS Y SBFZ (Fortaleza): voo de treinamento IAC ILS Y SBFZ, referente aos voos do livro Aprendendo a Voar em Simuladores de Voo.

CDU do B737Ng da Virtual Avionics: review do CDU do Boeing 737NG para tablets da Virtual Avionics.

Tirando as descontinuidades da rota no FMC: dicas de Flight Simulator

Como baixar Cartas Aeronáuticas (Dicas de Flight Simulator): aprenda a baixar as mesmas cartas aeronáuticas utilizadas pelos pilotos em seus voos reais, para você utilizar em seus voos em simuladores de voo.

Autoland – Boeing 737Ng (Dicas de Flight Simulator): passo a passo sobre como realizar um Autoland no Boeing 737Ng.

Aprenda a escolher o Procedimento de Saída por Instrumentos – SID.

Aprenda a realizar o Planejamento de Voo de forma rápida e eficiente, através do site simBrief.

Mais informações para sua apreciação, estudos e carreira você encontrará no site da Bianch:
http://www.bianch.com.br/

Veja também: importantes vídeos da eBianch
sobre atividades aeronáuticas e
o curso para Piloto Privado Avião

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
20.09.2016