Dez ataques aéreos que mudaram a história do mundo

Matéria do Site Hype Science: http://hypescience.com/.

“O poder aéreo pode acabar com a guerra, ou com a civilização” – Winston Churchill, 1933.

Ele estava certo, não? Manter a superioridade aérea foi um fator muito importante em todas as grandes guerras travadas desde a invenção do avião, seja as clássicas batalhas da Primeira Guerra Mundial ou os bombardeios atômicos da Segunda, até o uso mais recente de aviões contra (ou a favor) do terrorismo.

As missões calculadas de ataques aéreos começam pós-Primeira Guerra Mundial. Esta lista fala sobre dez delas, mostrando como as aeronaves militares foram fundamentais na formação da história e política do mundo.

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1 – Bombardeio de Guernica

dezataques01O único conflito importante durante a calmaria entre as duas Guerras Mundiais na Europa foi a Guerra Civil Espanhola. Guerras implacáveis pela independência ocorreram em vários países durante décadas, mas nenhuma escalou para o status de uma total guerra destrutiva como essa.

Típica Guerra Civil: uma facção da população (os nacionalistas, liderados pelo general Francisco Franco) lutando com outra (os republicanos que estavam protegendo o governo de esquerda). E como a maioria das guerras civis, os países vizinhos viram nela uma oportunidade para intervir com suas próprias forças.

Como resultado, a União Soviética ajudou os republicanos fornecendo-lhes aviões Polikarpov e Tupolev SB-2. A Itália, sob influência de Mussolini, apoiou Franco. Os nacionalistas também pediram a ajuda de um aliado muito mais formidável: a Alemanha. A Alemanha, que estava procurando uma desculpa para desviar a atenção internacional de seu próprio rearmamento militar saltou em auxílio. Enviou quase 19 mil voluntários à Espanha, que formaram o que ficou conhecido como a Legião Condor.

Apesar de suas raízes aparentemente amadoras, os bombardeiros da Legião Condor atacaram a pequena cidade de Guernica, no norte da Espanha, em 26 de abril de 1937. Apesar de Guernica não ter nenhum valor estratégico do ponto de vista militar, este ataque de codinome Operação Rügen mudou a visão do mundo sobre o potencial do bombardeiro. Por mais de três horas, o alemão Heinkel He-111, acompanhado por combatentes, bombardeou a pequena cidade com 45.000 kg de bombas explosivas e incendiárias, dizimando quase um terço de toda a população e ferindo milhares. 70% da cidade foi destruída e os incêndios começados pelas bombas duraram três dias.

Para a Alemanha, este ataque foi um enorme sucesso porque foi uma oportunidade de testar suas próprias tropas e equipamentos. Esta foi também a primeira instância de uma tática nazista. Além disso, este ataque fez muitos outros países europeus temerem a Alemanha, cedendo às suas exigências.

2 – Blitzkrieg sobre a Polônia

dezataques02A guerra relâmpago sobre a Polônia começou a Segunda Guerra Mundial em 1 de setembro de 1939. O Blitzkrieg era uma espécie de estratégia de batalha nunca vista antes. Baseava-se inteiramente em velocidade, tato e surpresa, e foi especialmente concebida para gerar choque psicológico e caos em terreno inimigo.

Uma combinação formidável da força aérea alemã, apoiada por forças terrestres, provou ser muito poderosa para os poloneses mal preparados enfrentarem. A melhor aeronave do inventário polonês, o PZL P.11, foi amplamente superada pela Messerschmitt nas habilidades de manobrabilidade, velocidade e ataque.

A Polônia, no entanto, resistiu. Eles fracassaram, mas levaram um pouco da Alemanha no processo. O Ministério da Propaganda alemão afirmou que a Força Aérea polonesa havia sido destruída no primeiro dia, o que estava longe da verdade. Vários bombardeiros alemães foram destruídos e os pilotos poloneses tomaram medidas desesperadas para salvar sua nação, incluindo atacar aviões alemães sozinhos. Mas quando a União Soviética entrou pro lado da Alemanha e atravessou a fronteira da Polônia, selou o destino da nação sitiada.

A Força Aérea polonesa continuou a luta. Muitos pilotos desesperados e valentes partiram para o céu sozinhos contra enormes formações alemãs, em missões praticamente suicidas. Outros pilotos poloneses escaparam da Polônia a fim de continuar a lutar em países amigos, como França e Reino Unido.

Blitzkrieg da Alemanha sobre a Polônia foi o primeiro de uma série de ataques que mais tarde incluíram Bélgica, Holanda e França, no decurso da Segunda Guerra Mundial.

3 – A Batalha da Grã-Bretanha

dezataques03Junho de 1940. Depois de Polônia, Bélgica, Holanda e França, Hitler decide ir com tudo para cima da Grã-Bretanha. Isso gerou uma das batalhas aéreas mais incríveis de toda a história humana e fez a fama de dois grandes caças britânicos: os caças Supermarine Spitfire e Hurricane Hawker.

O principal impedimento a uma invasão alemã da Grã-Bretanha foi o Canal Inglês e a superioridade naval britânica. Hitler decidiu, portanto, ganhar o controle primeiro sobre os céus.

Os alemães enviaram uma força de ataque gigantesca, compreendendo 1.300 bombardeiros, bombardeiros de mergulho e 1.200 combatentes. A força britânica tinha um número muito menor à sua disposição – apenas 600 combatentes (Spitfires e Hurricanes).

Mas os alemães não tinham organização e foram pegos de surpresa pela tecnologia de radar britânica que advertiu onde e quando os alemães iam atacar, antes dos ataques reais. Os ataques alemães foram confinados aos portos, campos de pouso, Instalações de Comando de Caça e estações de radar em uma tentativa de enfraquecer a defesa britânica.

Embora a Grã-Bretanha tenha perdido um grande número de jovens pilotos, os alemães sofreram ferimentos mais pesados. Cerca de 600 Messerschimtts e Heinkels foram destruídos. Os britânicos, em seguida, retaliaram com um ataque surpresa a Berlim. Isso enfureceu Hitler, que mandou atacar Londres.

O ataque sobre Londres levou a enormes baixas civis, mas deu tempo ao comando britânico de se reagrupar e reorganizar. A fortaleza mostrada pelos ingleses foi incrível e inspiradora. Toda a população parecia pronta para lutar com unhas e dentes contra todas as probabilidades.

O espírito do povo poderia ser resumido nas palavras de Winston Churchill: “Não vamos desistir nem falhar. Iremos até o fim. Lutaremos na França, nos mares e nos oceanos; lutaremos com crescente confiança e com crescente força aérea. Vamos defender nossa ilha a qualquer custo; nós lutaremos nas praias, campos de pouso, nos campos, nas ruas e nas colinas. Jamais nos renderemos e mesmo, o que eu não acredito por um momento, que esta ilha ou uma grande parte dela forem subjugadas e passem fome, então nosso império além-mar, armado e guardado pela frota britânica, vai continuar a luta”.

No final, os desorganizados caças alemães, embora em maior número, não eram páreo para os Spitfires e Hurricanes britânicos. Os alemães estavam perdendo seus combatentes mais rápido do que poderia produzi-los. Hitler cancelou o ataque e a invasão da Grã-Bretanha foi adiada indefinidamente.

4 – Os Dambusters

dezataques04O Esquadrão 617 foi o mais famoso da Força Aérea Real (RAF, da Grã Bretanha) na Segunda Guerra Mundial. Eles se envolveram no ataque mais interessante da história dos ataques aéreos.

Uma missão altamente secreta, de codinome Operação Chastise, era destinada a violar três das mais importantes barragens alemães que mantinham mais de 300 milhões de toneladas de água vital para as indústrias da Alemanha. As barragens tinham pesadas defesas antiaéreas. Para fazer um ataque bem sucedido, os bombardeiros da RAF teriam que evitar o fogo antiaéreo a todo custo. A abordagem planejada foi engenhosa.

Os bombardeiros se aproximariam das barragens, mantendo-se muito (mesmo) baixos, quase deslizando sobre a superfície da água. Isto asseguraria que todo o fogo antiaéreo sobre eles não os machucaria. A bomba utilizada foi uma bomba de fiação especial que saltava sobre a superfície da água. Antes de soltar a bomba, ela seria girada até velocidades de 500 rpm, de modo que quando atingisse a água, pularia em toda a superfície em vez de afundar. A tripulação teve que liberar a bomba a exatamente 345 km/h e 18,3 metros acima da superfície da água. Além disso, a bomba tinha que tocar a superfície da água a precisamente 388 metros da parede da represa, com não mais de 6% de desvio.

A aeronave escolhida foi nada menos que a lendária Lancaster, um dos bombardeiros da RAF. 19 delas decolaram com 133 tripulantes a bordo, e com sucesso violaram duas barragens. O terceiro ataque falhou devido a dificuldades técnicas.

Os britânicos também sofreram danos. Um dos Lancasters até atingiu o mar. 8 Lancasters e 56 membros da tripulação não conseguiram voltar. No entanto, a intenção britânica foi alcançada. Na Alemanha, inundações ocorreram e a eletricidade e as ferrovias foram interrompidas. Os alemães, entretanto, foram surpreendentemente rápidos com as obras de reparação.

O esquadrão 617 ficou conhecido como “Dambusters” (“destruidores de barragens”).

5 – Pearl Harbor

dezataques05O ataque histórico a Pearl Harbor, que fez o presidente Franklin Roosevelt proclamar que aquela data viveria na infâmia, foi um dos ataques aéreos mais súbitos e surpreendentes da história da guerra moderna.

Em 7 de dezembro de 1941, ondas de bombardeiros japoneses, apoiados por hordas de combatentes, foram avistados sobre a fortaleza naval dos EUA no Havaí, chamada Pearl Harbor. 353 caças japoneses, bombardeiros e aviões de torpedo causaram estragos a uma desavisada marinha americana.

O ataque deveria ser de natureza preventiva, impedindo os EUA de competir com os japoneses em sua conquista das Índias Orientais Holandesas e Malásia. A marinha dos EUA sofreu uma enorme quantidade de danos. Quatro de seus navios de guerra principais foram afundados. Outros sete também tiveram o mesmo destino. Cerca de 200 aviões americanos foram destruídos e cerca de 2.500 homens foram mortos e outros milhares feridos. As perdas do Japão foram muito menores: 29 aeronaves e 5 minissubmarinos foram perdidos, e 65 homens foram mortos ou feridos.

Havia, no entanto, duas desvantagens em Pearl Harbor, que os japoneses ou negligenciaram ou conscientemente não consideraram. Uma delas foi a proximidade do porto da costa; a maioria dos navios estavam em águas rasas, o que permitiu que alguns dos navios afundados e danificados fossem recuperados e reparados, e as baixas humanas foram muito menores do que os japoneses podiam querer. A segunda desvantagem foi que três navios importantes americanos não estavam presentes em Pearl Harbor naquele momento, que se afundados teriam custado aos EUA muito mais.

O ataque a Pearl Harbor automaticamente culminou com os EUA declarando guerra ao Japão. Isto iniciou uma cadeia de alianças diplomáticas e, em breve, a Alemanha nazista e a Itália fascista tinham também declarado guerra aos EUA. A política americana de apoio clandestino a Grã-Bretanha se transformou em uma aliança ativa e poderosa, quando o país entrou na Segunda Guerra Mundial.

6 – Bomba atômica

dezataques06Foi no final de 1944 que os EUA começaram a lançar bombardeios de grande escala ao Japão e, em maio de 1945, muitas das principais cidades japonesas estavam devastadas. No entanto, o governo americano gastou 3,18 milhões de reais e cerca de 200 mil pessoas trabalhando horas extras em um determinado Manhattan Project (Projeto Manhattan), um projeto secreto, cuja única missão era construir uma super arma, diferente de qualquer outra na história humana – a bomba atômica.

Depois de alguns testes preliminares sob a liderança do coronel Paul Tibbets, uma equipe secreta foi escolhida a dedo e recebeu treinamentos especiais para fazer apenas uma coisa – lançar a bomba atômica.

O B-29 foi a escolha automática para um bombardeiro, pois em 1944 era o bombardeiro mais avançado tecnologicamente. Quinze foram especialmente modificados para transportar a bomba nuclear. Tibbets e sua tripulação foram submetidos a um treinamento intensivo para esta missão de elite, incluindo voo de altitude, navegação de longo curso, bem como uma rota de fuga rápida. A fuga rápida era fundamental, pois a detonação da bomba atômica iria criar ondas de choque enormes.

Três alvos foram escolhidos, Hiroshima, Kokura e Nagasaki. O ataque foi marcado para agosto de 1945, desde que o tempo permitisse. Em 6 de agosto, o B-29 chamado “Enola Gay”, pilotado pelo próprio Tibbets, derrubou uma bomba, “Little Boy”, de 4406 quilos, às oito da manhã sobre Hiroshima. Quando a bomba foi detonada, o avião inteiro tremeu com as ondas de choque. Robert Lewis, copiloto de Tibbets, olhou com horror conforme a nuvem de cogumelo surgiu, e as únicas palavras que lhe escaparam foram: “Meu Deus, o que fizemos?”.

A segunda bomba, “Fat Man” (e última do arsenal dos EUA), foi lançada no dia 9 de agosto pelo B-29 denominado “Bockscar”, sobre a cidade industrial de Nagasaki. O alvo intencional era Kokura, mas as nuvens estavam encobrindo a cidade. Quando a bomba foi detonada, o Bockscar tremeu no ar, e um dos membros da tripulação disse mais tarde que era como se o avião estava “sendo espancado com um poste de telefone”.

O Japão se rendeu incondicionalmente em 14 de agosto. O fim da Segunda Guerra Mundial tinha começado, assim como a era nuclear.

7 – Guerra da Coreia

dezataques07A Guerra da Coreia foi um marco na guerra aérea, porque, pela primeira vez, caças participaram ativamente de batalhas aéreas. Enquanto os primeiros jatos tinham sido usados pela Alemanha nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, eles não tinham desempenhado um papel importante na guerra. A Guerra da Coreia foi a primeira que lançou avião contra avião.

A Guerra eclodiu com a Coreia do Norte invadindo a Coreia do Sul em junho de 1950. Para lidar com a agressão comunista contra a Coreia do Sul, os Estados Unidos ajudou enviando caças Mustang. A China correu ajudar os comunistas, e a União Soviética ofereceu apoio militar.

Os primeiros dias da guerra viram batalhas aéreas entre os EUA e aviões soviéticos. Mais tarde, quando as Nações Unidas intervieram em apoio à Coreia do Sul, as batalhas se tornaram mais acirradas e caças mais modernos foram trazidos. Estes incluíram os americanos F-80 Shooting Star e F-86 Sabre, e o MiG 15 soviético. O primeiro encontro entre Sabre e MiG 15 aconteceu em dezembro de 1950, quando quatro Sabres interceptaram quatro MiGs. Mais tarde, oito Sabres derrubaram seis MiGs. A Força Aérea da Austrália também participou, enviando F-51 Mustangs e F-8 Gloster Meteors. Eles não eram, contudo, páreos para os MiGs.

8 – Operação Black Buck nas Malvinas

dezataques08As Ilhas Malvinas estavam sob domínio britânico desde 1833. No entanto, a Argentina, em uma tentativa de adquirir a soberania sobre as ilhas, as invadiram em 1982. Campanhas da Grã-Bretanha para recuperar o controle perdido foram dificultadas pela distância. Uma vez que a Força-Tarefa britânica chegou ao local, teve que combater com a força aérea argentina. Era imperativo destruir a pista argentina em Port Stanley, a fim de torná-la inútil para a Força Aérea Argentina. Também, estações de radar argentinas tiveram que ser retiradas de modo que os caças britânicos poderiam atacar sem ser descobertos antes.

As missões tinham que acontecer em segredo absoluto e a partir de território amigável. Isto fez com que os britânicos deslocassem a sua base para uma pequena ilha no Atlântico, chamada de Ilha da Ascensão. Isso não era nada perto das Malvinas, e missões de bombardeio sobre distâncias tão grandes nunca tinham sido tentadas antes. O avião escolhido foi o Avro Vulcan, um bombardeiro a jato britânico da era pós Segunda Guerra Mundial.

O nome da Operação era Black Buck. A logística envolvida nas missões era surpreendente – cada ida e volta dava cerca de 13.000 quilômetros. Os aviões tinham que ser reabastecidos várias vezes.

Dois deles decolaram no dia 30 de abril de 1982, cada um com 21 bombas, escoltados por 11 aeronaves. Um desenvolveu alguns problemas técnicos e teve de voar de volta para base. A missão, portanto, se resumia a um único Vulcan.

A 40 quilômetros de distância de Stanley, começou o bombardeio final. Todas as 21 bombas foram jogadas na diagonal. A pista foi destruída e a Argentina ficou chocada. A insegurança dizia que, se bombardeiros britânicos podiam atacar as Malvinas, não havia nada que os impedia de atacar a Argentina. O país se rendeu.

9 – Operação El Dorado

dezataques09Após uma série de ataques terroristas nos EUA em 1986, as agências de inteligência afirmaram ter provas “irrefutáveis” de que os incidentes tinham sido patrocinados pela Líbia. A Operação El Dorado foi a resposta dos Estados Unidos.

A operação envolveu uma missão de bombardeio, ainda mais longe do que a Black Buck. A logística das missões ficou ainda mais complicada quando França, Itália, Alemanha e Espanha se recusaram a cooperar com os EUA. Somente o Reino Unido estava disposto a dar algum território para servir como base.

O avião escolhido foi o extremamente rápido F-111. A Operação El Dorado Canyon envolveria uma ida e volta de 13 horas que exigia nada menos que doze reabastecimentos em voo.

Os 24 F-111 saíram do solo britânico em 14 de abril de 1986. Seis deles eram aeronaves de reserva. A marinha dos EUA iniciou um ataque simultâneo. Os ataques foram bem sucedidos e resultaram em danos graves nos principais alvos da Líbia, mas não foi uma missão fácil. A Defesa Aérea da Líbia estava praticamente a par com a tecnologia soviética.

O ataque acabou em pouco mais de 10 minutos e 12 F-111 voltaram ao solo britânico. A missão foi considerada um sucesso, colocando um fim aos ataques terroristas libaneses sobre os EUA.

10 – Guerra do Golfo

dezataques10A Guerra do Golfo viu o uso de alguns dos bombardeiros mais avançados que existem hoje. Um dia após o prazo que a ONU tinha fixado para o Iraque se retirar do Kuwait, as forças aliadas fizeram um dos maiores ataques aéreos de todos os tempos.

A campanha foi realizada pelos EUA, Arábia Saudita, França, Itália e Kuwait, bem como por várias forças árabes.

O Lockheed F-117 foi usado nesta missão. O F-117 sobrevoou Bagdá e destruiu comandos e centros de controle. As defesas antiaéreas dispararam aleatoriamente, passando longe, porque o F-117 não podia ser visto graças à tecnologia superior.

Mais tarde, o B-52, um dos maiores bombardeiros já construídos na história, foi trazido para o ataque. Os aviões fizeram uma ida e volta de mais de 22.000 quilômetros por quase 35 horas, a mais longa viagem da época. Outros caças-bombardeiros juntaram-se ao ataque e o sistema de defesa iraquiano enfraqueceu.

No primeiro dia da Operação Desert Storm (Tempestade no Deserto), o controle do solo e as defesas antiaéreas do Iraque foram destruídos. Mais tarde, mísseis aniquilaram todas as pontes principais do país. Vinte pontes sobre o Tigre e o Eufrates foram devastadas, cortando todas as linhas de alimentação e de comunicação das forças militares iraquianas no Kuwait.

Na etapa final da Guerra, o B-52 abateu as forças terrestres iraquianas, e em 3 de março de 1991, o Iraque finalmente aceitou cessar-fogo. A Guerra do Golfo mostrou o potencial dos bombardeiros modernos em devastar países inteiros e forçar derrotas.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

 

Educação – Reflexão

REFLEXÃO: a educação e nossos descendentes!

Considerando constatações nos últimos tempos e leituras diversas, acredito que o nosso ensino terá que voltar suas aulas para o desenvolvimento do livre e criativo pensar, que levem ao raciocínio, à crítica, ao aprender à aprender, ao apreender, em lugar dos famigerados “decorebas” e “ensinos engessados” ainda predominantes na atualidade. Creio que devemos abandonar significativa parte das atuais práticas, que desconsideram, desvalorizam e inibem a capacidade intelectual que as nossas crianças e jovens naturalmente possuem, passando a valorizar o seu desenvolvimento, criatividade, desafio e inspiração crítica, em lugar do “embotamento” que estamos produzindo.

Experiências já foram realizadas em outros países, maiores e menores, algumas infelizes, outras encontrando o caminho correto! Porque não aproveitarmos os sucessos? Qual a razão de não pesquisarmos os bons resultados, fazendo as adequações necessárias, e iniciarmos uma revolução no ensino brasileiro?

Além de existirem alguns bons exemplos nacionais práticos nesse caminho, destaco algumas constatações identificadas em livros mais atuais, dentre aqueles que tive a oportunidade de ler. São diversas as edições que oferecem exemplos de iniciativas salutares, trazendo esperança de sucesso! Nelas são encontradas atividades louváveis, que podem ser aproveitadas ao nosso uso. Como exemplos seguirão algumas citações, lembrando que, embora não destacadas nas edições a seguir comentadas, é importante lembrar que, em todos os níveis das escolas, a adoção das artes – estéticas e comunicativas – são parceiras indispensáveis da educação, em todos os sentidos e motivos que possam ser imaginados. Também observo que cultuo fortemente a ideia e proposta do ensino plenamente laico, entretanto, se necessário atender e apaziguar os acentuados entendimentos contrários, deveremos então optar pelo ensino e estudo da religiosidade, sem influenciar e direcionar para crenças ou descrenças específicas.

Além disso, considero ainda que seria plenamente salutar intensificar no currículo disciplinar oficial aulas especialmente voltadas à conscientização e ao ensino sobre os recursos e cuidados com a qualidade, manutenção e preservação do meio ambiente, da ecologia e dos recursos hídricos, pensando não apenas nos atos futuros dos estudantes, mas também nos ensinamentos e “cobranças” que eles certamente transferirão às suas famílias e pessoas próximas.

Talvez devendo reduzir um pouco alguns possíveis exageros observados na imposição das cargas diárias exigidas dos jovens para seus estudos, as experiências de alguns países comprovaram que o investimento sério e forte na educação é infalível no desenvolvimento da melhor escola e da boa qualidade de vida de toda nação, bem como no seu salutar crescimento ético, social, produtivo, econômico, financeiro e político. As condições e trabalhos que levaram a tais situações foram intensamente pesquisadas e avaliadas, principalmente na Finlândia, Polônia e Coréia do Sul, novas superpotências da educação, comparando-as com as dos Estados Unidos da América e de alguns outros países, Brasil inclusive, pela jornalista norte-americana Amanda Ripley, colaboradora das revistas “Time” e “The Atlantic”, entre outras, com os resultados disponibilizados no livro “As crianças mais inteligentes do mundo e como elas chegaram lá”, traduzido no Brasil em 2014 pela Editora Três Estrelas.

Trata-se do resultado de ricas pesquisas a respeito da educação escolar, obtidas no acompanhamento das práticas dos alunos locais, associadas às experiências de estudantes norte-americanos que fizeram intercâmbio para estudo naqueles três países, confrontando-as com as avaliações de alunos americanos e estrangeiros nos EUA, estes também utilizando o sistema de intercâmbio. Os dados obtidos foram compilados, interpretados e comentados, nas pesquisas voltadas ao desempenho no estudo generalizado, mas focando principalmente matemática, ciências e leitura, matérias avaliadas no mundial PISA – Programa Internacional de Avaliação de Alunos (“Programme for International Student Assessment”).

Como resultado, a autora descobriu as razões pelas quais as crianças daqueles três países vem obtendo notas superiores às das nações mais desenvolvidas e ricas do planeta, nos testes mundiais do PISA, com conclusões surpreendentes, que abalaram as ideias atualmente predominantes na formação dos alunos, no financiamento das escolas, na preparação e valoração dos professores e nas políticas educacionais em seu todo. Com revelações e propostas audaciosas, este livro tem que ser apreciado e intensamente avaliado por educadores e gestores educacionais que se preocupam com o futuro das crianças, bem como, também, por pais e alunos.

São tidas como declarações da escritora, Amanda Ripley, que, não conseguindo explicar o porquê dos EUA não serem mais a potência educacional mundial, mesmo depois de tantos esforços financeiros e intelectuais, decidiu investigar os segredos das novas superpotências educacionais, conversando com gestores, diretores, professores e alunos na Finlândia, Polônia e Coréia, concluindo que, além de levarem muito mais a sério a preparação dos professores, elevando-os à excelência, também investiram pesado na educação básica, intermediária e universitária, distribuíram melhor os investimentos e, de forma independente das escolas que ensinam, estabeleceram sistemas de provas e exames coletivos, que “cobram” as metas de aprendizado em cada série. Realizadas em conjunto, as mudanças ajudaram a aumentar as expectativas dos alunos e tornaram mais claras as prioridades para os professores, diretores e pais, estimulando-os nos novos caminhos.

Em recente entrevista publicada, diz ela que; “Nos EUA os gastos por alunos foram dobrados em décadas recentes, mas quase não houve melhora no aprendizado dos alunos. Se fosse possível ter um sistema educacional melhor apenas com dinheiro, já teriam feito isso há muito tempo. Há uma realidade objetiva em educação: como gastamos o dinheiro importa mais do que quanto gastamos! Mais do que o dinheiro investido, importa a qualidade dos gestores, a formação aprimorada dos professores e diretores, e como os pais conseguem interagir para ajudar aos filhos”.

Editado neste ano, 2015, por Cláudio de Moura e Castro, economista, professor em várias universidades e especialista em educação, também tradicional colunista da revista “Veja”, o livro “Você Sabe Estudar?”, lançado pela Penso Editora, traz interessantes avaliações, conclusões e ensinamentos que abordam técnicas no desenvolvimento de hábitos para conseguir estudar com métodos que resultem em aprendizado simples e duradouro, que podem enriquecer os mestres para suas orientações nas aulas, desde os primeiros passos dos alunos até o ambiente acadêmico, com sistemas e ideias absorvidas em longas experiências do autor. É igualmente importante para alunos e pais.

Desconsiderando algumas formas mais radicais utilizadas na exposição de suas ideias, com alguns extravasamentos perfeitamente compreendidos ao longo da leitura, é impossível não levar a sério as importantes contribuições trazidas pelo Professor Pierluigi Piazzi, mais conhecido como “Professor Pier”, recentemente falecido, que escreveu sequencialmente os livros: a) “Aprendendo Inteligência”, 2007; b) “Estimulando Inteligência”, 2008; c) “Ensinando Inteligência”, 2009; e d) “Inteligência em Concursos”, 2013, todos da Editora Aleph. A sua ampla experiência, obtida na dedicação de sua vida às aulas, indica sólidos caminhos didáticos, que com destaque podem ser aproveitados por nossos educadores, gestores e, novamente, por pais e alunos.

Formado em Física e Química, ele ministrava aulas nas duas cátedras. Especialista em informática, também foi professor de diversos cursos avançados nessa área, lecionando Inteligência Artificial e Configuração de Redes Neurais, principalmente em cursos de Engenharia da Computação. Uma das especialidades, que lhe deu grande destaque e respeito, foi a de professor de cursinhos, nos quais preparou com inigualável sucesso alguns milhares de alunos para o vestibular. Além disso, com grande frequência realizava concorridas palestras, pregando suas experiências na área do ensino e do aprendizado de alta assimilação e produtividade.

Aliando sua longa experiência como professor, aos múltiplos conhecimentos adquiridos, identificou sérias falhas no nosso sistema educacional, passando a estudar e aplicar métodos para corrigir esses erros. Seus ensinamentos, às vezes radicais, são importantes e devem ser analisados e seriamente considerados pelos educadores e gestores que objetivam um futuro mais produtivo para a nossa educação.

Outro de seus contundentes métodos está na utilização de técnicas, sistemas de ensino e, principalmente, de estudos, que levam à percepção e assimilação duradoura dos ensinamentos cooptados, além de, com ênfase, valorizar e induzir os alunos ao raciocínio, à criatividade e, com senso crítico, ao desafio inovador.

Coincidente com o sistema depois também constatado e demonstrado pela Amanda Ripley, alguns anos após a edição dos quatro livros do Professor Pier, é importante e altamente coerente a sua opinião e ardorosa defesa de que, como acontece nos “cursinhos”, que preparam o aluno para os vestibulares das escolas superiores, os nossos diretores e professores, estes principalmente, necessitam ter, além de vigorosa reorientação, maior liberdade e mais criatividade no ensino, e serem destituídos da obrigação de realizar avaliações e “cobranças” feitas por provas e exames, que devem ser aplicados pelo sistema geral de educação, de forma clara, objetiva e independente das escolas, em todos os níveis, do básico ao superior, em espécies de “ENEM” ou “Vestibular”, adequados à cada nível, neles exigindo o raciocínio e a forma de utilizar o aprendido, e não o que foi apenas “decorado”. Afirmava ele, e depois também a Ripley, que, entre outros métodos também úteis, a independência na aplicação dos exames e provas, além de melhor organizar o trabalho dos educadores, lhes oferecendo mais tempo e maior responsabilidade no ensino, esse sistema potencializa o aproveitamento e o rendimento dos alunos, professores e diretores.

Não há dúvidas de que outros bons livros existem; antigos, novos, tradicionais e ainda em edição. Importantes constatações, sugestões e ensinamentos estão e estarão disponíveis ao serem tomadas novas atitudes fortes e coerentes. Certamente muitos importantes e capazes educadores estão atualmente dispersados pelo nosso país, provavelmente desanimados pelas tristes experiências das últimas décadas, mas também esperançosos em conseguir aproveitar oportunidades que se lhes ofereçam, para contribuírem com bem vindas experiências de vida, instrução e transferência de conhecimentos.

Quero acreditar que, talvez, até alguns políticos e gestores públicos sérios ainda estejam ou se tornem disponíveis, de forma que possam auxiliar para o início e desenvolvimento desse caminho.

Nossas crianças e jovens merecem oportunidades melhores que as que estamos agora oferecendo! Ao conseguirmos investir na boa qualidade do ensino, iniciando na base, com nossos pequeninos, estaremos assegurando para eles uma vida promissora e de boa qualidade. E, a longo prazo, até mesmo sendo “interesseiros”, por meio deles estaremos garantindo ao nosso país um futuro produtivo, com crescimento e progresso positivos na vida ética, social, econômica, financeira e, até mesmo, política!

Não vejo outra saída: temos que cuidar dos nossos jovens e do futuro da nação por meio do correto e salutar investimento na educação e cultura, com fortes correções de rumo!

Outra página aborda textos diretamente relacionados à este: O Nosso Sistema Educacional.

Conheça as edições abordadas neste texto, em: Livros.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Esclarecendo Dúvidas Sobre as Diversas Regras

regrasdiversas

BILHAR – SNOOKER – SINUCA
SINUCA MISTA – POOL – SINUQUINHAS

Seguem esclarecimentos de dúvidas frequentes sobre o Esporte da Sinuca. Sim, esporte, oficialmente assim reconhecido também no Brasil, desde 1988, pelo então CND – Conselho da Confederação Nacional de Desportos.

MesaBilharBILHAR

Francesa na origem (“Billard”) é a “regra mãe”. É reconhecida como a primeira a ser criada, da qual surgiram todas as demais regras que usam mesas para movimentar bolas impulsionadas por tacos. Por essa razão deu nome ao conjunto das regras e muitas modalidades existentes no mundo, como “Regras dos Jogos do Bilhar”. Pouco praticada no Brasil, é aqui também identificada como “Carambola”. Usa apenas três bolas, pouco maiores que as do Snooker e da Sinuca, em mesas sem caçapas, onde a tacadeira tem que “carambolar” (“repicar”, “tocar”) nas outras duas para conseguir pontos. Tem diversas modalidades que aplicam variações nas dificuldades para atingir sua finalidade, a exemplo de; “Livre”, “Uma Tabela”, “Três Tabelas”, “Quadros”, “Berilo” e outras. Com pequenas variações e identificada como “Carom Billiards“, ou “Bilhar Inglês”, na Europa também praticam as mesmas regras, adaptadas ao uso em mesas com caçapas.

MesaSnooker01SNOOKER

Criada em 1875 pelo inglês Sir Neville Francis Fitsgerald Chamberlain, é regra de conhecimento e uso internacional. Em mesas com caçapas, além das bolas branca e de “2” à “7” pontos, usa oficialmente 15 bolas vermelhas, de um ponto cada. É também praticada com 6 ou 10 delas, principalmente quando em mesas menores que as oficiais. Suas normas são conhecidas e adotadas em praticamente todos os países do mundo. Foram trazidas ao Brasil aproximadamente em 1930, quando aqui instalou-se a Fábrica de Mesas Brunswick, no Rio de Janeiro. Aos poucos os brasileiros foram alterando suas normas, que acabaram relegadas ao abandono e substituídas pela variação nacional; a nossa Sinuca. Há poucos anos foi novamente aqui implantada e reconhecida como oficial, com as Federações Estaduais e a Confederação Brasileira a adotando em seus campeonatos oficiais “de topo”.

MesaSinuca01SINUCA

Usando 8 bolas, a branca e as demais de “1” à “7” pontos, portanto com uma só vermelha, é a nossa regra nacional oficial, aqui criada com base em modificações simplificadas das normas do Snooker. Hoje a Sinuca respeita adequações introduzidas ao longo de muitos anos, como resultado de aprimoramento da primeira codificação e formalização, acontecida por meio de reunião dos dirigentes do esporte, realizada na cidade de Ubatuba, SP, cuja ata oficial recebeu o nome de “Carta de Ubatuba”, gerando o seu codinome popular de “Regra de Ubatuba”, que é exatamente a nossa Sinuca atual, respeitando modernizações aplicadas, que visam coloca-la novamente no “caminho” das normas internacionais do Snooker. A Sinuca só é conhecida no Brasil. Nem mesmos nossos vizinhos países latinos conhecem ou praticam essa regra, optando pelo Snooker, Pool e Bilhar.

MesaSnooker01SINUCA MISTA

Hoje tida apenas como regra alternativa, é também uma criação brasileira, numa mescla da Sinuca, no mínimo de suas normas, com as do Snooker, em sua quase totalidade. Foi criada e aprovada para uso oficial temporário, como regra e sistema para facilitar e induzir à “introdução” ao Snooker, oferecendo maiores incentivos e menores dificuldades na adaptação e uso das normas mais exigentes e mais técnicas das regras internacionais. Sua utilização visava acelerar a transição do praticante da Sinuca, ao migrar para o uso das regras do Snooker, meta principal dos dirigentes do esporte que na época aprovaram essa “tática”. Alcançou sua finalidade! Hoje o Snooker internacional é praticado intensamente no Brasil, formando muitos atletas que já se destacam com méritos em campeonatos mundiais.

MesaPoolPOOL

São regras predominantemente americanas, que usam bolas literalmente numeradas, pouco maiores que as do Snooker e Sinuca. Contém três modalidades principais; Bola 8 (Eight Ball), Bola 9 (Nine Ball) e 14×1. Usa bolas literalmente com números, em mesas pouco menores que as do Snooker e da Sinuca, com campo de jogo de 2,54 x 1,27 m, com caçapas bastante mais largas. Entretanto, com adaptação no tamanho das bolas, também podem ser praticadas nas mesas da Sinuca e do Snooker. Muito popular, em razão de oferecer facilidades que proporcionam grande “mataria”, também são praticadas em quase todo o mundo, originando maior número de campeonatos oficiais que todas as demais regras, geralmente também com premiações maiores.

MesaSinuquinhaMATA MATA e MATA 8

São duas entre as diversas regras das chamadas “Sinuquinhas”. Aqui surgiram de simplificações da nossa Sinuca e do Pool, assimilando um pouco de cada. Geralmente também utilizando bolas com números, literalmente, foram popularizadas no uso de mesas bastante menores (popularmente conhecidas como “mesinhas“), geralmente utilizadas em bares e lanchonetes com menores espaços disponíveis. Embora não proporcionando técnica esmerada, foram e ainda são importantes ao esporte, por envolver um “mundo” de usuários e ser o “berço” onde nascem grandes praticantes do Esporte da Sinuca. Muitos dos grandes campeões nacionais de hoje iniciaram a prática nas “Sinuquinhas”.

Todas as regras, oficiais e alternativas, e seus regulamentos e normas, estão disponíveis no site da CBBS, na página de “Regras”: Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS.

Fonte: conhecimentos adquiridos em muitos anos de pesquisas, trabalhos e práticas em prol dos Jogos do Esporte do Bilhar.

Querendo conhecer detalhes sobre a escolha e manutenção dos equipamentos para a prática do esporte – mesa, taco, bolas, pano, sola e giz -, use o link: Escolha e Manutenção do seu Equipamento.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

 

O “Profissional” da Sinuca no Brasil

Não temos no Brasil o “profissional” da sinuca, em seu sentido literal.

Diferentemente de outros países, não é reconhecida entre nós a “profissão” de praticante da Sinuca!

Dessa forma, legalmente é proibido que o brasileiro obtenha remuneração por meio da Sinuca, de qualquer modo ou espécie, incluindo, e principalmente, estabelecer o vínculo empregatício.

Só é possível ao nosso desportista receber prêmios, por vitórias na participação de eventos com disputas por colocações, mediante a performance de seu desempenho. E, ao receber esses prêmios, ele também está obrigado ao recolhimento de impostos e taxas!

Enquanto outros esportes são contemplados pela legislação, por meio do nosso Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que reconhece os atletas nacionais como não profissionais (amadores) e também como profissionais, o nosso praticante de Sinuca é reconhecido somente na condição de atleta não profissional.

Dessa forma, na conjuntura do nosso esporte, convencionou-se popularmente que o termo “profissional da Sinuca” identifica o atleta que apresenta qualidades técnicas superiores, e não aquele que obtém o seu sustento pela prática do esporte!

Ouve-se falar de raros atletas que conseguem sobreviver unicamente por meio da prática da Sinuca, mas, se de fato assim acontece, é realizado de forma “oficiosa”, uma vez que a nossa legislação o proíbe!

Esperamos que futuramente essa distorção venha a ser corrigida, por meio de alterações na legislação específica, ou, preferivelmente, criando o nosso Código Brasileiro de Justiça Desportiva da Sinuca!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Ligas e Federações – A Sinuca no Interior dos Estados

Por força da legislação desportiva as Federações devem ser constituídas nas capitais, e uma só em cada Estado pode ser reconhecida pela Confederação Brasileira.

Provavelmente em razão disso, e, talvez, também por um pouco de comodismo, salvo raras exceções as Federações limitam suas atividades à suas cidades, se “esquecendo” dos municípios do interior.

Quando oferecem alguma atenção, geralmente são tímidas, limitadas, isoladas e desprovidas de continuidade.

Pode ser descortês afirmar, mas trata-se de infeliz realidade que não pode ser ignorada: esse acontecimento é um grave descuido e lastimável desperdício de oportunidades!

Permanece latente no interior dos Estados um enorme potencial de crescimento do esporte.

Algumas experiências, que infelizmente não tiverem continuidade, mostraram que os clubes e os praticantes do interior, talvez por conseguirem maiores facilidades, geralmente são mais ativos, entusiasmados e contagiantes que os das capitais, e aspiram por realizações desportivas organizadas e oficiais, que integrem as atividades no Estado!

As poucas Federações que dedicam alguma atenção às demais cidades, realizam grandes e fortes eventos regionais, coletivos e individuais, sempre com exemplar motivação.

Também é fato a dificuldade trazida pelas longas distâncias, que separam os interessados, mas essa é uma condição contornável!

Ter sua sede nas capitais não impede que as Federações ampliem seu raio de ação, nomeando representações nos demais municípios, por meio do registro e/ou reconhecimento de departamentos ou escritórios regionais, ou, ainda melhor e com maior eficiência, estimulando e facilitando a criação de ligas legalmente constituídas.

Basta a união mínima de 3 (três) clubes de mesma cidade ou região, para constituir uma liga municipal e/ou regional, que, registrada e reconhecida pela Federação de seu Estado, passa a ser um “braço” daquela entidade dirigente em sua região. Um bom número de ligas ativas consegue realizar importantes certames regionais, e reunir seus representantes em eventos estaduais, motivadores e competitivos, que são também reconhecidos pela Federação do Estado, e seus clubes e atletas recebem pontuações nos rankings oficiais do Estado, além de todos serem cadastrados e registrados na Confederação Brasileira.

Em diversas oportunidades observei alguns dirigentes do nosso esporte manifestarem certo “preconceito” contra a criação de ligas, vendo-as como “concorrentes” das federações. Triste e grave equívoco!

Uma liga em atividade consegue aglutinar os interesses desportivos de sua região, e torna as suas realizações oficiais e seus atletas federados, estimulando e incentivando a prática organizada e crescente. Com isso, crescem também a Federação do Estado e o esporte, este principalmente, com a ampliação do número de praticantes e de clubes vinculados por meio das ligas.

Não há dúvidas: um trabalho objetivo voltado às cidades do interior, preferencialmente vinculado à criação e colaboração de ligas legalmente constituídas, ampliará o crescimento e o desenvolvimento das entidades dirigentes, e do esporte em suas principais atividades.

É forte a convicção de que os resultados serão surpreendentes! Certamente as Federações encontrarão o interior de braços abertos, para acolher tal oportunidade!

A respeito deste texto, em 28.10.2015 recebi o comentário que segue, da diretoria da CBBS – Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca. É meu o destaque em negrito e sublinhado.

Paulo, há mais de 2 anos aprovamos em AGE a criação das Ligas do Interior, para viabilizar as participação dos atletas dessas regiões nos campeonatos nacionais. Para isso basta realizarem o cadastramento dos atletas e clubes locais, informarem o calendário das competições e rankings. As vagas serão proporcionais à participação de cada região em relação as capitais. Isso já está aprovado e registrado, entretanto, nenhuma liderança surgiu até o momento para organizar nenhuma região. A verdade é que ideias existem, mas pessoas dispostas a trabalhar pelo esporte no voluntariado é que é mais difícil. Abs.”.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Bitoque e Carretão – O que são, como e quando acontecem?

Bolas Snooker 07

Considerados como falta técnica em quase todas as modalidades do esporte, o multitoque, popularizado como “bitoque”, e a condução (de “conduzir”), conhecida como “carretão” ou “carroção”, sempre originam polêmicas entre os iniciantes na sinuca, e não raro entre alguns praticantes experientes, quando avaliando se aconteceram ou não na ação, principalmente por estarem sujeitos à penalidades, e sobre “o que são, como e quando acontecem”!

Lembrando que na execução de tacada normal as regras exigem que o jogador movimente a bola tacadeira – branca – com apenas um toque da sola, pequeno disco de couro adaptado à ponteira do taco, seguem comentários!

Quando a tacadeira está muito próxima da bola visada, em poucos milímetros, ao tentar dar um toque na bola branca o jogador menos habilidoso poderá “empurra-la”. Em comparação “grosseira”, podemos entender como se fosse uma involuntária “tentativa de enfiar o taco dentro da bola”. Com isso imporá à tacadeira uma direção – conduzindo – e velocidade que não seriam conseguidas em tacada regular, com um só toque. Essa é a anormal “condução”, ou o popular “carretão”!

Na tentativa de evitar essa infração, geralmente os jogadores fazem com que a branca tangencie a bola visada – “tire fino” -, mas ainda assim, às vezes, praticam a mesma falta, da “condução”. Penalizados, os menos esclarecidos costumam argumentar que “…ao ‘tirar fino’ é ‘impossível’ conduzir, portanto a falta não teria existido.”! Não é verdade! Conduzir é empurrar a branca anormalmente, por meio de contato continuado ou com múltiplos toques da sola na tacadeira, independentemente de tangenciar ou não a bola visada, ou até mesmo jogando exclusivamente a branca, sem visar qualquer bola!

Na ação de tacada identificada como “puxada”, o jogador imprime na tacadeira acentuada rotação contrária ao seu rolamento normal, fazendo com que ela retroceda em seu movimento, após tocar na bola visada. Quando a proximidade entre a branca e a visada é pequena, a mínima demora na retirada do taco do campo de jogo pode permitir que a branca toque nele novamente, ao retornar, originando o segundo ou mais toques. Como exemplo, esse acontecimento pode ser demonstrado até mesmo jogando apenas a bola branca, sem visar outra!

Ao entender que a proximidade de milímetros entre as bolas inevitavelmente originará a condução – ou carretão -, na tentativa de evitar essa falta geralmente o jogador opta por executar uma “puxada”, dessa forma originando o retrocesso da branca após tocar na bola visada. Para sucesso nessa ação ele terá que ser bastante – muito – habilidoso, conseguindo aplicar toque único na branca – sem originar a condução – e rapidamente retirar o taco da trajetória de retorno, assim evitando novo contato da bola, com bi ou multitoques. Com a proximidade muito reduzida, com as bolas quase “coladas”, são raros aqueles que conseguem essa jogada sem praticar uma das duas faltas, ou ambas simultaneamente.

Outra indagação frequente é a respeito da razão da “quase impossibilidade” de praticar a tacada normal, com um só toque, quando a tacadeira está muito próxima da bola visada! Em tacada rotineira, com a bola tacadeira e a bola visada distantes, ao receber um toque da sola a branca movimenta-se à frente, e o mínimo avanço imposto ao taco não proporciona novo toque na mesma, que “avança” mais rapidamente. Com a branca muito próxima, em milímetros, a bola visada oferece obstáculo ao movimento “à frente” da tacadeira, e o insignificante avanço natural do taco atinge novamente a branca, comprimindo-a contra a bola visada, ainda que minimamente, originando a falta.

Sendo ocorrências geralmente quase imperceptíveis, essas anormalidades são detectadas somente por praticantes de boa experiência, não raro gerando polêmica, porque o penalizado costuma entender que não praticou a falta!

Considerando que as arbitragens são neutras e imparciais, e realizadas por praticantes de maior experiência, os jogadores não devem contestar tal decisão, limitando-se a respeitosamente dialogar a respeito, porque, ainda que eventualmente tenha acontecido uma falha do árbitro, terá sido um erro “de fato” e não “de direito”, e incontestável, uma vez que a situação é de reconstituição impossível.

A única forma de evitar essas situações incômodas, é o jogador de menor conhecimento orientar-se com os mais experientes, ou um instrutor eficiente, e treinar exaustivamente a execução dessas jogadas, a fim de aprender a reconhece-las com segurança. Dessa forma evitará cometer essas faltas e, quando arbitrando ou jogando, terá maior segurança na sua avaliação.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Bolas dos Jogos do Bilhar – Diferenças

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Deve-se aqui lembrar que o termo “Jogos do Bilhar” envolve todas as regras e modalidades do esporte que utiliza mesas para movimentar bolas com um toque de taco apropriado.

Existem diversas e diferentes características técnicas em relação às bolas usadas no nosso esporte, que geralmente são desconhecidas pela maioria dos praticantes.

Seguem alguns comentários relevantes. Para melhor identificação, no final estão disponíveis algumas imagens de bolas utilizadas nas respectivas regras

Bolas Belgas: produzidas pela empresa SALUC, na Bélgica, são as únicas aprovadas pela CBBS – Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca, como eficientes para o nosso esporte. São reconhecidos dois modelos dessa fábrica; “Aramith” e/ou “Champion”.

Infelizmente, ao menos por enquanto, os produtores nacionais ainda não conseguiram obter a qualidade mínima esperada. Sabe-se que alguns empresários estão se dedicando seriamente em conseguir tal proeza, e estão próximos de conseguir o padrão desejado.

Bolas Belgas modelo “Aramith”: fabricadas com especial resina fenólica, especialmente produzidas para essa finalidade, são as bolas de produção normal, maior e rotineira da SALUC, com excelente controle de qualidade em relação às suas cores, diâmetros, esfericidade, densidade e uniformidade de peso entre as bolas de cada jogo, ainda que com mínimas diferenças aceitáveis entre elas. São as mais utilizadas mundialmente.

Bolas Belgas modelo “Champion”: também produzidas pela mesma SALUC, igualmente com a resina fenólica especial, tem diâmetros iguais aos das “Aramith”, mas com qualidade superior. Um controle de qualidade mais exigente e refinado na produção resulta em maior perfeição na sua esfericidade e menores diferenças nas variações de pesos entre as bolas dos seus jogos. Para conseguir a melhor qualidade, esse modelo é produzido com maior densidade da resina fenólica, resultando em peso médio também um pouco superior que as “Aramith”. São essas as bolas utilizadas em todos os campeonatos mundiais oficiais. De custo também superior, tem menor consumo comercial que a “Aramith”.

Bolas Belgas Aramith de 54 mm (2,1/8 Pol): ainda é a mais utilizada no Brasil, sendo desconhecida a origem no uso desse diâmetro para as bolas aqui largamente utilizadas. O produtor belga, SALUC, já declarou que a sua produção nessa medida é voltada exclusivamente para o Brasil, único consumidor mundial para elas. Isso está evidenciado ao não divulgarem essas bolas em seu site! Nem mesmo nossos vizinhos sul americanos às utilizam!

Os órgãos dirigentes do nosso esporte estão se esforçando para eliminar esse uso, por meio da crescente substituição desse diâmetro, pelo de padrão internacional, a seguir detalhado, de 52,4 mm (2,1/16 Pol). Nessa medida, de 54,0 mm, são produzidas somente no modelo “Aramith”, cada uma pesando em média 136,6 g. Em razão da particularidade citada, a preocupação da indústria com a qualidade é prejudicada, resultando em maiores diferenças de pesos entre as bolas dos jogos, que chegam a ser de até mais de 6 gramas, contra 1,6 g ou 1,7 g das outras (conheça detalhes nas grades exibidas após estes textos), pecando também na esfericidade, em razão de controle de qualidade não tanto rigoroso quanto nos outros modelos de linha normal. Sua utilização deve ser abandonada no menor tempo possível!

Bolas Belgas de 52,4 mm (2,1/16 Pol): é o diâmetro das bolas de uso internacional, utilizadas mundialmente para todos os jogos do Snooker. Esse padrão vem sendo adotado no Brasil, por meio da substituição gradual das bolas do padrão antigo, de 54 mm. São produzidas nos modelos “Aramith”, que pesam em média 128,5 g cada bola, e também “Champion”, pesando em média 141,8 g cada, ambos padrões também mostrados nas grades e imagens que seguem.

Bolas Belgas de 57,2 mm (2,1/4 Pol): é o diâmetro das bolas dos jogos do Pool, nas modalidades “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”. São as bolas literalmente “numeradas” e identificadas por cores sólidas e listradas, que as organizam em dois diferentes grupos.

Bolas Belgas de 61,1 mm (2,13/32 Pol): aproximadamente, é o diâmetro das bolas utilizadas para os jogos do Bilhar, ou Carambola, que usa mesas sem caçapas. Seu jogo tem três bolas em cores sólidas (lisas), uma delas com pequena marca para diferenciação.

Bolas “coloridas”: exceto a bola branca, nomeada como “tacadeira”, e a bola de menor valor em jogo, nomeada como “da vez”, é a identificação das demais bolas de cores sólidas, ou lisas, utilizadas nos jogos do Snooker, Sinuca e Sinuca Mista.

Bolas “numeradas”: são as bolas utilizadas nos jogos do Pool, nas modalidades “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”, que literalmente contém números, de 1 à 15, sobre cores diversificadas, com tonalidades sólidas (“lisas”) e largas faixas coloridas, que personalizam as mesmas em dois diferentes grupos; das bolas “sólidas” e “listradas”, além da branca.

Bolas de “Bilhar”: são as três bolas de cores diferentes e lisas, uma delas diferenciada por pequeno “ponto”, utilizadas nos jogos do Bilhar, também identificado como “Carambola”. O Bilhar Francês é jogado em mesas sem caçapas, onde as bolas devem “carambolar”, ou repicar entre si, sob condições previamente estabelecidas, para assim somar pontos. Com pequenas variações e identificada como “Carom Billiards”, ou “Bilhar Inglês”, na Europa também praticam essa mesma regra, adaptada ao uso em mesas com caçapas.

CONSTATAÇÕES DE DIFERENÇAS PARTICULARES
ENTRE OS JOGOS DAS BOLAS

Utilizando uma balança de alta precisão para pesar, a título informativo e/ou de curiosidade, seguem grades que mostram o exato peso de cada bola de três diferentes conjuntos, separados em seus respectivos jogos, bem como os pesos médios, máximos e mínimos de variações entre elas.

Vale destacar a observação das acentuadas e significativas diferenças no peso entre as bolas dos dois jogos nos padrões internacionais (de 2,1/16 POL) e do jogo das bolas produzidas apenas para o Brasil, de 54 mm (2,1/8 POL).

“Clicar” sobre as imagens exibe ampliação.

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Grades com pesos das bolas Belgas, dos jogos de utilização na Sinuca e no Snooker.

 

 

 

  Aramith 2,1/16 POL          Champion 2,1/16 POL      Aramith 2,1/8 POL

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IMAGENS DAS BOLAS BELGAS DE USO NO ESPORTE

“Clicar” sobre as imagens exibe ampliação.

bola1Bolas Belgas Aramith de Sinuca (Produzidas apenas para o Brasil)

 

 

 

 

bola2Bolas Belgas Aramith de Snooker (Uso internacional)

 

 

 

 

 

bola3Bolas Belgas Tournament Champion Snooker (Uso internacional)

 

 

 

 

bolasaramithtournamentballsBolas Belgas Aramith Tournament Champion Snooker (Uso internacional)

 

 

 

 

bola5Bolas Belgas Aramith de Pool: Modalidades Bola 8, Bola 9 e 14×1

 

 

 

 

 

bola6Bolas Belgas Aramith de Bilhar (Carambola)

 

 

 

 

 

Conheça também o texto sobre Escolha e Manutenção das Bolas.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Faltas e Penalidades na Sinuca

O desportista sabe o que é uma falta no esporte, e conhece suas consequências, mas nem sempre elas são suficientemente entendidas nas identificações e aplicações, às vezes proporcionando dúvidas!

Na Sinuca isso não é diferente, e as várias nomenclaturas geralmente levam confusão aos iniciantes, razão das abordagens que seguem.

Falta técnica: é o desrespeito não intencional às normas do esporte, acontecido por desconhecimento da regra, imperícia ou acidente/incidente de jogo. Nas modalidades dos jogos do bilhar geralmente não são cumulativas e, quando mais de uma são praticadas em mesma ação, penalizam pela infração de maior valor em pontos.

Falta disciplinar: é a caracterização do dolo na falta técnica intencionalmente cometida, e/ou na indisciplina originada em atitudes e/ou atos anormais, social e desportivamente condenados, quando é primária e dentro de limites que permitam entendimento como ato desprovido de intensa gravidade, geralmente originado em reação instintiva, em momento emocionalmente descontrolado.

Quando praticada em ação que também origina falta técnica, ambas penalidades são impostas cumulativamente.

Nos jogos da Sinuca e do Snooker a sua aplicação contém penalidade condicional complementar, determinando que a reincidência em mesmo jogo enquadra em agravamento, ou, em falta grave, impondo derrota ao infrator.

Quando em ato provável, sem a segura identificação, e não havendo prejuízo ao adversário, por ser punição severa a norma permite que o árbitro use a prudência e o bom senso de uma inicial advertência, que geralmente tem excelentes resultados.

Falta disciplinar grave: é a falta disciplinar dolosa, grosseira e/ou agressiva, manifestada por atos de ostensivo desrespeito e/ou agressões verbais e/ou físicas a oponentes, árbitros, pessoas, entidades, instituições e/ou bens. É também enquadrada como falta grave a reincidência na falta disciplinar primária de mesmo jogo.

A pena é a de derrota no jogo, mantendo aberta possibilidade de avaliação posterior, por comissões pertinentes e/ou tribunal de justiça, com eventuais imposições de penalidades complementares.

Na falta grave claramente qualificada, o enquadramento e punição independem de existir ou não a anterior aplicação de falta disciplinar. Sendo bastante subjetiva a avaliação, entre ser ou não um ato grave, na eventual dúvida, e sendo primário, o enquadramento como falta disciplinar geralmente é o mais justo, podendo ser acompanhado de severa advertência.

Falta técnica agravada: na regra do Snooker é a ocorrência de falta técnica que, em determinada situação de jogo na ação, pode penalizar com o encerramento da partida e derrota do infrator.

Lembrando que no Snooker existe a pena de repetição de jogada, com retorno de bolas à posições anteriores, exemplifica-se: havendo a imposição de retorno de jogada em situação em que não existia sinuca, ou esta era parcial, na qual a bola visada poderia ser atingida frontalmente em tacada direta e natural, a falha em atingir a bola cantada enquadra no agravamento da falta técnica, impondo a derrota na partida na terceira falta consecutiva.

Situação de impasse: é a prática repetitiva, alternada entre os jogadores, de jogadas que não alteram a condição de jogo.

Geralmente acontece em situação estrategicamente difícil, quando um movimento menos habilidoso poderá resultar em significativa facilidade ao oponente, na sequência da partida, e as tentativas de solução restringem-se à execuções similares, mantendo repetidamente a mesma situação. Após a terceira repetição de um dos jogadores a penalidade será mútua, determinando a nulidade da partida, com outra imediatamente iniciada.

Tempo excessivo: enquadrado como falta disciplinar, é o uso repetido e acentuado de espaço de tempo acima do considerado como normal para praticar as ações.

Para avaliação, preparação e/ou execução de ação, é estimada como “normal” a média de tempo usada pelos jogadores do mesmo certame e categoria, em jogadas similares.

É admitido como aceitável o uso de tempo maior que o rotineiro, apenas quando a ação envolve circunstância de jogo estrategicamente anormal, que de fato necessite de maior tempo para avaliação. Os árbitros tem plena condição de avaliar essas condições.

Mais detalhes sobre faltas podem ser apreciados na leitura dos regulamentos e regras das modalidades do nosso esporte, em documentos disponíveis para consulta no Site da CBBS, para consulta, impressão e download, sob o link Regras. Use o link: Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Técnica e Postura nas Tacadas

Com poucas exceções, todos iniciamos a prática da Sinuca observando outros jogadores, ou por meio de mínimas orientações de terceiros, que geralmente também assim aprenderam.

Nessa forma, e praticando regularmente, até poderemos conseguir um desempenho satisfatório, com qualidade razoável, mas fatalmente atingiremos um estágio onde a progressão será interrompida e não conseguiremos melhorar, restando-nos admirar as “feras” do esporte e imaginar que nunca conseguiremos adquirir tais habilidades.

Engano! Podemos melhorar, sim!

É claro que alguns privilegiados com o dom natural terão maiores facilidades, mas, sem dúvida, com orientação adequada todos conseguem aperfeiçoamentos, por meio da dedicação na correção dos hábitos imperfeitos, adquiridos no aprendizado básico incorreto.

Sem orientação na iniciação são adquiridos atos, costumes e posições inadequadas, que dificultam ou impedem o progresso técnico. Para jogar Sinuca com boa qualidade técnica, além do conhecimento das regras e regulamentos da modalidade, as tacadas exigem encontrar o ângulo exato no direcionamento entre as bolas tacadeira – branca – e visada, manter o corpo em posição e alinhamento corretos em relação às bolas em uso na ação, observar atentamente o ponto de toque da sola do taco na bola branca, e executar os movimentos perfeitamente coordenados. É quase desapercebido pela maioria, mas, além do ponto de toque da sola do taco na bola branca, a “sutileza” nessa ação é igualmente vital.

Identificada e exaustivamente praticada a postura correta, o passo seguinte será insistir em treinamentos específicos, que garantirão a segurança nas futuras tacadas contra oponentes. Ainda que se mostrem entediantes nas etapas iniciais, alguns exercícios especiais devem ser rigorosamente seguidos, antes de aventurar-se em jogos, ainda que por lazer.

O ideal é que isso aconteça na iniciação! Entretanto, embora com maior dificuldade, o já praticante também consegue corrigir sua postura e eliminar hábitos prejudiciais. A experiência mostra que o progresso é acentuado e diretamente proporcional à dedicação e boa disciplina.

O melhor será receber ensinamentos de instrutor habilitado ou de jogador experiente, que tenha afinidade com a transferência de conhecimentos, ou, ensino.

Na impossibilidade, também é eficiente a auto instrução, seguindo lições editadas. O livro “Snooker: tudo sobre a sinuca” (L&PM, 2005, de Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias), além normas do esporte e sua história no Brasil e no mundo, tem orientações sobre os instrumentos de uso e algumas lições básicas indispensáveis ao iniciante.

Para obter informações sobre instrutores e/ou praticantes com condições de boa orientação, consulte a Federação de Sinuca e Bilhar do seu estado, cujos meios de contato podem ser conseguidos no site da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Glossário dos Jogos do Bilhar

AÇÃO – Ato e tempo usado na avaliação, preparação e execução de tacada, impulsionando bolas.

ADVERSÁRIO – Oponente de jogador.

AJEITAR A BOLA – Jogar, impulsionando a tacadeira para outro ponto que facilite a tacada seguinte (preparar a bola).

AGRAVADA – Indicativo de situação na qual resultados podem gerar consequências severas.

AMBIENTE DE JOGO – Espaço ocupado pela mesa e entorno útil ao jogo.

ÂNCORA – No jogo do bilhar, pequena área demarcada no campo de jogo, junto às tabelas, determinando restrições para jogadas (área de restrição).

APITAR – Abreviação popular do ato de exercer a função de árbitro.

ÁREA DE RESTRIÇÃO – No jogo do bilhar, área demarcada no campo de jogo, determinando restrições para as jogadas (quadro).

ÁRBITRO – Pessoa habilitada a intermediar partida ou jogo, visando o respeito às regras.

ATAQUE – Jogada executada com intenção de encaçapar bola visada.

ATUAR – Exercer a função de árbitro.

BASE – Na modalidade “berilo”, do bilhar, marca onde é colocado o berilo.

BERILO – Pequeno objeto cilindroide usado na modalidade de mesmo nome, do bilhar.

BICO – Contorno arredondado no canto de tabela, junto às caçapas.

BILHAR – Nome da regra que originou as demais. Usa três bolas em mesa sem caçapa, concedendo pontos por repiques, ou carambolas, entre elas.

BITOQUE – Toque duplo ou múltiplo da bola tacadeira na sola do taco, geralmente originado no retorno daquela na direção do taco (puxada), tocando-o novamente.

BOCA DE CAÇAPA – Espaço junto à caçapa, entre os bicos das tabelas ou muito próximo destes.

BOLA COLADA – Situação em que existe contato entre duas ou mais bolas, ou entre bola e tabela.

BOLA COLORIDA – Na sinuca e no Snooker, qualquer bola diferente da branca e/ou da bola da vez, geralmente identificada por seu valor numérico no jogo.

BOLA CONTRÁRIA – No jogo do bilhar, a tacadeira do oponente (bola oposta).

BOLA OPOSTA – No jogo do bilhar, a tacadeira do oponente (bola contrária).

BOLA DA VEZ – Geralmente a bola de menor valor em jogo, ou a bola que será visada em determinada situação.

BOLA ELEITA – Bola colorida que é escolhida para jogada geralmente diferenciada.

BOLA ELEITA COMO LIVRE – Bola colorida que em determinada situação de jogo é escolhida e jogada como se fosse uma bola da vez.

BOLA EVIDENTE – Bola que, pela sua disposição, juntamente com a posição da tacadeira e o direcionamento do taco, é identificada como visada para a jogada, desobrigando que seja cantada antecipadamente.

BOLA FORA DO JOGO – Bola que está ou foi excluída do jogo.

BOLA LIVRE – Bola colorida que na situação de jogo não origina falta por não ser encaçapada na jogada de ataque, podendo exigir e ter características diferenciadas para jogada.

BOLA LIVRE ESPECIAL – Colorida livre que possibilita situações e/ou resultados diferenciados.

BOLA NA BOCA – Bola parada na boca de caçapa, ou muito próximo dela.

BOLA NUMERADA – Nos jogos do pool, bola que contém identificação numérica grafada.

BOLA NA MÃO – Situação da bola branca no início de partida, após encaçapamento ou lançamento para fora da mesa, permitindo escolha da posição de retorno ao jogo, geralmente dentro de área delimitada.

BOLA RETORNÁVEL – Situação em que uma ou mais bolas podem ser recolocadas em posições anteriores, para repetição de jogada (jogada retornável).

BOLA TENTADA – Bola visada em jogada de ataque, com intenção de encaçapamento.

BRANCA (DAR) – Encaçapar a bola branca (“suicidar”).

CAÇAPA – Bolsa ou equivalente que, adaptada entre as tabelas, recebe as bolas de jogo.

CADA UM CONTRA OS DEMAIS – Sistema de formação de “chave”, onde todos os integrantes enfrentam-se.

CAIR A BOLA – Encaçapar a bola, converter.

CAMPO DE JOGO – Espaço sobre pedra revestida de pano especial, delimitado por tabelas e caçapas.

CANTADA – Indicativo antecipado de jogada pretendida.

CANTAR – Esclarecer previamente a execução e resultado pretendidos.

CARAMBOLA – Toque de uma bola em outra, no jogo do bilhar. No contexto, designativo do jogo do bilhar.

CARREGAR A BOLA (Conduzir) – Empurrar a bola com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal (“carretão”).

CARRETÃO (Condução) – Empurrar a bola com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal.

CASSINO – Identificação regional para o berilo, modalidade do bilhar.

CASTIGO – Penalidade aplicada por não converter a bola visada em jogada de ataque.

CATEGORIA – Divisão de grupos por idade, sexo e/ou outros segmentos.

CEGAR (A BOLA) – Não atingir por toque a bola visada.

CHAVE – Grade ou tabela contendo conjunto de jogadores e indicação de sequência de jogos.

COMISSÁRIO – Autoridade em evento, compondo comissão com atuação específica.

CONDUÇÃO – Empurrar – conduzir, dar direção – a tacadeira com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal (carretão).

CONVERTER A BOLA – Encaçapar a bola.

CORTE OU DOUBLÉ – Inversão na direção e/ou sentido no movimento de bola, conseguido por toque em tabela.

CRUZETA – Ponteiro em “X”, servindo como suporte ao taco em situações especiais (“fancho”).

DAR BRANCA – Encaçapar a bola branca (suicidar).

DELEGADO – Comissário nomeado em evento, com poderes especiais de observação e relato de situações relevantes.

DESCARTE – Jogada de defesa ou de segurança, usada em tentativa de conseguir dificuldade lícita à jogada do oponente (defesa).

DEFESA – Jogada sem intenção de encaçapar bola, optando por tentativa de conseguir situação que licitamente dificulte a jogada do adversário.

DIRIGENTE – Autoridade ou entidade que administra atos e ações do esporte.

DUPLA ELIMINATÓRIA – Jogos em “chave” onde é eliminado o participante que sofre duas derrotas.

EFEITO – Movimento rotativo diferenciado que origina alteração na trajetória da bola, principalmente ao tocar em tabela, obtido por toque especial na tacada.

ELIMINATÓRIA SIMPLES – Jogo em que é eliminado o participante derrotado.

EMPUNHADURA – Extremidade mais grossa de taco.

ENCAÇAPAR – Usando a tacadeira, impulsionar bola para dentro de caçapa (converter).

ESPIRRO – Incidente com resvalo da sola do taco na tacadeira, originando resultado e movimento inesperados.

FALTA – Praticar jogada, ato ou condição anormal que origina penalidade.

FALTA AGRAVADA – Falta que, pela situação, origina agravantes na pena.

FALTA DISCIPLINAR – Falta com origem em ato anormal, contrariando regras e/ou conduta.

FALTA GRAVE – Falta ostensiva e agressiva, com resultados mais graves.

FALTA TÉCNICA – Desobediência às regras, sem dolo.

FREE BALL – Termo inglês; bola livre.

GIRO – Movimento com alterações na direção de bola, por uso de três tabelas.

GIZ (“PARA SOLA”) – Produto químico sólido que melhora o contato da sola com a bola.

GOLPE – Ação continuada de jogadas que consegue vitória em partida que apresentava desvantagem significativa.

GRADE DE CHAVES – Tabela com chaves, identificação de jogadores, sequência de jogos, horários e outros etalhes.

IMPASSE – Momento de jogo quando tacadas repetitivas não alteram a situação e sequência.

JOGADA DE SEGURANÇA – Jogada ou tacada de defesa.

JOGADA RETORNÁVEL – Jogada em que uma ou mais bolas podem ser recolocadas em posições anteriores, para repetição de ação.

JOGADOR – Aquele que joga, ou que sabe jogar.

JOGO – Conjunto predeterminado de partidas ou o ato da pratica do esporte.

JUIZ – Abreviação indicando aquele que exerce a função de árbitro.

LINHA DO BAULK – Termo inglês, traduzido para “linha de impedimento”.

LINHA DE IMPEDIMENTO – De uso nos jogos do bilhar, no Snooker mantida apenas por tradição, sem função definida, é linha transversal demarcada entre as tabelas laterais inferiores, coincidindo com a reta do semicírculo “D”.

LINHA DE SAÍDA – No jogo do bilhar, linha transversal à longitudinal, sobre o campo de jogo superior, que delimita área e pontos usados para saída de partida e outras condições especiais.

LINHA LONGITUDINAL – Linha reta imaginária que divide o campo de jogo em duas partes retangulares iguais, direita e esquerda no sentido de saída.

LINHA TRANSVERSAL – Linha reta imaginária perpendicular à longitudinal.

MARCA DE BOLA – Ponto no campo de jogo, demarcado ou subentendido, identificando posição de bola para saída e retorno ao jogo em partida.

MARCADOR – Segundo auxiliar do árbitro.

MASSER (“MACÊ”) – Termo francês mantido por tradição, identificando movimento anormal e em curva acentuada da tacadeira, usado para contornar obstáculos próximos, provocado por toque com técnica diferenciada.

MATAR A BOLA – Encaçapar a bola.

MELHOR DE “2 PONTOS” – Sistema com dois jogos, geralmente creditando 1 ponto por vitória, ½ (meio) por empate e critérios para eventual desempate, permitindo indicação de vencedor.

MELHOR DE “X” PARTIDAS – Número impar de partidas (igual a “X”), indicando vencedor ao atingir vitórias em número igual ao resultado da divisão por 2 na operação de “X”+1.

MODALIDADE – Prática de jogo com regras específicas.

MORTE (de bola) – Encaçapamento de bola.

NOME USUAL – Nome, apelido ou forma de tratamento pelo qual alguém é habitualmente identificado.

OFICIAL – Reconhecido pelas autoridades do esporte.

OPONENTE – Adversário de jogador.

PARADA – Situação em que toque especial na tacadeira obtém a parada desta, após tocar a bola visada.

PARADA “ANDANDO” – Parada planejada.

PARADA PLANEJADA – Parada conseguida em ponto pouco além daquele que seria normal, com avanço predeterminado (parada ou presa andando).

PARTIDA – Tempo usado por jogadores para encaçapar todas as bolas em jogo, respeitando regras.

PARTIDA COMPLEMENTAR – Condição que permite identificar vencedor em partida encerrada com empate no placar, por meio de reinício de partida, com adequações pertinentes, usando apenas as bolas 7 e tacadeira. É condição desconsiderada na sequência das partidas normais do jogo.

PARTIDO – Pontos concedidos a adversário, que inicia partida com vantagem.

PASSAR A TACADA – Recusar o direito à ação, obrigando o adversário a jogar.

PLANILHA DE JOGOS – Demonstrativo da distribuição dos jogos ao longo de um evento, com detalhes.

PONTE – Taco longo com ponteira em forma de “U” invertido, servindo de suporte ao taco normal em situação que exige sobreposição à bola.

PONTEIRA DE TACO – Extremidade mais fina de taco.

POOL – Nome das regras americanas do esporte, que abrange modalidades identificadas como “Bola Oito”, “Bola Nove” e “14×1”, usando bolas numeradas, literalmente.

PRESA “ANDANDO” – Parada planejada.

PREPARAR A BOLA – Jogar bola impulsionando a tacadeira para outro ponto que facilite a tacada seguinte (ajeitar a bola).

PROLONGADOR – Objeto adaptável ao taco normal, temporariamente conseguindo maior comprimento.

UXADA – Movimento da bola branca com giro contrário ao rolamento natural, provocando retorno após tocar a bola visada.

QUADRO – No jogo do bilhar, área demarcada no campo de jogo determinando restrições para jogadas (área de restrição).

RECUSA DE TACADA – Não aceitar a ação, obrigando o adversário a jogar.

REGRA – Norma que rege, organiza e proporciona sequência e conjunto lógico à partida e/ou jogo, ou outras situações que as necessitem.

REGULAMENTO – Conjunto de normas que organiza e rege desenvolvimento de evento, jogos, situações, procedimentos e atos do esporte.

REPIQUE – Toque em bola, geralmente pouco acentuado, provocando desvio na direção da bola jogada.

RETORNO DE BOLA – Volta de bola ao campo de jogo continuando partida e/ou a posições anteriores, proporcionando repetição de jogada.

SAÍDA – Primeira tacada em partida.

SALDO DE JOGOS OU PARTIDAS – Resultado na subtração de número de derrotas do número de vitórias, geralmente um dos métodos usados para indicar vencedor em ocorrência de empate.

SEGUIDA – Impulso mais acentuado na trajetória normal da bola branca, após tocar na bola visada.

SEMICÍRCULO D – Linha fechada em forma maiúscula da letra “D”, demarcada no campo de jogo.

SINUCA (1) – identificação da modalidade com regras brasileiras. É a mesma “Regra de Ubatuba”, tecnicamente aperfeiçoada.

SINUCA (2) – No contexto de desenvolvimento de partida, também identifica situação obtida por meio de recurso estratégico, em jogada de defesa licitamente executada, que impõe dificuldades na jogada de praticante, podendo acontecer acidentalmente.

SINUCA MISTA – identificação de modalidade criada para utilização temporária, com predominantes características do Snooker, regra internacional, mescladas com mínimas normas da Sinuca, usada para facilitar a transição do praticante da Sinuca para o Snooker.

SINUCA DE BICO – Sinuca onde o primeiro obstáculo é o canto de tabela.

SITUAÇÃO DE IMPASSE – Condição de jogo em momento que tacadas repetitivas não alteram a sequência e/ou situação.

SNOOKER – Termo inglês, identificando a regra internacional do esporte.

SNOOKERED – Termo inglês; sinucado.

SOLA – Artefato de couro ou similar adaptado à ponteira do taco, proporcionando melhor resultado no contato com a bola.

SUICÍDIO – Encaçapar, ou matar, a bola branca.

SÚMULA – Documento onde são transcritos pontos, resultados, ocorrências e detalhes de jogo.

TABELA – Laterais que delimitam o campo de jogo. Termo também usado para indicar desvio na direção de bolas.

TACADA – Ato de impulsionar a bola branca em direção à bola visada.

TACADA CONTÍNUA – Sequência ordenada com Encaçapamento sequencial de duas ou mais bolas.

TACADA DE SEGURANÇA – Jogada ou tacada de defesa.

TACADEIRA – Bola que recebe a tacada.

TACÃO – Taco comum com comprimento maior que o normal.

TACO – Artefato alongado de madeira ou material sintético, com um dos lados afilado, usado para impulsionar a tacadeira.

TANGENCIAR – Tocar ponto lateral extremo da bola visada (“tirar fino”).

TELEFONE – Encaçapar bola indiretamente, por transferência de movimento da bola visada à outra.

TEMPO DE AÇÃO – Tempo usado para planejar e praticar uma ou mais tacadas.

TEMPO DE AQUECIMENTO – Tempo concedido para algumas tacadas, em treinamento antes de iniciar jogo.

TIRAR FINO – Tocar ponto lateral extremo da bola visada (“tangenciar”).

TOUCHING – Termo inglês; colado(a).

TOUCHING BALL – Termo inglês; bola colada.

TRANCAR (A PARTIDA) – Encerrar partida com vitória por meio de tacada contínua. Encaçapar todas as bolas em jogo.

VANTAGEM – Diferença de pontos, ou de partidas, a favor de um dos adversários. Indica também pontos oferecidos a oponente, que inicia partida com crédito.

VIROLA – Artefato em formato anelar, para reforço adaptado à ponteira de taco.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP