O Menor de Idade na Sinuca

Era crença geral que estava proibida a presença de menores de 18 anos em locais de prática da Sinuca. Mesmo após o reconhecimento oficial da Sinuca como esporte, em 1988, foi mantida essa habitual discriminação.

Hoje sabemos que existia apenas e somente a incorreta interpretação da Lei. Os clubes, salões e outros locais de prática da Sinuca podem inverter esse conceito, afixando avisos de “Permitido Para Menores”, ao lado de outros também necessários, conforme esclarecido a seguir.

Em dezembro de 1993 o nobre Deputado Augusto Carvalho elaborou o Projeto de Lei de nº 4.368/93, que pretendia eliminar a discriminação vigente contra os menores e adolescentes, nos locais de prática do nosso esporte, por meio da inclusão de parágrafo único ao Artigo 80 da Lei nº 8069/90, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Onze meses depois, em novembro de 1994, a nobre Deputada Rita Camata, então Relatora da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, concordando com as razões que motivaram a proposta, entendeu consistentes os argumentos, mas, ainda assim, votou contrariamente ao Projeto de Lei, por entendê-lo desnecessário, em função de não existir na legislação a proibição abordada.

Arrazoa a relatora no seu despacho que; “Existe a proibição para a presença de menores e adolescentes nos locais onde são realizadas apostas, portanto, nos locais onde estejam proibidos os jogos apostados não há restrição à presença dos menores de 18 anos.”.

Assim, bastará afixar placa alertando sobre a proibição de jogos apostados, e fazer rigorosa fiscalização de seu cumprimento, que estará permitida a presença dos menores para, em seus momentos de lazer, também praticar a Sinuca.

Reforçando e amparando essa prática, é ainda aconselhado que, os clubes, salões comerciais, academias e similares, além do cuidado de anunciar e praticar a proibição do jogo apostado, vinculem o estabelecimento à Federação de Sinuca de seu Estado, ou do mais próximo, afixando também o seu certificado de registro naquela entidade, dessa forma homologando o local para a Prática da Sinuca Desportiva, treinamento e lazer, na mesma forma já usada pelas associações desportivas e clubes já filiados às federações.

Simultaneamente, deverão também respeitar a lei que impede a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas aos menores, exigindo igualmente a afixação da respectiva placa de aviso.

Neste caso, alguns estados divergem quanto a existência de bares e lanchonetes com serviços voltados para dentro dos salões, entendendo que “estaria proibindo a presença de menores”. Entretanto, vale lembrar que, a legislação não proíbe a presença de menores de idade em lanchonetes e bares públicos e/ou privados! Proíbe sim, que à eles seja vendida e/ou servida a bebida alcoólica.

As Federações filiadas à CBBS possuem cópias dos documentos citados e estão em condições de registrar e orientar os interessados.

Procure a Federação de Sinuca de seu Estado. Caso não exista, use a de outro, que esteja mais próxima ao seu.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

 

Respostas às Perguntas Mais Frequentes

Coleção de respostas às perguntas mais frequentes sobre o Esporte da Sinuca.

Como surgiu a Sinuca e/ou o Snooker?

A origem é controversa, com referências à França, Inglaterra, Grécia, e outros. Também de forma incerta predomina versão de que; certo tipo de jogo, no qual bolas eram movimentadas entre obstáculos em campo gramado, usando bastões semelhantes à marreta, talvez o croquet da França ou croqué da Inglaterra, teria sido levado aos salões adaptado em mesas, dando isto como origem do padrão na cor verde, até hoje preferida nos panos de revestimento. O certo é que, em mesa sem caçapas e inicialmente movimentando apenas duas bolas, os franceses adicionaram a terceira e criaram a pontuação por carambolas – toques entre elas – surgindo o Bilhar, até hoje praticado nessa forma. Dessa modalidade, Bilhar, surgiram todas as outras existentes, destacando-se o Snooker e o Pool, que deram base para a criação na nossa Sinuca, regra nacional brasileira.

A criação de muitas regras e modalidades a partir do Bilhar Francês, deu origem ao termo “Jogos do Bilhar”, que denomina o conjunto de todas as regras que envolvem o movimento de bolas em mesas, impulsionadas por taco apropriado.

Muitos acontecimentos relevantes e interessantes sobre o surgimento das diferentes versões e modalidades do esporte estão listados na página: História: os Jogos do Bilhar e o Nascimento do Snooker:

Como o Snooker se difundiu pelo mundo?

Em 1825 aconteceu o primeiro campeonato inglês de Bilhar. Nesse período teve início o aperfeiçoamento das mesas e sua produção industrial, com o estímulo à realização de grandes campeonatos. O primeiro torneio de Bilhar norte-americano aconteceu em 1845. Em 1874 o francês Maurice Vignaux foi aos EUA e derrotou todos os campeões de Bilhar da época. Depois, o Snooker, criado por Chamberlaim em 1875, teve intensa aceitação no mundo, principalmente após a divulgação feita pelos ingleses John Roberts Júnior e William Cook, profissionais e instrutores de Bilhar, que em 1885 adotaram o Snooker como prática preferida, e multiplicaram-se os campeonatos e torneios na Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Índia e outros países. A popularização definitiva do Snooker deu-se a partir de 1927, com a realização do primeiro campeonato mundial, vencido pelo inglês Joe Davis, já consagrado campeão de Bilhar, que arrebatou seguidamente os primeiros 15 mundiais. Até agora o World Snooker Championship é realizado anualmente, no The Crucible Theatre, em Sheffield, Inglaterra, com prêmios que ultrapassam R$ 3.000.000,00

Quais as mudanças de regras desde início?

Desde o seu reconhecimento oficial internacional, exceto em mínimos ajustes, as normas do Snooker nunca mudaram. No Brasil elas foram transformadas completamente, dando lugar à regra brasileira, Sinuca. Hoje são aqui oficiais as regras internacionais do Snooker, as regras nacionais da Sinuca e da Sinuca Mista, esta mesclando as normas internacionais, predominantemente, com as brasileiras, em seus mínimos, servindo como regra intermediária ao praticante que quer passar da Sinuca para o Snooker, e, embora com prática reduzida, as modalidades do Pool, que incluem as Bola 8 e Bola 9, e ainda, minimamente, o Bilhar Francês.

Existem diferenças nas regras internacionais, do Snooker, e as brasileiras, da Sinuca?

Sim, e são substanciais. Como principais podem ser destacadas:

  • Sinuca: mais dinâmica, oferece opção de corrigir uma falha na colocação da tacadeira, por possibilitar jogar uma segunda colorida após encaçapar a bola da vez.
  • Snooker: de maior apuro técnico, obriga à sequência de única bola colorida após converter uma vermelha e, terminadas estas, à sequência crescente das bolas 2 até a 7;
  • Sinuca: o jogo de bolas tem uma só vermelha.
  • Snooker: são usadas 6 ou 10 vermelhas, segundo previsto no regulamento do certame, se usando a mesa oficial no Brasil, ou 15 quando em dimensões internacionais, bastante maiores;
  • Sinuca: na primeira tacada da ação do jogador permite jogar uma bola colorida, para depois visar a bola da vez.
  • Snooker: a bola da vez tem que ser a visada na primeira tacada da ação do jogador;
  • Sinuca: deve ser cantada a bola visada. Quando pretendendo desviar o movimento da branca em tabela, antes de tocar a bola visada, isso deverá ser cantado.
  • Snooker: apenas a bola visada deve ser cantada, exigência dispensada quando é obrigado a jogar a bola da vez. É desnecessário cantar caçapas e desvios prévios da tacadeira em tabelas;
  • Sinuca: na saída, a jogada de ataque é vetada e qualquer falta determina a nulidade da ação, obrigando a novo início.
  • Snooker: a jogada de ataque na saída é permitida e qualquer falta é penalizada;
  • Sinuca: a penalidade por falta é sempre de 7 pontos.
  • Snooker: a pena é igual ao maior valor entre as bolas envolvidas na falta, com o mínimo de 4 pontos;
  • Sinuca: é vedado jogar bola colorida na defesa.
  • Snooker: a jogada de defesa é livre, em qualquer bola na sequência da tacada;
  • Sinuca: não é permitido encaçapar “por telefone” (jogar em uma bola visada para converter outra).
  • Snooker: entre vermelhas, e estas e/ou a bola da vez utilizada como uma “bola livre”, é permitido encaçapar “por telefone”;
  • Sinuca: retorna ao jogo a bola vermelha convertida com falta.
  • Snooker: salvo exceção técnica, as vermelhas não retornam ao jogo, mesmo quando encaçapadas com falta;
  • Sinuca: apenas uma bola em cada tacada pode ser encaçapada.
  • Snooker: quando vermelhas, mais de uma bola podem ser convertidas, somando-se os pontos;
  • Sinuca: não existe a opção de repetição de jogada após falta.
  • Snooker: conforme a ocorrência em uma falta, e segundo avaliação do árbitro, o oponente pode ter a opção de exigir que o penalizado volte a jogar, para isso retornando as bolas movimentadas nos seus pontos originais. É o chamado “retorno de jogada”;
  • Sinuca: após falta, o oponente pode jogar ou passar a tacada.
  • Snooker: conforme a falta cometida e o resultado originado, o oponente poderá jogar normalmente, jogar uma colorida qualquer como sendo a bola da vez (“bola livre”) – com igual valor e condições -, passar a tacada, ou, dependendo da ocorrência, requerer a repetição da jogada do penalizado;
  • Sinuca: não é permitido o multitoque (“bitoque”) e a condução (“carretão”), salvo quando a branca está colada na bola visada.
  • Snooker: multitoque e condução são proibidos de qualquer forma. Quando a tacadeira está colada à bola visada a tacada deverá afastá-la, sem novo toque.

A Sinuca e o Snooker são jogos populares no mundo todo? Onde são mais praticadas?

O Snooker, regra internacional, é popular em todos os continentes, principalmente Europa e Estados Unidos e países asiáticos. A nossa Sinuca só é conhecida e praticada no Brasil. Nem mesmo os nossos vizinhos latinos a conhecem, preferindo a pratica das normas internacionais do Snooker, do Bilhar Francês e de algumas modalidades do Pool, outro jogo derivado do Snooker.

Quais são as regras praticadas no Brasil, e suas características?

Com predominância para a Sinuca, e o Snooker, no Brasil são praticadas e reconhecidas as regras:

  • Bilhar: é a regra “mãe”, criada na França e que deu origem à todas as demais, no mundo todo. É jogado em mesa sem caçapas e com apenas três bolas, que devem “carambolar” entre si, sob determinadas condições, para fazer pontos. Sua utilização é mínima, sendo maior em poucas e mínimas regiões.
  • Snooker: é regra criada por inglês, que usa as bolas coloridas e mais 15 vermelhas, em mesa com caçapas. Hoje é utilizada pela Confederação Brasileiras e suas Federações, principalmente para os seus campeonatos “de topo”.
  • Sinuca: é regra criada no Brasil, a partir do Snooker, usando apenas uma bola vermelha e com regras mais simplificadas que as do Snooker. Ainda é a preferida no Brasil, com grande intensidade principalmente nas cidades do interior dos estados.
  • Sinuca Mista: hoje tida apenas como regra alternativa, é também uma criação brasileira, numa mescla da Sinuca, no mínimo de suas normas, com as do Snooker, em sua quase totalidade. Foi criada e aprovada para uso oficial temporário, como regra e sistema para facilitar e induzir à “introdução” ao Snooker, oferecendo maiores incentivos e menores dificuldades na adaptação e uso das normas mais exigentes e mais técnicas das regras internacionais. Sua utilização visava acelerar a transição do praticante da Sinuca, ao migrar para o uso das regras do Snooker, meta principal dos dirigentes do esporte que na época aprovaram essa “tática”. Alcançou sua finalidade! Hoje o Snooker internacional é praticado intensamente no Brasil, formando muitos atletas que já se destacam com méritos em campeonatos mundiais.
  • Pool: são normas criadas nos EUA, que usam as bolas numeradas, literalmente, nas suas versões “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”.

Quais são os destaques e curiosidades sobre personalidades que jogam Sinuca? Quem são elas?

Em época que a televisão e outras mídias ainda não se interessavam pela Sinuca, que era divulgada exclusivamente pela comunicação “boca-a-boca”, podemos destacar um marco originado pelo sergipano Walfrido Rodrigues dos Santos, conhecido como “Carne Frita”, que tornou-se conhecido e famoso em todo o Brasil pela sua incomparável perícia técnica, indiscutivelmente elevando a Sinuca à categoria de arte. Depois, com a transmissão de jogos pela TV, rapidamente transformaram-se em ídolos nacionais o Rui (Chapéu) Mattos Amorim e o Roberto Carlos de Oliveira, agora já falecido.

Hoje várias dezenas de importantes personalidades praticam o esporte seriamente, em salões comerciais, associações, clubes e também em suas residências. Como curiosidades humorísticas, bastante “causos” da Sinuca – alguns verdadeiros, outros talvez, e todos interessantes – estão colecionados sob o link “Humor”.

Como o Snooker chegou ao Brasil?

Não existem registros claros, sendo mais evidente que o Snooker tenha chegado até nós juntamente com as primeiras mesas importadas da Inglaterra, França e EUA. Em 1931, poucos meses depois de se instalar no Rio de Janeiro, a Brunswyck, indústria norte-americana de mesas para Snooker, Pool e Bilhar, publicou no Brasil o primeiro conjunto conhecido de regras, entre elas as do Snooker como praticado no mundo, usando 22 bolas – 15 vermelhas mais as amarela, verde, marrom, azul, rosa, preta e branca -, que já era e até hoje é a regra internacional do esporte.

No Brasil, onde a Sinuca é mais popular?

A Sinuca e o Snooker tem maior divulgação nas capitais e grandes municípios, em razão da realização de campeonatos organizados, mas é intensamente praticada em todos os cantos e recantos do Brasil, incluindo nossas pequenas cidades e vilarejos, onde é comum encontrar amigos reunidos em torno de mesas de Sinuca, ainda que de menores dimensões, chamadas de “sinuquinhas”, que acabam sendo o “nascedouro” dos atletas da Sinuca.

Aqui o esporte é visto com algum preconceito? A popularização em bares deprecia ou ajuda o esporte?

A popularização auxilia o esporte, e muito! A famosa “sinuquinha” é o nascedouro de grandes campeões da Sinuca. Inicialmente uma prática exclusiva da elite, a intensificação do uso em locais humildes, onde eventualmente jogadores experientes tentavam arrecadar alguns trocados dos incautos iniciantes, às vezes envolvendo bebidas alcoólicas, trouxe a antiga e falsa imagem de “jogo de malandro”. Hoje sabemos que a prática maior é a desportiva e de lazer, e acontece nas residências, associações, grêmios e clubes, além de simples, importantes e também luxuosos salões especializados.

Qual a diferença entre a Sinuca jogada nos bares e a oficial?

Os jogos promovidos pelas entidades dirigentes do esporte, clubes, grêmios e salões mais conhecidos, geralmente filiados às Federações nos Estados, usam as modalidades oficiais, organizadas por regras e regulamentos específicos, gerando rankings. Nos estabelecimentos mais simples, onde não existe a orientação formal, predomina o uso de regras oficiosas, geralmente simplificadas e com grandes variações.

Sinuca é esporte?

Sim, é esporte oficialmente reconhecido. Sob a presidência do Sr. Manoel Tubino, o então CND – Conselho Nacional de Desportos – publicou em 29 de fevereiro de 1988 a Resolução nº 7, reconhecendo a Sinuca como esporte oficial no Brasil.

Existem muitos praticantes no Brasil? Quantos?

É impossível quantificar, uma vez que enorme número de brasileiros jogam sinuca, ainda que a popular “Sinuquinha”. Registrados nas federações e cadastrados na confederação, creio que hoje temos mais de 10.000 praticantes federados.

Qual o Estado e Cidade com maior número de praticantes?

O maior número de praticantes registrados nas entidades dirigentes do esporte, federações e confederação, aproximadamente pela ordem estão nos estados, principalmente capitais, de: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais; Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Ceará, todos já com federações estabelecidas.

Quem são os destaques no Brasil?

Considerando as performances mais recentes, destacam-se hoje o Noel Rodrigues Moreira, do PR, o José Divan Nascimento Costa (Jota), maranhense mas hoje residindo em SP, o Fabinho, do PR, o Igor Almeida Figueiredo, carioca, que já joga na Europa em eventos mundiais. Na categoria Feminina destaca-se a Carmelita, de SP.

Quem são os melhores jogadores brasileiros?

Também considerando as participações recentes em campeonatos, nos respectivos estados vem se destacando: BA, Wilson Alves; DF, Sobradinho; ES, Marciano; GO, Mi, Bebeto e Gabiais; MG, Tim; PR, Noel e Fabinho; PE, Leão e Ricardo; RJ, Igor, Zico e Jairzinho; RS, Tuzinho e Boneco; SC, Koca; SP, Jota, Miguelzinho, Ratinho e Carioca.

Quais são as principais jogadas?

Usando técnicas especiais, de “parada”, “seguida”, “puxada” e muitos efeitos, para conseguir ações combinadas, destacam-se as grandes tacadas onde acontece o encaçapamento sequencial de muitas bolas, e o “fechamento de partida”, quando em uma só tacada continuada o jogador inicia e encerra a partida sem oferecer chance ao oponente. Também são atrações os shows com jogadas de efeitos especiais, malabarismos e muitas atrações para o grande público, realizações que são especialidades do super campeão Noel Rodrigues Moreira, do PR.

Sinuca é um jogo de técnica ou sorte?

A prática da Sinuca exige muita técnica, concentração, dedicação, preparo físico, treinamento, habilidade, agilidade, raciocínio e estratégia. O jogador que não cultiva essas qualidades nunca consegue chegar entre os principais dos rankings. A sorte, é claro, pode interferir, mas em ocorrências raras, como em qualquer esporte.

O que faz um jogador se destacar frente a outro?

Além da desportividade e simpatia, maior em alguns e importantes coadjuvantes, é principalmente a permanente prática de intensos treinamentos e disputas regulares, únicas formas de conseguir executar as jogadas com eficiência e perfeição. A projeção e o rendimento técnico e desportivo são proporcionais à dedicação.

Existem diferentes tipos de mesas e tacos? Quais?

Em acabamento estético as variações são grandes para mesas e tacos, mas, tecnicamente existem padrões que devem ser respeitados. Nas mesas, são as dimensões do campo de jogo – parte interna da mesa, entre as tabelas delimitadoras -, que variam conforme a regra e/ou modalidade, o tipo do pano de revestimento e as aberturas e características das caçapas. Para os tacos variam o comprimento, peso, balanceamento e os diâmetros de empunhadura e ponteiro, segundo as preferências do jogador. Em ambos os casos, a qualidade é vital para os resultados possíveis de alcançar. Importantes e indispensáveis comentários e conselhos sobre equipamentos em geral do esporte estão disponíveis sob o link “Escolha e Manutenção do seu Equipamento de Sinuca”, em: ?????????????????????.

Como é a evolução do esporte no país?

Tecnicamente os nossos principais jogadores vem avançando acentuadamente, hoje atingindo qualidades muito próximas dos melhores do mundo. Desportivamente, no Brasil a Sinuca tem passado por acentuados avanços e alguns retrocessos, na média progredindo muito pouco e nunca conseguindo acompanhar outros países, principalmente Europa e Estados Unidos, onde são realizados frequentes e importantes campeonatos locais e mundiais, mantendo cativos o público e mídia, e na preferência igualando-se ao futebol e outros esportes destacados, conseguindo manter programas regulares na televisão, com horários fixos, grandes espaços na mídia, comércio intenso de livros e revistas especializadas, CDs, DVDs e outros veículos de divulgação, exibição e instrução.

Como e onde praticar a sinuca?

Clubes e agremiações desportivas com bom quadro associativo geralmente são obrigados a instalar um salão de sinuca, em razão da procura natural dos frequentadores. Publicamente as opções são os salões especializados ou mesas instaladas em bares e lanchonetes, além do enorme número de mesas particulares em residências e empresas. Os sites das Federações nos Estados geralmente exibem listagem com endereços e dados dos salões e outros locais de prática do esporte.

Qualquer um pode praticar?

Não há limitações ou restrições! A partir da idade em que a altura permita ações na mesa, de crianças aos idosos todos praticam, homens e mulheres.

Como começar?

A iniciação geralmente acontece por meio da orientação de amigos, mas essa prática traz falhas na postura e na técnica de jogo, que fatalmente inibem o bom aprendizado, no futuro obrigando à difíceis correções para conseguir progressos. O ideal é ter orientação correta, de instrutores especialistas ou jogadores com experiência no ensino, ou utilizar publicações voltadas à auto instrução que, embora insuficientes, transmitem importantes ensinamentos básicos, reduzindo os erros.

Onde se especializar?

As Federações nos Estados sempre indicam bons instrutores ou praticantes com boas condições técnicas, em condições de orientar o iniciante de forma segura.

Existem professores e escolas?

Existem bons instrutores que se especializam e oferecem condições adequadas ao futuro progresso técnico e aperfeiçoamentos. Ainda não temos escolas especializadas, como as existentes na Europa, Estados Unidos e alguns outros países, mas as federações sempre mantém facilidades que proporcionam algo similar.

Quais são as “dicas” para os iniciantes.

Jogando Sinuca como agradável lazer e eficiente meio de reunir amigos, as orientações recebidas de inexperientes geralmente são entendidas como suficientes, mas os hábitos adquiridos fatalmente trarão dificuldades para quem futuramente quiser progredir tecnicamente, obrigando a difíceis correções.

O aconselhado é conseguir a orientação de instrutores, ou estudar ensinos escritos, e, para chegar à posições destacadas em rankings, dedicar-se intensamente e com seriedade em treinamentos específicos. Para aqueles que tem dúvidas sobre o esporte e sua prática, a sugestão é procurar a Federação de seu Estado. Não existindo, procure no Estado mais próximo.

Fonte parcial das informações: livro “Snooker: tudo sobre a sinuca”, L&PM, editado em 2005 com reedição em 2007, de Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias:

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Emocional – Adrenalina e Sinuca

A adrenalina é definida como um hormônio produzido pela parte medular das glândulas suprarrenais, que produz efeitos no organismo por meio da circulação e metabolismo, com ação sobre o sistema nervoso simpático, coração, pulmões, vasos sanguíneos, órgãos genitais e outros, originando reações diversas, entre elas a estimulação e exaltação.

Alguns acontecimentos, como a libido, o baixo nível de glicose, o stress físico, mental e/ou emocional, agem como estimulantes naturais e acionam o mecanismo de liberação da adrenalina no sangue, tendo como efeitos mais imediatos o aumento do batimento cardíaco, dilatação dos brônquios e pupilas, vasoconstrição, suor e outros.

Exemplos reais ensinam que, quando um animal é ameaçado, as opções instintivas serão a de ficar e lutar, ou correr o mais rápido possível. Ambas respostas exigem quantidade extra de oxigênio e açúcar no sangue e nos músculos, neste momento liberando a adrenalina na corrente sanguínea, coração e músculos, originando contrações dos vasos sanguíneos.

Afirmam ainda que, quando levamos um susto ou praticamos um esporte, com maior ou menor intensidade milhares de estruturas são liberadas em nossa corrente sanguínea, alterando o nosso organismo na tentativa de prepará-lo para enfrentar a situação de tensão, alerta e/ou decisão, provocando reações diferentes em cada pessoa, com algumas raras e privilegiadas se acalmando e agindo com especial tranquilidade, às vezes quase nada notando nas modificações produzidas, mas, a enorme maioria tendo alterações orgânicas significativas, física e mental, afetando negativamente seus atos.

Na Sinuca, durante jogos importantes, em alguns momentos decisivos, grande número de jogadores passa por alterações emocionais que liberam a adrenalina, com influência negativa nas suas ações.

Aumenta o suor nas mãos, dificultando o deslizar do taco. Mãos e braços ficam tensos, tornando os movimentos irregulares e impossibilitando a alta precisão exigida nas jogadas. O raciocínio fica prejudicado, dificultando a identificação das melhores opções de jogadas, e na escolha da técnica à aplicar. Entre outros, esse conjunto de efeitos diminui significativamente a qualidade técnica no jogo, reduzindo a eficiência e prejudicando resultados.

Durante os campeonatos é comum jogadores experientes e altamente técnicos repentinamente passarem à errar bolas fáceis, e não conseguir sequência em tacadas que lhe dariam a vitória. Quando assim acontece, e é frequente, acaba por vencer aquele que conseguiu se manter mais calmo, não necessariamente o tecnicamente superior.

Um exemplo bastante claro desse fato acontecia com o amigo Gabiais, de Goiás! Jogador técnico e eficiente, com excelente grau de recursos, nos tempos de seu apogeu, durante os jogos preparativos e de treinamentos de grandes campeonatos, costumava vencer com facilidade todos os seus companheiros, para a maioria oferecendo alto “partido” (pontos de vantagem oferecidos como bônus ao oponente), até mesmo em jogos “apostados”, sempre mantendo calma e tranquilidade incríveis, em qualquer situação. Em seguida, nos jogos oficiais dos campeonatos, perdia rápida e facilmente para os mesmos jogadores, apresentando jogo irreconhecível, acontecimento que sempre o impediram de chegar às finais. Certamente o amigo sentia forte influência do emocional, com a adrenalina “no pico”.

Acontece com praticamente todos os atletas, inclusive os mais experientes!

Essa é uma das razões da divulgação sempre realizada no meio da sinuca, de que; principalmente em campeonatos, para propiciar bons jogos, com bom aproveitamento técnico, bom entretenimento e boa confraternização entre participantes e assistentes, a prática da sinuca exige; dedicação, treinamento, concentração, habilidade, agilidade, preparo físico, técnica, raciocínio e estratégia, necessitando, portanto, de ambiente calmo, silencioso e salutar.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Sinuca – Esporte Oficial

Em 1988 a Sinuca tornou-se esporte oficial no Brasil, fato ainda pouco conhecido pelo grande público que acompanha essa prática.

Como resultado do trabalho de muitos destacados desportistas, de vários estados, e com o auxílio de alguns homens públicos que abraçaram a causa do esporte da Sinuca, em sessão realizada em 29.02.88, o Plenário do Conselho da Confederação Nacional de Desportos – CND, na gestão do seu então Presidente Sr. Manoel José Gomes Tubino, a Sinuca foi elevada à categoria de esporte oficial, pela Resolução nº 07/88, publicada no Diário Oficial da União em 03.03.88.

Veja a cópia do documento oficial então assinado.

esporteoficialEstava finalmente encerrada a fase de “marginalização” pela qual o esporte passou, com a rejeição pelo fato de não ser um esporte oficialmente reconhecido.

As realizações desportivas, maiores e mais organizadas, mostraram que a Sinuca não era praticada somente nos locais humildes. Além dos grandes eventos, significativo número de residências tinham suas próprias mesas. Os salões dos clubes e academias eram avidamente procurados e estavam sempre cheios. Era grande o número de casas comerciais sofisticadas, com muitas mesas do esporte. O crescimento era acentuado.

Naquela época a televisão se interessou e passou a transmitir seus jogos. A popularidade aumentou e foi intensificada a criação de maior número de órgãos dirigentes oficiais.

A Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS, órgão máximo do esporte, orienta as suas Federações filiadas, hoje em número de treze. As Federações, respeitando estatutos e a legislação desportiva, exigem que os participantes de eventos oficiais estejam nelas devidamente registrados (federados) e cadastrados na CBBS (vinculados). A preocupação é a intensificação do esporte nacional, principalmente nas cidades do interior dos estados, e a participação dos nossos atletas nos eventos nacionais e internacionais, ocorrências que já vem acontecendo.

No chamado primeiro mundo, principalmente na Europa e particularmente na Inglaterra, o Snooker é esporte de grande penetração e força, intensamente divulgado e praticado. Durante o ano são realizados muitos eventos de importância e destaque local, regional e mundial. Existem dezenas de livros sobre o esporte, grande número de gravações em DVDs comerciais, mostrando jogos importantes, ensinamentos técnicos e muitos shows do esporte. Existem diversas revistas periódicas especializadas, e vários programas semanais na televisão, com grande sucesso de audiência.

Na regra internacional, do Snooker, são usadas vinte e duas bolas, sendo 15 vermelhas, e ocupam mesas maiores, com campo de jogo de aproximadamente 3,56 m x 1,78 m. No Brasil, desde 01.07.96, podemos também utilizar oficialmente as regras internacionais do Snooker, usando 6 ou 10 vermelhas em nossas mesas com campo de jogo de 2,84 x 1,42 m, ou as 15, nas mesas com dimensões internacionais.

Também são reconhecidas e utilizadas no Brasil as regras internacionais do Pool, nas modalidades “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”, e do Bilhar, ou “Carambola”.

Além disso, praticamos também as versões nacionais do nosso esporte, com a Sinuca, a hoje regra alternativa, Sinuca Mista, e também as chamadas Sinuquinhas, como o Mata Mata e o Mata 8. No site da CBBS estão disponíveis todas as regras oficiais e outros documentos do esporte.

A nossa Sinuca é reconhecida legalmente como Esporte Oficial. Resta agora cuidarmos de realmente valorizá-la, para ter o destaque procurado e merecido. Um dos caminhos é a integração nacional e a participação internacional.

Muitos dirigentes estão trabalhando seriamente nesse sentido!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Algumas “Feras” Brasileiras

São muitos os nossos grandes jogadores. Tantos que, sem dúvida, ao listar nomes certamente alguns não serão lembrados, em indesejável injustiça!

Mesmo assim, não podemos deixar de citar os nomes lembrados, daqueles que, com justiça, fizeram fama em sua época e nos dias atuais.

Um grande mito é o sergipano Walfrido Rodrigues dos Santos, conhecido como “Carne Frita”, hoje radicado em São Paulo, capital, que, em época na qual a televisão e outras mídias ainda não se interessavam pela Sinuca, com sua fama e história transmitidas “boca-a-boca”, tornou-se conhecido e famoso em todo o Brasil, pela sua incomparável perícia técnica, indiscutivelmente elevando a Sinuca à categoria de arte.

Depois, com a transmissão de jogos pela TV, rapidamente transformaram-se em ídolos nacionais o Rui (Chapéu) Mattos Amorim e o Roberto Carlos de Oliveira.

Hoje, algumas dezenas de importantes personalidades praticam o esporte seriamente, nas Federações, em salões comerciais, associações, clubes e também em suas residências, além de disputar os principais certames nacionais, e alguns internacionais.

Neste momento recordo-me de alguns nomes importantes e de grande destaque no nosso esporte:

Com títulos internacionais:

Campeão Sul-americano de Snooker: Noel – PR
Campeão Pan-americano de Snooker: Miguelzinho – GO
Vice Campeão Pan-americano de Pool (Bola 9 ou Nine Ball): Fabinho – PR

Os mesmos, e outros, já devem ter arrebatado outros títulos internacionais, ainda desconhecidos por mim. Oportunamente farei a atualização. Se você tem essa informação, por gentileza, comunique-se comigo: paulodias@pdias.com.br

Destaques nacionais: categoria masculina:

Carne Frita-SP; Roberto Carlos-GO; Rui Chapéu-SP; Noel-PR; Igor-RJ; Ratinho-SP; Gabiais-GO; Jota-SP; Miguelzinho-GO; Ratinho-SP; Jesus-SP; Fabinho-PR; Ítaro-PE; Jairzinho-RJ, Tuzinho-RS; Zico-RJ; Carioca-SP; Bozzinha-PR; Thadeu-RJ; Koca-SC; Sobradinho-DF; Rui Trindade-DF; Jesus-CE; Mi-GO; Wilson-BA; Tim-MG; Zé Luiz-SP; Marciano-ES; Praça-SP; Joaquinzinho-SP; Rubens Boca-SP; Papinha-MG; e diversos outros, muitos!

Destaques nacionais: categoria feminina:

Carmelita-SP; Alexandra-SP; Cláudia-PR; Fernanda-RJ; Sal-SP; Silvia-SP; Magali-RS; Paula-RS; Mércia-BA; Joice-PR; Mariana-PR; Xanda-RS; e diversas outras.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Os Campeões Brasileiros

Com títulos internacionais:

  •   Campeão Sul-Americano de Snooker: Noel PR
  •   Campeão Pan-Americano de Snooker: Miguelzinho GO
  •   Vice Campeão Pan-Americano de Pool – Nine Ball (Bola 9): Fabinho PR

Os mesmos, e outros, já devem ter arrebatado outros títulos internacionais, ainda desconhecidos por mim. Oportunamente farei a atualização. Se você tem essa informação, por gentileza, comunique-se comigo. Antecipadamente agradeço: paulodias@pdias.com.br

Campeões e Vices Brasileiros:

Pela ordem: ANO – CATEGORIA – CAMPEÃO UF – VICE UF

2016 Snooker Máster: Noel Rodrigues PR – Vice: Wellington Faria DF

2016 Snooker Sub-21: Gabriel Campos PR  – Vice Rayan Menechini RJ

2015 Snooker Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra PR

2015 Snooker Máster: Igor SP – Vice: Fabinho PR

2015 Snooker Máster 40: Noel SP – Vice: Robson DF

2015 Snooker Red Six Sênior: Jairzinho RJ – Vice: Koca SC

2015 Snooker Sub-21: Amaury Brasil PR – Vice: Matheus Fatuch PR

2014 Snooker Masculino: Igor SP – Vice: Thadeu RJ

2014 Snooker Masters IBSF: Noel PR – Vice: Ronald SP

2014 Snooker Sub-21: Amaury PR – Vice: Matheus PR

2014 Snooker Six Reds Senior – Carioca SP – Vice: Ratinho SP

2014 Sinuca Especial: Igor SP – Vice: Fabinho PR

2014 Sinuca Masters: Faria MG – Vice: Robson DF

2014 Sinuca Sênior: Ratinho SP – Vice: Cesar SP

2014 Sinuca Sub-21: Gabriel PR – Vice: Guilherme RJ

2013 Sinuca Mista Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra SP

2013 Snooker Master: Igor SP – Vice: Fucuta SP

2013 Sinuca Mista: Cleber PR – Vice: Paulinho SP

2013 Sinuca Mista Sênior: Carioca SP – Vice: Corazza SP

2013 Sinuca Mista Sub-21: Gabriel PR – Vice: Guilherme RJ

2012 Snooker: Igor RJ – Vice: Fabinho PR

2012 Sinuca Mista: Noel PR – Vice: Manu RN

2012 Sênior: Carioca SP – Vice: Ferreira SP

2012 Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra SP

2012 Sub-18: Gabriel PR – Vice: Rayan RJ

2011 Snooker: Fabinho PR – Vice: Igor SP

2011 Sinuca Mista: Vaca PR – Vice: Marciano ES

2011 Sênior: Jairzinho RJ – Vice: Carioca SP

2011 Feminino: Mariana PR – Vice: Alessandra SP

2011 Sub-18: Gabriel PR – Vice: Mateus PR

2010 Máster: Noel PR – Vice: Bozzinha PR

2010 Sênior: Carioca SP – Vice: Koca SC

2010 Feminino: Carmelita SP – Vice: Joice PR

2009 Sinuca Mista: Bebeto GO – Vice: Noel PR

2009 Nine Ball: Antônio Fazanes SP – Vice: Caio SP

2008 Máster: Igor RJ – Vice: Fabinho PR

2008 Sênior: Jacireno GO – Vice: Esquerdinha RJ

2008 Juvenil: Foguinho BA – Vice: Preguinho PR

2008 Sub-25: Eduardo PR – Vice: Rodrigo – PR

2008 Feminino: Mariana PR – Vice: Silvia – SP

2006 Máster: Noel PR – Vice: Igor RJ

2005 Máster: Igor (e 96 e 99) MG (RJ) – Vice: Noel PR

2005 Sênior: Jacireno GO – Vice: Laerte RJ

2005 Feminino: Silvia SP – Vice: Paula RS

2004 Máster: Jota SP – Vice: Igor RJ

2004 Sênior: Rui Trindade DF – Vice: Jesus CE

2004 Feminino: Carmelita (e 02) SP – Vice: Magali RS

2002 Master: Mi GO – Vice: Wilson BA

2002 Senior: Jesus CE – Vice: Willian SP

2002 Feminino: Carmelita (e 04) SP – Vice: Cristina SP

2000 Máster: Noel PR – Vice: Wilson SP

2000 Sênior: Braga RJ – Vice: Pedro Renato ES

2000 Feminino: Magali RS – Vice: Silvia SP

1999 Máster: Igor (e 96 e 05) RJ – Vice: Jota SP

1999 Feminino: Mércia BA – Vice: Cristina BA

1997 Miguelzinho (e 87) RJ – Vice: Wilson SP

1996 Igor (e 99 e 05) RJ – Vice: Noel PR

1995 Ratinho SP – Vice: Sobradinho DF

1992 Rui Trindade DF – Vice: Miguelzinho RJ

1988 Carioca SP – Vice: Jesus SP

1987 Miguelzinho (e 97) GO – Vice: Ratinho SP

1986 Roberto Carlos GO – Vice: Rui Chapéu SP

1982 Joaquinzinho SP – Vice: Rubens Boca SP

1980 Jesus (e 79) SP – Vice: Papinha MG

1979 Jesus (e 80) SP – Vice: Sadala RJ

1978 Praça SP – Vice: Wilson RJ

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Pool – Bola Nove (Nine Ball)

Criado nos EUA com diferentes modalidades – Bola 8, Bola 9, 14×1 e outras -, o Pool é uma variação das regras dos Jogos do Bilhar e do Snooker. Sob os cuidados do eficiente marketing americano extrapolou fronteiras, com divulgação e prática em todos os continentes.

A mesa oficial para o Pool tem campo de jogo pouco menor que a nossa de Sinuca e Snooker, com 2,54 x 1,27 m, e tem caçapas com aberturas proporcionalmente bastante maiores que as do Snooker e Sinuca.

A versão Bola 9 – Nine Ball – usa uma bola branca e 9 numeradas, com aproximadamente 5,7 cm de diâmetro, pouco maiores que as da sinuca, que são visadas por ambos jogadores e devem ser encaçapadas na sequência crescente, dando a vitória à quem finalmente converter a bola 9, independentemente de quem encaçapou as bolas anteriores.

Destacam-se nessa modalidade algumas curiosidades:

a) a mesa menor e com caçapas maiores, a reduzida quantidade de bolas e a simplificação das regras tornam o jogo bastante rápido, dinâmico e com grande “mataria”;

b) o jogador que converte a bola 9 é o vencedor, mesmo que o seu oponente tenha anteriormente encaçapado todas as outras oito bolas, ainda que em única sequência de tacadas;

c) não ocorrendo com assiduidade, também será vencedor da partida o jogador que encaçapar a bola 9 na tacada de saída, ainda que a única; e,

d) não é exigido cantar a caçapa, valendo a conversão das bolas em qualquer delas. Como única exceção, é permitido que, quando determinado em regulamento de evento, os jogadores sejam obrigados à cantar a caçapa visada somente para a conversão lícita da bola 9.

As regras internacionais do Pool também são oficiais no Brasil.

Contando com forte apoio da mídia, principalmente televisão, nas categorias masculina e feminina, a versão Nine Ball vem surpreendendo com acentuado crescimento e promoção de grandes campeonatos, reunindo jogadores de muitos países, atraídos principalmente pelos vultosos prêmios oferecidos que, geralmente, oscilam entre US$ 10.000 a US$ 25.000, ou mais em alguns.

Diversas cidades americanas, como Las Vegas, Flórida, Albuquerque, Alpine (Califórnia), Atlantic City, Michigan, Carolina do Norte, Peoria (Illinois) e outras, vem promovendo esses eventos com frequência, com dois ou mais por mês.

A Confederação Brasileira já realizou no Brasil alguns campeonatos do Nine Ball, internacionais e brasileiros, e algumas federações tem promovido certames locais e estaduais, mas a sua prática entre nós ainda se mostra bastante tímida.

Atualmente, com pouca ou nenhuma atenção da televisão brasileira aberta, alguns canais fechados começam a se interessar. Há algum tempo a ESPN Internacional exibia regularmente no Brasil alguns campeonatos de projeção internacional, inicialmente editados nos EUA e retransmitidos para boa parte dos nossos estados. Alcançando bons níveis de audiência, nos últimos meses estavam exibindo transmissões com sonorização e comentários aqui gravados, com participação de comentaristas e jogadores brasileiros de projeção.

Aconteceram algumas transmissões ao vivo, mas geralmente as gravações aconteciam nas quartas feira e as transmissões nas sextas, com algumas reprises durante a semana, em horários variados. Não tendo assistido mais tais realizações, desconhecemos se mantém continuidade ou não!

Na televisão internacional predominam eventos femininos, onde estrelas como Allison Fisher, Karen Corr, Jeanette Lee, Ga Young Kim, Gerda Hoffstater, Ewa Lawrence, Tiffany Nelson, Vivian Villareal, Monica Webb, Helena Thornfeldt e outras dão show de técnica e competência.

São exibidas etapas do campeonato mundial, com patrocínio da WPBA – Womem Professional Billiard Association e APA – American Pool Players, uma liga que conta com mais de 250.000 membros ativos e, juntamente com o Pool, promove ações beneficentes para os desabrigados do Tsunami, do Katrina e outras catástrofes, além de entidades como “Unicef”, “Make a Wish”, “World Vision”, e outras com portadores de fibrose cística, câncer, etc. Nos certames masculinos, alguns nomes de projeção no Nine Ball são; Johnny Archer, Charlie Williams, Rodney Morris, Luc Salvas, Marlon Manalo, Gabe Owen, e outros.

Algumas variações do Nine Ball vem também atraindo o público, como as exibições de malabarismos – Trick Shot -, cujo sucesso levou a ESPN a patrocinar uma etapa do mundial da modalidade, com destaque para campeões como o italiano Stefano Pelinga – http://www.stefanopelinga.com – que venceu dois lendários jogadores da modalidade; o Dr. Tom “Cue” Rossmann e o Mikey Massey. Nessa modalidade um dos jogadores sugere uma exibição e a apresenta, para que o oponente tente executá-la, com direito a duas oportunidades. Conseguindo marca um ponto, vencendo quem executar de forma perfeita a maior quantidade de exibições. Para isso usam como auxiliares os mais inusitados materiais; lenços, moedas, garrafas, botas, saquinhos de pipoca, taças de cristal e outros. Geralmente concedem ainda um prêmio, do gênero “mister simpatia”, para o mais simpático e bem humorado entre os jogadores.

Outra variação transmitida pela TV foi o torneio “Texas Hold’Em Billiards”, com jogos e apostas que mesclavam regras do poker, com “all in”, “pote”, “bet” e outros, onde só o campeão levou o prêmio total de US$ 100.000. Mais uma variação transmitida foi o “Skins Billiards Championship”, com mesclas do jogo de golfe, onde o prêmio total atingiu US$ 130.000, dos quais o campeão, Santos Sanbajon, levou US$ 73.500.

Aconteceu também o “Wheelchair 9 Ball Championship”, promovido pela NWPA – National Wheelchair Poolplayer Association, a associação dos jogadores de pool em cadeira de rodas, constituído por dois eventos distintos, com seus vencedores, Aaron Aragon e Kurt De Klerck, disputando o título máximo, e os terceiro e quarto colocados disputando o “Scotch doublés”, um torneio de duplas, cada um com uma jogadora profissional como parceira.

Para o Brasil a ESPN entregou as narrações dos jogos para o João Carlos Albuquerque, conhecido por apresentar o programa de automobilismo “No limite”, da mesma emissora, fazendo dupla com a Silvia Taioli, destacada atuante paulistana. A Silvia é engenheira química. Ainda garotinha foi iniciada na sinuca por seu pai, e hoje é instrutora e árbitra de sinuca, já foi campeã brasileira de sinuca, três vezes campeã paulista, diretora do departamento feminino de sinuca da Federação Paulista de Sinuca e Bilhar, e agora vem se destacando como comentarista de Pool pela ESPN Internacional. Mais informações sobre ela estão em: http://www.aulasdesinuca.com.br.

Curiosidade contada pela Silvia: sabe-se que, nos EUA, produziram um filme retratando a vida das jogadoras profissionais de Pool, estrelado pela Jennifer Baretta, uma jogadora lindíssima, com apoio técnico das campeãs mundiais Karen Corr e Kelly Fisher. De “boca pequena” houve-se falar de um possível filme brasileiro, drama familiar, envolvendo destacadamente a Sinuca.

As informações desta matéria tiveram a colaboração da Silvia Taioli.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Saloon – Conto de Sérgio Faraco

Para tratar de assuntos da sinuca fui apresentado por amigo comum ao escritor rio-grandense-do-sul Sergio Faraco, também praticante do esporte, à mim resultando em grata amizade e feliz parceria no lançamento do livro “Snooker: tudo sobre a sinuca”, publicado em 2005 pela L&PM, hoje esgotado em sua segunda edição. Nesse livro o Faraco concordou em incluir seu conto “Saloon”, originalmente publicado no seu livro “Contos Completos”, Porto Alegre, L&PM, 2004. Admirador do famoso escritor e das suas dezenas de obras – listadas em http://www.sergiofaraco.com.br/ -, tenho especial apreço por esse conto, a seguir reproduzido com autorização do autor, por retratar de forma agradável e simpática uma era polêmica, quase romântica e geralmente “mal vista”, vivida pelos adeptos da sinuca. Esse conto foi dedicado ao amigo que nos apresentou, também gaúcho e praticante do esporte, Homero Magajevski.

SALUN
De Sergio Faraco
Para Homero Magajevski

– Bola quatro ao meio – disse o velho.

Um homem entrava no bar e parou, ficou olhando. A bola bateu no bico da caçapa, não caiu e o velho se queixou:

– Não é meu dia.

O recém-chegado sentou-se a uma mesinha de canto e chamou o garçom. Era moço ainda, moreno-claro, traços indiáticos. Vestia calça de brim azul, tênis e um colete preto sobre a camisa branca, arremangada. Trazia a barba por fazer e presos os longos cabelos pretos numa fita que, desde muitas luas, não gozava dos benefícios da água.

O garçom trouxe a bebida, o homem observava o jogo, em que se enfrentavam um mulato retaco e o velho de tez azeitonada que perdera a bola quatro. O mulato dava vantagem e vencia. Era bom jogador, ao passo que o velho, sobre aparentar nervosismo, era aquilo que, nas rodas de sinuca, chamam pangaré.

A certa altura, qualquer aficionado teria percebido que o mulato, deliberadamente, começou a jogar mal. Derrotado, propôs dobrar a parada. E logo tornou a ganhar. Teria percebido também, pelo diálogo dos olhos, que três ou quatro indivíduos à volta da mesa eram comparsas do ganhador.

Mais de hora se passava quando o velho, errando uma bola seis que o outro lhe facilitara, desanimou e sentou-se, cabisbaixo, taco entre os joelhos. O mulato, quase irritado com tanta ruindade, matou a bola cor-de-rosa com um tiro seco ao meio e fechou a partida com duas pretas na mesma caçapa, ao fundo.

– Venha – exigiu, fazendo sinal com os dedos.

– Tá na caçapa.

– Não tá, não. Venha.

O homem do rabo-de-cavalo olhava placidamente para o velho, decerto também vira que nenhuma cédula fora colocada na caçapa, como até então vinham fazendo e é o que se impõe num jogo a valer. A aposta, ainda que dobrada, era irrisória, mas o velho meneava a cabeça e não dizia nada. O mulato agarrou-o pelo braço, sacudindo-o, e a resposta veio num fio de voz:

– Perdi tudo…

– Até a vergonha – rosnou o mulato.

E aplicou-lhe um joelhaço na coxa.

– Calma, Gorila – disse o dono do bar, atrás do balcão.

O velho, mancando, foi guardar o taco na taqueira, e o garçom, que ouvira a conversa, foi atrás.

– A despesa, amizade.

– Amanhã eu…

– Amanhã? Tá sonhando? Amanhã é pó de traque – e mostrou-lhe um papel com uns rabiscos.

Antes que o velho dissesse qualquer coisa, o homem do rabo-de-cavalo estalou os dedos e indicou o próprio peito.

– Deus é grande – disse o garçom -, o prejuízo mudou de bolso.

O velho olhou em torno, como querendo identificar seu benfeitor, e rapidamente se retirou. Gorila e seus amigos se olharam.

– Bonito gesto – disse Gorila, arrastando uma cadeira para a mesa do desconhecido. – Me acompanha numa cervejinha?

– Não bebo.

O mulato pegou o copo e provou:

– Arre! Guaraná! É promessa?

– Questão de gosto.

O garçom esperava. O homem desembolsou uma carteira estofada, que todos viram, mas ao abri-la protegeu-a com o corpo. Pagou a conta do velho e o guaraná.

– Valeu, comandante – disse o garçom.

-Traz uma, Alemão – disse Gorila. – Tô simpatizando contigo, cabeludo. Não vai me dizer que também faz rolar uma bolinha…

– Às vezes.

– Olha aí, gente, o cabeludo diz que rola uma bolinha às vezes. A modéstia dele! Garanto que é um campeão!

A parceria achou graça.

– Dos bons, quem tu já viu jogar? O Boneco? O Tuzinho? – tornou, obtendo como resposta um gesto vago. – Confessa, cabeludo, tu é do ramo – e deu-lhe um tapinha nas costas.

O homem retesou-se, o mulato não percebeu e continuou:

– Já te vi em algum lugar. No Check-Point? No Julius?

– Pode ser – disse o outro, levantando-se.

– Ué, já vai? – e o mulato abriu os braços, como condoído. – E vai assim, sem fazer pra galera uma demonstração da tua catega?

– Uma partida só eu posso jogar, se faz questão.

– Uma só? Que egoísmo, cabeludo! Vá lá, uma só, pra refrescar o saco – e foi colocar as bolas em seus pontos.

O homem escolheu um taco na taqueira. Antes de sortearem a saída, Gorila espalmou a mão no pano.

– Vale uma cervejinha? Pra ter graça.

– Pra ter graça, uma cervejinha é pouco.

– Ora, ora, ora – riu-se Gorila, e com um gesto de quem se rende estipulou um valor maior. – Tá bom assim?

– Mixaria.

O sorriso apagou-se no rosto do mulato e entre ele e os comparsas houve uma troca de olhares que, por certo, valia muitas frases.

– Quanto te agrada?

O outro quintuplicou a aposta e repetiu: “Pra ter graça”.

– Numa partida só? Que é isso, cabeludo? Olha que eu te conheço, eu sinto que te conheço!

E sentou-se. Encostado na mesa, o homem o olhava, impassível.

– Olha o índio tripudiando – disse um dos comparsas.

– Eu conheço esse cara… Porra, cabeludo, eu te conheço!

O homem pôs-se a taquear sem direção, contra as tabelas.

– Alguém mais quer jogar? Uma partida só e dou 7 pontos.

– Pra mim também? – quis saber o Gorila, num tom de quem se exclui.

– Não. Pra ti… te dou 10.

– O índio é galo – disse um baixinho de boné virado, que bebia debruçado no balcão.

Gorila levantou-se, pálido.

– Olha aqui, figurinha…

– Devagar, Gorila – advertiu o dono do bar, com impaciência.

– Devagar? O cara tá querendo me humilhar!

– Tá com medo, Gorila? – de novo o baixinho.

– Medo? Eu? Não viram o que eu fiz com aquele velho de merda, que também cantou de galo? Saiu depenado. Eu tenho história, tá sabendo? Arruma as bolas!

– Arruma tu – disse o homem.

Houve um momento de indecisão, mas o garçom, solicitamente, fez com que as bolas tornassem aos seus pontos. Sorteada a saída, esta tocou para o mulato. Ambos colocaram as cédulas na caçapa do meio e as do Gorila, amarrotadas, eram aquelas que ganhara do velho e muitas outras que teve de juntar.

– Mas que te conheço, te conheço – resmungou, enquanto passava giz no taco. – Como é teu nome?

– Nome não vale ponto – disse o outro, sem olhá-lo.

– Essa eu quero ver – disse o dono do bar.

Gorila deu a saída, deixando a bola vermelha encostada na tabela oposta, ao fundo, e a bola branca quase atrás da sete. A vermelha não estava descoberta e ouviu-se um zunzum quando o homem, ao invés de optar por nova saída, cantou sua jogada:

– Bola seis ao meio.

A bola cor-de-rosa caiu limpa na caçapa onde estava o dinheiro, e a branca, seguindo em frente, roçou na tabela lateral e, passando por trás da amarela, foi repicar na vermelha, desencostando-a da tabela do fundo.

– Puta que o pariu! – murmurou o baixinho.

– Bola ás ao fundo – disse o homem.

Encaçapou a vermelha, duas vezes a marrom, encaçapou a amarela, outras duas vezes a marrom, encaçapou a verde e logo a marrom mais duas vezes. Com uma puxeta levou a bola branca para o meio da mesa e ali, depois de um tiro seco na bola azul, preparava-se para jogá-la novamente quando Gorila praguejou. O homem ergueu-se, passou giz no taco, mas não disse nada. Deu outro tiro seco na bola azul, fazendo com que a branca retrocedesse e, dando na tabela, rodasse vagarosamente até a vizinhança da cor-de-rosa. Não era preciso jogá-la. Partida encerrada.

Gorila, que acompanhara as últimas manobras da bola branca sentado entre os amigos, encostou o taco na parede e ergueu-se.

– Tu não presta, cabeludo, teu lugar não é aqui. Aqui só tem gente honesta e tu é gatuno.

O outro fez que não ouviu e pegou o dinheiro na caçapa. Gorila se aproximava, com dois de seus parceiros.

– Ah, não vai levar.

Mais um passo e viu uma faca encostada em seu umbigo.

– Quieto – disse o homem. – Não quero te machucar.

– Ô Gorila, ele ganhou na lei do jogo – era o dono do bar.

O mulato respirava forte, olhando para a faca, os parceiros imóveis, atrás dele. Em meio ao inusitado silêncio do bar, ouviram-se pela primeira vez os ruídos da cozinha.

– Agora vou sair – disse o homem, calmamente. – Não quero furar ninguém, certo? Mas se tiver que furar, eu furo.

Recuou dois passos e, sem descuidar-se do mulato, encaminhou-se para a porta. Na calçada, guardou a faca sob o colete e olhou para trás. Não vinha ninguém e ele apurou o passo. Dobrou a esquina e, no meio da quadra, entrou numa lanchonete. O velho de tez azeitonada estava sentado ao balcão.

– Pai.

O velho voltou-se.

– E aí? Deu certo?

O homem meteu o maço de cédulas no bolso do velho.

– Hoje deu.

– Isso é o que vale. Vamos comer uma pizza.

– E aquele joelhaço?

– Tá doendo um pouco. Foda-se.

Sérgio Faraco

Livros “Contos Completos”, Porto Alegre, L&PM, 2004, e “Snooker: tudo sobre a sinuca”, L&PM, 2005.

Sergio Faraco nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 1940. Nos anos 1963-5 viveu na União Soviética, tendo cursado o Instituto Internacional de Ciências Sociais, em Moscou. Mais tarde, no Brasil, bacharelou-se em Direito.

Em 1968 publicou seus primeiros contos no Caderno de Sábado do Correio do Povo. Em 1988, seu livro A Dama do Bar Nevada obteve o Prêmio Galeão Coutinho, conferido pela União Brasileira de Escritores ao melhor volume de contos lançado no Brasil no ano anterior. Seguiram-se incontáveis obras, prêmios e distinções especiais, nacionais e internacionais. Conheça mais sobre o escritor e suas obras em seu site: Sergio Faraco.

Contatos: sergio.faraco@zerohora.com.br.

Correspondências: Caixa Postal 8544 – Tristeza – Porto Alegre – RS – CEP 91901-970.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP