Faltas e Penalidades na Sinuca

O desportista sabe o que é uma falta no esporte, e conhece suas consequências, mas nem sempre elas são suficientemente entendidas nas identificações e aplicações, às vezes proporcionando dúvidas!

Na Sinuca isso não é diferente, e as várias nomenclaturas geralmente levam confusão aos iniciantes, razão das abordagens que seguem.

Falta técnica: é o desrespeito não intencional às normas do esporte, acontecido por desconhecimento da regra, imperícia ou acidente/incidente de jogo. Nas modalidades dos jogos do bilhar geralmente não são cumulativas e, quando mais de uma são praticadas em mesma ação, penalizam pela infração de maior valor em pontos.

Falta disciplinar: é a caracterização do dolo na falta técnica intencionalmente cometida, e/ou na indisciplina originada em atitudes e/ou atos anormais, social e desportivamente condenados, quando é primária e dentro de limites que permitam entendimento como ato desprovido de intensa gravidade, geralmente originado em reação instintiva, em momento emocionalmente descontrolado.

Quando praticada em ação que também origina falta técnica, ambas penalidades são impostas cumulativamente.

Nos jogos da Sinuca e do Snooker a sua aplicação contém penalidade condicional complementar, determinando que a reincidência em mesmo jogo enquadra em agravamento, ou, em falta grave, impondo derrota ao infrator.

Quando em ato provável, sem a segura identificação, e não havendo prejuízo ao adversário, por ser punição severa a norma permite que o árbitro use a prudência e o bom senso de uma inicial advertência, que geralmente tem excelentes resultados.

Falta disciplinar grave: é a falta disciplinar dolosa, grosseira e/ou agressiva, manifestada por atos de ostensivo desrespeito e/ou agressões verbais e/ou físicas a oponentes, árbitros, pessoas, entidades, instituições e/ou bens. É também enquadrada como falta grave a reincidência na falta disciplinar primária de mesmo jogo.

A pena é a de derrota no jogo, mantendo aberta possibilidade de avaliação posterior, por comissões pertinentes e/ou tribunal de justiça, com eventuais imposições de penalidades complementares.

Na falta grave claramente qualificada, o enquadramento e punição independem de existir ou não a anterior aplicação de falta disciplinar. Sendo bastante subjetiva a avaliação, entre ser ou não um ato grave, na eventual dúvida, e sendo primário, o enquadramento como falta disciplinar geralmente é o mais justo, podendo ser acompanhado de severa advertência.

Falta técnica agravada: na regra do Snooker é a ocorrência de falta técnica que, em determinada situação de jogo na ação, pode penalizar com o encerramento da partida e derrota do infrator.

Lembrando que no Snooker existe a pena de repetição de jogada, com retorno de bolas à posições anteriores, exemplifica-se: havendo a imposição de retorno de jogada em situação em que não existia sinuca, ou esta era parcial, na qual a bola visada poderia ser atingida frontalmente em tacada direta e natural, a falha em atingir a bola cantada enquadra no agravamento da falta técnica, impondo a derrota na partida na terceira falta consecutiva.

Situação de impasse: é a prática repetitiva, alternada entre os jogadores, de jogadas que não alteram a condição de jogo.

Geralmente acontece em situação estrategicamente difícil, quando um movimento menos habilidoso poderá resultar em significativa facilidade ao oponente, na sequência da partida, e as tentativas de solução restringem-se à execuções similares, mantendo repetidamente a mesma situação. Após a terceira repetição de um dos jogadores a penalidade será mútua, determinando a nulidade da partida, com outra imediatamente iniciada.

Tempo excessivo: enquadrado como falta disciplinar, é o uso repetido e acentuado de espaço de tempo acima do considerado como normal para praticar as ações.

Para avaliação, preparação e/ou execução de ação, é estimada como “normal” a média de tempo usada pelos jogadores do mesmo certame e categoria, em jogadas similares.

É admitido como aceitável o uso de tempo maior que o rotineiro, apenas quando a ação envolve circunstância de jogo estrategicamente anormal, que de fato necessite de maior tempo para avaliação. Os árbitros tem plena condição de avaliar essas condições.

Mais detalhes sobre faltas podem ser apreciados na leitura dos regulamentos e regras das modalidades do nosso esporte, em documentos disponíveis para consulta no Site da CBBS, para consulta, impressão e download, sob o link Regras. Use o link: Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Técnica e Postura nas Tacadas

Com poucas exceções, todos iniciamos a prática da Sinuca observando outros jogadores, ou por meio de mínimas orientações de terceiros, que geralmente também assim aprenderam.

Nessa forma, e praticando regularmente, até poderemos conseguir um desempenho satisfatório, com qualidade razoável, mas fatalmente atingiremos um estágio onde a progressão será interrompida e não conseguiremos melhorar, restando-nos admirar as “feras” do esporte e imaginar que nunca conseguiremos adquirir tais habilidades.

Engano! Podemos melhorar, sim!

É claro que alguns privilegiados com o dom natural terão maiores facilidades, mas, sem dúvida, com orientação adequada todos conseguem aperfeiçoamentos, por meio da dedicação na correção dos hábitos imperfeitos, adquiridos no aprendizado básico incorreto.

Sem orientação na iniciação são adquiridos atos, costumes e posições inadequadas, que dificultam ou impedem o progresso técnico. Para jogar Sinuca com boa qualidade técnica, além do conhecimento das regras e regulamentos da modalidade, as tacadas exigem encontrar o ângulo exato no direcionamento entre as bolas tacadeira – branca – e visada, manter o corpo em posição e alinhamento corretos em relação às bolas em uso na ação, observar atentamente o ponto de toque da sola do taco na bola branca, e executar os movimentos perfeitamente coordenados. É quase desapercebido pela maioria, mas, além do ponto de toque da sola do taco na bola branca, a “sutileza” nessa ação é igualmente vital.

Identificada e exaustivamente praticada a postura correta, o passo seguinte será insistir em treinamentos específicos, que garantirão a segurança nas futuras tacadas contra oponentes. Ainda que se mostrem entediantes nas etapas iniciais, alguns exercícios especiais devem ser rigorosamente seguidos, antes de aventurar-se em jogos, ainda que por lazer.

O ideal é que isso aconteça na iniciação! Entretanto, embora com maior dificuldade, o já praticante também consegue corrigir sua postura e eliminar hábitos prejudiciais. A experiência mostra que o progresso é acentuado e diretamente proporcional à dedicação e boa disciplina.

O melhor será receber ensinamentos de instrutor habilitado ou de jogador experiente, que tenha afinidade com a transferência de conhecimentos, ou, ensino.

Na impossibilidade, também é eficiente a auto instrução, seguindo lições editadas. O livro “Snooker: tudo sobre a sinuca” (L&PM, 2005, de Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias), além normas do esporte e sua história no Brasil e no mundo, tem orientações sobre os instrumentos de uso e algumas lições básicas indispensáveis ao iniciante.

Para obter informações sobre instrutores e/ou praticantes com condições de boa orientação, consulte a Federação de Sinuca e Bilhar do seu estado, cujos meios de contato podem ser conseguidos no site da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Glossário dos Jogos do Bilhar

AÇÃO – Ato e tempo usado na avaliação, preparação e execução de tacada, impulsionando bolas.

ADVERSÁRIO – Oponente de jogador.

AJEITAR A BOLA – Jogar, impulsionando a tacadeira para outro ponto que facilite a tacada seguinte (preparar a bola).

AGRAVADA – Indicativo de situação na qual resultados podem gerar consequências severas.

AMBIENTE DE JOGO – Espaço ocupado pela mesa e entorno útil ao jogo.

ÂNCORA – No jogo do bilhar, pequena área demarcada no campo de jogo, junto às tabelas, determinando restrições para jogadas (área de restrição).

APITAR – Abreviação popular do ato de exercer a função de árbitro.

ÁREA DE RESTRIÇÃO – No jogo do bilhar, área demarcada no campo de jogo, determinando restrições para as jogadas (quadro).

ÁRBITRO – Pessoa habilitada a intermediar partida ou jogo, visando o respeito às regras.

ATAQUE – Jogada executada com intenção de encaçapar bola visada.

ATUAR – Exercer a função de árbitro.

BASE – Na modalidade “berilo”, do bilhar, marca onde é colocado o berilo.

BERILO – Pequeno objeto cilindroide usado na modalidade de mesmo nome, do bilhar.

BICO – Contorno arredondado no canto de tabela, junto às caçapas.

BILHAR – Nome da regra que originou as demais. Usa três bolas em mesa sem caçapa, concedendo pontos por repiques, ou carambolas, entre elas.

BITOQUE – Toque duplo ou múltiplo da bola tacadeira na sola do taco, geralmente originado no retorno daquela na direção do taco (puxada), tocando-o novamente.

BOCA DE CAÇAPA – Espaço junto à caçapa, entre os bicos das tabelas ou muito próximo destes.

BOLA COLADA – Situação em que existe contato entre duas ou mais bolas, ou entre bola e tabela.

BOLA COLORIDA – Na sinuca e no Snooker, qualquer bola diferente da branca e/ou da bola da vez, geralmente identificada por seu valor numérico no jogo.

BOLA CONTRÁRIA – No jogo do bilhar, a tacadeira do oponente (bola oposta).

BOLA OPOSTA – No jogo do bilhar, a tacadeira do oponente (bola contrária).

BOLA DA VEZ – Geralmente a bola de menor valor em jogo, ou a bola que será visada em determinada situação.

BOLA ELEITA – Bola colorida que é escolhida para jogada geralmente diferenciada.

BOLA ELEITA COMO LIVRE – Bola colorida que em determinada situação de jogo é escolhida e jogada como se fosse uma bola da vez.

BOLA EVIDENTE – Bola que, pela sua disposição, juntamente com a posição da tacadeira e o direcionamento do taco, é identificada como visada para a jogada, desobrigando que seja cantada antecipadamente.

BOLA FORA DO JOGO – Bola que está ou foi excluída do jogo.

BOLA LIVRE – Bola colorida que na situação de jogo não origina falta por não ser encaçapada na jogada de ataque, podendo exigir e ter características diferenciadas para jogada.

BOLA LIVRE ESPECIAL – Colorida livre que possibilita situações e/ou resultados diferenciados.

BOLA NA BOCA – Bola parada na boca de caçapa, ou muito próximo dela.

BOLA NUMERADA – Nos jogos do pool, bola que contém identificação numérica grafada.

BOLA NA MÃO – Situação da bola branca no início de partida, após encaçapamento ou lançamento para fora da mesa, permitindo escolha da posição de retorno ao jogo, geralmente dentro de área delimitada.

BOLA RETORNÁVEL – Situação em que uma ou mais bolas podem ser recolocadas em posições anteriores, para repetição de jogada (jogada retornável).

BOLA TENTADA – Bola visada em jogada de ataque, com intenção de encaçapamento.

BRANCA (DAR) – Encaçapar a bola branca (“suicidar”).

CAÇAPA – Bolsa ou equivalente que, adaptada entre as tabelas, recebe as bolas de jogo.

CADA UM CONTRA OS DEMAIS – Sistema de formação de “chave”, onde todos os integrantes enfrentam-se.

CAIR A BOLA – Encaçapar a bola, converter.

CAMPO DE JOGO – Espaço sobre pedra revestida de pano especial, delimitado por tabelas e caçapas.

CANTADA – Indicativo antecipado de jogada pretendida.

CANTAR – Esclarecer previamente a execução e resultado pretendidos.

CARAMBOLA – Toque de uma bola em outra, no jogo do bilhar. No contexto, designativo do jogo do bilhar.

CARREGAR A BOLA (Conduzir) – Empurrar a bola com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal (“carretão”).

CARRETÃO (Condução) – Empurrar a bola com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal.

CASSINO – Identificação regional para o berilo, modalidade do bilhar.

CASTIGO – Penalidade aplicada por não converter a bola visada em jogada de ataque.

CATEGORIA – Divisão de grupos por idade, sexo e/ou outros segmentos.

CEGAR (A BOLA) – Não atingir por toque a bola visada.

CHAVE – Grade ou tabela contendo conjunto de jogadores e indicação de sequência de jogos.

COMISSÁRIO – Autoridade em evento, compondo comissão com atuação específica.

CONDUÇÃO – Empurrar – conduzir, dar direção – a tacadeira com mais de um toque, conseguindo força e direcionamento anormal (carretão).

CONVERTER A BOLA – Encaçapar a bola.

CORTE OU DOUBLÉ – Inversão na direção e/ou sentido no movimento de bola, conseguido por toque em tabela.

CRUZETA – Ponteiro em “X”, servindo como suporte ao taco em situações especiais (“fancho”).

DAR BRANCA – Encaçapar a bola branca (suicidar).

DELEGADO – Comissário nomeado em evento, com poderes especiais de observação e relato de situações relevantes.

DESCARTE – Jogada de defesa ou de segurança, usada em tentativa de conseguir dificuldade lícita à jogada do oponente (defesa).

DEFESA – Jogada sem intenção de encaçapar bola, optando por tentativa de conseguir situação que licitamente dificulte a jogada do adversário.

DIRIGENTE – Autoridade ou entidade que administra atos e ações do esporte.

DUPLA ELIMINATÓRIA – Jogos em “chave” onde é eliminado o participante que sofre duas derrotas.

EFEITO – Movimento rotativo diferenciado que origina alteração na trajetória da bola, principalmente ao tocar em tabela, obtido por toque especial na tacada.

ELIMINATÓRIA SIMPLES – Jogo em que é eliminado o participante derrotado.

EMPUNHADURA – Extremidade mais grossa de taco.

ENCAÇAPAR – Usando a tacadeira, impulsionar bola para dentro de caçapa (converter).

ESPIRRO – Incidente com resvalo da sola do taco na tacadeira, originando resultado e movimento inesperados.

FALTA – Praticar jogada, ato ou condição anormal que origina penalidade.

FALTA AGRAVADA – Falta que, pela situação, origina agravantes na pena.

FALTA DISCIPLINAR – Falta com origem em ato anormal, contrariando regras e/ou conduta.

FALTA GRAVE – Falta ostensiva e agressiva, com resultados mais graves.

FALTA TÉCNICA – Desobediência às regras, sem dolo.

FREE BALL – Termo inglês; bola livre.

GIRO – Movimento com alterações na direção de bola, por uso de três tabelas.

GIZ (“PARA SOLA”) – Produto químico sólido que melhora o contato da sola com a bola.

GOLPE – Ação continuada de jogadas que consegue vitória em partida que apresentava desvantagem significativa.

GRADE DE CHAVES – Tabela com chaves, identificação de jogadores, sequência de jogos, horários e outros etalhes.

IMPASSE – Momento de jogo quando tacadas repetitivas não alteram a situação e sequência.

JOGADA DE SEGURANÇA – Jogada ou tacada de defesa.

JOGADA RETORNÁVEL – Jogada em que uma ou mais bolas podem ser recolocadas em posições anteriores, para repetição de ação.

JOGADOR – Aquele que joga, ou que sabe jogar.

JOGO – Conjunto predeterminado de partidas ou o ato da pratica do esporte.

JUIZ – Abreviação indicando aquele que exerce a função de árbitro.

LINHA DO BAULK – Termo inglês, traduzido para “linha de impedimento”.

LINHA DE IMPEDIMENTO – De uso nos jogos do bilhar, no Snooker mantida apenas por tradição, sem função definida, é linha transversal demarcada entre as tabelas laterais inferiores, coincidindo com a reta do semicírculo “D”.

LINHA DE SAÍDA – No jogo do bilhar, linha transversal à longitudinal, sobre o campo de jogo superior, que delimita área e pontos usados para saída de partida e outras condições especiais.

LINHA LONGITUDINAL – Linha reta imaginária que divide o campo de jogo em duas partes retangulares iguais, direita e esquerda no sentido de saída.

LINHA TRANSVERSAL – Linha reta imaginária perpendicular à longitudinal.

MARCA DE BOLA – Ponto no campo de jogo, demarcado ou subentendido, identificando posição de bola para saída e retorno ao jogo em partida.

MARCADOR – Segundo auxiliar do árbitro.

MASSER (“MACÊ”) – Termo francês mantido por tradição, identificando movimento anormal e em curva acentuada da tacadeira, usado para contornar obstáculos próximos, provocado por toque com técnica diferenciada.

MATAR A BOLA – Encaçapar a bola.

MELHOR DE “2 PONTOS” – Sistema com dois jogos, geralmente creditando 1 ponto por vitória, ½ (meio) por empate e critérios para eventual desempate, permitindo indicação de vencedor.

MELHOR DE “X” PARTIDAS – Número impar de partidas (igual a “X”), indicando vencedor ao atingir vitórias em número igual ao resultado da divisão por 2 na operação de “X”+1.

MODALIDADE – Prática de jogo com regras específicas.

MORTE (de bola) – Encaçapamento de bola.

NOME USUAL – Nome, apelido ou forma de tratamento pelo qual alguém é habitualmente identificado.

OFICIAL – Reconhecido pelas autoridades do esporte.

OPONENTE – Adversário de jogador.

PARADA – Situação em que toque especial na tacadeira obtém a parada desta, após tocar a bola visada.

PARADA “ANDANDO” – Parada planejada.

PARADA PLANEJADA – Parada conseguida em ponto pouco além daquele que seria normal, com avanço predeterminado (parada ou presa andando).

PARTIDA – Tempo usado por jogadores para encaçapar todas as bolas em jogo, respeitando regras.

PARTIDA COMPLEMENTAR – Condição que permite identificar vencedor em partida encerrada com empate no placar, por meio de reinício de partida, com adequações pertinentes, usando apenas as bolas 7 e tacadeira. É condição desconsiderada na sequência das partidas normais do jogo.

PARTIDO – Pontos concedidos a adversário, que inicia partida com vantagem.

PASSAR A TACADA – Recusar o direito à ação, obrigando o adversário a jogar.

PLANILHA DE JOGOS – Demonstrativo da distribuição dos jogos ao longo de um evento, com detalhes.

PONTE – Taco longo com ponteira em forma de “U” invertido, servindo de suporte ao taco normal em situação que exige sobreposição à bola.

PONTEIRA DE TACO – Extremidade mais fina de taco.

POOL – Nome das regras americanas do esporte, que abrange modalidades identificadas como “Bola Oito”, “Bola Nove” e “14×1”, usando bolas numeradas, literalmente.

PRESA “ANDANDO” – Parada planejada.

PREPARAR A BOLA – Jogar bola impulsionando a tacadeira para outro ponto que facilite a tacada seguinte (ajeitar a bola).

PROLONGADOR – Objeto adaptável ao taco normal, temporariamente conseguindo maior comprimento.

UXADA – Movimento da bola branca com giro contrário ao rolamento natural, provocando retorno após tocar a bola visada.

QUADRO – No jogo do bilhar, área demarcada no campo de jogo determinando restrições para jogadas (área de restrição).

RECUSA DE TACADA – Não aceitar a ação, obrigando o adversário a jogar.

REGRA – Norma que rege, organiza e proporciona sequência e conjunto lógico à partida e/ou jogo, ou outras situações que as necessitem.

REGULAMENTO – Conjunto de normas que organiza e rege desenvolvimento de evento, jogos, situações, procedimentos e atos do esporte.

REPIQUE – Toque em bola, geralmente pouco acentuado, provocando desvio na direção da bola jogada.

RETORNO DE BOLA – Volta de bola ao campo de jogo continuando partida e/ou a posições anteriores, proporcionando repetição de jogada.

SAÍDA – Primeira tacada em partida.

SALDO DE JOGOS OU PARTIDAS – Resultado na subtração de número de derrotas do número de vitórias, geralmente um dos métodos usados para indicar vencedor em ocorrência de empate.

SEGUIDA – Impulso mais acentuado na trajetória normal da bola branca, após tocar na bola visada.

SEMICÍRCULO D – Linha fechada em forma maiúscula da letra “D”, demarcada no campo de jogo.

SINUCA (1) – identificação da modalidade com regras brasileiras. É a mesma “Regra de Ubatuba”, tecnicamente aperfeiçoada.

SINUCA (2) – No contexto de desenvolvimento de partida, também identifica situação obtida por meio de recurso estratégico, em jogada de defesa licitamente executada, que impõe dificuldades na jogada de praticante, podendo acontecer acidentalmente.

SINUCA MISTA – identificação de modalidade criada para utilização temporária, com predominantes características do Snooker, regra internacional, mescladas com mínimas normas da Sinuca, usada para facilitar a transição do praticante da Sinuca para o Snooker.

SINUCA DE BICO – Sinuca onde o primeiro obstáculo é o canto de tabela.

SITUAÇÃO DE IMPASSE – Condição de jogo em momento que tacadas repetitivas não alteram a sequência e/ou situação.

SNOOKER – Termo inglês, identificando a regra internacional do esporte.

SNOOKERED – Termo inglês; sinucado.

SOLA – Artefato de couro ou similar adaptado à ponteira do taco, proporcionando melhor resultado no contato com a bola.

SUICÍDIO – Encaçapar, ou matar, a bola branca.

SÚMULA – Documento onde são transcritos pontos, resultados, ocorrências e detalhes de jogo.

TABELA – Laterais que delimitam o campo de jogo. Termo também usado para indicar desvio na direção de bolas.

TACADA – Ato de impulsionar a bola branca em direção à bola visada.

TACADA CONTÍNUA – Sequência ordenada com Encaçapamento sequencial de duas ou mais bolas.

TACADA DE SEGURANÇA – Jogada ou tacada de defesa.

TACADEIRA – Bola que recebe a tacada.

TACÃO – Taco comum com comprimento maior que o normal.

TACO – Artefato alongado de madeira ou material sintético, com um dos lados afilado, usado para impulsionar a tacadeira.

TANGENCIAR – Tocar ponto lateral extremo da bola visada (“tirar fino”).

TELEFONE – Encaçapar bola indiretamente, por transferência de movimento da bola visada à outra.

TEMPO DE AÇÃO – Tempo usado para planejar e praticar uma ou mais tacadas.

TEMPO DE AQUECIMENTO – Tempo concedido para algumas tacadas, em treinamento antes de iniciar jogo.

TIRAR FINO – Tocar ponto lateral extremo da bola visada (“tangenciar”).

TOUCHING – Termo inglês; colado(a).

TOUCHING BALL – Termo inglês; bola colada.

TRANCAR (A PARTIDA) – Encerrar partida com vitória por meio de tacada contínua. Encaçapar todas as bolas em jogo.

VANTAGEM – Diferença de pontos, ou de partidas, a favor de um dos adversários. Indica também pontos oferecidos a oponente, que inicia partida com crédito.

VIROLA – Artefato em formato anelar, para reforço adaptado à ponteira de taco.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Que Eventos Privilegiar, Individuais ou Coletivos?

“Os dirigentes do Esporte dos Jogos do Bilhar devem preocupar-se mais com a realização de eventos coletivos, voltados aos clubes, ou com os individuais, dedicados aos atletas?”.

Para avaliar devemos considerar que:

  • as Federações são fundadas nos Estados por clubes e agremiações à eles equiparadas, detendo a condição exclusiva do poder de voto;
  • as outras entidades praticantes do esporte, não enquadradas ou equiparadas a clubes, como os salões comerciais, também podem vincular-se às federações, mas, por meio de registro e/ou reconhecimento, sem direito de voto;
  • a Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS foi fundada por Federações regularmente constituídas, portanto, pelos clubes e agremiações desportivas à elas filiadas; e,
  • os atletas, que também não podem ser filiados e não tem direito à voto, devem ser registrados individualmente nas Federações e cadastrados na Confederação, por meio dos clubes e outras entidades desportivas à que são vinculados e representantes.

Com essa organização nas entidades oficiais dirigentes do nosso esporte, podemos entender que elas deveriam defender acentuadamente os interesses de suas filiadas fundadoras, isto é, dirigir as suas realizações e eventos para os certames coletivos, cujas equipes participantes defendam os seus clubes e agremiações.

Adicionalmente, ainda considerando a sólida base coletiva, não podemos ignorar que os mesmos clubes filiados dependem da participação dos seus atletas e que, sem eles, a equipe representativa e o próprio esporte não terão existência e significado.

Dessa forma entendo que:

  1. ambas as categorias são importantes e interdependentes;
  2. os campeonatos individuais são necessários e devem continuar tendo as atenções dos nossos dirigentes, pois incentivam e divulgam o esporte, induzem à sua prática e originam fãs e admiradores, que tornam-se simpatizantes, adeptos, colaboradores e praticantes;
  3. os certames coletivos, com equipes representativas de clubes e entidades desportivas, são de vital importância ao desenvolvimento do nosso esporte, e necessitam ser intensificados e multiplicados, rápida e geometricamente;
  4. sem os clubes e entidades equivalentes, e as suas realizações coletivas, o esporte continuará com dificuldades no crescimento, e o número de adeptos manterá o atual e lento progresso;
  5. o oposto é verdadeiro; com o apoio e participação efetiva dos clubes e equivalentes, o sucesso das realizações desportivas será maior, mais rápido, concreto e acentuado; e,
  6. é também fato que, assim como em outros esportes, prestigiado pelos clubes e ampliadas as realizações coletivas, o nosso esporte terá maior número de assistentes e adeptos, com as atenções voltadas para os certames de equipes, com torcidas vibrando por seus clubes, suas comunidades, suas cidades e os seus estados, em equipes compostas por seus atletas preferidos, com sadia e progressiva atenção natural na relevância dos eventos individuais.

Assim, entendo ser correto concluir que; o futuro do esporte da sinuca depende significativamente das realizações coletivas, e que, os eventos que envolvem atletas individualmente se tornarão consequência natural daquelas, crescendo em mesma proporção.

Agravando tal necessidade constata-se que, geralmente, bom número de clubes que reivindicam maior atenção e mais participação coletiva, simultaneamente relutam em prestigiar e apoiar os seus departamentos e dirigentes do esporte da sinuca, dificultando, quando não impedindo, os trabalhos que deverão no futuro atingir os objetivos primeiros das nossas entidades; os certames coletivos.

Como testemunho de tal importância, de tempo passado, cito fato real: por longa inatividade, proporcionada por diretoria desmotivada, determinada federação foi desfiliada da Confederação Brasileira, em atitude adotada com o objetivo de permitir e facilitar a sua reorganização, com outro grupo retomando as atividades.

Novo grupo assumiu, novamente vinculando a entidade à Confederação, mas esbarrou na ostensiva desconfiança dos dirigentes de clubes, estes entendendo que as iniciativas do novo grupo “…poderiam também ser dirigidas para os “profissionais” do esporte, individualmente, em detrimento dos coletivos defendidos pelos clubes”.

Não sendo esse o objetivo primeiro das entidades do esporte, e do novo grupo, árduo trabalho de convencimento e reorganização acabou por vingar e prosperar, por meio de investimentos maiores em certames coletivos, sem desmerecer os individuais, conseguindo a adesão contínua e crescente dos clubes, levando aquela federação a ser apontada como exemplo à muitas das suas coirmãs, em organização, realizações desportivas, e respeito, por bom período.

Infelizmente o indesejável também aconteceu; essa visão e práticas foram alteradas na troca seguinte de diretores, e, com os novos dirigentes, a entidade voltou a atenção mais para as atividades individuais, perdendo muitos dos clubes filiados, passando a contar com insignificante número. E regrediu, muito! Em oposto, um reduzido número de federações que dedica atenção aos coletivos, crescem desportivamente.

Portanto, confirma-se que; sem os clubes e os eventos coletivos, definitivamente não há progresso no nosso esporte, ou ele é mínimo.

É fato que ainda hoje é mantido destaque maior para os eventos individuais, mas assim acontece por falta de conscientização da verdadeira necessidade e caminho do esporte, por parte de dirigentes, clubes e praticantes. Bom número não nega atenção, participação e prestígio, mas são poucos e ainda não encontram o justo respaldo da maioria dos clubes e, até mesmo, de algumas federações.

Sem sacrificar ou reduzir a atenção para o que já existe, é minha sincera esperança que os dirigentes consigam reverter o quadro atual, por meio da intensificação nas realizações coletivas, sem dúvida o único caminho para promover o crescimento acentuado do nosso esporte.

Para isso, necessitam do apoio de atletas, individualmente, e dos clubes, agremiações, associações, academias, salões comerciais, enfim, de todas as entidades que podem e devem realizar eventos coletivos, com frequência e destaque.

Coletivamente encontraremos maior sucesso!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

O Menor de Idade na Sinuca

Era crença geral que estava proibida a presença de menores de 18 anos em locais de prática da Sinuca. Mesmo após o reconhecimento oficial da Sinuca como esporte, em 1988, foi mantida essa habitual discriminação.

Hoje sabemos que existia apenas e somente a incorreta interpretação da Lei. Os clubes, salões e outros locais de prática da Sinuca podem inverter esse conceito, afixando avisos de “Permitido Para Menores”, ao lado de outros também necessários, conforme esclarecido a seguir.

Em dezembro de 1993 o nobre Deputado Augusto Carvalho elaborou o Projeto de Lei de nº 4.368/93, que pretendia eliminar a discriminação vigente contra os menores e adolescentes, nos locais de prática do nosso esporte, por meio da inclusão de parágrafo único ao Artigo 80 da Lei nº 8069/90, do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Onze meses depois, em novembro de 1994, a nobre Deputada Rita Camata, então Relatora da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, concordando com as razões que motivaram a proposta, entendeu consistentes os argumentos, mas, ainda assim, votou contrariamente ao Projeto de Lei, por entendê-lo desnecessário, em função de não existir na legislação a proibição abordada.

Arrazoa a relatora no seu despacho que; “Existe a proibição para a presença de menores e adolescentes nos locais onde são realizadas apostas, portanto, nos locais onde estejam proibidos os jogos apostados não há restrição à presença dos menores de 18 anos.”.

Assim, bastará afixar placa alertando sobre a proibição de jogos apostados, e fazer rigorosa fiscalização de seu cumprimento, que estará permitida a presença dos menores para, em seus momentos de lazer, também praticar a Sinuca.

Reforçando e amparando essa prática, é ainda aconselhado que, os clubes, salões comerciais, academias e similares, além do cuidado de anunciar e praticar a proibição do jogo apostado, vinculem o estabelecimento à Federação de Sinuca de seu Estado, ou do mais próximo, afixando também o seu certificado de registro naquela entidade, dessa forma homologando o local para a Prática da Sinuca Desportiva, treinamento e lazer, na mesma forma já usada pelas associações desportivas e clubes já filiados às federações.

Simultaneamente, deverão também respeitar a lei que impede a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas aos menores, exigindo igualmente a afixação da respectiva placa de aviso.

Neste caso, alguns estados divergem quanto a existência de bares e lanchonetes com serviços voltados para dentro dos salões, entendendo que “estaria proibindo a presença de menores”. Entretanto, vale lembrar que, a legislação não proíbe a presença de menores de idade em lanchonetes e bares públicos e/ou privados! Proíbe sim, que à eles seja vendida e/ou servida a bebida alcoólica.

As Federações filiadas à CBBS possuem cópias dos documentos citados e estão em condições de registrar e orientar os interessados.

Procure a Federação de Sinuca de seu Estado. Caso não exista, use a de outro, que esteja mais próxima ao seu.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

 

Respostas às Perguntas Mais Frequentes

Coleção de respostas às perguntas mais frequentes sobre o Esporte da Sinuca.

Como surgiu a Sinuca e/ou o Snooker?

A origem é controversa, com referências à França, Inglaterra, Grécia, e outros. Também de forma incerta predomina versão de que; certo tipo de jogo, no qual bolas eram movimentadas entre obstáculos em campo gramado, usando bastões semelhantes à marreta, talvez o croquet da França ou croqué da Inglaterra, teria sido levado aos salões adaptado em mesas, dando isto como origem do padrão na cor verde, até hoje preferida nos panos de revestimento. O certo é que, em mesa sem caçapas e inicialmente movimentando apenas duas bolas, os franceses adicionaram a terceira e criaram a pontuação por carambolas – toques entre elas – surgindo o Bilhar, até hoje praticado nessa forma. Dessa modalidade, Bilhar, surgiram todas as outras existentes, destacando-se o Snooker e o Pool, que deram base para a criação na nossa Sinuca, regra nacional brasileira.

A criação de muitas regras e modalidades a partir do Bilhar Francês, deu origem ao termo “Jogos do Bilhar”, que denomina o conjunto de todas as regras que envolvem o movimento de bolas em mesas, impulsionadas por taco apropriado.

Muitos acontecimentos relevantes e interessantes sobre o surgimento das diferentes versões e modalidades do esporte estão listados na página: História: os Jogos do Bilhar e o Nascimento do Snooker:

Como o Snooker se difundiu pelo mundo?

Em 1825 aconteceu o primeiro campeonato inglês de Bilhar. Nesse período teve início o aperfeiçoamento das mesas e sua produção industrial, com o estímulo à realização de grandes campeonatos. O primeiro torneio de Bilhar norte-americano aconteceu em 1845. Em 1874 o francês Maurice Vignaux foi aos EUA e derrotou todos os campeões de Bilhar da época. Depois, o Snooker, criado por Chamberlaim em 1875, teve intensa aceitação no mundo, principalmente após a divulgação feita pelos ingleses John Roberts Júnior e William Cook, profissionais e instrutores de Bilhar, que em 1885 adotaram o Snooker como prática preferida, e multiplicaram-se os campeonatos e torneios na Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Índia e outros países. A popularização definitiva do Snooker deu-se a partir de 1927, com a realização do primeiro campeonato mundial, vencido pelo inglês Joe Davis, já consagrado campeão de Bilhar, que arrebatou seguidamente os primeiros 15 mundiais. Até agora o World Snooker Championship é realizado anualmente, no The Crucible Theatre, em Sheffield, Inglaterra, com prêmios que ultrapassam R$ 3.000.000,00

Quais as mudanças de regras desde início?

Desde o seu reconhecimento oficial internacional, exceto em mínimos ajustes, as normas do Snooker nunca mudaram. No Brasil elas foram transformadas completamente, dando lugar à regra brasileira, Sinuca. Hoje são aqui oficiais as regras internacionais do Snooker, as regras nacionais da Sinuca e da Sinuca Mista, esta mesclando as normas internacionais, predominantemente, com as brasileiras, em seus mínimos, servindo como regra intermediária ao praticante que quer passar da Sinuca para o Snooker, e, embora com prática reduzida, as modalidades do Pool, que incluem as Bola 8 e Bola 9, e ainda, minimamente, o Bilhar Francês.

Existem diferenças nas regras internacionais, do Snooker, e as brasileiras, da Sinuca?

Sim, e são substanciais. Como principais podem ser destacadas:

  • Sinuca: mais dinâmica, oferece opção de corrigir uma falha na colocação da tacadeira, por possibilitar jogar uma segunda colorida após encaçapar a bola da vez.
  • Snooker: de maior apuro técnico, obriga à sequência de única bola colorida após converter uma vermelha e, terminadas estas, à sequência crescente das bolas 2 até a 7;
  • Sinuca: o jogo de bolas tem uma só vermelha.
  • Snooker: são usadas 6 ou 10 vermelhas, segundo previsto no regulamento do certame, se usando a mesa oficial no Brasil, ou 15 quando em dimensões internacionais, bastante maiores;
  • Sinuca: na primeira tacada da ação do jogador permite jogar uma bola colorida, para depois visar a bola da vez.
  • Snooker: a bola da vez tem que ser a visada na primeira tacada da ação do jogador;
  • Sinuca: deve ser cantada a bola visada. Quando pretendendo desviar o movimento da branca em tabela, antes de tocar a bola visada, isso deverá ser cantado.
  • Snooker: apenas a bola visada deve ser cantada, exigência dispensada quando é obrigado a jogar a bola da vez. É desnecessário cantar caçapas e desvios prévios da tacadeira em tabelas;
  • Sinuca: na saída, a jogada de ataque é vetada e qualquer falta determina a nulidade da ação, obrigando a novo início.
  • Snooker: a jogada de ataque na saída é permitida e qualquer falta é penalizada;
  • Sinuca: a penalidade por falta é sempre de 7 pontos.
  • Snooker: a pena é igual ao maior valor entre as bolas envolvidas na falta, com o mínimo de 4 pontos;
  • Sinuca: é vedado jogar bola colorida na defesa.
  • Snooker: a jogada de defesa é livre, em qualquer bola na sequência da tacada;
  • Sinuca: não é permitido encaçapar “por telefone” (jogar em uma bola visada para converter outra).
  • Snooker: entre vermelhas, e estas e/ou a bola da vez utilizada como uma “bola livre”, é permitido encaçapar “por telefone”;
  • Sinuca: retorna ao jogo a bola vermelha convertida com falta.
  • Snooker: salvo exceção técnica, as vermelhas não retornam ao jogo, mesmo quando encaçapadas com falta;
  • Sinuca: apenas uma bola em cada tacada pode ser encaçapada.
  • Snooker: quando vermelhas, mais de uma bola podem ser convertidas, somando-se os pontos;
  • Sinuca: não existe a opção de repetição de jogada após falta.
  • Snooker: conforme a ocorrência em uma falta, e segundo avaliação do árbitro, o oponente pode ter a opção de exigir que o penalizado volte a jogar, para isso retornando as bolas movimentadas nos seus pontos originais. É o chamado “retorno de jogada”;
  • Sinuca: após falta, o oponente pode jogar ou passar a tacada.
  • Snooker: conforme a falta cometida e o resultado originado, o oponente poderá jogar normalmente, jogar uma colorida qualquer como sendo a bola da vez (“bola livre”) – com igual valor e condições -, passar a tacada, ou, dependendo da ocorrência, requerer a repetição da jogada do penalizado;
  • Sinuca: não é permitido o multitoque (“bitoque”) e a condução (“carretão”), salvo quando a branca está colada na bola visada.
  • Snooker: multitoque e condução são proibidos de qualquer forma. Quando a tacadeira está colada à bola visada a tacada deverá afastá-la, sem novo toque.

A Sinuca e o Snooker são jogos populares no mundo todo? Onde são mais praticadas?

O Snooker, regra internacional, é popular em todos os continentes, principalmente Europa e Estados Unidos e países asiáticos. A nossa Sinuca só é conhecida e praticada no Brasil. Nem mesmo os nossos vizinhos latinos a conhecem, preferindo a pratica das normas internacionais do Snooker, do Bilhar Francês e de algumas modalidades do Pool, outro jogo derivado do Snooker.

Quais são as regras praticadas no Brasil, e suas características?

Com predominância para a Sinuca, e o Snooker, no Brasil são praticadas e reconhecidas as regras:

  • Bilhar: é a regra “mãe”, criada na França e que deu origem à todas as demais, no mundo todo. É jogado em mesa sem caçapas e com apenas três bolas, que devem “carambolar” entre si, sob determinadas condições, para fazer pontos. Sua utilização é mínima, sendo maior em poucas e mínimas regiões.
  • Snooker: é regra criada por inglês, que usa as bolas coloridas e mais 15 vermelhas, em mesa com caçapas. Hoje é utilizada pela Confederação Brasileiras e suas Federações, principalmente para os seus campeonatos “de topo”.
  • Sinuca: é regra criada no Brasil, a partir do Snooker, usando apenas uma bola vermelha e com regras mais simplificadas que as do Snooker. Ainda é a preferida no Brasil, com grande intensidade principalmente nas cidades do interior dos estados.
  • Sinuca Mista: hoje tida apenas como regra alternativa, é também uma criação brasileira, numa mescla da Sinuca, no mínimo de suas normas, com as do Snooker, em sua quase totalidade. Foi criada e aprovada para uso oficial temporário, como regra e sistema para facilitar e induzir à “introdução” ao Snooker, oferecendo maiores incentivos e menores dificuldades na adaptação e uso das normas mais exigentes e mais técnicas das regras internacionais. Sua utilização visava acelerar a transição do praticante da Sinuca, ao migrar para o uso das regras do Snooker, meta principal dos dirigentes do esporte que na época aprovaram essa “tática”. Alcançou sua finalidade! Hoje o Snooker internacional é praticado intensamente no Brasil, formando muitos atletas que já se destacam com méritos em campeonatos mundiais.
  • Pool: são normas criadas nos EUA, que usam as bolas numeradas, literalmente, nas suas versões “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”.

Quais são os destaques e curiosidades sobre personalidades que jogam Sinuca? Quem são elas?

Em época que a televisão e outras mídias ainda não se interessavam pela Sinuca, que era divulgada exclusivamente pela comunicação “boca-a-boca”, podemos destacar um marco originado pelo sergipano Walfrido Rodrigues dos Santos, conhecido como “Carne Frita”, que tornou-se conhecido e famoso em todo o Brasil pela sua incomparável perícia técnica, indiscutivelmente elevando a Sinuca à categoria de arte. Depois, com a transmissão de jogos pela TV, rapidamente transformaram-se em ídolos nacionais o Rui (Chapéu) Mattos Amorim e o Roberto Carlos de Oliveira, agora já falecido.

Hoje várias dezenas de importantes personalidades praticam o esporte seriamente, em salões comerciais, associações, clubes e também em suas residências. Como curiosidades humorísticas, bastante “causos” da Sinuca – alguns verdadeiros, outros talvez, e todos interessantes – estão colecionados sob o link “Humor”.

Como o Snooker chegou ao Brasil?

Não existem registros claros, sendo mais evidente que o Snooker tenha chegado até nós juntamente com as primeiras mesas importadas da Inglaterra, França e EUA. Em 1931, poucos meses depois de se instalar no Rio de Janeiro, a Brunswyck, indústria norte-americana de mesas para Snooker, Pool e Bilhar, publicou no Brasil o primeiro conjunto conhecido de regras, entre elas as do Snooker como praticado no mundo, usando 22 bolas – 15 vermelhas mais as amarela, verde, marrom, azul, rosa, preta e branca -, que já era e até hoje é a regra internacional do esporte.

No Brasil, onde a Sinuca é mais popular?

A Sinuca e o Snooker tem maior divulgação nas capitais e grandes municípios, em razão da realização de campeonatos organizados, mas é intensamente praticada em todos os cantos e recantos do Brasil, incluindo nossas pequenas cidades e vilarejos, onde é comum encontrar amigos reunidos em torno de mesas de Sinuca, ainda que de menores dimensões, chamadas de “sinuquinhas”, que acabam sendo o “nascedouro” dos atletas da Sinuca.

Aqui o esporte é visto com algum preconceito? A popularização em bares deprecia ou ajuda o esporte?

A popularização auxilia o esporte, e muito! A famosa “sinuquinha” é o nascedouro de grandes campeões da Sinuca. Inicialmente uma prática exclusiva da elite, a intensificação do uso em locais humildes, onde eventualmente jogadores experientes tentavam arrecadar alguns trocados dos incautos iniciantes, às vezes envolvendo bebidas alcoólicas, trouxe a antiga e falsa imagem de “jogo de malandro”. Hoje sabemos que a prática maior é a desportiva e de lazer, e acontece nas residências, associações, grêmios e clubes, além de simples, importantes e também luxuosos salões especializados.

Qual a diferença entre a Sinuca jogada nos bares e a oficial?

Os jogos promovidos pelas entidades dirigentes do esporte, clubes, grêmios e salões mais conhecidos, geralmente filiados às Federações nos Estados, usam as modalidades oficiais, organizadas por regras e regulamentos específicos, gerando rankings. Nos estabelecimentos mais simples, onde não existe a orientação formal, predomina o uso de regras oficiosas, geralmente simplificadas e com grandes variações.

Sinuca é esporte?

Sim, é esporte oficialmente reconhecido. Sob a presidência do Sr. Manoel Tubino, o então CND – Conselho Nacional de Desportos – publicou em 29 de fevereiro de 1988 a Resolução nº 7, reconhecendo a Sinuca como esporte oficial no Brasil.

Existem muitos praticantes no Brasil? Quantos?

É impossível quantificar, uma vez que enorme número de brasileiros jogam sinuca, ainda que a popular “Sinuquinha”. Registrados nas federações e cadastrados na confederação, creio que hoje temos mais de 10.000 praticantes federados.

Qual o Estado e Cidade com maior número de praticantes?

O maior número de praticantes registrados nas entidades dirigentes do esporte, federações e confederação, aproximadamente pela ordem estão nos estados, principalmente capitais, de: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais; Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Ceará, todos já com federações estabelecidas.

Quem são os destaques no Brasil?

Considerando as performances mais recentes, destacam-se hoje o Noel Rodrigues Moreira, do PR, o José Divan Nascimento Costa (Jota), maranhense mas hoje residindo em SP, o Fabinho, do PR, o Igor Almeida Figueiredo, carioca, que já joga na Europa em eventos mundiais. Na categoria Feminina destaca-se a Carmelita, de SP.

Quem são os melhores jogadores brasileiros?

Também considerando as participações recentes em campeonatos, nos respectivos estados vem se destacando: BA, Wilson Alves; DF, Sobradinho; ES, Marciano; GO, Mi, Bebeto e Gabiais; MG, Tim; PR, Noel e Fabinho; PE, Leão e Ricardo; RJ, Igor, Zico e Jairzinho; RS, Tuzinho e Boneco; SC, Koca; SP, Jota, Miguelzinho, Ratinho e Carioca.

Quais são as principais jogadas?

Usando técnicas especiais, de “parada”, “seguida”, “puxada” e muitos efeitos, para conseguir ações combinadas, destacam-se as grandes tacadas onde acontece o encaçapamento sequencial de muitas bolas, e o “fechamento de partida”, quando em uma só tacada continuada o jogador inicia e encerra a partida sem oferecer chance ao oponente. Também são atrações os shows com jogadas de efeitos especiais, malabarismos e muitas atrações para o grande público, realizações que são especialidades do super campeão Noel Rodrigues Moreira, do PR.

Sinuca é um jogo de técnica ou sorte?

A prática da Sinuca exige muita técnica, concentração, dedicação, preparo físico, treinamento, habilidade, agilidade, raciocínio e estratégia. O jogador que não cultiva essas qualidades nunca consegue chegar entre os principais dos rankings. A sorte, é claro, pode interferir, mas em ocorrências raras, como em qualquer esporte.

O que faz um jogador se destacar frente a outro?

Além da desportividade e simpatia, maior em alguns e importantes coadjuvantes, é principalmente a permanente prática de intensos treinamentos e disputas regulares, únicas formas de conseguir executar as jogadas com eficiência e perfeição. A projeção e o rendimento técnico e desportivo são proporcionais à dedicação.

Existem diferentes tipos de mesas e tacos? Quais?

Em acabamento estético as variações são grandes para mesas e tacos, mas, tecnicamente existem padrões que devem ser respeitados. Nas mesas, são as dimensões do campo de jogo – parte interna da mesa, entre as tabelas delimitadoras -, que variam conforme a regra e/ou modalidade, o tipo do pano de revestimento e as aberturas e características das caçapas. Para os tacos variam o comprimento, peso, balanceamento e os diâmetros de empunhadura e ponteiro, segundo as preferências do jogador. Em ambos os casos, a qualidade é vital para os resultados possíveis de alcançar. Importantes e indispensáveis comentários e conselhos sobre equipamentos em geral do esporte estão disponíveis sob o link “Escolha e Manutenção do seu Equipamento de Sinuca”, em: ?????????????????????.

Como é a evolução do esporte no país?

Tecnicamente os nossos principais jogadores vem avançando acentuadamente, hoje atingindo qualidades muito próximas dos melhores do mundo. Desportivamente, no Brasil a Sinuca tem passado por acentuados avanços e alguns retrocessos, na média progredindo muito pouco e nunca conseguindo acompanhar outros países, principalmente Europa e Estados Unidos, onde são realizados frequentes e importantes campeonatos locais e mundiais, mantendo cativos o público e mídia, e na preferência igualando-se ao futebol e outros esportes destacados, conseguindo manter programas regulares na televisão, com horários fixos, grandes espaços na mídia, comércio intenso de livros e revistas especializadas, CDs, DVDs e outros veículos de divulgação, exibição e instrução.

Como e onde praticar a sinuca?

Clubes e agremiações desportivas com bom quadro associativo geralmente são obrigados a instalar um salão de sinuca, em razão da procura natural dos frequentadores. Publicamente as opções são os salões especializados ou mesas instaladas em bares e lanchonetes, além do enorme número de mesas particulares em residências e empresas. Os sites das Federações nos Estados geralmente exibem listagem com endereços e dados dos salões e outros locais de prática do esporte.

Qualquer um pode praticar?

Não há limitações ou restrições! A partir da idade em que a altura permita ações na mesa, de crianças aos idosos todos praticam, homens e mulheres.

Como começar?

A iniciação geralmente acontece por meio da orientação de amigos, mas essa prática traz falhas na postura e na técnica de jogo, que fatalmente inibem o bom aprendizado, no futuro obrigando à difíceis correções para conseguir progressos. O ideal é ter orientação correta, de instrutores especialistas ou jogadores com experiência no ensino, ou utilizar publicações voltadas à auto instrução que, embora insuficientes, transmitem importantes ensinamentos básicos, reduzindo os erros.

Onde se especializar?

As Federações nos Estados sempre indicam bons instrutores ou praticantes com boas condições técnicas, em condições de orientar o iniciante de forma segura.

Existem professores e escolas?

Existem bons instrutores que se especializam e oferecem condições adequadas ao futuro progresso técnico e aperfeiçoamentos. Ainda não temos escolas especializadas, como as existentes na Europa, Estados Unidos e alguns outros países, mas as federações sempre mantém facilidades que proporcionam algo similar.

Quais são as “dicas” para os iniciantes.

Jogando Sinuca como agradável lazer e eficiente meio de reunir amigos, as orientações recebidas de inexperientes geralmente são entendidas como suficientes, mas os hábitos adquiridos fatalmente trarão dificuldades para quem futuramente quiser progredir tecnicamente, obrigando a difíceis correções.

O aconselhado é conseguir a orientação de instrutores, ou estudar ensinos escritos, e, para chegar à posições destacadas em rankings, dedicar-se intensamente e com seriedade em treinamentos específicos. Para aqueles que tem dúvidas sobre o esporte e sua prática, a sugestão é procurar a Federação de seu Estado. Não existindo, procure no Estado mais próximo.

Fonte parcial das informações: livro “Snooker: tudo sobre a sinuca”, L&PM, editado em 2005 com reedição em 2007, de Sergio Faraco e Paulo Dirceu Dias:

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Emocional – Adrenalina e Sinuca

A adrenalina é definida como um hormônio produzido pela parte medular das glândulas suprarrenais, que produz efeitos no organismo por meio da circulação e metabolismo, com ação sobre o sistema nervoso simpático, coração, pulmões, vasos sanguíneos, órgãos genitais e outros, originando reações diversas, entre elas a estimulação e exaltação.

Alguns acontecimentos, como a libido, o baixo nível de glicose, o stress físico, mental e/ou emocional, agem como estimulantes naturais e acionam o mecanismo de liberação da adrenalina no sangue, tendo como efeitos mais imediatos o aumento do batimento cardíaco, dilatação dos brônquios e pupilas, vasoconstrição, suor e outros.

Exemplos reais ensinam que, quando um animal é ameaçado, as opções instintivas serão a de ficar e lutar, ou correr o mais rápido possível. Ambas respostas exigem quantidade extra de oxigênio e açúcar no sangue e nos músculos, neste momento liberando a adrenalina na corrente sanguínea, coração e músculos, originando contrações dos vasos sanguíneos.

Afirmam ainda que, quando levamos um susto ou praticamos um esporte, com maior ou menor intensidade milhares de estruturas são liberadas em nossa corrente sanguínea, alterando o nosso organismo na tentativa de prepará-lo para enfrentar a situação de tensão, alerta e/ou decisão, provocando reações diferentes em cada pessoa, com algumas raras e privilegiadas se acalmando e agindo com especial tranquilidade, às vezes quase nada notando nas modificações produzidas, mas, a enorme maioria tendo alterações orgânicas significativas, física e mental, afetando negativamente seus atos.

Na Sinuca, durante jogos importantes, em alguns momentos decisivos, grande número de jogadores passa por alterações emocionais que liberam a adrenalina, com influência negativa nas suas ações.

Aumenta o suor nas mãos, dificultando o deslizar do taco. Mãos e braços ficam tensos, tornando os movimentos irregulares e impossibilitando a alta precisão exigida nas jogadas. O raciocínio fica prejudicado, dificultando a identificação das melhores opções de jogadas, e na escolha da técnica à aplicar. Entre outros, esse conjunto de efeitos diminui significativamente a qualidade técnica no jogo, reduzindo a eficiência e prejudicando resultados.

Durante os campeonatos é comum jogadores experientes e altamente técnicos repentinamente passarem à errar bolas fáceis, e não conseguir sequência em tacadas que lhe dariam a vitória. Quando assim acontece, e é frequente, acaba por vencer aquele que conseguiu se manter mais calmo, não necessariamente o tecnicamente superior.

Um exemplo bastante claro desse fato acontecia com o amigo Gabiais, de Goiás! Jogador técnico e eficiente, com excelente grau de recursos, nos tempos de seu apogeu, durante os jogos preparativos e de treinamentos de grandes campeonatos, costumava vencer com facilidade todos os seus companheiros, para a maioria oferecendo alto “partido” (pontos de vantagem oferecidos como bônus ao oponente), até mesmo em jogos “apostados”, sempre mantendo calma e tranquilidade incríveis, em qualquer situação. Em seguida, nos jogos oficiais dos campeonatos, perdia rápida e facilmente para os mesmos jogadores, apresentando jogo irreconhecível, acontecimento que sempre o impediram de chegar às finais. Certamente o amigo sentia forte influência do emocional, com a adrenalina “no pico”.

Acontece com praticamente todos os atletas, inclusive os mais experientes!

Essa é uma das razões da divulgação sempre realizada no meio da sinuca, de que; principalmente em campeonatos, para propiciar bons jogos, com bom aproveitamento técnico, bom entretenimento e boa confraternização entre participantes e assistentes, a prática da sinuca exige; dedicação, treinamento, concentração, habilidade, agilidade, preparo físico, técnica, raciocínio e estratégia, necessitando, portanto, de ambiente calmo, silencioso e salutar.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Sinuca – Esporte Oficial

Em 1988 a Sinuca tornou-se esporte oficial no Brasil, fato ainda pouco conhecido pelo grande público que acompanha essa prática.

Como resultado do trabalho de muitos destacados desportistas, de vários estados, e com o auxílio de alguns homens públicos que abraçaram a causa do esporte da Sinuca, em sessão realizada em 29.02.88, o Plenário do Conselho da Confederação Nacional de Desportos – CND, na gestão do seu então Presidente Sr. Manoel José Gomes Tubino, a Sinuca foi elevada à categoria de esporte oficial, pela Resolução nº 07/88, publicada no Diário Oficial da União em 03.03.88.

Veja a cópia do documento oficial então assinado.

esporteoficialEstava finalmente encerrada a fase de “marginalização” pela qual o esporte passou, com a rejeição pelo fato de não ser um esporte oficialmente reconhecido.

As realizações desportivas, maiores e mais organizadas, mostraram que a Sinuca não era praticada somente nos locais humildes. Além dos grandes eventos, significativo número de residências tinham suas próprias mesas. Os salões dos clubes e academias eram avidamente procurados e estavam sempre cheios. Era grande o número de casas comerciais sofisticadas, com muitas mesas do esporte. O crescimento era acentuado.

Naquela época a televisão se interessou e passou a transmitir seus jogos. A popularidade aumentou e foi intensificada a criação de maior número de órgãos dirigentes oficiais.

A Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca – CBBS, órgão máximo do esporte, orienta as suas Federações filiadas, hoje em número de treze. As Federações, respeitando estatutos e a legislação desportiva, exigem que os participantes de eventos oficiais estejam nelas devidamente registrados (federados) e cadastrados na CBBS (vinculados). A preocupação é a intensificação do esporte nacional, principalmente nas cidades do interior dos estados, e a participação dos nossos atletas nos eventos nacionais e internacionais, ocorrências que já vem acontecendo.

No chamado primeiro mundo, principalmente na Europa e particularmente na Inglaterra, o Snooker é esporte de grande penetração e força, intensamente divulgado e praticado. Durante o ano são realizados muitos eventos de importância e destaque local, regional e mundial. Existem dezenas de livros sobre o esporte, grande número de gravações em DVDs comerciais, mostrando jogos importantes, ensinamentos técnicos e muitos shows do esporte. Existem diversas revistas periódicas especializadas, e vários programas semanais na televisão, com grande sucesso de audiência.

Na regra internacional, do Snooker, são usadas vinte e duas bolas, sendo 15 vermelhas, e ocupam mesas maiores, com campo de jogo de aproximadamente 3,56 m x 1,78 m. No Brasil, desde 01.07.96, podemos também utilizar oficialmente as regras internacionais do Snooker, usando 6 ou 10 vermelhas em nossas mesas com campo de jogo de 2,84 x 1,42 m, ou as 15, nas mesas com dimensões internacionais.

Também são reconhecidas e utilizadas no Brasil as regras internacionais do Pool, nas modalidades “Bola 8”, “Bola 9” e “14×1”, e do Bilhar, ou “Carambola”.

Além disso, praticamos também as versões nacionais do nosso esporte, com a Sinuca, a hoje regra alternativa, Sinuca Mista, e também as chamadas Sinuquinhas, como o Mata Mata e o Mata 8. No site da CBBS estão disponíveis todas as regras oficiais e outros documentos do esporte.

A nossa Sinuca é reconhecida legalmente como Esporte Oficial. Resta agora cuidarmos de realmente valorizá-la, para ter o destaque procurado e merecido. Um dos caminhos é a integração nacional e a participação internacional.

Muitos dirigentes estão trabalhando seriamente nesse sentido!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Algumas “Feras” Brasileiras

São muitos os nossos grandes jogadores. Tantos que, sem dúvida, ao listar nomes certamente alguns não serão lembrados, em indesejável injustiça!

Mesmo assim, não podemos deixar de citar os nomes lembrados, daqueles que, com justiça, fizeram fama em sua época e nos dias atuais.

Um grande mito é o sergipano Walfrido Rodrigues dos Santos, conhecido como “Carne Frita”, hoje radicado em São Paulo, capital, que, em época na qual a televisão e outras mídias ainda não se interessavam pela Sinuca, com sua fama e história transmitidas “boca-a-boca”, tornou-se conhecido e famoso em todo o Brasil, pela sua incomparável perícia técnica, indiscutivelmente elevando a Sinuca à categoria de arte.

Depois, com a transmissão de jogos pela TV, rapidamente transformaram-se em ídolos nacionais o Rui (Chapéu) Mattos Amorim e o Roberto Carlos de Oliveira.

Hoje, algumas dezenas de importantes personalidades praticam o esporte seriamente, nas Federações, em salões comerciais, associações, clubes e também em suas residências, além de disputar os principais certames nacionais, e alguns internacionais.

Neste momento recordo-me de alguns nomes importantes e de grande destaque no nosso esporte:

Com títulos internacionais:

Campeão Sul-americano de Snooker: Noel – PR
Campeão Pan-americano de Snooker: Miguelzinho – GO
Vice Campeão Pan-americano de Pool (Bola 9 ou Nine Ball): Fabinho – PR

Os mesmos, e outros, já devem ter arrebatado outros títulos internacionais, ainda desconhecidos por mim. Oportunamente farei a atualização. Se você tem essa informação, por gentileza, comunique-se comigo: paulodias@pdias.com.br

Destaques nacionais: categoria masculina:

Carne Frita-SP; Roberto Carlos-GO; Rui Chapéu-SP; Noel-PR; Igor-RJ; Ratinho-SP; Gabiais-GO; Jota-SP; Miguelzinho-GO; Ratinho-SP; Jesus-SP; Fabinho-PR; Ítaro-PE; Jairzinho-RJ, Tuzinho-RS; Zico-RJ; Carioca-SP; Bozzinha-PR; Thadeu-RJ; Koca-SC; Sobradinho-DF; Rui Trindade-DF; Jesus-CE; Mi-GO; Wilson-BA; Tim-MG; Zé Luiz-SP; Marciano-ES; Praça-SP; Joaquinzinho-SP; Rubens Boca-SP; Papinha-MG; e diversos outros, muitos!

Destaques nacionais: categoria feminina:

Carmelita-SP; Alexandra-SP; Cláudia-PR; Fernanda-RJ; Sal-SP; Silvia-SP; Magali-RS; Paula-RS; Mércia-BA; Joice-PR; Mariana-PR; Xanda-RS; e diversas outras.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Os Campeões Brasileiros

Com títulos internacionais:

  •   Campeão Sul-Americano de Snooker: Noel PR
  •   Campeão Pan-Americano de Snooker: Miguelzinho GO
  •   Vice Campeão Pan-Americano de Pool – Nine Ball (Bola 9): Fabinho PR

Os mesmos, e outros, já devem ter arrebatado outros títulos internacionais, ainda desconhecidos por mim. Oportunamente farei a atualização. Se você tem essa informação, por gentileza, comunique-se comigo. Antecipadamente agradeço: paulodias@pdias.com.br

Campeões e Vices Brasileiros:

Pela ordem: ANO – CATEGORIA – CAMPEÃO UF – VICE UF

2016 Snooker Máster: Noel Rodrigues PR – Vice: Wellington Faria DF

2016 Snooker Sub-21: Gabriel Campos PR  – Vice Rayan Menechini RJ

2015 Snooker Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra PR

2015 Snooker Máster: Igor SP – Vice: Fabinho PR

2015 Snooker Máster 40: Noel SP – Vice: Robson DF

2015 Snooker Red Six Sênior: Jairzinho RJ – Vice: Koca SC

2015 Snooker Sub-21: Amaury Brasil PR – Vice: Matheus Fatuch PR

2014 Snooker Masculino: Igor SP – Vice: Thadeu RJ

2014 Snooker Masters IBSF: Noel PR – Vice: Ronald SP

2014 Snooker Sub-21: Amaury PR – Vice: Matheus PR

2014 Snooker Six Reds Senior – Carioca SP – Vice: Ratinho SP

2014 Sinuca Especial: Igor SP – Vice: Fabinho PR

2014 Sinuca Masters: Faria MG – Vice: Robson DF

2014 Sinuca Sênior: Ratinho SP – Vice: Cesar SP

2014 Sinuca Sub-21: Gabriel PR – Vice: Guilherme RJ

2013 Sinuca Mista Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra SP

2013 Snooker Master: Igor SP – Vice: Fucuta SP

2013 Sinuca Mista: Cleber PR – Vice: Paulinho SP

2013 Sinuca Mista Sênior: Carioca SP – Vice: Corazza SP

2013 Sinuca Mista Sub-21: Gabriel PR – Vice: Guilherme RJ

2012 Snooker: Igor RJ – Vice: Fabinho PR

2012 Sinuca Mista: Noel PR – Vice: Manu RN

2012 Sênior: Carioca SP – Vice: Ferreira SP

2012 Feminino: Carmelita SP – Vice: Alexandra SP

2012 Sub-18: Gabriel PR – Vice: Rayan RJ

2011 Snooker: Fabinho PR – Vice: Igor SP

2011 Sinuca Mista: Vaca PR – Vice: Marciano ES

2011 Sênior: Jairzinho RJ – Vice: Carioca SP

2011 Feminino: Mariana PR – Vice: Alessandra SP

2011 Sub-18: Gabriel PR – Vice: Mateus PR

2010 Máster: Noel PR – Vice: Bozzinha PR

2010 Sênior: Carioca SP – Vice: Koca SC

2010 Feminino: Carmelita SP – Vice: Joice PR

2009 Sinuca Mista: Bebeto GO – Vice: Noel PR

2009 Nine Ball: Antônio Fazanes SP – Vice: Caio SP

2008 Máster: Igor RJ – Vice: Fabinho PR

2008 Sênior: Jacireno GO – Vice: Esquerdinha RJ

2008 Juvenil: Foguinho BA – Vice: Preguinho PR

2008 Sub-25: Eduardo PR – Vice: Rodrigo – PR

2008 Feminino: Mariana PR – Vice: Silvia – SP

2006 Máster: Noel PR – Vice: Igor RJ

2005 Máster: Igor (e 96 e 99) MG (RJ) – Vice: Noel PR

2005 Sênior: Jacireno GO – Vice: Laerte RJ

2005 Feminino: Silvia SP – Vice: Paula RS

2004 Máster: Jota SP – Vice: Igor RJ

2004 Sênior: Rui Trindade DF – Vice: Jesus CE

2004 Feminino: Carmelita (e 02) SP – Vice: Magali RS

2002 Master: Mi GO – Vice: Wilson BA

2002 Senior: Jesus CE – Vice: Willian SP

2002 Feminino: Carmelita (e 04) SP – Vice: Cristina SP

2000 Máster: Noel PR – Vice: Wilson SP

2000 Sênior: Braga RJ – Vice: Pedro Renato ES

2000 Feminino: Magali RS – Vice: Silvia SP

1999 Máster: Igor (e 96 e 05) RJ – Vice: Jota SP

1999 Feminino: Mércia BA – Vice: Cristina BA

1997 Miguelzinho (e 87) RJ – Vice: Wilson SP

1996 Igor (e 99 e 05) RJ – Vice: Noel PR

1995 Ratinho SP – Vice: Sobradinho DF

1992 Rui Trindade DF – Vice: Miguelzinho RJ

1988 Carioca SP – Vice: Jesus SP

1987 Miguelzinho (e 97) GO – Vice: Ratinho SP

1986 Roberto Carlos GO – Vice: Rui Chapéu SP

1982 Joaquinzinho SP – Vice: Rubens Boca SP

1980 Jesus (e 79) SP – Vice: Papinha MG

1979 Jesus (e 80) SP – Vice: Sadala RJ

1978 Praça SP – Vice: Wilson RJ

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP