O sistema educacional na Finlândia

O sistema educacional na Finlândia: são 23m03s de vídeo que “valem ouro”! (Vídeo logo após o texto)

Matéria imperdível para todos nós e, principalmente, para professores, diretores, educadores e gestores da educação.

Descreve o sucesso da educação na Finlândia, hoje o segundo país mais “estável” do mundo, depois da Dinamarca, que, por meio da valorização, aperfeiçoamento e modernização primorosa da educação, com prévia e permanente preparação de professores, passou de situação crítica e caótica em todas as áreas, educacional, econômica e política, à condição de, nos últimos anos, a nação melhor colocada no mundial PISA – “Programme for International Student Assessment”, e, entre muitos outros honrosos títulos conseguidos, agora também tem o de “nação mais feliz do mundo”!

E, tudo conseguido por meio da educação, reestruturada em todos os níveis, do básico ao superior.

Vale comentar que o mesmo assunto, sobre a Finlândia, juntamente com Polônia e Coréia do Sul, outros países vitoriosos em conquistas obtidas por meio da revolução educacional primorosa, comparadas com diversos outros países, Brasil inclusive, foi abordado com riquíssimos detalhes no livro “As crianças mais inteligentes do mundo e como elas chegaram lá”, da jornalista norte-americana Amanda Ripley. Veja o link que segue após o vídeo.

Aprecie o vídeo e pense na possibilidade de ler o livro.

Insisto; ambos são vitais para professores, educadores e gestores da educação.

O vídeo:

O livro: http://snookerclube.com.br/as-criancas-mais-inteligentes-do-mundo/

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
15.01.2019

Drone gigante utilizado como táxi aéreo da UBER

Vem aí o drone “gigante”, utilizado como táxi aéreo da UBER e suas empresas parceiras, a exemplo do “Bell Nexus” (exibido na Imagem), um híbrido elétrico para decolagens e aterrissagens verticais, com capacidade de transportar até cinco pessoas por viagem.

Os primeiros testes desse veículo aéreo estão previstos para 2020. São as novas facilidades proporcionadas pela moderna tecnologia inteligente.

Segue a mais recente notícia divulgada pela mídia, neste caso de Rafael Arbulu, publicada em 08.01.2019, em reprodução fiel.

“A Uber vem há anos trabalhando em parceria com diversas empresas para levar ao uso comercial as suas ofertas de táxi aéreo. Uma destas empresas, a Bell, revelou durante a Consumer Electronics Show 2019 (CES), o seu novo veículo para esta finalidade: chamado de “Bell Nexus”, ele consiste em um híbrido elétrico com capacidades de decolagem e aterrissagem verticais, com capacidade de levar até cinco pessoas por viagem.

De acordo com o CEO da Bell, Mitch Snyder, “o espaço no nível do chão está ficando cada vez mais limitado, então devemos resolver os desafios de transporte na dimensão vertical — é aí que a visão de mobilidade on demand da Bell se reforça. A indústria já esperava a revelação de nosso táxi há algum tempo, então a Bell está bem orgulhosa deste momento. Acreditamos que o design, feito a partir de nossa abordagem estratégica de construir essa infraestrutura, levará à entrega bem-sucedida do Bell Nexus ao mundo”.

O plano da Bell é o de colocar o Nexus em operação até a metade de 2020. O diretor de inovação da empresa, Scott Drennan, confirmou o período como o lançamento planejado da empresa para o veículo híbrido: “Isso não é um brinquedo. Isso é uma aeronave com a qual você se sentiria seguro e confortável de trazer a sua família”. O executivo também confirmou que um protótipo para testes reais só será desenvolvido quando chegarmos mais perto do período planejado de lançamento.”

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP
08.01.2019

Constatações, reflexões e mudanças no nosso Brasil

Reconheço; nunca gostei do Jair Bolsonaro! Sempre, à cada conhecida manifestação do mesmo, ratificava essa aversão! Entendia e declarava isso abertamente, o considerando como exageradamente belicoso, insensato, incoerente e polêmico. Mantinha sólida convicção de que nunca votaria nele, ou em outro com iguais características.

No ano passado, já como candidato à presidência, dele ouvi muitas declarações dignas da tradicional característica observada e cultivada, e algumas que coincidiam com minhas aspirações para um novo dirigente da nação! Não aceitando decisões que delimitam e/ou adotam a ditadura, ou algo similar, sempre entendi que estávamos necessitando de um presidente e equipes mais “duros”, mais “rígidos” nas suas decisões e ações, determinando “ordem na casa”, mas, sempre respeitando a legislação vigente! Divergir das leis estabelecidas, nunca! As entendendo como equivocadas, que fossem readequadas pelos meios legais.

Ainda pensando da mesma forma, no momento do voto me localizei “entre a cruz e a espada”, com apenas duas opções; 1) votaria pela manutenção dos radicais petistas, com raríssimas exceções todos baderneiros, aproveitadores, corruptos e corruptores, principalmente seus líderes; ou, 2) contrariado e temeroso por futuros e ainda incertos acontecimentos, votaria no Jair Bolsonaro. Não havia o que pensar; entre a certeza da manutenção da “bagunça” e da ladroagem reinantes, e a dúvida nos acontecimentos futuros, optei pela dúvida! Contrariado, votei no Jair Bolsonaro!

Hoje tenho grande satisfação em declarar que é bastante razoável considerar que provavelmente eu estava enganado! Com a mesma expectativa, embora ainda cautelosa, após as eleições vem prevalecendo em mim o otimismo, associado à esperança mais forte! Venho entendendo que, ao menos na maioria, as declarações de intenções e atos do novo presidente parecem trilhar os caminhos que tanto venho desejando! Embora com algumas atitudes ainda fortemente polêmicas e possivelmente equivocadas, mas não certamente, ele e sua equipe demonstram que vem se esforçando para “ajustar” e “acertar” os atos, providências e escolha da equipe de trabalho, cujos responsáveis exibem currículos respeitáveis e predominantemente técnicos, com aspirações que se mostram provavelmente coerentes e acertadas!

Predominantemente, os atos do hoje presidente têm exibido sinceridade na busca do melhor para a nação e cidadãos. Tudo vem demonstrando que os acertos serão fortemente predominantes, e que, mostrando característica antes não evidenciada, ele também sabe e consegue retroagir em algumas decisões mais tempestivas. Igualmente, sua equipe vem exibindo fortes sinais de coerentes e certeiras decisões, ainda que algumas se mantenham nas delimitações das dúvidas.

Espero ter a satisfação de, em breve espaço de tempo, confirmar meu reconhecimento de erro nas antigas interpretações, e passar a admirar e respeitar o mesmo dirigente que antes rejeitava. É minha esperança!

Na realidade, espero mais! Já vejo alguns mínimos lampejos “no fim do túnel”, que, em se confirmando e ampliando, talvez me levem a respeitá-lo como futuro estadista! É esperança, mas hoje com alguma chance de se realizar!

Estou “cruzando os dedos das mãos e pés”!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

01.01.2019

Embraer e Boeing associadas

Embraer e Boeing associadas

Reprodução de matéria da jornalista Alessandra Corrêa, de Winston-Salem, EUA, feita para a BBC News Brasil (Com adição de inserções nossas, de imagens de aeronaves da EMBRAER).

Embraer e Boeing: como a brasileira EMBRAER foi da quase falência, no final da década de 1980, a acordo bilionário com a gigante americana BOEING.

O anúncio nesta segunda-feira (17.12.2018) da aprovação dos termos de uma parceria entre a Embraer e a gigante americana Boeing marca uma nova etapa na longa trajetória da empresa brasileira.

Pelo acordo, que ainda depende de aprovação do governo brasileiro, será criada uma nova empresa de aviação comercial, com participação de 80% da Boeing e 20% da Embraer.

Em comunicado, as empresas informaram que a americana pagará US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 16,4 bilhões) pela compra, US$ 400 milhões a mais do que o divulgado inicialmente.

Fundada em 1969 com apoio do governo brasileiro, a Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação. Mas ao longo de quase cinco décadas, a empresa enfrentou altos e baixos e já esteve à beira da falência (no final dos anos 80).

Origens

A Embraer tem suas origens no Centro Técnico Aeroespacial (CTA) e no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Em 1965, um grupo de técnicos formados pelo instituto, sob a liderança do engenheiro aeronáutico e então major da FAB (Força Aérea Brasileira) Ozires Silva, começou a trabalhar no projeto de um avião bimotor, turboélice e capaz de transportar cerca de 20 passageiros.

 

 

Bandeirante

 

 

 

Em 1968, essa aeronave, batizada de Bandeirante, fez seu primeiro voo. No ano seguinte, a Embraer foi criada para a produção em série do Bandeirante, inicialmente desenvolvido pelo CTA. Ozires Silva assumiu como primeiro presidente da empresa.

Nos anos 1980, a aeronave EMB 312 Tucano, para a área de defesa, ganhou popularidade.

 

EMB 312 Tucano

 

 

 

Ao longo da década de 1970, a Embraer desenvolveu outros modelos de destaque, como o monomotor EMB-200 Ipanema, para pulverização agrícola, o EMB-326 Xavante, primeiro avião a jato produzido no país, fabricado sob licença da companhia italiana Aermacchi e usado no treinamento de pilotos militares, e o EMB-21 Xingu, primeiro turboélice pressurizado fabricado pela empresa para uso executivo.

  EMB-200 Ipanema

  EMB-326 Xavante

  EMB-21 Xingu

Nos anos 1980, ganharam notoriedade modelos como o EMB 120 Brasília, com capacidade para 30 passageiros, o EMB 312 Tucano, para a área de defesa, e o AMX, caça supersônico produzido em parceria com a Aermacchi entre 1985 e 1999.

  EMB 120 Brasília

  EMB 312 Tucano

  AMX, caça supersônico

Crise e privatização

A partir do final da década de 1980, a Embraer foi atingida pela crise financeira, que castigava a economia brasileira, e quase chegou à falência.

Depois de um longo processo, a empresa foi privatizada em dezembro de 1994, no fim do governo do presidente Itamar Franco, por R$ 154,1 milhões (em valores da época).

No fim da década de 1980, a Embraer foi atingida pela crise financeira e acabou sendo privatizada em 1994. O acordo de privatização garantiu ao governo a chamada “Golden Share”, uma ação preferencial que dá direito a veto a decisões estratégicas, como a transferência de controle acionário.

A recuperação da Embraer após a restruturação foi impulsionada por projetos como o do jato comercial ERJ-145, para 50 passageiros, e outros modelos da mesma família, e o programa de E-Jets, de aviões comerciais, focado no segmento de jatos de 70 a 120 assentos.

  Jato Comercial ERJ-145

  Família E-Jets, para
70 a 120 passageiros

Atualmente a Embraer está entre as maiores fabricantes de jatos de passageiros do mundo, é a terceira maior exportadora do Brasil e encabeça listas de empresas mais inovadoras do país.

A empresa tem sede em São José dos Campos, unidades no país e no exterior e joint ventures na China e em Portugal.

Namoro com a Boeing

O namoro com a Boeing ganhou força há um ano, logo após o anúncio de que a europeia Airbus, concorrente da americana, havia comprado a divisão de jatos regionais da canadense Bombardier, principal concorrente da Embraer no segmento de mercado em que operam.

Maior fabricante de aeronaves do mundo, a Boeing não tem uma linha de aeronaves de médio e pequeno porte, para voos regionais, e ficaria em desvantagem diante da Airbus. Com a parceria, a Boeing poderá acessar esse segmento, em que a Embraer é líder.

A parceria entre Airbus e Bombardier também poderia representar um risco à Embraer, em um mercado cada vez mais disputado e em meio a avanços em outros países, como a China, no segmento de aviões de médio porte.

O avião Militar Multimissão KC-390

  Militar Multimissão KC-390

“Está havendo mudança muito grande no perfil da indústria”, disse à BBC News Brasil Glauco Arbix, professor da USP e co-coordenador do Observatório da Inovação do IEA (Instituto de Estudos Avançados).

Arbix acredita que, do ponto de vista tecnológico, o Brasil não está preparado para os enormes desafios que a Embraer tem pela frente. “Os desafios tecnológicos da Embraer são muito grandes. A indústria aeronáutica está mudando muito profundamente e rapidamente”, observa.

Mas o professor afirma também que, com esse acordo, o Brasil fica desprovido de uma de suas empresas-chave. “A Embraer com certeza é a empresa mais avançada que o Brasil tem”, ressalta. “Desse ponto de vista, eu acho que o Brasil perde com essa compra.”

Nova empresa

A união da americana e da brasileira cria uma gigante global de aviação, com forte atuação tanto no segmento de longa distância quanto na aviação regional.

Segundo comunicado das empresas, essa joint venture será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil. O controle operacional e de gestão ficará com a Boeing.

“A Embraer terá poder de decisão para alguns temas estratégicos, como a transferência das operações do Brasil”, diz o texto. A brasileira poderá vender sua parte para a Boeing a qualquer momento.

A Embraer é a terceira maior exportadora do Brasil e modelo em inovação.

“Estamos confiantes que esta parceria será de grande valor para o Brasil e para a indústria aeroespacial brasileira como um todo. Esta aliança fortalecerá ambas as empresas no mercado global e está alinhada à nossa estratégia de crescimento sustentável de longo prazo”, disse o presidente e CEO da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva.

As empresas também comunicaram um acordo sobre os termos de outra parceria para promover e desenvolver novos mercados para o avião Multimissão KC-390. Nessa joint venture, a Embraer fica com o controle, com 51% de participação, e a Boeing, com 49%.

Com a venda da divisão comercial, a Embraer vai manter o domínio apenas sobre as áreas de defesa, aviação executiva e serviços, além de projetos estratégicos já em curso.

Além de ser aprovado pelo governo brasileiro, o acordo precisa ser ratificado pelo Conselho de Administração da Embraer passar pela aprovação de acionistas e autoridades regulatórias.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, que toma posse em 1º de janeiro, já se manifestou favoravelmente à parceria. A expectativa é de que essa negociação seja concluída até o final de 2019.

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Se você é um aficionado da aviação, conheça também: “Voando – Dos intrépidos desbravadores do ar, até os altamente técnicos de hoje; um breve relato da história da aviação.”

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

O Cosmo Segundo Astrofísicos e Astrônomos

Para aficionados; “excelente!”.

Cosmos” foi uma série de TV realizada por Carl Sagan, cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo e escritor, e sua esposa Ann Druyan, escritora e produtora. Dublado em português, o vídeo que segue exibe parte da série, neste com apresentação do astrofísico Neil deGrasse Tyson.

Relembre um pouco sobre o Universo que conhecemos, segundo os astrofísicos e astrólogos. São 43m39s com belíssimas imagens e importante conteúdo!

Veja” o Espaço Cósmico em uma “viagem espacial personalizada” pelo nosso sistema planetário, pela Via Láctea e o Universo que conhecemos, com breve passagem, de poucos minutos, sobre a história de Giordano Bruno, teólogo e filósofo que, “concordando” com as propostas de Nicolau Copérnico, em seu tempo e “ao custo de sua vida”, ousou divulgar e defender as verdades que “via nos céus”, depois seguindo a sua “viagem” espacial pelo “Big-Bang”, o início e o desenvolvimento da vida que conhecemos.

Vale a pena! São ricos minutos que exibem a beleza e a grandeza do Universo conhecido, permitindo a reflexão sobre a nossa condição em relação ao seu “todo”. Outros “curtos” slides e vídeos que seguem também são interessantíssimos e esclarecedores.

Também interessantes, conheça alguns “curtos” slides que exibem imagens que vão “se afastando” do nosso planeta, para “muito longe”, até 10 milhões de Anos Luz da Terra, e depois “retornando” até o nosso “Micro”, novamente exibindo a nossa “pequenez” em relação à grandeza cósmica. Use o link que segue.

Micro e Macro: Micro e Macro Cosmo

Mais, como curiosidade, observe também, em alguns poucos slides, espantosas comparações de alguns astros mais conhecidos. Use o link que segue.

O Universo em Escala

E ainda, com diversos vídeos, PRINCIPALMENTE O PRIMEIRO MOSTRADO, você terá a visualização
de parte do Universo conhecido, iniciando pelo
nosso Sol, nosso Planeta Terra, os astros do nosso
Sistema Planetário, e outros “próximos”,
encerrando (o primeiro vídeo) com
uma comparação “inacreditável”. Clique para ver.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Gigantes Aéreos em Pousos Dificílimos

Para aficionados; pilotos “bons de pés e mãos”.

Nos pousos das aeronaves, quando o vento é demasiadamente forte e turbulento e, principalmente, “de través” (em sentido transversal ao alinhamento da pista, quando “empurra” a aeronave para fora da mesma, ou, para sua lateral), acima de certos limites somente pilotos conhecidos como “bons de pé e mão” conseguem, com eficiência e perícia, controlar a aeronave para aproximação e pouso.

Ainda assim, quando o vento está forte e turbulento demais, não permitindo atingir condições mínimas de segurança, só lhes resta “arremeter” (abandonar a operação de pouso e voltar a voar normalmente), para então repetir a operação de aproximação e pouso.

Assista nos vídeos que seguem alguns belos exemplos. O primeiro é mais longo e com maior número de aeronaves nessa situação, com diversas aproximações similares exibidas.

Aos não familiarizados: nos vídeos exibidos observem que os comandantes conduzem as aeronaves com a linha de proa (“alinhamento do nariz”) em ângulo bastante diferente do eixo da pista, sempre “contra” a direção do vento (no nosso cotidiano seria; “caranguejando” em direção à pista), executando o necessário alinhamento com a pista simultaneamente ou instantes antes (milésimos de segundos) do toque do trem de pouso na mesma! Notem que, nos pousos dos filmes que seguem, a proa da aeronave está sempre voltada diretamente para a direção de quem está filmando (ou para o lado oposto), enquanto a pista está alinhada na sua lateral.

De forma bastante simplificada, e sem escala, a imagem seguinte ilustra essa situação.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

 

O nosso Brasil de hoje!

Finalizando com a imagem anterior, as que seguem estão grassando pela Web!

Podem até ser mais algumas das já famosas “Fake News”, como modernamente estão identificando as notícias falsas!

Entretanto, nada indica que sejam, vez que trazem fatos amplamente conhecidos. Ainda que alguns dos dados possam estar um pouco exagerados, tudo indica que, ainda assim, são verdadeiros. Analise:

 

Qual é a nossa opinião?

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

A história do Paulistinha CAP 4 e P 56

A HISTÓRIA DO “PAULISTINHA”

A aeronave carinhosamente conhecida entre nós, brasileiros, como “Paulistinha CAP-4”, é avião monomotor, a pistão, de asa alta, para dois tripulantes, inicialmente fabricado pela CAP – Companhia Aeronáutica Paulista, em sua última versão com o modelo 4.

É considerado um dos aviões treinadores de maior sucesso no Brasil, tendo sido utilizado na formação básica de diversas gerações de pilotos (eu entre eles), com muitas dessas aeronaves voando com sucesso até hoje.

Originalmente seu projeto foi coordenado pelo Eng. Romeu Corsini, da USP.

O Paulistinha CAP 4:

Em 1955 a Neiva – Indústria Aeronáutica Neiva – adquiriu os direitos de fabricação daquela aeronave, e, no ano seguinte, deu continuidade ao grande sucesso na área da instrução, lançando nova versão, bastante melhorada, conhecida como “Paulistinha 56”, ou Neiva P 56.

Com seu destaque e eficiência, entre 1959 e 1967 a FAB – Força Aérea Brasileira – adquiriu e operou a nova versão Neiva da aeronave, para o treinamento básico dos seus militares.

O Paulistinha P 56.

O texto que segue teve como base a publicação de “Hideo in Japan”, de 15.10.2016, no URL https://hinouye.wordpress.com/2016/10/15/ypiranga-e-paulistinha/, em matéria com o subtítulo “Ypiranga e Paulistinha”.

A aeronave originalmente “Ypiranga”, depois “Paulistinha”.

O projeto do famoso Paulistinha teve início com a fundação da EAY – Empresa Aeronáutica Ypiranga, criada em 1931 por Fritz Roesler, Orthon W. Hoover e Henrique Santos Dumont, sobrinho de Alberto Santos Dumont.

Inicialmente a Ypiranga fabricou os planadores EAY-101, os primeiros projetados no Brasil, e em 1934 trabalhou nos projetos para a construção do avião EAY-201 Ypiranga.

Inspirado no norte-americano Taylor Cub, o EAY-201 fez seu primeiro voo em 1935, inicialmente com o motor francês Salmson 9 AD radial, de apenas 40 hp e, posteriormente, com o motor Franklin de 65 hp. Ambos utilizavam hélice de madeira.

O último EAY-201 Ypiranga a voar foi o PP-TJR, que, no dia 10 de dezembro de 1970, foi transladado do Campo de Marte, em São Paulo, para o Campo dos Afonsos, pelo Comandante Lucy Lúpia Pinel Balthazar. Hoje essa aeronave está exposta no Museu Aeroespacial da FAB – Força Aérea Brasileira.

O Ypiranga EAY-201

O EAY-201 Ypiranga fotografado em 1936, ainda com o motor original. O seu desenho básico lembra o atual “Paulistinha”.

O acervo do Museu Asas de Um Sonho, da TAM Linhas Aéreas, localizado em São Carlos, também conta com um EAY-201 Ypiranga, cuja unidade nunca voou, tendo servido de peça de decoração nos jardins da residência de Francisco “Baby” Pignatari, até a década de 1990, quando foi comprada por Odemar Rodriguez, que evitou o sucateamento do avião e o doou à Fundação EducTAM, que o restaurou sem o revestimento, para fins didáticos.

O interesse do empresário paulista Francisco Pignatari pela aviação data do final da década de 1930, quando ajudou o projetista italiano L. Bresciani na construção de dois protótipos.

Em fins de 1940, a Laminação Nacional de Metais, uma das empresas do Grupo Pignatari, criou uma divisão de aviação e passou a produzir planadores. A boa recepção dos planadores no meio aeronáutico encorajou Pignatari a criar uma empresa de construção de aviões, que, em agosto de 1942, se realizou na constituição da CAP – Companhia Aeronáutica Paulista.

Além de toda a estrutura industrial herdada do Grupo Pignatari, a CAP se associou ao IPT, de São Paulo, e passou a trabalhar no projeto do avião IPT-4, depois renomeado CAP-1 “Planalto”, e nos seus derivados, o CAP-2, o CAP-3 e o CAP-3A, seguido do CAP-4.

O projeto de maior sucesso comercial foi o CAP-4 “Paulistinha”, baseado na aeronave EAY-201 Ypiranga, cujos direitos de fabricação, então pertencente à Empresa Aeronáutica Ypiranga, foram adquiridos. Novamente com a ajuda de técnicos do IPT, o projeto foi revisto e, em 2 de abril de 1943, o primeiro exemplar deixou as linhas de montagem, divulgado pelo cartaz mostrado a seguir.

Com 777 unidades construídas, o Paulistinha CAP-4 foi produzido em três versões voltadas para a instrução, duas que transportaram uma maca, e um protótipo, o “Paulistinha Rádio”, para regulagem de tiro de artilharia.

Além das boas qualidades aeronáuticas, o sucesso comercial do Paulistinha deveu-se também à “CNA – Campanha Nacional de Aviação”, ou ainda conhecida como “Campanha para Dar Asas a Juventude Brasileira”, ou pelo slogan “Deem Asas ao Brasil”, idealizada e organizada em 1941, pelo jornalista Assis Chateaubriand, proprietário dos jornais Diários Associados, e por Joaquim Pedro Salgado Filho, então Ministro da Guerra, em movimento criado para levantar recursos para a compra de aeronaves de instrução de fabricação nacional, visando sua distribuição aos diversos aeroclubes do Brasil, condição que resultou em grande sucesso, com ampliação na formação de pilotos civis.

Sem complexidade na sua linha de construção, o Paulistinha era robusto, de pilotagem assimilada com facilidade, com manutenção executada com rapidez, eficiência e baixo custo. No apogeu de sua produção, em 1943, a CAP chegou a fabricar um Paulistinha por dia. Com exceção dos motores, que vinham dos EUA, e os principais instrumentos de seu painel, praticamente todos os demais itens eram de fabricação nacional. Sua produção foi encerrada em 1948.

Em 1955 a Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva adquiriu os direitos de fabricação do Paulistinha, bem como alguns gabaritos e todas as plantas do modelo CAP-4.

O projeto foi ligeiramente modificado e rebatizado como Paulistinha 56, o “P 56”. Mais de 240 exemplares foram fabricados nessa “segunda vida” do Paulistinha.

Em 1962 a Marinha do Brasil adquiriu uma única aeronave para emprego geral e instrução. Não são conhecidos os detalhes dessa aeronave, mas se acredita que tenha sido uma das fabricadas pela Neiva da década de 1950. Foi transferida para a FAB em 1965, onde não recebeu matrícula, sendo sucateada em seguida.

Os dados Técnicos do Paulistinha CAP-4

  • Origem: Brasil – CAP – Companhia Aeronáutica Paulista
  • Dimensões: comprimento: 6,71 m; envergadura: 10,67 m; altura: 2,10 m; Superfície alar: 17,00 m2.
  • Pesos: vazio 320 kg; máximo na decolagem 535 kg.
  • Motores: um motor, Continental A-65-8 de 4 cilindros em linha, desenvolvendo 65 HP, refrigerado a ar.
  • Desempenho: velocidade máxima 160 km/h; razão inicial de subida 240 m/min; teto de serviço 3.800 m; Autonomia 4 h.
  • Armamento: ausente
  • Tripulação: dois tripulantes em tandem

O Neiva P 56, bastante superior em relação ao seu precursor, era equipado com motor de 90 HP, fato que melhorou muito o seu desempenho.

O CAP 4 da Marinha do Brasil

O Aeroclube de Sorocaba teve unidades do CAP 4 e do P 56, utilizadas com grande sucesso na formação de pilotos civis. Até hoje utilizam uma das versões.

Tive a grande satisfação de iniciar na aviação civil por meio de ótimos treinamentos iniciais nas duas versões citadas dos “Paulistinhas”, principalmente no CAP 4 de matrícula PP HBL, no CAP 4 de matrícula PP RRE, e no excelente P 56 de matrícula PP HPO. “Quem sabe” ainda estejam voando “por ai”!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
www.pdias.com.br
Sorocaba – SP

Conheça mais sobre o “Paulistinha” – vídeo de 09m22s – em documentário produzido em 2006, pela turma de jornalismo da Universidade Anhembi Morumbi, resumindo a história do avião que marcou a vida de muitos formandos na aviação, publicado por Juvanildo de Lima silva, em 08.12.2016.

 

Livro Sapiens – Uma Breve História da Humanidade

Livro “Sapiens – Uma Breve História da Humanidade”.

Publicações: original em 2014 – no Brasil em 2017.

Traduções: publicadas em mais de 40 países.

Autor: Yuval Noah Harari – Doutor em história, professor na Universidade Hebraica de Jerusalém, especializado em história mundial.

Editora no Brasil: LPM

Número de páginas: 459

Sobre o livro, inicialmente reproduzo uma grande verdade declarada em impresso na capa da versão brasileira; “Harari é brilhante (…). Sapiens é realmente impressionante, de se ler em um fôlego só. De fato questiona nossas ideias preconcebidas a respeito do universo. – The Guardian (jornal nacional diário britânico)”

É um ótimo, excelente, excepcional livro! O considerei um verdadeiro “destruidor”, um “triturador” dos paradigmas que atualmente aceitamos como “normais”, “tradicionais” e “verdadeiros”.

Sem receio de errar, afirmo que é leitura atraente, envolvente e desafiante, para aqueles que tem a mente “aberta” e disposta a avaliar novas situações, condições e “verdades”. O autor “estremece” e contesta grande parte de nossas crenças, conceitos e “conhecimentos” que tradicionalmente “aprendemos” a manter, sobre a vida, a humanidade e o “nosso universo”.

Ele aborda a história da humanidade e da vida em geral, literalmente, desde a distante “sopa primordial”, ou “caldo primordial”, do surgimento da vida até os nossos dias, avaliando e comentando a evolução da vida, todas as vidas, e da espécie humana, analisando criticamente muito do que “não existe na natureza”, e que foram e são criados pela nossa “imaginação”, como os diversos deuses, crenças, dinheiro, capitalismo, nações, impérios, direitos “humanos”, direitos dos “animais”, surgimentos e efeitos dos relacionamentos e convivências, e muito mais, literalmente nos surpreendendo.

É interessante e envolvente desde seu início. Em curtíssimo trecho, aproximadamente na “quinta” ou “quarta” parte inicial, chega a permitir leve “suspeita” de que poderá prosseguir repetitivo e cansativo! Tosco engano! Em capítulo imediatamente seguinte o interesse se agiganta, literalmente, “explodindo” em considerações e avaliações ricas e poderosas! O interesse pelos temas abordados é ampliado, agigantado, na medida em que a leitura prossegue, até seu final, quando avalia e comenta os dias atuais e possíveis “futuros”.

É leitura de grande, enorme importância!

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP