Gigantes Aéreos em Pousos Dificílimos

Para aficionados; pilotos “bons de pés e mãos”.

Nos pousos das aeronaves, quando o vento é demasiadamente forte e turbulento e, principalmente, “de través” (em sentido transversal ao alinhamento da pista, quando “empurra” a aeronave para fora da mesma, ou, para sua lateral), acima de certos limites somente pilotos conhecidos como “bons de pé e mão” conseguem, com eficiência e perícia, controlar a aeronave para aproximação e pouso.

Ainda assim, quando o vento está forte e turbulento demais, não permitindo atingir condições mínimas de segurança, só lhes resta “arremeter” (abandonar a operação de pouso e voltar a voar normalmente), para então repetir a operação de aproximação e pouso.

Assista nos vídeos que seguem alguns belos exemplos. O primeiro é mais longo e com maior número de aeronaves nessa situação, com diversas aproximações similares exibidas.

Aos não familiarizados: nos vídeos exibidos observem que os comandantes conduzem as aeronaves com a linha de proa (“alinhamento do nariz”) em ângulo bastante diferente do eixo da pista, sempre “contra” a direção do vento (no nosso cotidiano seria; “caranguejando” em direção à pista), executando o necessário alinhamento com a pista simultaneamente ou instantes antes (milésimos de segundos) do toque do trem de pouso na mesma! Notem que, nos pousos dos filmes que seguem, a proa da aeronave está sempre voltada diretamente para a direção de quem está filmando (ou para o lado oposto), enquanto a pista está alinhada na sua lateral.

De forma bastante simplificada, e sem escala, a imagem seguinte ilustra essa situação.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP