Física – A recente descoberta do Sóliton

Recentemente “descobertos”, os Sólitons são partículas elementares que, além de ondas solitárias”, são partículas complexas.

soliton01Há várias gerações os estudantes aprendem o que é um Átomo, a partir do conhecido modelo de Bohr: um núcleo e uma série de Elétrons circulando ao seu redor, em órbitas bem estabelecidas. Apesar dos avanços imensos da mecânica quântica, o modelo ainda é válido para o ensino nas séries iniciais e intermediárias.

E, esse avanço não se interrompe no entendimento das “partículas elementares”. Depois da recente descoberta dos Sólitons, agora os cientistas confirmaram que, além de pulsos que não perdem energia facilmente, os mesmos são também partículas puntiformes. São um universo à parte na física de partículas quânticas, possuindo uma intrincada estrutura interna.

Ju Li FísicoParece um contrassenso falar em “estrutura interna de uma onda”, mas, a dualidade partícula-onda, um dos “mistérios” do mundo quântico, tem se mostrado uma fonte inesgotável de boas surpresas para os cientistas. A literatura recente se referia aos Sólitons como ondas, agora, porém, com a descoberta feita pela equipe do Dr. Ju Li, (foto ao lado) da Universidade de Ohio, Estados Unidos, eles também passaram a ser analisados como partículas.

Sólitons

O nome Sóliton nasceu a partir da expressão em inglês “solitary wave” (onda solitária), um fenômeno aquático observado inicialmente em 1834, pelo engenheiro construtor de navios John Scott Russell (1808-1882), ocorrida em um canal artificial – Canal da União -, na Escócia, que possuía características diferentes das ondas normais, por não se desfazer, não ampliar e não reduzir suas dimensões e força (energia), mantendo-as uniformemente por todo o longo trajeto do canal. Seu observador a estudou e reproduziu artificialmente, utilizando os resultados obtidos na construção de navios mais eficientes que os existentes na época, no avanço sobre o volume d’água.

Hoje, na física, Sólitons são pulsos “isolados” que não perdem facilmente sua energia, e tampouco seu formato. Para comparação; um pulso de luz (Fótons), que é uma onda com “picos” e “vales”, tende a perder força quando transmitido ao longo de uma fibra óptica. É como se, depois de ter percorrido um pequeno trecho, a onda de luz começasse a “ficar achatada”, até desaparecer. Isso não acontece com os Sólitons.

Embora os cientistas frequentemente tratem e utilizem as partículas também como ondas, os Elétrons por exemplo, os Sólitons são diferentes; ondas eletrônicas se espalham e perdem força no espaço e no tempo, o que não acontece com os Sólitons.

É como se você fizesse uma onda na água; ‘ela rapidamente se espalha e desaparece’, explica Li. “Mas, um Sóliton é um tipo estranho de objeto; a partir do momento em que ele é ‘construído’, mantém suas características por longo tempo.”

O mundo do Elétron

soliton01Acostumados com a natureza singular do Elétron, que, no modelo de Bohr, opera como uma partícula elementar ao redor de um núcleo, os estudantes poderão estranhar a afirmação de que o próprio Elétron seja agora reconhecido como “um universo à parte“, tendo suas próprias partículas “acessórias”.

O Dr. Li descobriu que cada Sóliton é, na verdade, um Elétron circundado por outras partículas, identificadas como Fónons. Da mesma forma que um Fóton é uma partícula de luz, um Fónon é uma partícula de Energia Vibracional.

A descoberta também sugere que o Elétron no interior de um Sóliton pode alcançar diferentes estados de energia, da mesma forma que um Elétron no interior de um átomo de hidrogênio.

Embora todos saibamos que essas estruturas eletrônicas internas existem em todos os átomos, esta é a primeira vez que alguém demonstra que tais estruturas existem em um Sóliton.” diz Li.

As propriedades quânticas dos Sólitons – incluindo os recém-descobertos Estados de Energia – são muito importantes, porque afetam o modo como a partícula carrega uma carga elétrica ao longo de materiais orgânicos em nível molecular, como nos polímeros condutores.

Músculos Artificiais é a identificação da capacidade do transporte de cargas elétricas ao longo de polímeros orgânicos, que abriram a possibilidade de construção de similares Músculos Artificiais, agora baseados em Sólitons.

Em comparação com os Músculos Artificiais atualmente utilizados, os acionados por Sólitons poderão ser 1.000 vezes mais rápidos (imagine um computador mil vezes mais rápido que os atuais).

soliton02Como as cadeias de polímeros orgânicos (foto ao lado) se curvam e dobram quando um Sóliton as atravessa, os cientistas logo imaginaram utilizar os Sólitons para alimentar os Músculos Artificiais. Esses “músculos” poderão movimentar robôs de última geraçãosubstituindo os grandes e pesados motores, e também ser a base para equipamentos de auxílio à mobilidade de pessoas portadoras de deficiências físicas, entre muitas outras utilidades.

Embora ainda não saibam explicar exatamente qual é o efeito exato dos Fónons sobre o comportamento dos Sólitons, os cientistas acreditam que o entendimento mais preciso dessa partícula-onda deverá permitir também que os Sólitons sejam utilizados em componentes eletrônicos, eletrônica molecular e instrumentos construídos com moléculas individuais.

Quando totalmente compreendidos, os Sólitons poderão também ser explorados para movimentar motores moleculares na nanotecnologia”, diz Li.

E, dada a natureza persistente dos Sólitonsque não perdem energia nem suas características – vários experimentos têm explorado a substituição de Ondas de Luz por Sólitons, para a transmissão de dados em fibras ópticas por longas distâncias. Os Sólitons dispensam os amplificadores de luz, hoje utilizados, tendo potencial para aumentar a eficiência e baratear o custo das comunicações ópticas.

“Estrelas”

Os Sólitons têm sido as “estrelas” de uma série de descobertas e avanços tecnológicos recentes. Além dos Músculos Artificiais, os Sólitons são a chave para pelo menos outras três descobertas nos últimos anos.

Em 2004, um grupo norte-americano descobriu que os Sólitons mantêm suas características mesmo quando viajando lentamente. Isso abriu o caminho para uma série de novas pesquisas em comunicações ópticas, explorando a facilidade de dirigir uma onda no interior de chips.

Em 2005, cientistas alemães criaram moléculas de luz a partir dos Sólitons, que poderão permitir a criação de comunicação digital ternária, utilizando três estados, em lugar dos dois bits da comunicação binária.

Também em 2005, um cientista iraniano criou um transístor Solitônico, que dispensa os Elétrons, funcionando com base nos Sólitons. Como estes se movimentam à velocidade da luz, componentes eletrônicos “Solitônicos” poderão ser incrivelmente mais rápidos do que os componentes eletrônicos atuais.

O texto utilizado com base para o artigo aqui produzido está disponível no Site Inovação Tecnológica, em:  http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=010110060710#.V0x0PzUrJdg

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Um físico descobriu a causa do acidente da Challenger

Richard Feynman

 

Como o físico Richard Feynman (na foto ao lado) descobriu a causa do trágico acidente com o Ônibus Espacial Challenger.

 

 

 

shuttle1Depois que o Ônibus Espacial Challenger e sua tripulação foram destruídos numa terrível explosão, em 28 de janeiro de 1986, a NASA convocou membros da Comissão Rogers para investigar a causa do desastre. Quando Feynman foi chamado para participar dessa comissão, aceitou relutantemente. Não sabia ele que seria a pessoa que descobriria a causa exata da explosão!

Pesquisando a razão do acontecido com a nave, ele dirigiu-se diretamente ao pessoal que a construiu. Com essas pessoas aprendeu muitos dos detalhes que o fizeram descobrir a causa da explosão, e ainda informações que o fizeram concluir o quanto era arriscado voar com um ônibus espacial.

Oficiais da NASA diziam que a chance de falha da nave era de aproximadamente 1 em 100.000. Feynman descobriu que essa probabilidade estava na realidade mais próxima de 1 para 100. Também descobriu que a borracha usada para selar as juntas do jato do foguete, em anéis em “O”, falhava em expandir-se quando a temperatura era igual ou abaixo de zero graus Celsius. A temperatura no momento do lançamento da Challenger estava abaixo de zero.

Acreditava que tinha a solução, mas, para testá-la, usou uma peça do mesmo material do “anel em O”, prendeu-a com um grampo em “C”, para simular as condições reais da nave, e mergulhou o conjunto em um copo com água e gelo.

Nesse ponto é preciso entender o papel dos anéis em “O” nas juntas do foguete de combustível sólido – SRB; quando o material dentro do SRB começa a se aquecer, se expande e pressiona as “paredes”. O anel em “O” tem que se expandir junto, para não deixar frestas. Acontecendo uma abertura na junta do SRB, o gás escapa por ela.

shuttle2Apontado pela seta, a foto ao lado exibe o ponto onde o gás estava escapando. Com o atrito com o ar, o gás se tornou chama e provocou a ruptura do tanque de combustível, que liberou hidrogênio líquido na atmosfera, explodindo.

Como o anel em “O” não conseguiu dilatar, à zero graus Celsius, levou à explosão do propulsor e da própria nave espacial.

A matéria que serviu como base para este texto foi publicada originalmente em Feynman Online. A responsabilidade pela tradução está declarada como sendo de Mauro Pennafort. O texto original traduzido está disponível em: http://www.oocities.org/mpennafort/challenger.html

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Física – A Experiência da Fenda Dupla

Uma rápida e boa “navegação” no conhecimento científico, para quem simpatiza e/ou gosta da Ciência Física de Partículas, ou Quântica.

Hoje a Física de Partículas, ou, mais especificamente, a Mecânica Quântica, nos mostra um mundo “micro” diferente desse “macro” que observamos em nosso cotidiano, em primeiro momento se mostrando estranho, até mesmo quase inacreditável!

Entretanto, essa ciência vem comprovando a veracidade das novas descobertas, por meio incontáveis experiências, e também interagindo com nosso mundo prático diário, se reproduzindo em “n” modernos utilitários e equipamentos eletrônicos, quânticos inclusive, que não existiriam sem essa nova ciência, todos construídos e funcionando com base nessa nova ordem científica, maravilhosamente quase inacreditável!

Uma boa introdução nesse “novo” e atraente mundo do “micro” é conhecer um pouco sobre a dualidade no comportamento da micro matéria, que se apresenta ora como partícula puntiforme, ora como onda, condição descoberta inicialmente pelas constatações e experiências do físico Thomas Young, que confirmou a determinação do caráter puntiforme e também ondulatório da luz, mais especificamente da sua partícula, o Fóton, por meio da sua famosa Experiência da Dupla Fenda, depois aperfeiçoada pelos físicos Merli, Missiroli e Pozzi, utilizando diferentes meios da matéria, iniciando com demonstração por meio de ondas na água, seguida por Elétronsprincipalmente.

Pier Giorgio Merli, Gian Franco Missiroli e Giulio Pozzi 

Pier Giorgio Merli (1943 – 2008) foi um físico italiano que, juntamente com seus colegas Gianfranco Missiroli e Giulio Pozzi, consolidou a realização da enigmática experiência da Fenda dupla, também conhecida como “Experimento de Young”, em uma valiosa, completa e irrefutável experiência a respeito da Interferência de Elétrons, coletivamente e individuais, à partir das “duas fendas“, fato determinante para a física quântica, que consolidou o reconhecimento da dualidade das partículas, que hoje se confirma como tendo comportamento de partículas puntiformes e também de ondas.

A seguir, conheça o filme demonstrativo original feito por esses três físicos, a respeito de sua experiência (são 13m35s), aqui exibido na versão comentada em italiano.

Comentada em italiano, a experiência de Pier Giorgio Merli, Gian Franco Missiroli e Giulio Pozzi – A Interferência no Elétron:

O mesmo assunto é abordado no filme seguinte (em 13m17s), agora comentado em português, mas limitando-se à experiência de Young:

Avalie o mesmo assunto no filme que segue (com 07m5s), agora esclarecendo em linguagem mais “popular“.

Mecânica Quântica – O Experimento da Fenda Dupla:

Agora, em vídeo um pouco mais longo e narrado em português (com 44m58s), produzido pela National Geography, aprecie o mesmo assunto com mais detalhes, e também mais “apaixonante”! Gostando de física, vale a pena assistir – Além do Cosmos – A Mecânica Quântica:

Bastante citados e utilizados nas demonstrações anteriores, e relembrando nosso conhecimento de que o Som se propaga na forma de Ondas Mecânicas, e a Luz, ou Fótons, na forma de Partículas Puntiformes e/ou Ondas de Energia Eletromagnética, vale a pena rever um pouquinho sobre o conhecimento da Luz, ou dos Fótons, e da sua Energia, mais especificamente, da Energia Eletromagnética, por meio de dois filmes abordando o mesmo tema, um mais simples e outro mais detalhado:

O filme seguinte, mais simples (com 02m45s), comenta “Como Vemos a Luz“:

O próximo filme, mais detalhado (com 17m01s), oferece a descrição do comportamento dos Fótons na composição da Radiação Eletromagnética, ou, da Energia Eletromagnética, com alguns detalhes adicionais. É bastante interessante e esclarecedor, valendo a pena assisti-lo.

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP

Temer – o Presidente Interino – e sua equipe

Conheça um pouco de cada um deles, sabendo quais estão envolvidos com a Justiça (Os destaques em vermelho indicam os citados na Operação Lava Jato, ou de alguma forma envolvidos ou investigados por atividades anormais).

Michel Miguel Elias Temer Lulia – Presidente Interino do Brasil

Michel TemerPolítico, advogado, professor universitário e escritor, também exerceu os cargos de presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Federal, Secretário da Segurança Pública e Procurador-Geral do Estado de São Paulo.

Em 1963 graduou-se em direito pela Universidade de São Paulo – USP, onde atuou ativamente na política estudantil. Na década de 1960 trabalhou como advogado trabalhista, oficial de gabinete de José Carlos de Ataliba Nogueira e também em um escritório de advocacia. Lecionou na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP, e na Faculdade de Direito de Itu – FADITU. Em 1974, concluiu um doutorado em direito público na PUC-SP.

Em 1970 foi empossado procurador do Estado de São Paulo. Em 1978 tornou-se procurador chefe da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo. Mais tarde abriu novo escritório com outros três advogados. Em 1981 filiou-se ao PMDB. Em 1983 foi nomeado para a Procuradoria-Geral do Estado, pelo governador Franco Montoro, permanecendo no cargo até 1984, quando assumiu a secretaria de Segurança Pública. Em 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte, obtendo a suplência. Acabou tornando-se deputado no decorrer da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1990, concorreu a deputado federal, mas novamente atingiu a suplência. Durante o governo de Fleury Filho voltou a comandar a Procuradoria-Geral do Estado e, poucos dias após o Massacre do Carandiru, foi nomeado secretário de Segurança Pública.

Em 1995 Temer foi eleito líder do PMDB na Câmara. Contando com o apoio do governo Fernando Henrique, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados duas vezes. Em 2001 foi eleito Presidente Nacional do PMDB. No segundo mandato de Lula, conseguiu tornar o PMDB parte da base governista, o que não havia conseguido no primeiro mandato do petista. Em 2009, com o apoio do governo, foi eleito para a presidência da Câmara. Na disputa presidencial de 2010, apesar de não ser o nome preferido dos governistas, conseguiu ser escolhido para candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff. No primeiro mandato foi considerado por si próprio e pelo partido como um “vice decorativo”. No segundo, ganhou mais poder ao comandar a articulação política. Após desentendimentos públicos com a presidente, Temer articulou pessoalmente o apoio ao afastamento de Dilma. Com o afastamento temporário da presidente, em 12 de maio de 2016 assumiu as atribuições presidenciais.

Henrique Meirelles – Ministro da Fazenda

Henrique MeirellesPresidiu o Banco Central de 2003 a 2011, durante os dois mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. Ao assumir o BC, em 2003, Meirelles, que já tinha feito carreira em instituições financeiras internacionais, conseguiu atrair credibilidade para o governo junto ao mercado financeiro.

Natural de Anápolis – GO, foi eleito deputado federal pelo PSDB de Goiás em 2002. Com 183 mil votos foi o deputado mais votado no estado, mas não chegou a assumir o mandato, porque aceitou a Presidência do BC. Na época, Meirelles deixou o PSDB, partido de oposição ao governo Lula. Em 2011 filiou-se ao Partido Social Democrático – PSD.

Nos últimos tempos vinha presidindo o Conselho de Administração da J&F, proprietária do Banco Original, da JBS e da Vigor. É também membro do Conselho de Administração da Azul Linhas Aéreas.

Maria Silvia Bastos Marques – Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES

Maria Silvia Bastos MarquesAdministradora e executiva, com mestrado e doutorado em economia, foi a primeira e única mulher a ocupar a presidência da Companhia Siderúrgica Nacional – CSN, a maior siderúrgica integrada da América Latina. Em razão da gestão eficiente, ganhou a alcunha de “Dama de Aço”. É viúva do jornalista Rodolfo Fernandes.

Foi secretária municipal de fazenda da cidade do Rio de Janeiro de 1993 a 1996, na gestão do prefeito César Maia, quando ficou conhecida como a “Mulher de 1 Bilhão de Dólares”, em referência à esse valor deixado em caixa do município, em sua saída, um fato inédito.

Antes, já havia sido uma das poucas mulheres a ocupar cargo de diretoria no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Foi incluída na lista da Revista Time como a única mulher entre os doze executivos mais poderosos do mundo. No primeiro ano de sua gestão dobrou o faturamento da CSN. Antes de entrar para essa empresa, havia rejeitado convite do então presidente da república, Fernando Henrique Cardoso, para conduzir a Petrobras.

Ilan Goldfajn – Presidente do Banco Central

Ilan GoldfajnProfessor e economista, graduado em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestre pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, da qual se tornou professor, e doutor pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

Entre 1996 e 1999 atuou no Fundo Monetário Internacional. Foi também diretor do Banco Central, entre 2000 e 2003. Na atualidade foi economista-chefe da instituição financeira Itaú Unibanco.

Em 17 de maio de 2016 foi nomeado presidente do Banco Central, pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Marcelo Abi-Ramia Caetano – Secretário de Previdência

Marcelo Abi-Ramia CaetanoDesde 1997 foi economista do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada – IPEA, e membro do Conselho Editorial do Journal of Social Policy, publicado pela Cambridge University Press.

Graduado em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, finalizou o doutorado em economia pela Universidade Católica de Brasília – UCB. Em 1990 iniciou carreira profissional como professor de introdução à economia e de macroeconomia, na Universidade Federal Fluminense – UFF e PUC-RJ.

Entre 1998 e 2005 foi coordenador-geral de Atuária Contabilidade e Estudos Técnicos do Ministério da Previdência Social. Em 2009, atuou como pesquisador visitante da London School of Economics, do Reino Unido. Desde 1997 concentra seus trabalhos na área de Previdência Social, com diversos estudos publicados, e várias entrevistas aos principais meios de comunicação sobre o tema.

Conta com publicações nos EUA, Inglaterra, Suíça, Portugal, Chile e México. Prestou assessoria para simulações dos impactos fiscais das reformas da seguridade social no Brasil, Equador e Cabo Verde. A partir de 2012 passou a exercer o cargo de coordenador de Previdência do IPEA.

Mansueto Facundo de Almeida Jr. – Secretário de Acompanhamento de Planejamento Econômico do Ministério da Fazenda

Mansueto Facundo de Almeida JrÉ formado em Economia pela Universidade Federal do Ceará, e mestre em Economia pela Universidade de São Paulo – USP. Cursou Doutorado em Políticas Públicas no MIT, Cambridge, nos Estados Unidos, mas não defendeu a tese. É funcionário licenciado do Banco Central.

Técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, exerceu em Brasília os seguintes cargos; coordenador-geral de Política Monetária e Financeira na Secretaria de Política Econômica no Ministério da Fazenda entre 1995 e1997, assessor da Comissão de Desenvolvimento Regional e de Turismo do Senado Federal, de 2005 a 2006, e assessor econômico do senador Tasso Jereissati.

Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo – Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda

Carlos Hamilton Vasconcelos AraújoDoutor em economia pela Escola de Pós-Graduação da Fundação Getúlio Vargas, formado em engenharia civil em 1989, pela Universidade Federal do Ceará, já foi diretor de Política Econômica e também de Assuntos Internacionais do Banco Central. Saiu do BC em fevereiro de 2015 como funcionário licenciado. Também já ocupou os cargos de chefe adjunto do Departamento de Estudos e Pesquisas. Antes de assumir cargos no BC, passou pela Secretaria do Tesouro Nacional e pelo Banco do Estado do Ceará, na função de analista. Foi também professor em cursos de graduação na Fundação Getúlio Vargas, e em cursos de graduação no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais, no Rio de Janeiro.

Antes de assumir a secretaria, Carlos Hamilton era executivo do grupo J&F, controlador da JBS.

José Serra – Ministro das Relações Exteriores

José SerraO senador é um dos defensores da adesão do PSDB ao governo de Michel Temer, e integrou o grupo que ajudou a criação do plano proposto por Temer, para tirar o país da atual crise. Foi ministro do Planejamento e Orçamento e da Saúde no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e governador de São Paulo em 2006. Foi candidato a presidente da República, sendo derrotado por Lula e Dilma. No Senado, propôs a revogação da participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal. A proposta foi aprovada pelos senadores, e agora tramita na Câmara dos Deputados.

Ronaldo Nogueira de Oliveira – Ministro do Trabalho

Ronaldo Nogueira de OliveiraNatural de Carazinho – RS, o deputado federal foi vereador por quatro mandatos, e secretário de Habitação e Assistência e de Obras e Serviços Urbanos do município. Em 2007, no governo do Rio Grande do Sul, foi Diretor do Departamento de Transporte e, de 2008 a 2010, diretor da Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social.

Como suplente assumiu o mandato de deputado, de 2011 a 2014, e, em 2014 foi eleito novamente para o cargo. É especialista em Gestão Pública e pastor da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Gilberto Kassab – Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações

Gilberto KassabKassab foi prefeito de São Paulo duas vezes, entre 2006 e 2012. No primeiro mandato assumiu a prefeitura da capital paulista depois da renúncia de José Serra, de quem era vice-prefeito. Serra deixou o cargo para se candidatar ao governo do estado. Kassab é formado em economia e em engenharia civil. Em 2011 foi um dos fundadores do Partido Social Democrático – PSD, ao lado de dissidentes de alguns partidos, como o PSDB, PPS e DEM, no qual havia sido filiado desde 1995. Atualmente é o presidente nacional do PSD.

Iniciou a vida política aos 25 anos, no Fórum de Jovens Empreendedores da Associação Comercial de São Paulo. No Congresso Nacional foi deputado federal por duas legislaturas, de 1999 a 2003 e de 2003 a 2007. Em janeiro de 2005 renunciou ao mandato parlamentar para ocupar o cargo de vice-prefeito em São Paulo.

Raul Jungmann – Ministro da Defesa

Raul JungmannFiliado ao PP, está no seu terceiro mandato como deputado federal. No governo de Fernando Henrique Cardoso foi ministro do Desenvolvimento Agrário, presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. Apesar de defender o impeachment de Dilma, não participou da votação do processo na Câmara, por ser suplente.

Romero Jucá – Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Está em fase de substituição, por agravamento no envolvimento com a Operação Lava Jato. Por ora, na condição de Secretário, seu substituto é Marcelo Pagotti)

Romero JucáÉ senador pelo PMDB de Roraima. Foi eleito senador pela primeira vez em 1994, e assumiu o terceiro mandato consecutivo em fevereiro de 2012. Foi líder do governo no Senado, designado pelos presidentes Fernando Henrique Cardoso – PSDB, Luiz Inácio Lula da Silva – PT, e Dilma Rousseff – PT. Foi relator-geral do Orçamento da União nos anos de 2005 e 2013. Assumiu a presidência do PMDB em 5 de abril de 2016.

Pernambucano, de Recife, estudou Economia na Universidade Católica de Pernambuco e fez pós-graduação em Engenharia Econômica. Em 1985 presidiu a Fundação Projeto Rondon e, no mesmo ano, foi secretário-executivo da Comissão Interministerial de Educação e Desenvolvimento Regional.

Em 1986 presidiu a Fundação Nacional do Índio – FUNAI. Em 1988, foi nomeado pelo presidente José Sarney, e aprovado pelo Senado, para ser governador do então território de Roraima. Em 1992 compôs a diretoria de Abastecimento da Companhia Nacional de Abastecimento – CONAB, e ocupou o cargo de secretário nacional de Habitação do governo federal. É citado na Operação Lava Jato.

Geddel Vieira Lima – Ministro-Chefe da Secretaria de Governo

Geddel Vieira LimaÉ uma das principais lideranças do PMDB. Em março deste ano foi eleito primeiro-secretário da Comissão Executiva Nacional do partido, ficando responsável pela articulação política da gestão Temer. Foi ministro da Integração Nacional no governo Lula, de 2007 a 2010, e vice-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Dilma, deixando o cargo em 2013. No início deste ano foi citado na Operação Lava Jato por suspeita de negociar propina com a construtora OAS. Ele nega as acusações.

Sérgio Etchegoyen – Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional

Sérgio EtchegoyenGeneral, é natural de Cruz Alta, RS. Ingressou no Exército em março de 1971, na Academia Militar das Agulhas Negras, e foi declarado aspirante-a-oficial da arma de Cavalaria em dezembro de 1974.

No exterior foi oficial do Estado-Maior da Missão de Verificação das Nações Unidas, em El Salvador, entre 1991 e 1992, e Chefe da Comissão do Exército Brasileiro em Washington, Estados Unidos, de 2001 a 2003.

Em março de 2015 passou a ocupar o cargo de chefe do Estado-Maior do Exército. Assumiu o posto após a saída do general Adhemar da Costa Machado Filho, que foi para a reserva. Antes disso, ocupava o cargo de chefe do departamento-Geral do Pessoal, em Brasília.

Bruno Araújo – Ministro das Cidades

Bruno AraújoEstá no terceiro mandato como deputado federal. Passou a ganhar destaque a partir de 2012, quando se tornou líder do PSDB na Câmara. Até fevereiro daquele ano desempenhou papel de líder da oposição, e foi defensor ferrenho do impeachment de Dilma.

Nos quase dez anos de atuação legislativa, Araújo conseguiu aprovar apenas um projeto de lei de autoria exclusivamente sua; a criação do Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce da Retinoblastoma (câncer na retina), em 18 de setembro. Foi coautor da lei que criou o Código Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Filho do ex-deputado Eduardo Araújo, Bruno começou cedo na política, elegendo-se em 1998 como o deputado estadual mais jovem de Pernambuco, aos 26 anos.

Blairo Maggi – Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Blairo MaggiConhecido por ser um dos maiores produtores e exportadores de soja do país, é senador desde 2002. Era filiado ao PR, mas deixou a legenda para ingressar no PP.  Foi eleito governador de Mato Grosso em 2002 e reeleito em 2006. Em 2011 elegeu-se senador pelo estado de Mato Grosso. Em 2013 foi eleito presidente da Comissão de Meio Ambiente do Senado, provocando críticas de movimentos ligados ao setor.

José Mendonça Bezerra Filho – Ministro da Educação e Cultura

José Mendonça Bezerra FilhoRecifense, é senador e representante do DEM no governo de Michel Temer. Como deputado federal foi autor da emenda da reeleição em 1997, permitindo que o então presidente Fernando Henrique Cardoso conquistasse o segundo mandato. Como governador de Pernambuco liderou o programa Universidade Democrática, permitindo que jovens de escolas públicas ingressassem na universidade.

Eliseu Padilha – Ministro-chefe da Casa Civil

Eliseu PadilhaAdvogado e empresário, filiado ao PMDB-RS, é considerado um dos políticos mais próximos do presidente Michel Temer, atuando ao lado dele na articulação política no Congresso, em nome da presidente Dilma Rousseff, em 2015.

Em 1966 se filiou ao antigo MDB, hoje PMDB. É considerado um dos melhores articuladores políticos do partido e do Congresso Nacional.

Foi prefeito de Tramandaí – RS, em 1989. Eleito pela primeira vez deputado federal em 1994, está no quarto mandato na Câmara.

Foi ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1997 a 2001. Antes, foi secretário dos Negócios do Trabalho, Cidadania e Assistência Social, do Rio Grande do Sul.

Osmar Terra – Ministro do Desenvolvimento Social e Agrário

Osmar TerraNascido em Porto Alegre e filiado ao PMDB desde 1986, está no quarto mandato consecutivo de deputado federal. Licenciou-se do mandato de deputado federal, em diversas legislaturas, para exercer o cargo de Secretário de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul. Foi também prefeito de Santa Rosa – RS, no período de 1993 a 1996.

Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, em setembro de 2015, disse que as drogas são o pior problema de saúde e de segurança do Brasil, afirmando; “A droga é responsável pela maior parte das mortes violentas, e é a maior responsável pela morte de jovens no país. É uma epidemia de grande escala, que afeta todas as áreas da sociedade”.

Leonardo Picciani – Ministro do Esporte

Leonardo PiccianiNasceu em Nilópolis – RJ, tem 36 anos e é advogado. Eleito pela primeira vez em 2002, quando tinha 22 anos, o deputado federal está em seu quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados, e deixa a vaga de líder do PMDB na Casa para assumir o cargo no Executivo.

Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara em 2007, e relatou projetos ao longo de seus mandatos, como a mensagem que criou o Programa Federal do Primeiro Emprego, o Marco Regulatório das Agências Reguladoras e a limitação do uso das Medidas Provisórias pelo Governo Federal. De 2009 a 2011 foi secretário de Habitação do Rio de Janeiro, durante o governo de Sérgio Cabral – PMDB.

Ricardo Barros – Ministro da Saúde

Ricardo BarrosDeputado federal, foi indicado pelo PP. Engenheiro civil de formação, participou da Comissão de Finanças e Tributação e do Conselho de Ética na Câmara dos Deputados.

Como relator do orçamento de 2016, defendeu o corte de R$ 10 bilhões da verba destinada ao Bolsa Família, porém, a Comissão Mista de Orçamento vetou o corte. 

José Sarney Filho – Ministro do Meio Ambiente

José Sarney FilhoO maranhense José Sarney Filho – PV-MA, foi eleito para o seu primeiro mandato de deputado federal em 1982, e hoje está em seu nono mandato consecutivo na Câmara dos Deputados. O advogado de 58 anos é filho do ex-senador José Sarney.

Também conhecido como Zequinha Sarney, já comandou a pasta do Meio Ambiente durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, entre 1999 e 2002, e foi secretário de Assuntos Políticos do Maranhão, de 1988 a 1990.

Tem atuação destacada na área do meio ambiente, sobretudo nas discussões para prevenção de incêndios florestais e agressões a unidades de conservação e de ações de biopirataria. Em 1997 liderou a criação da Frente Parlamentar Ambientalista para o Desenvolvimento Sustentável, que coordenou até 1999. Atualmente, é membro do Conselho Consultivo da Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres – RENCTAS.

Henrique Eduardo Alves – Ministro do Turismo

Henrique Eduardo AlvesVolta a ocupar a pasta que deixou em março, quando o PMDB rompeu com o governo de Dilma Rousseff. Presidiu a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2014, e atualmente está sem mandato eletivo. Foi citado na Operação Lava Jato, como beneficiário do esquema de pagamento de propina. Alves nega as acusações e diz que as citações são absurdas.

Alexandre de Moraes – Ministro da Justiça e Cidadania

Alexandre de MoraesAdvogado e jurista, desde dezembro de 2014 ocupou o cargo de Secretário de Segurança Pública de São Paulo, nomeado por Geraldo Alckmin. Antes, entre 2002 e 2005, na gestão anterior do governador tucano, ocupou a Secretaria de Justiça, Defesa e Cidadania paulista. É livre docente da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo – USP, onde se graduou em 1990, e se tornou doutor em 2000.

Além dos cargos no governo estadual, ficou conhecido como “super secretário” da gestão de Gilberto Kassab na prefeitura de São Paulo, quando acumulou, entre 2007 e 2010, os cargos de secretário municipal de Transportes e de Serviços, presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego – CET, e da SPTrans, empresa de transportes públicos da capital paulista.

Mauricio Quintella – Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil

Mauricio QuintellaCom 45 anos, PR-AL, está no quarto mandato como deputado federal por Alagoas. Foi eleito vereador de Maceió em 1996 e em 2000. Foi presidente da Câmara de Vereadores, secretário municipal de Educação de Maceió, e secretário estadual de Educação de Alagoas.

Na votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados, deixou o cargo de líder do partido para votar favoravelmente ao afastamento da petista.

Marcos Pereira – Ministro da Indústria e do Comércio

Marcos PereiraNasceu em Linhares, interior do Espírito Santo.

É evangélico, advogado e presidente nacional do PRB.

Os 22 deputados federais filiados ao PRB votaram a favor do processo de impeachment de Dilma.

Em 2003 tornou-se vice-presidente da Rede Record de Televisão.

Torquato Jardim – Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle (Substituiu Fabiano Augusto Martins Silveira, exonerado por anteriores declarações que o incluíram entre os implicados na Operação Lava Jato)

Torquato JardimEspecializado em direito eleitoral, é considerado um dos maiores especialistas do país nessa área. Já atuou em dois períodos como ministro do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, na cota reservada a advogados.

Ao tomar posse afirmou que sua primeira tarefa será buscar um novo texto sobre os acordos de leniência com empresas envolvidas em irregularidades, principalmente as empreiteiras, dizendo que; “Leniência é para reintegração econômica, e não pode a passo algum prejudicar as investigações”.

Fernando Coelho Filho – Ministro de Minas e Energia

Fernando Coelho FilhoCom 32 anos, é deputado federal pelo PSB de Pernambuco. Na Câmara dos Deputados desde 2007, está em seu 3º mandato consecutivo. Filiado ao PSB desde 2005, foi eleito o deputado federal mais novo nas eleições de 2006, com o total de 117.720 votos, quando tinha 22 anos de idade.

Nascido no Recife, é formado em administração de empresas pela FAAP, em São Paulo. É filho do senador Fernando Bezerra Coelho – PSB-PE, que votou a favor abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, no Senado. Foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma e está sendo investigado pela Operação Lava Jato. Líder do PSB na Câmara, já defendia a participação formal do PSB em eventual governo Temer, antes da abertura do processo de impeachment pelo Senado. 

Helder Zahluth Barbalho – Ministro da Integração Nacional

Helder Zahluth BarbalhoFoi ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos. Seu primeiro cargo eletivo foi como vereador de Ananindeua, em 2000, quando recebeu 4.296 votos, sendo o mais votado do município. Em 2002 elegeu-se deputado estadual, com 68.474 votos, tornando-se o mais votado para o cargo no estado do Pará.

É filho do ex-governador do Pará, Jader Barbalho, e da deputada federal Elcione Barbalho. Com 25 anos exerceu o cargo de prefeito de Ananindeua, de 2005 à 2008, tornando-se o prefeito mais jovem da história do Pará. Em 2008 foi reeleito com 93.493 votos. Em 2014 foi candidato a Governador do Estado do Pará, sendo derrotado pelo tucano Simão Jatene, candidato à reeleição.

André Luis Dantas Ferreira, mais conhecido como André Moura – Líder do governo Temer na Câmara dos Deputados

André Luis Dantas FerreiraFoi vereador em Aracaju, e deputado estadual de Sergipe. Em 1992 foi chefe de Gabinete da Liderança do Governo de Sergipe na Assembleia Legislativa. Em 1993 ocupou a mesma função, junto à presidência da Casa Legislativa, na época dirigida pelo deputado Reinaldo Moura. Entre 1994 e 1995, foi nomeado diretor-geral da Assembleia Legislativa de Sergipe – ALESE, fazendo reformas administrativas que modernizaram as ações de atendimento ao público. Foi prefeito do município de Pirambu por dois mandatos consecutivos, no período de 1997 a 2004, quando era membro do Partido da Frente Liberal – PFL. Depois elegeu-se deputado estadual em 2006, já filiado ao PSC. Desde fevereiro de 2011 ocupa o cargo de deputado federal por Sergipe.

Hoje é também conselheiro aposentado (Já aposentado? Será que regularmente!) do Tribunal de Contas do mesmo Estado. É filiado ao Partido Social Cristão – PSC, com atuação no estado de Sergipe. Foi agora nomeado como Líder do governo Temer na Câmara dos Deputados. É réu em três ações no STF, suspeito de tentativa de assassinato, e também alvo da Operação Lava Jato. Nessa condição, como pode ser indicado pelo Temer?

Marcelo Calero – Ministro da Cultura

Marcelo CaleroAdvogado e diplomata, foi presidente do “Comitê Rio450”, organizando as comemorações dos 450 anos da cidade do Rio, em 2015. Recentemente participou de encontro da área da Cultura, no qual era pedida a permanência do Ministério da Cultura como independente. Recentemente era secretário do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, do PMDB, tendo ingressado em 2013 como coordenador-adjunto de relações internacionais e do cerimonial. Naquele mesmo ano passou a coordenar a preparação da cidade para a festa dos 450 anos do Rio. Sempre foi prestigiado pelo prefeito, que o elogia nas cerimônias públicas. Ele vinha se envolvendo na preparação da cidade para os Jogos Olímpicos.

Pedro Pullen Parente – Presidente da Petrobrás

Pedro Pullen ParenteAtualmente ocupa a presidência do Conselho de Administração da BM&F Bovespa. Foi chefe da Casa Civil no governo de Fernando Henrique Cardoso – PSDB. Foi ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, e também secretário executivo do Ministério da Fazenda. Iniciou a carreira pública em 1971, no Banco do Brasil, e, em 1973, se transferiu para o Banco Central. Formado em engenharia pela Universidade de Brasília – UnB, exerceu também o cargo de consultor do Fundo Monetário Internacional e, em 2002, coordenou a equipe de transição do governo FHC, quando Lula foi eleito. Desde 2010 é CEO e presidente da Bunge Brasil, empresa internacional integrada com agronegócio, alimentos e bioenergia. Em 2012 a Revista Época o apontou como uma das personalidades mais influentes do país, na categoria “construtores”.

O seu nome ainda precisa passar pela aprovação do Conselho de Administração da Petrobras.

Paulo Rabello de Castro  – Presidente do IBGE

Paulo Rabello de CastroÉ doutor em economia pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, presidente do Instituto Atlântico, diretor-presidente da SR Rating, primeira empresa brasileira de classificação de riscos de crédito, fundador da RC Consultores, empresa de previsão econômica e analises de mercado, presidente do Lide Economia, e um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente – MBE.

Gilberto Magalhães Occhi – Presidente da Caixa Econômica Federal

Gilberto Magalhães OcchiÉ graduado em Direito e pós-graduado nas áreas de Finanças e Mercado Financeiro, pela Universidade de Vila Velha – ES.

Fez Gestão Empresarial pela Universidade de Brasília e Comércio Exterior pela Universidade Católica de Brasília.

Foi funcionário de carreira na Caixa Econômica Federal, ex-ministro das Cidades do Brasil, e ministro da Integração Nacional, do Segundo Gabinete Dilma Rousseff.

Ernesto Lozardo – Presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA

Ernesto LozardoÉ administrador e economista, Mestre em Administração de Empresas pela New York University – MBA, EUA, Mestre em Economia pela Columbia University – MA, bolsista no programa de mestrado na New York University, bolsista da Organização dos Estados Americanos – OEA, na Columbia University, e recebeu o prêmio Phi Alpha Kappa Honorary Society, em bancos e finanças na New York University.

Fátima Lúcia Pelaes – Secretária de Políticas para as Mulheres (Órgão ligado ao Ministério da Justiça)

Fátima Lúcia PelaesSocióloga, foi deputada federal pelo Amapá, por cinco mandatos, e preside o PMDB Mulher Nacional.

Quando exercendo o mandato de deputada federal declarava-se contra a descriminalização do aborto, mesmo em casos de estupro. (Responde à inquérito na Polícia Federal, por ter sido autora de diversas emendas parlamentares, no valor de R$ 4 milhões, para uma ONG fantasma, que a teria beneficiado diretamente).

Paulo Dirceu Dias
paulodias@pdias.com.br
Sorocaba – SP